sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

CNBB pede fim da corrupção e aprovação do Ficha Limpa


O Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB (Consep) divulgou na tarde desta quinta-feira, 10, uma nota exigindo “um basta à vergonhosa situação de corrupção” que atinge o país. O Conselho iniciou na quarta-feira sua última reunião do ano, na sede da Conferência dos Bispos, em Brasília.

Os bispos se referiram também às denúncias de corrupção no governo do Distrito Federal “em que agentes públicos, eleitos para promover o bem comum, são descobertos repartindo o fruto de seu crime”.

O Conselho condenou a oração feita por alguns dos envolvidos no esquema da propina. “Causa-nos repulsa mais ainda quando tais pessoas unem-se numa blasfêmia em forma de oração como a pedir que Deus lhes seja companheiro no roubo praticado”.

Os bispos reafirmaram a necessidade do Congresso discutir e aprovar o projeto de lei de iniciativa popular, que recolheu 1,5 milhão de assinaturas, propondo a inelegibilidade de pessoas condenadas em primeira instância por crimes graves e por parlamentares que renunciam ao mandato para não serem cansados.

“A corrupção deturpa a democracia que tem no povo o princípio do poder”, diz a nota.

Fonte: C.N.B.B.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Em Salvador, o Clero e o Legislativo exigem melhorias para Vitória da Conquista

Em audiência com Wagner, o Legislativo e o Clero
de Vitória da Conquista exigem mais segurança pública para a cidade


Durante uma hora, na tarde desta quarta-feira (2), estiveram reunidos com o governador Jaques Wagner, o vereador Gildásio Silveira (PT), representando o Legislativo Municipal, o Arcebispo Metropolitano de Vitória da Conquista, Dom Luiz Gonzaga Silva Pepeu e o monsenhor Uilton Pereira que apresentaram a campanha da fraternidade 2009, com o tema “Fraternidade e Segurança Pública”. Segundo Gildásio, o governador disse que apesar dos desafios contatará com as parcerias das igrejas e do Governo Municipal que tem desempenhado um papel importante voltadas para a educação das crianças. Wagner disse ainda que estará acionando as Secretarias de Justiça e de Segurança Pública para disponibiliar recursos.

“O crescente índice de homicídios e trafico de drogas é preocupante para toda a sociedade, e o governador estará adotando melhorias para o nosso município, além ainda da reestruturação do Instituto Médico Legal (IML), mais recursos para a Polícia Civil e Militar e a continuidade na construção do presídio”, falou ao Blog do Anderson por telefone, Gildásio Silveira.


Com informações do Blog do Anderson

HQ brasileira conta a história de Jesus

Uma HQ brasileira contando a história de Jesus. Isso é Yeshuah – Assim em Cima Assim em Baixo, do quadrinista Laudo Ferreira Júnior. São 160 páginas em que o autor coloca uma visão própria sobre a saga de Cristo. Laudo pesquisou os textos dos quatro evangelistas e também outras fontes históricas para criar a HQ. O estudo levou nove anos para ficar pronto e resultou nesse álbum que pretende ser o primeiro de uma trilogia.

Para manter uma proximidade com o texto original, Laudo mudou para o hebraico os nomes dos personagens. Assim, Maria é Miriam, José é Yosef e assim vai. Jesus aparece apenas na parte final do álbum e a ideia é mostrá-lo mais próximo de uma pessoa comum do que dentro do que o autor chama de “aura católica”.

Yeshuah, da Devir Livraria, é em preto e branco e custa R$ 23. Tem lançamento nessa sexta-feira (4 de dezembro), em São Paulo, na HQ Mix Livraria, às 19h30. Fica na Praça Roosevelt, 142, no Centro.

Fonte: O Capacitor

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Papa reza pelas crianças e para que nações se abram a Cristo

Neste mês de dezembro o Papa Bento XVI pede orações para as crianças e para que a humanidade se abra a Cristo.

Na intenção geral, Bento XVI pede orações "a fim de que as crianças sejam respeitadas e amadas e nunca sejam vítimas de exploração em suas várias formas".

E na intenção missionária, o Papa reza para que "no Natal os povos da terra reconheçam no Verbo Encarnado a luz que ilumina cada homem e as Nações abram as portas a Cristo, Salvador do mundo".

Todos os meses o Papa confia suas intenções ao apostolado da oração. Esta iniciativa é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.

Fonte: Rádio Vaticano

Campanha quer promover cidadania e não apenas tratamento da Aids

Todo 1º de dezembro é Dia Mundial de Luta contra a Aids. Como ressalta o secretário executivo da Pastoral da Aids no Brasil, frei José Bernardi, esta campanha é importante para conscientizar a população sobre a epidemia da doença que atinge muitos países. Além disso, o Dia de Luta pretende também combater o preconceito e a discriminação em relação aos portadores do vírus do HIV.

Frei Bernardi destaca ainda que a campanha mundial visa o alerta aos governos para que não promovam apenas o tratamento de pessoas com aids, mas também seu bem-estar social: "Junto com o tratamento para a doença é necessário promover a cidadania das pessoas com HIV através de políticas públicas que possibilitem emprego e renda, moradia e alimentação dignas".

Qual a importância deste Dia de campanha?

Frei Bernardi - A campanha é importante porque chama atenção de toda a sociedade que a epidemia do HIV ainda está presente e, infelizmente, tem atingido a população de forma silenciosa. Com os avanços da ciência e da medicina, conseguiu-se controlar as manifestações da doença, mas não o seu aumento. A cada ano, no Brasil, são registrados 30 mil novos casos de aids. Isto é um número altíssimo para o sistema de saúde, pois significa que, a cada ano, se somam estes números aos que já estão em tratamento. Por outro lado, ainda está enraizado o preconceito e a discriminação com quem se descobre com HIV. A campanha deste ano enfatiza exatamente este aspecto: "Viver com aids é possível, com preconceito, não!".

Quais são as principais reivindicações junto aos governos no combate à doença?

Frei Bernardi - O movimento de combate à aids reivindica o cumprimento da legislação que prevê a distribuição gratuita dos medicamentos e o acompanhamento sistemático das pessoas que tem HIV. Em muitos estados e municípios está havendo um desmantelamento dos programas e serviços que cuidam deste setor, em função de que há outras prioridades. Isto vem sendo criticado pelas organizações da sociedade civil. Embora o Brasil tenha um programa exemplar de enfrentamento à epidemia, ainda há taxas de transmissão vertical – da mãe infectada para o bebê – que são inconcebíveis. Por outro lado, junto com o tratamento para a doença e necessário promover a cidadania das pessoas com HIV através de políticas públicas que possibilitem emprego e renda, moradia e alimentação dignas.


Como está o andamento pelo Brasil da campanha para o diagnóstico precoce da Aids?

Frei Bernardi - Está em andamento a experiência piloto em cinco cidades do Brasil, na parceria entre o Ministério da Saúde e a CNBB: Porto Alegre, Curitiba, João Pessoa, Fortaleza e Manaus. Temos notícias que houve um crescimento na procura dos testes nas cidades envolvidas. Em Curitiba, por exemplo, aumentou 10% a procura. Um bom resultado é a repercussão nos meios de comunicação. Isso deixa o tema da aids na discussão pública e, deste modo, a população é convidada a pensar sobre o assunto, inclusive repensando suas atitudes diante do vírus, diante das pessoas com HIV e da possibilidade de também ser atingido pela doença, pois todos somos vulneráveis. A campanha desfaz uma série de mitos produzidos: que a Igreja atrapalha, que a Igreja é contra, que é impossível trabalhar juntos, mesmo pensando e tendo estratégias diferentes. A campanha foi pensada sob o enfoque das coisas que temos em comum: responsabilidade de contribuir para o controle da epidemia, de incentivar as pessoas a terem vida saudável e que se ofereça serviço de saúde de qualidade.


Em recente pesquisa do Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), o número de infecções pelo vírus HIV em todo o mundo teve queda de 17% nos últimos oito anos. Este percentual de redução de infecções pelo vírus HIV é confirmado pelos governos e entidades mundiais? Como está a situação pelo mundo?

Frei Bernardi - Realmente as notícias são de que houve uma diminuição dos casos. Uma das razões é a mudança no modo de calcular ou fazer a estimativa. Há uma relativa diminuição no número de pessoas que desenvolvem a doença em função de que há mais medicamentos disponíveis, mas nos países pobres somente 15% dos que necessitam tem acesso ao tratamento. Atualmente, cerca de 33 milhões vivem com HIV no mundo.

Por Gracielle Reis
Fonte: Canção Nova

Problemas difíceis, soluções díficeis - Dia Internacional de Combate à Aids

Você já resolveu um polinômio complicado que tenha como resultado uma solução fácil?

Tá, tá, isso aqui não é matemática on-line. Mas responda aí vai… com certeza já passou da 7ª série e perdeu muitos cabelos resolvendo teoremas e logaritmos.

Aprendemos na vida:

Problemas difíceis não têm soluções fáceis!

Como podem querer resolver um problema difícil como a Aids com solução fácil: uso de camisinhas “a torto e a direito”.

Muito simples distribuir milhares de preservativos aos jovens pensando estar resolvendo a situação.

Galera, o problema é mais em cima e não embaixo!

É mudança de mentalidade! É formação. É saber que não somos máquinas de satisfação pessoal de prazer. Uso descartável!

Somos gente.

O dramaturgo francês Paul Claudel afirmou certa vez que: “A juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”. “Ser homem não é dominar os outros, mas dominar-se a si mesmo”.

Propor a castidade é desafiante, pois exige inteligência, exige autoconhecimento. E quem quer pensar?

Eu. Eu quero!

O True Love Waits ("O Verdadeiro Amor Espera"), lançado em 1994 na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland, nos Estados Unidos, é bem bacana. Eles prometeram, por escrito, manter-se virgens até o dia do casamento. O pacto que assumiram diz o seguinte:

“Acreditando que o verdadeiro amor espera, eu me comprometo diante de Deus, de mim mesma, minha família, meu namorado, meu futuro companheiro e meus futuros filhos a viver a castidade até o dia em que entrar numa relação de casamento” (Jornal do Brasil, Ana Maria Mandin, 12/03/94).

Este exemplo não é único e mostra o renascer da castidade.

Quando o Papa João Paulo II esteve nas Filipinas, em janeiro de 1995, na “Jornada Mundial da Juventude”, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas para participar da Missa que ele presidiu em Manila. Nessa ocasião um grupo de cinquenta mil jovens entregou a ele um abaixo-assinado se comprometendo a viver a castidade.

Hoje quero levantar esta bandeira: O verdadeiro amor espera e diante do problema difícil da Aids a solução não é fácil, mas é desafiadora: Castidade!

Aceita o desafio?

Foto Adriano Gonçalves
adriano@geracaophn.com
Adriano é apresentador do programa Revolução Jesus. Vai ao ar todas as quartas-feiras a partir das 23h e com reprise aos domingos a partir das 17h na TV Canção Nova. Programa jovem que tem como finalidade levar o telespectador a um encontro profundo e determinante com Jesus.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O cenário regional e o mundo - Por Ítalo Brito

A realidade do mundo moderno nos continentes é fragmentada nas culturas que compõem os contextos sociais, formando as características próprias dos cenários regionais, estes interligados com o mundo sem fronteiras o qual é movido pela força gigantesca da universalização. O poder desta força está presente nos negócios e nas políticas que norteiam governos, empresas, instituições do terceiro setor e na sociedade. Neste sentido, as organizações são compelidas a estarem preparadas para produzirem os resultados, e a eficiência que as projetam, a sobressaírem em um universo comportamental que formam nos múltiplos mercados cíclicos, nichos regionais cada vez mais dinâmicos e competitivos.

A evolução do mundo atual é o fato de estarmos na era do conhecimento e este, dita os ritmos dos negócios em qualquer parte do planeta, pois se no passado o consumo era fruto apenas das demandas que agiam apenas motivadas pela necessidade, nesta nova dimensão, o ato de consumir passa por uma serie de etapas e motivações com características próprias de cada segmento. As culturas, focalizam estrategicamente o planejamento das empresas nos canais de consumo, dos serviços, ou dos produtos produzidos e comercializados no cenário universal, bem como dos negociados somente no âmbito regional.

O grande avanço do mercado em suas demandas são acontecimentos universais decorrentes das transformações comportamentais dos consumidores e da profissionalização dos empresários, administradores e colaboradores que, mesmo no empirismo, são movidos pela informação. Notadamente colocamos em foco as transformações no Brasil que, em pleno desenvolvimento socioeconômico, vê destacar o Nordeste, com indicadores de crescimento diferenciado. Como parte deste avanço evidenciamos que nos últimos anos, a potencialidade econômica de Vitória da Conquista e região sudoeste, vem sendo um atrativo para investidores e empreendedores. Destaca-se também no mercado local, o aporte de diversas lojas de rede, que associadas ao advento do Shopping Conquista Sul, vem desencadeando fatos sociais que estão exercendo um papel determinante na vida da comunidade, quebrando paradigmas e gerando uma nova mentalidade nos clientes, gestores, colaboradores e comerciantes locais. Os indicadores positivos para todos os segmentos, evidenciam os diversos destaques no cenário local, revelando atores e organizações que compõem o panorama regional, com suas estratégias competitivas que são perceptíveis nas mudanças e no crescimento da cadeia dos diversos setores.

O desenho do cenário e as ações de crescimento nos grupos que formam o mercado do sudoeste estabelecem a todos que desejam manter-se no nível já conquistado e tem como meta crescimento sustentável, que além do empenho e da vontade de vencer, é preciso ser criativo, inovador, saber viabilizar soluções e criar em torno de sua atuação, um ótimo nível de confiança, soluções inovadoras, superando assim as expectativas dos clientes antenados com todos os canais de distribuição.

Antes de enfrentar os desafios do mercado, gestores e lideres devem conhecer as variáveis do desenvolvimento globalizado e os comportamentos dos consumidores alocados no publico alvo que compõe a geografia de atuação das empresas, que seja nas interfaces da internet, no tradicional atendimento de balcão que ainda é muito corriqueiro nas empresas de todos os portes da região sudoeste, ou até mesmo nas lojas que recentemente instalaram o sistema de auto-atendimento os denominados “Home Center”.

As vantagens competitivas estão no diferencial que cada empresa promove, com ousadia, inovação e estratégias mercadológicas, assim é possível superar a exigência regional ou da globalização, e fazer sucesso no atacado, no varejo ou em qualquer outro segmento. O segredo para todas as pessoas de qualquer sexo, idade ou condição social que almejam fazer sucesso na era do conhecimento, é planejar ações empreendedoras, explorando “a arte de criar oportunidades”. A Conquista da Vitória é uma questão de competência, isto é Vitória da Conquista. As pessoas geram as idéias e elas movem o mundo.

Italo Brito – Administrador, Pós-graduando em Gestão de Pessoas (FAINOR), Gerente comercial da COFET e Tutor da UNOPAR.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Santa Sé divulga mensagem do Papa para dia mundial do migrante

O Vaticano divulgou nesta sexta-feira, 27, a mensagem do Papa Bento XVI para o dia o 96º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado em 17 de janeiro de 2010. O tema do próximo ano é "Migrantes e refugiados menores de idade".

Leia a mensagem na íntegra

Queridos irmãos e irmãs

A celebração do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado oferece-me novamente a ocasião de manifestar a solicitude constante que a Igreja alimenta por aqueles que vivem, de vários modos, a experiência da emigração. Trata-se de um fenómeno que, como escrevi na Encíclica Caritas in veritate, impressiona pelo número de pessoas envolvidas, pelas problemáticas sociais, económicas, políticas, culturais e religiosas que levanta, pelos desafios dramáticos que apresenta às comunidades nacionais e internacional. O migrante é uma pessoa humana com direitos fundamentais inalienáveis que devem ser respeitados sempre e por todos (cf. n. 62). O tema deste ano, «Os migrantes e os refugiados menores», refere-se a um aspecto que os cristãos avaliam com grande atenção, recordando-se da admoestação de Cristo, que no juízo final considerará referido a Ele mesmo tudo o que é feito ou negado «a um só destes pequeninos» (cf. Mt 25, 40.45). E como não considerar entre os «pequeninos» também os migrantes e refugiados menores? O próprio Jesus, quando era criança, viveu a experiência do migrante porque, como narra o Evangelho, para fugir às ameaças de Herodes, teve que se refugiar no Egipto juntamente com José e Maria (cf. Mt 2, 14). Embora a Convenção dos Direitos da Criança afirme com clareza que deve ser sempre salvaguardado o interesse do menor (cf. art. 3), ao qual se devem reconhecer os direitos fundamentais da pessoa ao mesmo nível do adulto, infelizmente na realidade isto não acontece.

Com efeito, enquanto aumenta na opinião pública a consciência da necessidade de uma acção pontual e incisiva em protecção dos menores, de facto muitos são abandonados e, de vários modos, encontram-se em perigo de exploração. Da condição dramática em que eles vivem fez-se intérprete o meu venerado Predecessor, João Paulo II, na mensagem enviada a 22 de Setembro de 1990 ao Secretário-Geral das Nações Unidas, por ocasião do Encontro Mundial para as Crianças. «Sou testemunha – ele escreveu – da condição lancinante de milhões de crianças de todos os continentes. Elas são mais vulneráveis, porque menos capazes de fazer ouvir a sua voz» (Insegnamenti XIII, 2, 1990, pág. 672). Formulo votos de coração para que se reserve a justa atenção aos migrantes menores, necessitados de um ambiente social que permita e favoreça o seu desenvolvimento físico, cultural, espiritual e moral. Viver num país estrangeiro sem pontos de referência efectivos cria-lhes, especialmente àqueles que estão desprovidos do apoio da família, inúmeros e por vezes graves incómodos e dificuldades.

Um aspecto típico da migração de menores é constituído pela situação dos jovens nascidos nos países receptores, ou então por aquela dos filhos que não vivem com os pais emigrados depois do seu nascimento, mas que se reúnem a eles sucessivamente. Estes adolescentes fazem parte de duas culturas, com as vantagens e as problemáticas ligadas à sua dúplice pertença, condição esta que todavia pode oferecer a oportunidade de experimentar a riqueza do encontro entre diferentes tradições culturais. É importante que lhes seja oferecida a possibilidade da frequência escolar e da sucessiva inserção no mundo do trabalho, e que seja facilitada a integração social graças a oportunas estruturas formativas e sociais. Nunca se esqueça que a adolescência representa uma etapa fundamental para a formação do ser humano.

Uma categoria particular de menores é a dos refugiados que pedem asilo, fugindo por vários motivos do próprio país, onde não recebem uma protecção adequada. As estatísticas revelam que o seu número está a aumentar. Por conseguinte, trata-se de um fenómeno que deve ser avaliado com atenção e enfrentado com acções coordenadas, com oportunas medidas de prevenção, de salvaguarda e de acolhimento, segundo quanto prevê também a própria Convenção dos Direitos da Criança (cf. art. 22).

Dirijo-me agora particularmente às paróquias e às muitas associações católicas que, animadas por um espírito de fé e de caridade, envidam grandes esforços para ir ao encontro das necessidades destes nossos irmãos e irmãs. Enquanto exprimo gratidão por quanto se está a realizar com grande generosidade, gostaria de convidar todos os cristãos a tomar consciência do desafio social e pastoral que apresenta a condição dos menores migrantes e refugiados. Ressoam no nosso coração as palavras de Jesus: «Era peregrino e recolhestes-me» (Mt 25, 35), assim como o mandamento central que Ele nos deixou: amar a Deus com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente, mas unido ao amor ao próximo (cf. Mt 22, 37-39). Isto leva-nos a considerar que cada uma das nossas intervenções concretas deve nutrir-se antes de tudo de fé na acção da graça e da Providência divina. De tal modo, também o acolhimento e a solidariedade para com o estrangeiro, especialmente se se trata de crianças, torna-se anúncio do Evangelho da solidariedade. A Igreja proclama-o, quando abre os seus braços e trabalha para que sejam respeitados os direitos dos migrantes e dos refugiados, estimulando os responsáveis das Nações, dos Organismos e das Instituições internacionais, a fim de que promovam iniciativas oportunas em seu benefício. Vele materna sobre todos a Bem-Aventurada Virgem Maria, e ajude-nos a compreender as dificuldades daqueles que estão distantes da própria pátria. A quantos estão empenhados no vasto mundo dos migrantes e refugiados, asseguro a minha oração e concedo de coração a Bênção Apostólica.

Vaticano, 16 de Outubro de 2009.

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Aniversário do Grupo Novos Amigos 4 anos!!!


Nossos destinos de uma certa forma já esta escrito e previsto,
mais os caminhos que trilhamos
estão repletos de surpresas e de infinitas aventuras.

Conhecemos, descobrimos e nos aprofundamos
naquilo que vai nos enriquecer e nos acrescentar,
estou falando das amizades que se formam e que se tornam importantes
e vitais em nossa rotina diária.

Ser amigo de alguém é algo incrível
que não se pode definir e nem se explicar,
é uma pessoa que sempre nos acompanha,
que compartilha silêncios
e que se solidariza em nossas dificuldades.

Amigo é aquele que se pode contar em todas as etapas
e situações de sua vida.
Que a nossa amizade se fortaleça cada vez mais

Parabéns Grupo Novos Amigos
4 anos de alegrias!!!!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Posso me casar na Igreja com alguém não católico? - É preciso muito respeito para com a fé do outro

Cresce o número de jovens católicos e protestantes, ou de outras religiões, que namoram, desejam se casar na Igreja Católica e perguntam se podem fazê-lo. Antes de tudo é preciso compreender que há duas situações diferentes: uma é o “casamento misto” – entre um católico e uma pessoa não católica, mas batizada em uma comunidade eclesial cristã. Um outro caso é quando há “disparidade de culto”, isto é , o casamento entre um católico e uma pessoa não batizada, não cristã. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que:

“Em muitos países, a situação do casamento misto (entre católico e batizado não católico) se apresenta com muita frequência. Isso exige uma atenção particular dos cônjuges e dos pastores. O caso dos casamentos com disparidade de culto (entre católico e não batizado) exige uma circunspeção maior ainda (CIC §1634).

A Igreja pode autorizar o matrimônio desde que obedeçam a certas exigências. Antes de tudo é preciso que se amem e cada um respeite o outro e sua fé, vivendo cada um, a seu modo, a fidelidade a Cristo. A Igreja não deixa de lembrar as dificuldades que podem surgir nessa união, pois a fé é um ponto básico na unidade do casal. O católico, por exemplo, gostará de ter em sua casa o crucifixo e outras imagens para venerar; bem como rezar o Rosário de Nossa Senhora, entre outros. Já a outra parte pode não aceitar isso. Mais difícil ainda pode ser quando o outro cônjuge não cristão não aceitar a própria fé em Cristo do outro ou querer praticar cultos que a fé da Igreja não aceite. E a grande preocupação da Igreja é com relação à educação dos filhos. O Catecismo diz que:

“A diferença de confissão entre os cônjuges não constitui obstáculos insuperável para o casamento, desde que consigam pôr em comum o que cada um deles recebeu em sua comunidade e aprender um do outro o modo de viver sua fidelidade a Cristo. Mas nem por isso devem ser subestimadas as dificuldades dos casamentos mistos. Elas se devem ao fato de que a separação dos cristãos é uma questão ainda não resolvida. Os esposos correm o risco de sentir o drama da desunião dos cristãos no seio do próprio lar. A disparidade de culto pode agravar ainda mais essas dificuldades. As divergências concernentes à fé, à própria concepção do casamento, como também mentalidades religiosas diferentes, podem constituir uma fonte de tensões no casamento, principalmente no que tange à educação dos filhos. Uma tentação pode então apresentar-se: a indiferença religiosa” (CIC §1635.)

A Igreja exige nos casos acima citados a autorização expressa da autoridade eclesiástica, normalmente do bispo. E exige que os noivos se comprometam a educar os filhos na fé católica. Afirma o Catecismo:

“Conforme o direito em vigor na Igreja Latina, um casamento misto exige, para sua liceidade, a permissão expressa da autoridade eclesiástica. Em caso de disparidade de culto, requer-se uma dispensa expressa do impedimento para a validade do casamento. Esta permissão ou esta dispensa supõem que as duas partes conheçam e não excluam os fins e as propriedades essenciais do casamento, e também que a parte católica confirme o empenho, com o conhecimento também da parte não-católica, de conservar a própria fé e assegurar o batismo e a educação dos filhos na Igreja católica” (CIC §1636).

Portanto, para um (a) jovem católico (a) que namora uma pessoa de outra religião, esta será a primeira questão a ser discutida com o (a) companheiro (a). Será que ele (a) aceita isso? O Código de Direito Canônico da Igreja afirma:

Cân. 1124 – “O matrimônio entre duas pessoas batizadas, das quais uma tenha sido batizada na Igreja católica ou nela recebida depois do batismo, e que não tenha dela saído por ato formal, e outra pertencente a uma Igreja ou comunidade eclesial que não esteja em plena comunhão com a Igreja católica, é proibido sem a licença expressa da autoridade competente”.

E sobre a disparidade de culto confirma o Código o seguinte:

Cân. 1086 § 1 – “É inválido o matrimônio entre duas pessoas, uma das quais tenha sido batizada na Igreja católica ou nela recebida e que não a tenha abandonado por um ato formal, e outra que não é batizada.

§ 2. Não se dispense desse impedimento, a não ser cumpridas as condições mencionadas nos cânn. 1125 e 1126”.

Cân. 1125 – “O Ordinário local [Bispo] pode conceder essa licença, se houver causa justa e razoável; não a conceda, porém, se não se verificarem as condições seguintes:

1°- a parte católica declare estar preparada para afastar os perigos de defecção da fé, e prometa sinceramente fazer todo o possível a fim de que toda a prole seja batizada e educada na Igreja católica;

2°- informe-se, tempestivamente, desses compromissos da parte católica à outra parte, de tal modo que conste estar esta verdadeiramente consciente do compromisso e da obrigação da parte católica;

3°- ambas as partes sejam instruídas a respeito dos fins e propriedades essenciais do matrimônio, que nenhum dos contraentes pode excluir.

Cân. 1126 - “Compete à Conferência dos Bispos estabelecer o modo segundo o qual devem ser feitas essas declarações e compromissos, que são sempre exigidos, como também determinar como deve constar no foro externo e como a parte não-católica deve ser informada”.

E como deve ser celebrado o matrimônio nesses casos? O Código de Direito exige o seguinte:

Cân. 1127 § 1. – “No que se refere à forma a ser empregada nos matrimônios mistos, observem-se as prescrições do cân. 1108; mas, se a parte católica contrai matrimônio com outra parte não-católica de rito oriental, a forma canônica deve ser observada só para a liceidade; para a validade, porém, requer-se a intervenção de um ministro sagrado, observando-se as outras prescrições do direito.

§ 2. Se graves dificuldades obstam à observância da forma canônica, é direito do Ordinário local da parte católica dispensar dela em cada caso, consultado, porém o Ordinário do lugar onde se celebra o matrimônio e salva, para a validade, alguma forma pública de celebração; compete à Conferência dos Bispos estabelecer normas, pelas quais se conceda a dispensa de modo concorde.

§ 3. Antes ou depois da celebração realizada de acordo com o § 1, proíbe-se outra celebração religiosa desse matrimônio para prestar ou renovar o consentimento matrimonial; do mesmo modo, não se faça uma celebração religiosa em que o assistente católico e o ministro não-católico, executando simultaneamente cada qual o próprio rito, solicitam o consentimento das partes.

Cân. 1128 – “Os Ordinários locais e os outros pastores de almas cuidem que não faltem o cônjuge católico e aos filhos nascidos de matrimônio misto o auxílio espiritual para as obrigações que devem cumprir, e ajudem os cônjuges a alimentarem a unidade da vida conjugal e familiar”.

Cân. 1129 - As prescrições dos cân. 1127 e 1128 devem aplicar-se também aos matrimônios em que haja o impedimento de disparidade de culto, mencionado no cân. 1086, § 1.

Como nem sempre é fácil interpretar essas normas da Igreja, a providência primeira será procurar o pároco e conversar com ele sobre o seu caso.

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias".
Site do autor: www.cleofas.com.br