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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"Todos são chamados ao bom senso", diz presidente da CNBB

“Todos estamos sendo chamados neste momento ao bom senso: candidatos, eleitores, partidos, lideranças, setores da Igreja; todos devemos ser chamados para as discussões nos níveis que elas devem ser levadas e não baixar o nível da discussão porque isso não vai ser construtivo. Uma discussão colocada assim de maneira séria, serena e profunda, só vai contribuir para fortalecer a democracia em nosso país. Outra coisa não vai fortalecer”.

A afirmação é do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha, ao falar sobre os rumos que a campanha eleitoral deve tomar na reta final do segundo turno das eleições. Dom Geraldo atendeu à imprensa na tarde desta quinta-feira, 21, juntamente com o secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, por ocasião da reunião do Conselho Permanente da entidade.

Aborto

Sobre o tema “aborto” ter se destacado no debate da campanha eleitoral, Dom Geraldo disse que fez bem à democracia por se tratar de um tema relevante para a nação.

“A questão dos valores deve ser amplamente discutida porque uma sociedade não se constrói solidamente sem valores. Não devemos nos perder nos desvios, devemos nos manter no foco central. E a questão do aborto é um tema relevante para a sociedade brasileira”, sublinhou o presidente da CNBB.

Dom Geraldo disse, ainda, que a posição da Igreja sobre o aborto “é inegociável”. Ele reafirmou a posição da Igreja sobre a defesa da vida. “A Igreja é a favor da vida. Ela tem o respeito à vida desde o momento da fecundação até o seu término natural. A Igreja é veemente na questão do aborto como também o é sobre a eutanásia. Seja no início como em suas várias etapas e no seu término natural, a vida é o maior dom de Deus.”, acentuou.

O presidente da CNBB destacou que a Igreja defende a vida em todas as suas dimensões. “No mês passado nós nos manifestamos com a necessária veemência sobre o extermínio dos índios Guarani kaiowá. Com a mesma veemência que se defende a vida em relação ao aborto, se defende a vida em todas as suas fases nas suas várias dimensões, seja a vida ameaçada, seja a dos povos indígenas ou a vida de idosos. Sobre isso não há discordância no episcopado. Os bispos estão unânimes nessa posição de defesa e respeito à vida”.

Estado Laico

Dom Geraldo ressaltou que a laicidade do Estado deve garantir à Igreja o direito de se pronunciar sobre quaisquer questões. “O argumento de que o Estado é laico, às vezes, é mal usado. Por que a Igreja não pode expressar o seu ponto de vista a respeito dessas questões? A Igreja está propondo à sociedade aquilo que é da sua convicção".

"Um Estado laico deve garantir que a Igreja Católica expresse sua posição, como também as outras religiões, porque se Estado Laico for confundido com o Estado que não permite posições discordantes, não vamos ter um Estado Laico, mas uma ditadura laica. O Estado é laico, mas a sociedade brasileira é profundamente religiosa: católica, evangélica, dos cultos afros, indígenas. É por esse motivo que todas as religiões podem e devem expressar o seu ponto de vista sobre determinado assunto”, ressaltou.

Eleições não dividiram a Igreja

Dom Geraldo frisou ainda que o clima da reunião do Conselho Permanente da CNBB, que terminou nesta quinta-feira, responde sobre as interpretações de que a Igreja sai dividida das eleições. “O clima da reunião é muito sereno. Não há um ‘racha’ na Igreja por causa do momento político. As decisões mais importantes do Conselho Permanente não estão tendo divisões e distanciamentos. Isso prova que não há racha nenhum”, disse Dom Geraldo.

O presidente da CNBB vê de maneira natural as acentuações de alguns bispos em determinados assuntos. “Em um país como o nosso que tem uma Conferência com quase 450 bispos e, sobretudo, em um clima de liberdade que a Igreja procura cultivar, é perfeitamente compreensível que aqui ou ali alguém dê acentuação maior num aspecto e noutro. Não é porque eu discordei de você que eu devo interpretar que está havendo um racha. Mesmo que tenha havido uma acentuação maior ali e outra aqui, esses temas (aborto) foram postos na pauta das eleições 2010. O estranho seria se nós chegássemos ao final do segundo turno sem que assuntos dessa gravidade tivessem entrado em pauta”, concluiu.

Sobre a manifestação do bispo de Guarulhos em relação às eleições, Dom Geraldo reafirmou que cada bispo, na sua diocese tem o direito de se manifestar conforme sua competência de pastor.

“Tenho uma admiração muito grande por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini e os seus procedimentos estão dentro daquilo que a Igreja espera. Ele, dentro da sua competência de pastor, tem o direito e até o dever de, segundo sua consciência, orientar seus fiéis do modo que julga mais eficaz e mais conveniente. Ele está no exercício de seus direitos como bispo diocesano de Guarulhos e cada instância fala só para o âmbito de sua competência, tanto que ele não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento está absolutamente dentro da normalidade no modo como as coisas da Igreja se encaminham”, afirmou Dom Geraldo.

O presidente recordou também que não cabe à CNBB repreender nenhum bispo. “Acima do bispo no governo da Igreja só existe uma autoridade: o Papa. A CNBB não é um organismo para interferir nas dioceses, dar normas aos bispos ou repreendê-los. O papel da Conferência é articular os bispos para facilitar o diálogo, a convivência e o exercício da nossa co-responsabilidade diante dos grandes desafios vividos pela Igreja e pela sociedade da qual a Igreja também deve se ocupar”.

Fonte: C.N.B.B.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CNBB divulga notas sobre Código Florestal e Ficha Limpa

O Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB (Consep) divulgou duas notas ao final de sua reunião, nesta quinta-feira, 17. Uma das notas manifesta a posição da Conferência dos Bispos acerca das reformas do Código Florestal, aprovadas em julho pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Na segunda nota, os bispos pedem a plena aplicação da lei 135/2010, conhecida como Ficha Limpa.

“As alterações propostas [no novo Código Florestal], se aprovadas em definitivo, estarão em descordo com o compromisso de redução de gás carbônico, assumido pelo governo brasileiro em Copenhague, em dezembro de 2009, e transformado na lei nº 12. 187/ 09 (Política Nacional de Mudanças Climáticas)”, afirma a nota da CNBB.

Em relação à lei Ficha Limpa, os bispos dizem que esperam empenho do Poder Judiciário na sua aplicação para as eleições deste ano.

“Esperamos das instâncias do Poder Judiciário que têm a missão institucional de arbitrar as controvérsias em torno da aplicação da lei, marcadamente do Tribunal Superior Eleitoral e Supremo Tribunal Federal, o mesmo empenho efetivo que houve no Congresso Nacional na aprovação da iniciativa popular”, diz a nota.

As duas notas serão apresentadas aos jornalistas numa coletiva de imprensa, hoje, às 14:30h, na sala de imprensa da CNBB. Participarão da coletiva o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, e o secretário Geral, dom Dimas Lara Barbosa.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dom Geraldo Lyrio preside missa na reunião do Consep

O arcebispo de Mariana (MG) e presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, presidiu a missa nesta quinta-feira, 25, na capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da CNBB. Participaram da celebração os bispos do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB, que está reunido deste terça-feira, 23, além dos assessores da CNBB.

Em sua homilia, dom Geraldo destacou que a oração deve marcar a vida dos cristãos no tempo da quaresma. “O tempo quaresmal nos convida a intensificar a oração, a voltar nosso coração para Deus e a perceber sua presença em nossa própria vida, reconhecendo que ele cuida de nós. Pela oração, expressamos a íntima convicção de que Deus está conosco, e manifestamos nossa confiança em sua palavra e em sua presença”, disse.

“A Quaresma é tempo privilegiado para tomar consciência das situações desafiadoras e às vezes até dramáticas de nossa vida e da vida de nosso povo, na certeza de que o Senhor ‘transforma nosso luto em alegria e nossas dores em bem-estar’ (Est 4,17)”, acrescentou

Dom Geraldo lembrou que a petição faz parte da oração e é motivada pelo próprio Cristo. “O evangelho há pouco proclamado nos garante que todo aquele que pede, recebe (cf. Mt 7,7). Para a maior parte das pessoas, oração é sinônimo de petição. E é esta forma de oração que nos é aqui recomendada. A deliberada repetição da tríplice fórmula, pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e se abrirá tem a finalidade de assegurar aos discípulos que a oração será escutada, e de encorajar-lhes a apresentar seus pedidos a Deus. Se quisermos receber, primeiramente temos que pedir. Quem pede, confessa sua pequenez, reconhece suas necessidades e, ao mesmo tempo, expressa confiança naquele a quem dirige o pedido. Quem procura, mostra que não se conforma em ficar sem o que busca. Quem, com humildade, bate à porta, reconhece a capacidade de quem lhe pode socorrer”.

Fonte: C.N.B.B.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Presidente da CNBB preside missa de exéquias da Drª Zilda Arns

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, vai presidir hoje, às 14h, em Curitiba (PR), a missa de exéquias da fundadora da Pastoral da Criança, Drª Zilda Arns, que morreu em Porto Príncipe, no Haiti, vítima do terremoto que arrasou o país no dia 12. Drª Zilda estava no país a convite da Conferência dos Religiosos para falar sobre a Pastoral da Criança. No momento do terremoto ela fazia uma palestra numa igreja que ruiu completamente e matou dezenas de pessoas.

Dom Geraldo chegou ao velório da Drª Zilda ontem à noite, no momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixava o local. Estiveram no velório também o presidente da Câmara, Michel Temer; os governadores do Paraná, Roberto Requião, de São Paulo, José Serra, e de Santa Catarina, Luiz Henrique, entre outras autoridades. Participam também das despedidas da Drª Zilda o cardeal primaz do Brasil, dom Geraldo Majella Agnelo; o presidente do Conselho Episcopal Latinoamericano, dom Raymundo Damasceno; o presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, dom Algo Pagotto e inúmeras outras personalidades religiosas.

“O clima é muito sereno e de reconhecimento da Drª Zilda Arns e de sua obra. Todos estão muito consolados”, disse o presidente da CNBB acerca do velório que acontece no Palácio das Araucárias, no Centro Cívico de Curitiba.

Uma multidão visita o corpo da fundadora da Pastoral da Criança, que será sepultado após a missa no Cemitério da Água Verde. A missa será transmitida pela TV Paraná Educativa em rede aberta de TV e pela Internet.

Fonte: Católicanet

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

CNBB expressa "dor profunda" por morte de Zilda Arns

A CNBB divulgou nesta quarta-feira, 13, uma nota expressando a "dor profunda" com que recebeu a notícia da morte da Drª Zilda Arns.

Na nota, os bispos destacam a dedicação da médica à defesa da vida e família e a credibilidade e respeito que ela conquistou junto à sociedade brasileira e internacional.

Leia a nota na íntegra

"Quem acolher em meu nome uma criança, estará acolhendo a mim mesmo" (Mt. 18, 4-5)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu, com dor profunda, a notícia da morte da Drª Zilda Arns, médica pediatra, fundadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, ocorrida na terça-feira, 12 de janeiro, vítima do trágico terremoto que se abateu sobre o Haiti.

Drª Zilda devotou-se, com amor apaixonado, à defesa da vida, da família e, de modo muito especial, ao cuidado das crianças empobrecidas.

Cidadã atuante, Drª Zilda conquistou respeito e credibilidade junto à sociedade brasileira e internacional, por suas posições claras e firmes em favor de políticas sociais, especialmente as da saúde. Foi ainda uma das sanitaristas mais respeitadas e comprometidas com o movimento da reforma sanitária brasileira, que culminou com a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS).

A obra fundada por ela, inspirada na fé cristã, haverá de continuar no trabalho abnegado dos mais de 260 mil líderes que, cotidianamente, se dedicam à causa da criança e da pessoa idosa.

Em missão no Haiti, a convite da Conferência dos Religiosos e de autoridades civis daquele país, Drª Zilda se despediu, no pleno exercício da causa em que sempre acreditou. Ela buscou realizar na prática a missão de Jesus: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10,10).

A CNBB agradece a Deus por ter tido, em seus quadros, esta personalidade tão virtuosa que muito dignificou a Igreja no Brasil. A CNBB se une ao querido Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, irmão da Drª Zilda, aos outros irmãos, filhos, netos, demais familiares e amigos, na prece solidária e na certeza de que a ela será dado gozar as alegrias eternas, reservadas para todos que, nesta vida, souberam amar a Deus servindo os irmãos.

Brasília-DF, 13 de Janeiro de 2010

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
bispo auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-geral da CNBB

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Presidente da CNBB ganha selo comemorativo dos correios pelos seus 25 anos de episcopado

Dom Gerlado Lyrio Rocha, presidente da CNBB.O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, foi homenageado pelos Correios com um selo alusivo aos seus 25 anos de vida dedicados ao episcopado, na última sexta-feira, 18.

Ainda na sexta-feira, foi celebrada uma missa, presidida por dom Geraldo Lyrio, na igreja de São Pedro dos Clérigos, no centro histórico de Mariana. A missa contou com a co-celebração do vigário geral da arquidiocese de Mariana, monsenhor Celso Murilo Sousa Reis; pelo Reitor do Seminário de Mariana, padre Lauro Sérgio Versiani Barbosa; pelo coordenador arquidiocesano de pastoral, padre Marcelo Moreira Santiago; e pelo coordenador da dimensão catequética, padre Paulo Vicente Ribeiro Nobre.

O evento contou, ainda, com grande número de membros da comunidade e funcionários da arquidiocese e com diversas autoridades de Mariana. Entre elas, os prefeitos dos municípios de Mariana e Ouro Preto, Roque Camello e Ângelo Oswaldo, respectivamente.

Segundo assessoria dos Correios, todo material postado a partir de hoje, 21, nas agências da empresa localizadas na cidade de Mariana, serão enviados com este novo selo comemorativo.


Celebração dos 25 anos em Colatina


No dia 23 de agosto, dom Geraldo presidiu uma missa em ação de graças pelos seus 25 anos de episcopado, na catedral de Colatina (ES). Ali, ele foi o primeiro bispo diocesano. O atual bispo de Colatina, dom Décio Sossai Zandonade e o clero local, co-celebraram.

“Clareza, lucidez e profundidade” foram as qualidades mencionadas por dom Décio ao se referir ao irmão no episcopado. “Os mais de 10 anos de episcopado de dom Geraldo deram solidez à diocese de Colatina e foram essenciais para a edificação de uma base sólida. Hoje, colhemos os frutos de seu trabalho”, avaliou dom Décio.

Fonte: C.N.B.B.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dom Geraldo Lyrio preside celebração de abertura da 3ª Semana Brasileira de Catequese

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, presidiu, ontem (07), em Itaici (SP), a celebração de abertura da 3ª Semana Brasileira de Catequese (SBC). O evento reuniu 480 catequistas de todo o país, dentre os quais, dois cardeais, 25 bispos, vários padres e religiosas, além de assessores da CNBB. Eles discutirão, até domingo, 11, o processo de iniciação dos batizados à vida cristã.

A celebração foi marcada por símbolos que lembram a adesão das pessoas fé cristã pelo batismo e seu compromisso com o anúncio do evangelho de Jesus Cristo. Ao final, os coordenadores da catequese nos 17 Regionais da CNBB entregaram a cada participante uma cruz, lembrando o compromisso de todos como missionários assumido no dia do batismo.

A primeira Semana Brasileira de Catequese foi realizada pela CNBB em outubro de 1986 e teve como tema “Catequese, fé e vida em comunidade”. Em 2001, a 2ª Semana de Catequese discutiu o tema “Com adultos, catequese adulta”.

A 3ª SBC faz parte da programação do Ano Nacional Catequético, lançado pela Comissão Bíblico-catequética da CNBB. Segundo o presidente a Comissão, dom Eugênio Rixem, a Semana “é a culminância de todas as atividades desenvolvidas ao longo do Ano Catequético”. “O tema ‘Iniciação à vida cristã’ nos desafia a centrar forças na ação evangelizadora através de uma catequese que forma para o discipulado”, completa.

Fonte: C.N.B.B.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cidadãos têm direito de contestar o que contraria sua consciência


A Presidência da CNBB divulgou, nesta quinta-feira, 24, uma declaração a respeito do direito à objeção de consciência afirmando que é direito de toda pessoa “manifestar sua objeção de consciência frente a tudo o que contraria as exigências da ordem moral, os princípios e valores éticos e a fé professada, de modo que ninguém, por tal motivo, possa ser punido ou forçado a agir de modo contrário àquilo que a consciência o move a fazer”.

A Declaração foi divulgada após a reunião do Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB (Consep), que terminou no final da manhã desta quinta-feira.

Leia a íntegra da Declaração

Declaração sobre o direito à objeção de Consciência

“A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem, onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa sua voz” (Gaudium et Spes 16).

Em nome dos bispos do Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB, reunidos em Brasília, nos dias 22 a 24 de setembro de 2009, desejamos expressamos nossa solidariedade a todas as pessoas que se empenham na defesa e promoção da vida humana em todas as fases de seu desenvolvimento, sobretudo, daqueles seres sem nenhuma possibilidade de defesa.

Em nossa sociedade, marcada por tantas e tão contrastantes concepções acerca do ser humano e de sua dignidade, todos os que se propõem a assumir o compromisso de promover a justiça e defender a vida, certamente, enfrentarão muitas resistências e objeções. Movidos pelos ideais cristãos e empenhados na nobre e grave causa da defesa da vida, não nos é permitido ceder a qualquer tipo de pressão ou arrefecer nosso ânimo frente às dificuldades que continuamente enfrentamos.

É direito de toda pessoa manifestar sua objeção de consciência frente a tudo o que contraria as exigências da ordem moral, os princípios e valores éticos e a fé professada, de modo que ninguém, por tal motivo, possa ser punido ou forçado a agir de modo contrário àquilo que a consciência o move a fazer. Em certas ocasiões, com destemida firmeza, é necessário dizer: “É preciso obedecer antes a Deus que aos homens” (At 5,29).

Brasília – DF, 24 de setembro de 2009

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Presidente da CNBB
Arcebispo de Mariana (MG)

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus (AM)
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário Geral da CNBB

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Acordo da Santa Sé com o Brasil não fere a Constituição, afirma presidente da CNBB

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, voltou a afirmar nesta quinta-feira, 20, que o acordo sobre o Estatuto Jurídico da Igreja Católica do Brasil, assinado em novembro do ano passado pela Santa Sé e pelo Brasil, não fere a Constituição Brasileira nem concede privilégios à Igreja Católica.

“O acordo não fere em nada a Constituição Brasileira nem o Estado Laico, nem pretende conseguir privilégios para a Igreja Católica. A rigor, não há elementos novos no Acordo. Ele congrega num único instrumento jurídico, o que já está contido na Constituição Brasileira, na legislação do país e na jurisprudência”, afirmou dom Geraldo Lyrio, durante a entrevista coletiva concedida na sede da CNBB após o encerramento da reunião do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência dos Bispos.

O vice-presidente da Conferência, dom Luiz Soares Vieira, e o secretário geral, dom Dimas Lara Barbosa, também participaram da coletiva. Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista.

O que muda com o Acordo

Dom Geraldo Lyrio - A Igreja Católica tem personalidade jurídica. O único reconhecimento de que dispomos é um decreto assinado em 7 de janeiro de 1890, portanto, logo após a Proclamação da República. Este documento se tornou frágil porque usar um documento de 1890 para comprovar a personalidade jurídica da Igreja faz com que haja dificuldades nos processos. Quem propôs o acordo não foi a CNBB. A questão foi levantada pela primeira vez, na década de 1990, por dom Ivo Lorscheiter. A ideia era ter um dispositivo legal mais consistente, do que simplesmente um decreto assinado logo após a Proclamação da República.

Acordo polêmico?

Dom Geraldo Lyrio - O Acordo não é polêmico. Alguns é que estão fazendo polêmica em torno dele.Todo o seu conteúdo teve ampla discussão com o Governo Brasileiro. As discussões que se levantam em torno do acordo têm motivações diversas: partidárias, religiosas e ideológicas. Lendo o acordo de maneira isenta, examinando cada artigo, os próprios parlamentares vão perceber que ele não traz nenhuma forma de prejuízo para o Estado Brasileiro. Cada artigo tem sempre a ressalva: “de acordo com a Constituição, de acordo com a legislação”, o que deixa mais evidente o seu teor.

Laicidade do Estado

Dom Geraldo Lyrio – O acordo não fere em nada a Constituição Brasileira nem o Estado Laico, nem pretende conseguir privilégios para a Igreja Católica. A rigor, não há elementos novos no acordo. Ele congrega, num único instrumento jurídico, o que já está contido na Constituição Brasileira, na legislação do país e na jurisprudência. Ele dá o arcabouço jurídico a esta consideração do Estado Brasileiro com relação ao reconhecimento da personalidade jurídica da Igreja Católica.

O Estado brasileiro é laico desde a Proclamação da República, porém, laicidade não é sinônimo de Estado anti-religioso ou ateu. É preciso também que se distinga Estado de sociedade. O Estado brasileiro é laico, a sociedade brasileira não; pelo contrário, nossa sociedade é profundamente religiosa. Ao Estado laico cabe assegurar a liberdade das diversas expressões religiosas.

Exemplo para outras igrejas e religiões

Dom Geraldo Lyrio - A assinatura de um acordo desta natureza entre o Estado Brasileiro e a Santa Sé abre as portas para outras formas de convênios que poderiam ser feitos entre o Estado Brasileiro e outras denominações cristãs dentro do seu próprio estatuto jurídico, como também com outras religiões não-cristãs.
Dom Luiz Soares - O acordo não quer fechar as portas do diálogo com as outras religiões, pelo contrário. Esta seria uma oportunidade muito boa das outras Igrejas pleitearem um acordo e nós, católicos, as apoiaríamos.

Prática comum

Dom Geraldo Lyrio - Acordo entre um Estado e Santa Sé não é novidade. O Brasil é um dos poucos países da América Latina que não tem um acordo com a Santa Sé. Mais de 100 Estados, inclusive alguns que não têm tradição católica nem cristã como os Islâmicos, têm acordo com a Santa Sé. Há vários países que têm acordos com diversas denominações cristãs: Alemanha com a Igreja Luterana e outras confissões; a Itália com a Assembleia de Deus, com a Igreja Adventista do Sétimo Dia e outras. A França, país com forte tradição laica, tem acordo com a Santa Sé.

Ensino religioso

Dom Dimas Lara - Sobre o ensino religioso nas escolas, alguns países europeus reconhecidamente laicos, que têm o acordo com a Santa Sé, têm incluso o ensino religioso em sua grade escolar. Nesses países a Igreja Católica não é excluída de opinar e contribuir para uma melhor educação do país. Na realidade, um acordo deste tipo, longe de ferir, afirma a laicidade do Estado e da maneira mais positiva, pois, não se trata do Estado legislar na vida interna da Igreja, e nem da Igreja querer se impor ao Estado.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dom Geraldo comemora 25 anos de bispo com missa na Catedral de Colatina

No próximo dia 23 de agosto, o primeiro bispo da diocese de Colatina (ES), dom Geraldo Lyrio Rocha, irá celebrar uma missa em ação de graças pelos seus 25 anos de ordenação episcopal.

A celebração será na Catedral de Colatina, às 19 horas. Ao lado de dom Geraldo, concelebra a missa o atual bispo da diocese, dom Décio Sossai Zandonade, e o clero local.

“Clareza, lucidez e profundidade” são as qualidades mencionadas por dom Décio ao se referir ao irmão no episcopado. “Os mais de 10 anos de episcopado de dom Geraldo deram solidez à diocese de Colatina e foram essenciais para a edificação de uma base sólida. Hoje, colhemos os frutos de seu trabalho”, avalia dom Décio.

Ele vai ao Espírito Santo neste mês de agosto para participar também do encerramento do Sínodo da arquidiocese de Vitória.

Dom Geraldo Lyrio Rocha

O segundo filho de Crysantho de Jesus Rocha e Leovegilda Lyrio Rocha, nasceu em Fundão (ES), em 14 de março de 1942, seus irmãos: Ronaldo, Rosa Maria, José Carlos e Luciano. Foi batizado em 27 de setembro de 1942 pelo Pe. Luiz Gonzaga Parenzi. Iniciou os estudos, em sua terra natal, no então Grupo Escolar Ernesto Nascimento, onde fez o curso primário.

Ingressou no Seminário Nossa Senhora da Penha, em Vitória, em 1954, onde realizou o Curso Colegial, tendo sido aluno do Colégio Salesiano. Em 1960, matriculou-se no Seminário Provincial do Coração Eucar­ístico de Jesus, em Belo Horizonte, onde cursou Filosofia. Obteve a Licenciatura em Filosofia na Faculdade Dom Bosco - São João Del Rei.

Em 1963 seguiu para Roma, onde fez o Curso de Teologia, na Universidade Gregoriana e Especialização em Liturgia pelo Pontifício Instituto Santo Anselmo.

Em 15 de agosto de 1967 foi ordenado presbítero em sua terra natal. No dia 14 de março de 1984 foi eleito bispo e sua ordenação episcopal aconteceu em 31 de maio do mesmo ano, em Vitória.

Atividades antes do episcopado: Diretor Espiritual do Seminário Nossa Senhora da Penha; Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha; Diretor do Instituto de Pastoral da Arquidiocese de Vitória; Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória; Professor de Liturgia e Teologia no Instituto de Filosofia e Teologia de Vitória; Professor de Filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo; Pároco de Itacib¡, Praia do Su¡, Vila Rubim.

Atividades como Bispo: Bispo Auxiliar de Vitória (1984-1990); Vice Presidente do Regional Leste II; Membro da Comissão Episcopal Pastoral (CEP) do Regional Leste II; Responsável pelo setor de Vocações, Seminários e Presbíteros (1985-1987) e Liturgia no Leste II (1987-1989), Membro do Departamento de Liturgia do Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM- 1987-1991); Membro da CEP “CNBB (1995-1999); Responsável pela Liturgia (1995-1998 e 1999-2003); Delegado para a Assembleia Episcopal do S­nodo dos Bispos para a América por eleição da Assembleia da CNBB e confirmado pelo Papa João Paulo II (1997); Presidente do Departamento de Liturgia do CELAM (1999-2003); Bispo de Colatina ES (1990-2002); Arcebispo de Vitória da Conquista na Bahia (2002-2007), Atualmente segundo Vice Presidente do CELAM, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil CNBB (maio de 2007) e arcebispo da Arquidiocese de Mariana (2007)

Fonte: C.N.B.B.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Presidente da CNBB celebra Jubileu de Prata

A Arquidiocese de Mariana celebra amanhã, 29, o Jubileu de Prata Episcopal de seu arcebispo, Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A celebração está marcada para as 19h, na Praça da Sé, no Centro Histórico de Mariana (MG), a 110 km de Belo Horizonte.

No dia 30, o arcebispo recebe homenagens prestadas por diversas autoridades na Catedral da Sé, em Mariana, às 19h. No domingo, 31, data em que foi ordenado bispo, Dom Geraldo celebra uma Missa às 10h, na Catedral.

Dom Geraldo Lyrio Rocha é o quinto arcebispo de Mariana, responsável pela administração da mais antiga arquidiocese de todo o estado de Minas Gerais, constituída por 139 paróquias em 79 municípios, reunindo cerca de 1,2 milhão de habitantes.

Criada há 261 anos, a Arquidiocese de Mariana preserva um calendário religioso tido como um dos mais tradicionais do país. Na cidade, sede do primeiro bispado mineiro, fiéis ainda realizam clássicas cerimônias como as do século XVIII.

Biografia

Dom Geraldo é o segundo filho de Crysantho de Jesus Rocha e Leovegilda Lyrio Rocha. Nasceu em Fundão (ES) aos 14 de março de 1942 e iniciou os estudos, em sua terra natal onde fez o curso primário.

Ingressou no Seminário Nossa Senhora da Penha, em Vitória, em 1954, onde realizou o Curso Colegial. Em 1960, matriculou-se no Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus, em Belo Horizonte, onde cursou Filosofia. Obteve a Licenciatura em Filosofia na Faculdade Dom Bosco - São João del Rei (MG).

Em 1963 seguiu para Roma, onde fez o Curso de Teologia, na Universidade Gregoriana e Especialização em Liturgia pelo Pontifício Instituto Santo Anselmo.

Em 15 de agosto de 1967 foi ordenado presbítero em sua terra natal, Fundão (ES). No dia 14 de março de 1984 foi eleito bispo e sua ordenação episcopal aconteceu em 31 de maio do mesmo ano, em Vitória (ES). Adotou como lema episcopal: "Opus Fac Evangeslistae" (Faze a obra de um evangelista).

Como bispo, exerceu as seguintes atividades: bispo auxiliar de Vitória (1984-1990); vice-presidente do Regional Leste II; membro da Comissão Episcopal Pastoral (CEP) do Regional Leste II; responsável pelo setor de Vocações, Seminários e Presbíteros (1985-1987) e Liturgia no Leste II (1987-1989), membro do Departamento de Liturgia do Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM- 1987-1991); membro da CEP – CNBB (1995-1999); responsável pela Liturgia (1995-1998 e 1999-2003); delegado para a Assembléia Episcopal do Sínodo dos Bispos para a América (1997); presidente do Departamento de Liturgia do CELAM (1999-2003); bispo de Colatina (ES) (1990-2002); arcebispo de Vitória da Conquista na Bahia (2002-2007).

Atualmente Dom Geraldo é presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil CNBB e o 2º vice-presidente do CELAM.

Fonte: CNBB/Canção Nova

terça-feira, 8 de abril de 2008

CNBB escolhe bispos que devem representar o Brasil no Sínodo

Foram escolhidos os Bispos que podem representar o Brasil na XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá no Vaticano, dos dias 5 a 26 de outubro deste ano. Os nomes são indicações e serão enviados ao Vaticano para aprovação do Papa Bento XVI. São eles:

Dom Eugênio Rixen, Bispo de Goiás (GO);
Dom Joviano de Lima, Arcebispo de Ribeirão Preto (SP);
Dom Walmor de Oliveira, Arcebispo de Belo Horizonte (MG) e;
Dom Geraldo Lyrio Rocha, Presidente da CNBB.
E um dos suplentes será Dom Erwin Kräutler, Bispo da Prelazia do Xingu (PA).

Os representantes estão sendo escolhidos por votação durante a Assembléia dos Bispos em Itaici. Aguarda-se a escolha de um último suplente.

O Sínodo, convocado pelo Papa, vai reunir o episcopado mundial no Vaticano em torno do tema "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja" e buscará reforçar a prática do encontro com a Palavra de Deus como fonte de vida para o homem.