Faleceu neste domingo (24) em Vitória da Conquista o cidadão João Libarino Barros. Assim talvez, poucas pessoas reconheçam de quem vai tratar esse registro. Pode até ser que, nessas circunstâncias, só os mais próximos iriam chorar e sofrer essa perda. O sincero adeus ao homem.

Mas, como se diz na boca do povo, ligarmos o nome a pessoa, aí, a situação se reverterá para um profundo e doloroso pesar que, por certo, se estenderá a uma grande parte da comunidade conquistense.

Principalmente, aos que convivem na cena musical de Vitória da Conquista, mais especificamente ainda, no circuito das pessoas que gostam de “raizagem”. Como é reconhecida nas gírias da cidade, um estilo musical regional, ou as pessoas que gostam de ouvir, ver e prestigiar a prata da casa. Para esse público, nossa cidade hoje perdeu um grande representante, o compositor, cantor e artista plástico Dão Barros.

Em sua última apresentação, ocorrida no mês de dezembro, Dão Barros apresentou o show “A voz do silêncio”. Ao que perguntei-me intrigada: Do silêncio? Essa pergunta ressoará no ar. Contudo, quem esteve presente viu que naquela alquimia não houve silêncios, mas, encantamentos… Um espetáculo com a fusão perfeita de letras melodiosas, canções e flautas andinas com berimbau indiano, muita percussão, recital de poesias, luzes e cores. Tudo de ontem e hoje junto aqui e agora, ali celebrando o natal. Foi perfeito!

Diante da crueza da cena da morte, a memória, me provoca acolhimento. E, diante de tudo, fico pensando, quem teve sua vida ceifada do plano material foi o homem João Libarino. Dele, por certo, ficaram coisas não resolvidas e lembranças restritas. O homem mortal cumpriu seu destino.

O artista Dão Barros estrela raizeira, também completou sua trajetória. Para sempre viverá imortalizado e encantado em suas artes. Por isso, ao artista não tem adeus! Como na última vez em que nos encontramos, torno a repetir, “inté mais vê, amigo véi”.

Por Maris Stella