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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

CNBB celebra 61 anos de missão

Atual presidência: presidente, Dom Damasceno (centro), vice-presidente,
Dom José Belisário da Silva (esq.) e secretário geral, Dom Leonardo Steiner

Nesta segunda-feira, 14, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) comemora 61 anos de missão. A instituição foi criada em 14 de outubro de 1952 com o ideal de congregar os bispos da Igreja Católica no país. A primeira sede da Conferência dos Bispos foi a cidade do Rio de Janeiro, no palácio arquiepiscopal.

O presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, explica que a Conferência nasceu com o objetivo de promover a vivência da Colegialidade Episcopal. Ao longo de sua trajetória, tem buscado exercer suas atividades pastorais em favor dos fieis, na dinâmica da missão evangelizadora.

“As conferências episcopais são sinônimos da colegialidade na Igreja que é mistério de Deus e vive na comunhão. Não uma comunhão na uniformidade, mas na diversidade de seus membros e nos dons que o Espírito Santo concede ao povo. Então, à medida que essa comunhão se fortalece, também é a missão da Igreja que avança. A Igreja é mistério, comunhão e missão”.

Após 61 anos da criação da CNBB, a Conferência segue em sua missão, na comunhão e no trabalho intenso e dedicado dos bispos do Brasil. “Que possamos aprofundar a nossa comunhão, fortalecer a missão, para que o Evangelho de Jesus Cristo alcance a todos as pessoas”, deseja Dom Damasceno.

Criação da CNBB

Um dos personagens que contribuíram para a criação da CNBB foi o jovem padre Helder Câmara que, aos 27 anos, em 1936, foi transferido para o Rio de Janeiro com a incumbência de instalar o Secretariado Nacional da Ação Católica Brasileira, sendo a precursora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A proposta de criação da CNBB começou a ganhar vida a partir de 1950. Em dezembro daquele ano, monsenhor Helder Câmara teve o primeiro encontro privado com o monsenhor Giovanni Battista Montini, da secretaria de Estado do Vaticano e futuro Papa Paulo VI. Na ocasião, padre Helder apresentou a ele o projeto da CNBB.

Em um curto período de tempo, entre a morte dos papas Pio XII e João XXIII, chegava ao Trono de Pedro o Papa Paulo VI. Em menos de três meses, após a eleição do pontífice, foi fundada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Passos decisivos para a presente figura da CNBB foram o Concílio Vaticano II e o Encontro Latino-americano de Medellín.

Sede em Brasília

A transferência da sede da CNBB para Brasília ocorreu em 1974. Durante a 14ª Assembleia Geral constitui-se uma comissão especial de três bispos para a execução da obra. A inauguração da sede coincidiu com o Jubileu de Prata da CNBB, com a presença de 75 bispos, muitos sacerdotes, religiosas e leigos, aproximadamente 400 pessoas que participaram da Celebração Eucarística, no dia 15 de novembro de 1977.

Na ocasião, o Papa Paulo VI enviou à Conferência, na pessoa de seu presidente, o cardeal Aloísio Lorscheider, uma saudação. “Que na mesma CNBB, ao promover-se Pastoral de Conjunto, se viva sempre a união na caridade fraterna da Igreja e Única compacta em torno ao Sucessor de Pedro”, disse na mensagem.

A primeira Comissão eleita para gerir a CNBB teve como presidente o Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta. Dom Hélder Câmara exerceu a função de secretário geral até 1964 e deixou um legado de fé e de importantes conquistas na Conferência. “Os homens se movem e Deus os conduz: eis o resumo das minhas impressões ao recordar o surgimento da CNBB e sua caminhada”, lembrava Dom Helder Câmara.

Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CNBB propõe um trabalho de continuidade pós-JMJ Rio 2013


Desde o anúncio oficial de que a Jornada Mundial da Juventude seria realizada no Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – prontificar-se a aproveitar este clima de espiritualidade presente em todo o país para fortificar os processos de evangelização da juventude.

Portanto, o objetivo da CNBB é “Realizar um caminho de evangelização da juventude, no Brasil, que garanta – antes, durante e depois da JMJ – um processo de formação de jovens apaixonados, discípulos missionários de Jesus Cristo, membros da Igreja e participantes da construção da Civilização do Amor em nossa sociedade”.

Partindo desta proposta, a Comissão Episcopal com os Bispos Referenciais da Juventude nos Regionais teve a ideia de realizar um encontro pós-JMJ com as lideranças jovens e adultas de todas as expressões juvenis (Movimentos eclesiais, Pastorais da Juventude, Novas Comunidades, Congregações Religiosas) e outras pastorais e serviços afins.

De acordo com o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB e Secretário da Comissão Especial da CNBB para a JMJ, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, este encontro será uma nova oportunidade para as pessoas acolherem os frutos da JMJ no Brasil.

“O encontro visa refletir sobre o momento eclesial juvenil atual e, à luz de todas estas oportunidades oferecidas, descobrir alguns caminhos comuns para realizarmos a vontade de Deus neste campo. O fortalecimento das lideranças e a experiência da unidade contribuirão com o trabalho junto aos jovens nas comunidades de origem”, comentou Dom Eduardo.

Além da temática já estabelecida, Dom Eduardo destacou que alguns documentos da Igreja contribuirão com a dinâmica do encontro como o Documento 85 da CNBB (Evangelização da Juventude: desafios e perspectivas pastorais); Estudos 103 da CNBB (Pastoral Juvenil no Brasil: identidades e horizontes); os pronunciamentos do Papa Francisco antes-durante-após a JMJ Rio 2013; Documento Pastoral Juvenil da América Latina (Civilização do Amor: projeto e missão) e Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

“Além deste material, a metodologia se apoiará em outros materiais, principalmente no resultado de pesquisa realizada nas dioceses sobre as 8 Linhas de Ação mencionadas no Documento 85. As reflexões que acontecerão durante o encontro também são consideradas material importante para atingirmos os objetivos desejados”, frisou o bispo.

O encontro pós-JMJ deverá ser realizado de 11 a 15 de dezembro de 2013 em Brasília. O período de inscrições, valor da taxa e forma de pagamento ainda serão divulgados.

O legado da JMJ Rio 2013 para o Brasil – A jornada deixará muitas lembranças boas para a juventude brasileira que participa pela primeira vez do encontro.

De acordo com Dom Eduardo um exemplo desta manifestação de acolhimento dos jovens foi a peregrinação dos símbolos da jornada que atingiu por volta de 3 milhões de pessoas no Brasil.

“A Cruz de Cristo e o Ícone de Nossa Senhora, ao visitarem nossas comunidades, acabaram provocando uma infinidade de iniciativas juvenis, muitas delas com o compromisso de continuidade local”, afirmou o bispo.

Dom Eduardo destaca quais serão os frutos deixados pela jornada no nível pessoal, eclesial e social:

- Em nível pessoal: fortalecimento dos valores universais e da fé cristã, discernimento vocacional, maior interesse pela organização do seu projeto de vida, conversões e mudança de vida, etc.

- Em nível eclesial: jovens discípulos missionários mais entusiasmados e dispostos ao engajamento na vida da Igreja, maior participação nos grupos e projetos comunitários, crescimento da vivência sacramental, sopro de esperança para a Igreja e questionamento sobre sua atuação qualificada junto aos jovens, renovação da pastoral juvenil local, orientação e fortalecimento dos agentes de pastoral juvenil, etc.

- Em nível social: jovens cidadãos mais sedentos e dispostos em ver os valores humanos respeitados, fortalecimento das utopias universais (vida, paz, justiça, unidade, família, etc.), mais interesse em trabalhos voluntários, crescimento da consciência de cidadania, injeção financeira, divulgação turística, etc.

Por Alessandra Borges - Canção Nova

terça-feira, 25 de junho de 2013

Nota da CNBB: "Ouvir o clamor que vem das ruas"

Os bispos manifestam "solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens". A presidência da CNBB apresentou a Nota em entrevista coletiva e o documento foi aprovado na reunião do Conselho Permanente concluída na manhã desta sexta-feira, 21 de junho.

Leia a Nota:

Ouvir o clamor que vem das ruas

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília de 19 a 21 de junho, declaramos nossa solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos.

Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos. Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passa o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: “O Gigante acordou!”
Numa sociedade em que as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida, a presença do povo nas ruas testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir. A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em “berço esplêndido”.

O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito.

Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de novos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!

Sobre todos invocamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida e a bênção de Deus, que é justo e santo.

Brasília, 21 de junho de 2013
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Presidência da CNBB visita a presidente Dilma

A Presidência da CNBB foi recebida pela presidente Dilma Roussef, no final da tarde da sexta-feira, 21 de junho. O encontro durou cerca de 45 minutos e discutiram a visita do papa ao Brasil e a Jornada Mundial da Juventude. Dom Damasceno entregou à presidente a nota que a CNBB divulgou hoje sobre as manifestações que ocorrem no país. A presidente confirmou a importância do evento mundial e da visita do Papa.

Além dos três membros da Presidencia da CNBB, estavam tambem o ministro Gilberto Carvalho e padre Geraldo Martins, assessor político da CNBB. Segundo a Agência Brasil, a presidenta Dilma garantiu a segurança para a realização da JMJ. Dom Damasceno lembrou que “É missão do Estado, do município, do próprio governo estadual dar garantia a todos os cidadãos que vêm ao Brasil. E é claro que ela vai nos garantir poque se trata de um evento muito grande. Falamos em 2 milhões de pessoas. E além do mais, temos a presença do santo padre”.

O presidente da CNBB, em entrevista coletiva concedida no final da reuiniao do Conselho Permanente da Conferência, no início da tarde da dexta-feira, antes de sua visita á presidente Dilma, lembrou que ainda que possa ocorrer manifestações, paralelamente ao encontro da JMJ, isso será normal, como já aconteceu em outros países que sediaram a jornada: “Não estou preocupado. Tudo está correndo normalmente, não vamos fazer nenhuma modificação, tanto na programação quanto na data. Os governos têm a missão, a tarefa de guardar a segurança daqueles que vão participar da jornada. Temos certeza de que jovens que virão serão muito bem acolhidos”.

Fonte: C.N.B.B.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Comissão da CNBB apresenta destaques da situação atual do Brasil



Um grupo de especialistas com a participação da assessoria de Política da CNBB apresentou aos membros do Conselho Permanente, na manhã desta quarta-feira, 19, um quadro da conjuntura social e política do Brasil e do mundo. Entre os destaques expostos está a realização de manifestações públicas em várias cidades brasileiras.
Como é de costume no serviço que essa Comissão presta aos bispos, foram apresentados, inicialmente, os fatos mais relevantes da conjuntura mundial com especial acento aqueles que ocorrem na América Latina e Caribe. As perspectivas sombrias acerca da situação econômica e o alto nível de desemprego em países da União Europeia abriram essa análise internacional.

Em seguida, fez-se menção à chegada da situação à Turquia, com manifestações por democracia e liberdade e as reações violentas do Primeiro ministro turco. No relato da Comissão, foi considerado que “em nível latino-americano e caribenho, merece destaque a velocidade da formação da Aliança do Pacífico e seus significados políticos e econômicos para a Região, bem como a estratégia norte-americana de continuar influenciando o continente sul-americano”.
A Comissão considera que a questão indígena, numa perspectiva histórica, ocupa o centro da análise em nível nacional. Durante a exposição mostrou-se como evoluiu o modo de o Estado brasileiro lidar com os povos indígenas e as tentativas atuais das elites nos três poderes da República de uma regressão no padrão de interação conquistado na Carta Magna de 1988”.

Em seguida, a Comissão fez referência à desoneração de impostos como estratégia do Governo para promover uma reforma tributária fatiada e não progressiva, colocando em risco o financiamento dos direitos sociais no longo prazo. Na exposição, por fim, foi feita menção “ao esforço da sociedade por meio da criação do ‘Comitê em Defesa dos Territórios frente à Mineração’ para acompanhar a tramitação da matéria no Congresso Nacional, garantindo democracia, transparência e a preservação dos territórios das comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais diante da definição de um marco regulatório para a Mineração no país”.
Na perspectiva dos movimentos sociais fez-se uma leitura das manifestações ocorridas em várias metrópoles brasileiras, com destaque para São Paulo: “Elas querem denunciar a falência do sistema de transportes urbanos e se mostram contrárias ao aumento das tarifas. Condena, igualmente, a truculência da polícia na repressão dos ativistas, que se apresentam como novos atores na arena social brasileira. Faz-se menção também à repressão às manifestações do movimento ‘Copa para quem?’, nos jogos de abertura da Copa das Confederações”.
Ainda foram dadas notícias do Congresso que versaram sobre a minirreforma eleitoral que recua em relação a avanços da Lei da Ficha Limpa; a criação de uma Comissão Mista do Congresso para consolidar a legislação federal e regulamentar dispositivos da Constituição Federal; a tramitação do Novo Código de Mineração; a aprovação do PLC sobre a Lei Geral das Religiões na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal e do Estatuto do Nascituro na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
A análise de Conjuntura apresentada aos bispos costuma ser publicada, na íntegra, no site da CNBB depois da reflexão do Conselho Permanente, mas não se trata de documento oficial da CNBB e a análise não é posição oficial da Igreja. Durante a reunião, o Conselho ainda vai considerar a possibilidade de elaborar e publicar uma Nota Oficial a respeito do momento atual brasileiro.

Fonte: C.N.B.B.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Nota da CNBB sobre uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo

"Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 14, 15 e 16 de maio de 2013, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar. Desejamos também recordar nossa rejeição à grave discriminação contra pessoas devido à sua orientação sexual, manifestando-lhes nosso profundo respeito.

Diante da Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a “habilitação, celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento, entre pessoas de mesmo sexo” (n. 175/2013), recordamos que “a diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural” (Nota da CNBB, 11 de maio de 2011). A família, assim constituída, é o âmbito adequado para a plena realização humana e o desenvolvimento das diversas gerações, constituindo-se o maior bem das pessoas.

Ao dar reconhecimento legal às uniões estáveis como casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em nosso país, a Resolução interpreta a decisão do Supremo Tribunal Federal de 2011 (cf. ADI 4277; ADPF 132). Certos direitos são garantidos às pessoas comprometidas por tais uniões, como já é previsto no caso da união civil. As uniões de pessoas do mesmo sexo, no entanto, não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família, que se fundamentam no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e à educação dos filhos.

Com essa Resolução, o exercício de controle administrativo do CNJ sobre o Poder Judiciário gera uma confusão de competências, pois orienta a alteração do ordenamento jurídico, o que não diz respeito ao Poder Judiciário, mas sim ao conjunto da sociedade brasileira, representada democraticamente pelo Congresso Nacional, a quem compete propor e votar leis.

Unimo-nos a todos que legítima e democraticamente se manifestam contrários a tal Resolução. Encorajamos os fiéis e todas as pessoas de boa vontade, no respeito às diferenças, a aprofundar e transmitir, no seio da família e na escola, os valores perenes vinculados à instituição familiar, para o bem de toda a sociedade.

Que Deus ilumine e oriente a todos em sua vocação humana e cristã!"

Brasília-DF, 16 de maio de 2013

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa
Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A Família é formadora de valores e virtudes, explica padre

O dia 15 de maio é marcado pela celebração do Dia Internacional da Família. A data comemorada desde 1994 foi instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1993.

A Igreja considera a família como a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários, e a põe no centro da vida social. Exercendo a sua missão educativa, a família contribui para o bem comum e constitui a primeira escola das virtudes sociais, de que todas as sociedades necessitam, diz o Compêndio da Doutrina Social da Igreja.

Para o padre Rafael Solano Duran, Doutor em Teologia Moral e Assessor de Bioética do Regional Sul II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a família é mais que formadora de valores, é construtora de virtudes, por meio das quais as pessoas se tornam mais unidas. " As virtudes são algo muito mais forte na vida da família e a primeira das virtudes que nela nasce é o testemunho".

Um valor importante que a família constrói é a dignidade do trabalho, diz o padre. Entretanto, ele também explica que formar para o trabalho sem a virtude da honestidade pode desenvolver pessoas mais materialistas do que honestas.

“Uma família que forma seus filhos no valor do trabalho talvez não forme o filho no valor da honestidade. Então, no ambiente cristão, a família, forma e forja no indivíduo a virtude de ser honesto e sendo honesto teria uma disposição para o trabalho. A partir disso, todos os trabalhos que se desenvolverão na família, serão trabalhos honestos”, explicou.

Quando se cria só o trabalho como valor, enfatiza padre Rafael, muitas vezes se esquecem os meios e acaba-se trabalhando como “louco” dando prioridade ao material e esquecendo-se a virtude da honestidade.

Padre Rafael também destaca a família como primeiro lugar em que as pessoas deveriam se sentir seguras, mas ele afirma que muitas vezes acontece o contrário. “O primeiro lugar inseguro de uma pessoa é sua casa. Muitas vezes, a pessoa em casa não tem acolhida, se sente agredida, destratada. Muitos adolescentes se sentem mais seguros com gente da sua tribo, no meio do seu grupo, porque aí eles têm eco, enquanto em casa se sentem invadidos, não tem ninguém que os ouçam.”

Sobre isso, padre Rafael questiona: "quem você está criando na sua família"? Pessoas capazes de progredir?, pergunta. “Parabéns, terá uma sociedade em progresso! Está criando uma família capaz de discutir, de solucionar? Parabéns, porque está tendo interlocutores. E assim sucessivamente...”, disse.

Para o sacerdote, a família é o lugar da formação da pessoa em sua totalidade. Nela se forma o caráter, a dignidade, o ser trabalhador, o profissional, enfim, nela se forma o cristão. “A coisa mais linda que tive na vida e tenho até hoje foi ter crescido na família na qual cresci, ali aprendi a brincar e a brigar, chorar e sorrir, discutir e solucionar”.

Por André Alves, Canção Nova, com colaboração de Luciane Marins

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Papa Francisco nomeia dois novos bispos brasileiros

Na manhã da última quarta-feira, 08 de maio, a Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou que o Papa Francisco fez a nomeação de dois novos bispos brasileiros. O Monsenhor Luiz Antonio Cipolini (na foto, à esquerda) para a Diocese de Marília (SP), e o Monsenhor José Aparecido Gonçalves de Almeida para auxiliar na Arquidiocese de Brasília (DF).

Até agora, Mons. Luiz Antonio trabalhava como pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em São João da Boa Vista (SP). Ao longo de 26 anos de sacerdócio, atuou como vigário em Mogi Guaçu e Vargem Grande do Sul, além de colaborar na formação de novos presbíteros. Sua nomeação ocorre após o pedido de renúncia de dom Osvaldo Giuntini, por motivo de idade.

O Mons. José Aparecido atualmente residia no Vaticano, onde trabalhava no Pontifício Conselho para os Textos Legislativos. Foi ordenado presbítero em 1986, na diocese de Santo Amaro (SP), onde atuou como vigário em diversas paróquias. Foi nomeado como bispo titular de “Enera” e auxiliar para a Arquidiocese de Brasília a pedido de dom Sérgio da Rocha.

Fonte: C.N.B.B.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dom Walmor faz balanço da 51ª Assembleia Geral da CNBB

A 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil reuniu mais de 400 participantes, entre bispos, padres, religiosos, leigos e assessores, no Santuário da Mãe Aparecida. Acontecimento anual de importância e significação, é oportunidade para a Igreja Católica no Brasil avaliar sua fidelidade ao mandato de seu Senhor, Cristo Ressuscitado: fazer de todos seus discípulos e discípulas. Também é momento para a Igreja Católica refletir a realidade, a partir de seu compromisso com a vida do povo, particularmente dos pobres.

Esse olhar que se dirige à vida sofrida do povo pediu de nós, bispos, um posicionamento de solidariedade e defesa dos irmãos e irmãs castigados pela maior seca que atinge a região do semiárido brasileiro nos últimos 40 anos. São mais de 10 milhões de pessoas, em 1.236 municípios, segundo dados da Secretaria da Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional. A sociedade brasileira sabe que os bispos sempre estão atentos às consequências de ordem social, econômica, moral e ética provocadas pela seca. A Igreja Católica, recentemente, em cooperação também com vários movimentos sociais e sindicais, apresentou diretrizes para a convivência com o semiárido. Junto com a população atingida pela seca, a Igreja propõe e reivindica intervenções estruturais capazes de minimizar tal sofrimento.

Refletimos e avançamos também na preparação de um documento para manifestar nosso posicionamento no que se refere aos conflitos agrários. Em sua condição de servidora, a Igreja Católica coloca-se ao lado dos sem-terra, pessoas submetidas ao trabalho escravo, quilombolas e indígenas. Em comunhão com todos estes segmentos, questionamos o Projeto de Emenda Constitucional 215, que transfere do Poder Executivo ao Congresso Nacional a demarcação, titulação e homologação de terras indígenas e quilombolas.

Estes e outros assuntos que integraram a exigente pauta da 51ª Assembleia Geral consolidam ainda mais o compromisso da Igreja Católica com a vida do povo sofrido, em diálogo franco e direto com os construtores da sociedade. A partir desse princípio, nós, bispos de Minas Gerais, durante a Assembleia, manifestamos nossa preocupação relacionada à situação prisional de nosso Estado. Uma realidade grave e triste, quando se considera o número de apenados, o tratamento a eles oferecido em vista de sua recuperação, distanciamentos de suas famílias, com agravamentos sérios, além das dificuldades criadas para o serviço voluntário e de fé, prestado por nossos agentes da Pastoral Carcerária. Um trabalho humanitário que encontra obstáculos que precisam ser superados com a intervenção e atuação de quem pode fazê-lo. Também estamos atentos à tramitação do Projeto de Lei número 3.7842013, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que regulamenta o uso de espaços públicos para cerimônias religiosas.

Enquanto avaliamos nossos muitos trabalhos desenvolvidos em todo o Brasil, especialmente pelas comissões episcopais pastorais e organismos da CNBB, detalhamos o tema central da Assembleia neste ano: comunidade de comunidades: uma nova paróquia. Todos os bispos estão empenhados para que cresça a rede de comunidades, sinal da nossa presença e serviço na vida do povo. Uma nova resposta que nasce do vigor espiritual radicado na simplicidade e na verdade do Evangelho.

Importante também é o caminho percorrido rumo à consolidação de um Diretório para a Comunicação na Igreja do Brasil, buscando qualificar sempre o diálogo com a sociedade civil e, também, atender a exigência de uma adequada política de comunicação no interior da Igreja. O objetivo é avançar na preservação da cultura cristã brasileira, resguardando sua consistência.

Os trabalhos realizados a partir da densa pauta da 51ª Assembleia Geral da CNBB foram marcados, sobretudo, por um clima de fraternidade evangélica, tempero determinante no caminho missionário. Rodeados pelo povo peregrino, sempre presente no Santuário da Mãe Aparecida, nós bispos da Igreja, em cooperação, vivemos uma Assembleia de riquezas neste caminho da fé.

*Dom Walmor Oliveira de Azevedo / Arcebispo de Belo Horizonte
Assembleia dos Bispos

quarta-feira, 3 de abril de 2013

51ª Assembleia da CNBB tem página no facebook



Com o objetivo de ampliar os canais de comunicação da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, a Equipe de Assessoria de Imprensa da CNBB criou uma página oficial no facebook que já está no ar.

Durante a realização da Assembleia, em Aparecida, de 10 a 19 de abril, serão postados, diariamente, conteúdos na página como vídeos das coletivas de imprensa, boletim em áudio, galeria de fotos, entre outros.

Assim, os veículos de comunicação que desejarem reproduzir os materiais, poderão utilizá-los livremente, com o devido crédito. Além disso, no site da CNBB serão postadas matérias, realeses e outras publicações sobre a 51ª Assembleia Geral.

Conheça e curta a página: www.facebook.com/pages/Assembleia-Geral-da-CNBB/632779040068974?fref=ts

Fonte: C.N.B.B.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Idade e origem de novo Papa não importam, diz presidente da CNBB

Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, o cardeal Dom Raymundo Damasceno de Assis, de 76 anos, arcebispo de Aparecida (SP), afirmou que a origem e a idade do escolhido não importam e que "tenta afugentar o pensamento" de que pode ser votado e eleito.

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) embarca para o Vaticano no próximo domingo (24) e é um dos cinco brasileiros que vão decidir o nome do líder máximo da Igreja Católica em março.

Em entrevista na tarde desta quarta-feira (20) no Seminário Bom Jesus, em Aparecida, ele disse que a escolha de um Papa de origem latino-americana ou africana é possível e que os católicos do mundo, sobretudo os europeus, estão preparados para um Papa de fora do continente. "Para nós católicos, o Papa é o Papa, independe da origem", disse, reforçando, no entanto, que a escolha deve ter como critério principal o perfil pastoral do cardeal.

Dom Raymundo afirmou ainda que baseará a escolha em um líder aberto ao diálogo e com uma experiência pastoral que lhe credencie para o posto. Para ele, a idade do candidato só deve pesar negativamente se o cardeal visivelmente não demonstrar mais vigor físico para a missão.

No total, 117 cardeais terão direito a voto (por terem menos de 80 anos) no conclave, que elegerá, dentro da Capela Sistina, o novo Papa com uma maioria de dois terços.

Além de Dom Raymundo, os demais brasileiros concorrentes e votantes são o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Claudio Hummes, de 78 anos, Dom João Braz de Aviz, de 65, o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, de 63, e o arcebispo de Salvador e ex-presidente da CNBB, Dom Geraldo Majella Agnelo, de 79 anos.

Desde terça-feira (19), o arcebispo de Aparecida cumpre os últimos compromissos da Arquidiocese de Aparecida antes de seguir para Roma. Além de reuniões na diocese e uma missa celebrada no Santuário Nacional, o cardeal será submetido a exames de rotina na capital paulista nesta sexta-feira (22).

Por Suellen Fernandes
Foto: Suellen Fernandes/G1
Fonte: G1

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

CNBB realiza coletiva para lançamento da CF 2013

Tendo por tema “Fraternidade e Juventude”, e por lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8), foi realizado nesta quarta-feira, 13, o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade (CF) 2013. Tradicionalmente, o evento ocorre na tarde da quarta-feira de cinzas – primeiro dia da Quaresma –, no Auditório Dom Hélder Câmara, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília.

O lançamento da Campanha contou com a presença do secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho, e do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, e outras autoridades.

“Iniciamos hoje nosso caminho pascal. Os quarenta dias que precedem a cruz e a Ressurreição sinalizam o caminho que a Igreja, na liturgia, nos oferece como possibilidade de sermos atingidos pela experiência salvadora de Jesus Cristo”, disse Dom Leonardo Steiner em seu discurso de abertura.

Na ocasião também estiveram presentes jovens lideranças como representante dos povos indígenas Tupinambá, Awa Mirim, e também o estudante Rodrigo Crivelaro, que apresentaram aos presentes a realidade da juventude no Brasil. A diretora da Cáritas Nacional, Cristina dos Anjos, também fez uso da palavra para a prestação de contas dos resultados da coleta da CF 2012, que contribuíram com ações que renovaram as perspectivas de comunidades por todo país.

O ministro Gilberto Carvalho afirmou que a CF “abre um espaço para o governo trabalhar junto à Igreja”, e citou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) como um momento privilegiado para toda juventude brasileira. “A Jornada Mundial da Juventude vem ao encontro de uma grande preocupação que o governo tem em relação à situação do Jovem do Brasil”, mencionou.

De acordo com o texto-base da CF 2013, o objetivo geral da Campanha é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

Em 1992, a Campanha da Fraternidade também tratou a juventude como tema central, e agora, em sua 50ª edição, terá a mesma temática. A abordagem da temática “juventude” será mais um elemento para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens, além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada, em julho deste ano, no Rio de Janeiro.

Fonte: C.N.B.B.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Campanha da Fraternidade será lançada no dia 13 de fevereiro

 Será lançada no dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, mais uma edição da Campanha da Fraternidade (CF). Esse ano o tema será “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).

Após 21 anos da Campanha da Fraternidade de 1992, que abordou como tema central a juventude, a CF 2013, na sua 50ª edição, terá a mesma temática. A acolhida da temática “juventude” tem como objetivo ter mais um elemento além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Pinheiro, explicou que uma das metas principais da CF de 2013 é olhar a realidade juvenil, compreender a riqueza de suas diversidades, potencialidades e propostas, como também os desafios que provocam atitudes e auxílios aos jovens e aos adultos.

O objetivo geral da CF é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

“Dentro do sentido da palavra 'acolher' está o valorizar, o respeitar o jovem que vive nesta situação de mudança de época e isso não pode ser esquecido”, destacou o presidente da Comissão da CNBB.

Na arquidiocese de Aparecida (SP), o lançamento da CF 2013 será no dia 31 de janeiro, em Guaratinguetá. A abertura será feita pelo cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis.

Em Natal

A programação de lançamento nacional será em Brasília, na sede da CNBB e também na cidade de Natal (RN), arquidiocese que deu início à Campanha, em 1962.

O arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira da Rocha, falou da satisfação da arquidiocese em sediar o lançamento da CF 2013. “Será um momento de resgate da história da Campanha da Fraternidade, que começou aqui. Ficamos muito felizes pela compreensão da CNBB em nos conceder a alegria desse momento, na história da Campanha. Para nós, é muito significativo”, disse o arcebispo.

O secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, lembrou que a edição de 2013, além de ser um momento comemorativo, será também um momento de revisão da Campanha da Fraternidade. “A Campanha tem um forte poder de evangelização e, por isso, precisamos, cada vez mais, aprimorá-la”, ressaltou. Ele lembrou que a decisão de fazer o lançamento da em Natal foi do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), da CNBB.

Para o lançamento, ficou definida uma visita ao município de Nísia Floresta (RN) – lugar onde a Campanha teve início, na manhã da quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013; ainda no dia 14, à tarde, haverá uma entrevista coletiva com a imprensa; no dia 15, será realizado um seminário sobre a temática da CF 2013 – “Fraternidade e Juventude”. Neste mesmo dia, às 17 horas, será realizada a solenidade oficial de lançamento, e, às 20 horas, na Catedral Metropolitana, será celebrada missa, seguida de um show.

Segundo o padre Luiz Carlos, antes, no dia 13, quarta-feira de cinzas, em Brasília, a presidência da CNBB receberá a imprensa, em entrevista coletiva.


Origem da CF

cfA primeira Campanha foi realizada na arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então administrador apostólico, dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese. A comunidade rural de Timbó, no município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez.

O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do administrador apostólico da arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”.

A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade.

Fonte: C.N.B.B.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CNBB expressa pesar pelas vítimas do incêndio em Santa Maria

Em nota divulgada na manhã desse domingo, 27, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, se une ao arcebispo de Santa Maria (RS), Dom Hélio Adelar Rupert, para manifestar solidariedade às famílias das vítimas de um incêndio em uma casa noturna da cidade.

“Como Igreja de Santa Maria lastimamos este acidente e manifestamos a nossa solidariedade às famílias e a toda a sociedade. Não se perca a esperança: olhemos para Jesus Cristo, fonte da vida, o nosso Salvador. Oramos pelos falecidos e seus familiares e toda a sociedade que sofre esta tragédia”, afirmou Dom Hélio.

O Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, também publicou uma nota de pesar e solidariedade, na qual, em nome da arquidiocese, apresenta suas sinceras condolências aos familiares e parentes das vítimas, bem como às Autoridades locais, fazendo votos de que as causas desse acidente sejam cuidadosamente apuradas e suas lições aprendidas para que no futuro não aconteçam tragédias semelhantes.

O cardeal destaca que a "tristeza aumenta com a constatação de que a tragédia foi consequência de uma série de erros e omissões, certamente evitáveis, se tivessem sido observadas as normas de segurança prescritas".

Ao arcebispo de Santa Maria, Dom Odilo expressa sua solidariedade "na dor, na prece e na missão de confortar os enlutados e feridos".

Na nota, que será enviada aos padres da arquidiocese nesta segunda-feira, 28, o Cardeal recomenda que sejam celebradas Missas na intenção das vítimas do incêndio, bem como pelos feridos e familiares.

"Elevo orações a Deus pelos jovens que perderam tão prematuramente suas vidas, por aqueles que ficaram feridos e por seus familiares, que vivem este momento com profunda dor e consternação. Rogo a Deus que os conforte! Peço também a todos os padres da Arquidiocese de São Paulo que celebrem Santas Missas nessas mesmas intenções".

O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, também enviou mensagem a Dom Hélio, recordando que os jovens cariocas realizaram uma vigília na Catedral em que rezaram pelos falecidos, familiares e amigos das vítimas. “Nossos corações estão abalados com essa grande tragédia (...) que ceifou a vida de inúmeros jovens dessa cidade, em especial, dos estudantes da Universidade Federal de Santa Maria”.

Já o Bispo auxiliar de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, que já atuou como referencial para a Juventude no Regional Sul 3 da CNBB, destinou mensagem aos familiares dos jovens falecidos. “Somos atingidos por sentimentos de dor e tristeza. Dor pela vida de tantos jovens; tristeza pelas famílias e amigos destes jovens. Por quê? Resta-nos neste instante o silêncio respeitoso; e, sobretudo, a prece solidária”.

O incêndio ocorreu durante a madrugada desse domingo, 27. Até a manhã desta segunda-feira, 28, foi confirmada a morte de pelo menos 233 pessoas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O número total ainda é incerto. Há centenas de feridos sendo atendidos em hospitais da cidade, e uma campanha pede doações de sangue. Entre as vítimas estão muitos estudantes da Universidade Federal de Santa Maria.

Fonte: C.N.B.B.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Trabalho escravo no Brasil: ganância, miséria e impunidade


No próximo dia 28 de janeiro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A data é uma homenagem aos auditores fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, assassinados no ano de 2004, quando apuravam denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí (MG). A data foi oficializada em 2009, no entanto, essa luta é mais antiga. Desde o início dos anos 1970, a Igreja, com dom Pedro Casaldáliga, e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem denunciado a utilização do trabalho escravo na abertura das novas fronteiras agrícolas do país.

A CPT foi pioneira no combate ao trabalho escravo e levou a denúncia às Organização das Nações Unidas (ONU). “A Igreja precisava tomar um posicionamento diante da realidade já muito explícita de trabalho escravo no Brasil, o Governo negava que existia esse tipo de situação”, disse o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e da Paz, padre Ari Antônio dos Reis. Com isso, o Estado se comprometeu em criar uma estrutura de combate a esse crime em território brasileiro.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho escravo apresenta características bem delimitadas. Além das condições precárias, como falta de alojamento, água potável e sanitários, por exemplo, também existe cerceamento do direito de ir e vir pela coação de homens armados. Os trabalhadores são forçados a assumir dívidas crescentes e intermináveis, com alimentação e despesas com ferramentas usadas no serviço.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Lançamento Nacional da CF 2013 acontecerá em Natal

Além de acontecer em Brasília (DF), este ano, o lançamento nacional da Campanha da Fraternidade acontecerá na cidade de Natal (RN), a arquidiocese que deu início à Campanha, em 1962. 

“Será um momento de resgate da história da Campanha da Fraternidade, que começou aqui. Ficamos muito felizes pela compreensão da CNBB em nos conceder a alegria desse momento, na história da Campanha. Para nós, é muito significativo”, destacou o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira da Rocha.

Para o lançamento, ficou definida uma visita ao município de Nísia Floresta (RN) – lugar onde a Campanha teve início, na manhã da quinta-feira, 14 de fevereiro; E no mesmo dia à tarde, haverá uma entrevista coletiva com a imprensa; No dia 15, será realizado um seminário sobre a temática da CF 2013 – “Fraternidade e Juventude”. E às 17h, acontecerá a solenidade oficial de lançamento, e, às 20h, na Catedral Metropolitana, será celebrada uma Missa, seguida de um show.

O secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, lembrou que a edição de 2013, além de ser um momento comemorativo, será também um momento de revisão da Campanha da Fraternidade.

“A Campanha tem um forte poder de evangelização e, por isso, precisamos, cada vez mais, aprimorá-la”, ressaltou. Ele lembrou que a decisão de fazer o lançamento da em Natal foi do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da CNBB.

Padre Luiz Carlos recorda que no dia 13, Quarta-feira de Cinzas, a presidência da CNBB realizará uma entrevista coletiva, em Brasília.

A primeira Campanha foi realizada na arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então administrador apostólico, Dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese. A comunidade rural de Timbó, no município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez.

O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do administrador apostólico da arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, Dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”.

A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade.

Foto: Dom Jaime Vieira da Rocha durante reunião sobre a Campanha da Fraternidade 2013
Fonte: C.N.B.B.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cristo Redentor ficará aberto 24 horas durante a JMJ


Durante a Jornada Mundial da Juventude, em julho, no Rio de janeiro, o Cristo Redentor ficará aberto 24 horas por dia, afirmou o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani João Tempesta.

Segundo o arcebispo, esse horário visa a realização de vigílias durante a noite e a madrugada: "Vamos organizar grupos jovens de várias nacionalidades que estarão ali rezando pela juventude, pelo mundo, pela paz".

Dom Orani disse ainda que os grupos terão de 25 a 30 jovens que seguirão uma programação na área externa do Cristo e na pequena capela de Nossa Senhora Aparecida, situada na base da estátua.

Normalmente, a atração turística funciona das 8h às 20h. Na atual temporada de verão, o horário foi estendido das 7h às 21h.

A visita do papa Bento 16 no Cristo Redentor ainda não está confirmada. Ele vai participar das principais atividades do evento, como missas e encontros com jovens.

"O que ficou definido é que com certeza o Papa dará uma volta de helicóptero em volta do Cristo Redentor", disse dom Orani.
Em 2012, novo recorde de visitantes foi alcançado no ponto turístico do Rio: 2,2 milhões de pessoas ante 1,7 milhão no ano anterior.

Fonte: C.N.B.B.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

No Brasil, Ano da Fé será aberto na festa da Padroeira

O Ano da Fé, aberto oficialmente pelo Papa Bento XVI, em Roma, nesta quinta-feira, 11, terá início oficial na Igreja do Brasil nesta sexta-feira, 12, data em que se comemora a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

A abertura será durante a Missa solene da festa no Santuário Nacional, às 10h, que terá a presidência do Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes.

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convidou Dom Cláudio para presidir a Celebração Eucarística porque o Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, está em Roma.

Dom Damasceno explicou que esta não é a primeira vez em que o Papa proclama um Ano da Fé. “O Papa Paulo VI, que é hoje venerado como Servo de Deus, proclamou também o Ano da Fé em 1967”.

O presidente da CNBB ressaltou ainda que Bento XVI, na Carta Apostólica Porta fidei (Porta da Fé), recorda a beleza e a centralidade da fé a nível pessoal e comunitário e fazê-lo em uma dimensão missionária.

“Precisamos fazer com que a beleza e a centralidade da fé cheguem até as pessoas que não conhecem Jesus Cristo e também na ótica da nova evangelização, isto é, fazer com que as pessoas que foram evangelizadas, mas que se esqueceram de Jesus recuperem a sua fé e retornem a vida da comunidade”, acrescentou o Cardeal.

Dom Damasceno reforçou que o Ano da Fé deve ser um momento para propor a leitura dos documentos do Concílio Vaticano II e aprofundar a sua reflexão para encontrar uma luz para nos guiar como cristãos no mundo de hoje.

“Portanto, a renovação da fé deve ser prioridade, um compromisso de toda a Igreja nos nossos dias”, acrescentou.

Conheça o calendário para o Ano da Fé

Fonte: C.N.B.B.

Divulgada mensagem sobre o Dia Nacional de Valorização da Família


O secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, e o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, João Carlos Petrini, divulgaram, uma mensagem sobre o Dia Nacional da Valorização da Família.

No texto, é sugerido que a data, celebrada no dia 21 de outubro, possa proporcionar uma reflexão em favor da evangelização e da valorização da família brasileira.

Leia a mensagem

Estimado irmão no Episcopado,

Paz!

No CONSEP celebrado no final de setembro do corrente ano abordamos a publicação do Diário Oficial da União de 17 de maio de 2012 a Lei nº 12.647, que institui o Dia Nacional de Valorização da Família. A data será comemorada, anualmente, no dia 21 de outubro, em todo o território nacional.

A reflexão nos levou a sugerir que os Irmãos Bispos, nas Dioceses onde servem, possam aproveitar este dia em favor da evangelização da família brasileira, promovendo atividades e eventos que sinalizem nossa adesão católica. Este dia pode tornar-se um precioso recurso para promover a Família como espaço privilegiado e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, através do matrimônio, gerar e educar seus filhos. (cf. Carta às Família,10) no exercício da família cidadã.

Como o tempo urge, faltando apenas 18 dias, sugerimos aos estimados irmãos que valorizem este dia através de instrumentos publicitários de propaganda com as insígnias católicas da Diocese e/ou Pastoral Familiar e/ou da CNBB (placa de out door, ou faixas, cartazes, ou algo semelhante). E ainda, vale a pena divulgarmos este dia na perspectiva católica através dos meios de comunicação.

Esperamos que essa iniciativa suscite em todo o Brasil a valorização da família.

Em Cristo,

+João Carlos Petrini

Bispo de Camaçari-BA

Presidente da CEPVF-CNBB

+Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário Geral-CNBB