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quinta-feira, 27 de março de 2014

Papa Francisco recebe o presidente Barack Obama no Vaticano


O Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira (27), no Palácio Apostólico do Vaticano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no primeiro encontro privado entre os dois líderes desde que Francisco foi eleito pontífice, há um ano.

"Sou um grande admirador", disse Obama ao Papa no início do encontro.

Após cerimônia da Guarda Suíça, o presidente dos EUA e sua delegação foram levados a um salão com afrescos onde o chefe de Estado americano e o Papa apertaram as mãos.

O primeiro Papa da América recebeu Obama de pé, na entrada de sua biblioteca privada e com certa formalidade. O presidente americano sorriu e pareceu emocionado ao encontrar Francisco.

"Welcome, mister president" (Seja bem-vindo, senhor presidente), disse o pontífice em inglês, idioma que ele não costuma falar.

Em seguida, dois tradutores (um religioso e uma mulher com uma pequena manta) entraram para participar do encontro, que aconteceu no escritório papal, com os dois líderes sentados um de frente para o outro.

Em sua primeira visita ao Vaticano, Obama foi recebido no pátio de São Damásio, onde era esperado pelo prefeito da casa pontifícia, o bispo Georg Gänswein, também secretário de Bento XVI (Papa emérito que renunciou ao cargo em fevereiro de 2013).

Obama destacou a crescente diferença entre ricos e pobres durante o encontro com o Papa Francisco, um evento que era esperado para se concentrar na luta contra a pobreza e em controvérsias sobre temas como aborto e direitos dos homossexuais.

O presidente dos Estados Unidos elogiou o Papa por sua ênfase em ajudar os pobres e disse que a reunião poderia dar um impulso a algumas de suas iniciativas, como aumentar a classe média e ajudar os americanos de baixa renda.


'Papa nos desafia'

Em entrevista a um jornal local, Obama disse que a globalização e o aumento do comércio levou centenas de milhões de pessoas a sair da pobreza nas últimas décadas. Obama disse em uma entrevista ao jornal italiano "Il Corriere della Sera" que estava 'muito agradecido' pela disposição do Papa a recebê-lo no Vaticano.

"O Papa nos desafia. Implora que recordemos das pessoas, das famílias, dos pobres. Nos convida a parar e a refletir sobre a dignidade do homem", disse Obama.

"Venho a Roma para ouvi-lo", completou o presidente americano, antes de ressaltar que 'o pensamento' do pontífice é 'precioso para compreender como podemos vencer o desafio de combater a pobreza extrema e a desigualdade na distribuição de renda".

"O Papa nos desafia. Ele nos implora para lembrar das pessoas, das famílias, dos pobres', completa Obama, destacando que o sumo pontífice 'nos convida a parar para refletir sobre a dignidade do homem".

O presidente americano disse ainda que quer ouvir o que o Papa propõe 'para limitar as desigualdades na distribuição de renda'.

"Ao nos colocar contra a parede em relação à justiça social, ele nos mostra o risco que existe de se acostumar com as desigualdades extremas a ponto de considerá-las normais", acrescentou Obama nessa entrevista feita quando ele estava em Bruxelas.

Na mesma entrevista, ele comenta sobre a visita à Itália, onde deverá se encontrar com o presidente Giorgio Napolitano - de quem ele gosta muito - e com o primeiro-ministro Matteo Renzi, há apenas um mês no cargo.

Ele disse desejar uma aceleração nas negociações para um acordo de livre-comércio entre os Estados Unidos e União Europeia, durante o semestre da presidência italiana do bloco.

Roma foi literalmente blindada para a chegada de Obama, que permanecerá 40 horas na Cidade Eterna.

O presidente americano também se reunirá nesta quinta-feira com o presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, e com o primeiro-ministro, Matteo Renzi.

Durante a tarde, Obama visitará o emblemático Coliseu, que estará fechado ao público na ocasião.

Fonte: G1
Fotos: Gabriel Bouys/AP

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Carta do Papa Francisco às Famílias

Brasão do Papa 
MENSAGEM
Carta do Papa Francisco às Famílias
Terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Boletim da Santa Sé

Queridas famílias,

Apresento-me à porta da vossa casa para vos falar de um acontecimento que vai realizar-se, como é sabido, no próximo mês de Outubro, no Vaticano: trata-se da Assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para discutir o tema «Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização». Efetivamente, hoje, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho, enfrentando também as novas urgências pastorais que dizem respeito à família.

Este importante encontro envolve todo o Povo de Deus: Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos das Igrejas particulares do mundo inteiro, que participam ativamente, na sua preparação, com sugestões concretas e com a ajuda indispensável da oração. O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimônio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa. Como sabeis, a esta Assembleia sinodal extraordinária, seguir-se-á – um ano depois – a Assembleia ordinária, que desenvolverá o mesmo tema da família. E, neste mesmo contexto, realizar-se-á o Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia, em setembro de 2015. Por isso, unamo-nos todos em oração para que a Igreja realize, através destes acontecimentos, um verdadeiro caminho de discernimento e adote os meios pastorais adequados para ajudarem as famílias a enfrentar os desafios atuais com a luz e a força que provêm do Evangelho.

Estou a escrever-vos esta carta no dia em que se celebra a festa da Apresentação de Jesus no templo. O evangelista Lucas conta que Nossa Senhora e São José, de acordo com a Lei de Moisés, levaram o Menino ao templo para oferecê-Lo ao Senhor e, nessa ocasião, duas pessoas idosas – Simeão e Ana –, movidas pelo Espírito Santo, foram ter com eles e reconheceram em Jesus o Messias (cf. Lc 2, 22-38). Simeão tomou-O nos braços e agradeceu a Deus, porque tinha finalmente «visto» a salvação; Ana, apesar da sua idade avançada, encheu-se de novo vigor e pôs-se a falar a todos do Menino. É uma imagem bela: um casal de pais jovens e duas pessoas idosas, reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente Jesus faz com que as gerações se encontrem e unam! Ele é a fonte inesgotável daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solidão, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refeições, o descanso, o trabalho em casa, a diversão, a oração, as viagens e as peregrinações, as ações de solidariedade… Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus é quem nos dá o amor autêntico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; dá-nos o Pão de vida, que sustenta a labuta diária do nosso caminho.

Queridas famílias, a vossa oração pelo Sínodo dos Bispos será um tesouro precioso que enriquecerá a Igreja. Eu vo-la agradeço e peço que rezeis também por mim, para que possa servir o Povo de Deus na verdade e na caridade. A proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José acompanhe sempre a todos vós e vos ajude a caminhar unidos no amor e no serviço recíproco. De coração invoco sobre cada família a bênção do Senhor.

Vaticano, 2 de Fevereiro – festa da Apresentação do Senhor – de 2014.
FRANCISCUS

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dom Bernardino Marchió diz que o estilo de vida de Francisco atrai o mundo todo, em especial os jovens

Simplicidade de Francsico foi o que conquistou os jovens
                                                              
Quem não se lembra do fervor da juventude em torno do Papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro? Para o bispo da diocese de Caruaru (PE) e membro da Comissão Episcopal para a Juventude, Dom Bernadino Marchió, a simplicidade do Papa Francisco foi o que mais se destacou na relação entre o Pontífice e os jovens, especialmente durante a JMJ.
O Papa é muito simples, enfatizou Dom Bernardino.  “A sua pessoa, seu estilo de vida atrai o mundo inteiro e especialmente a juventude, que quer relacionamentos diretos e simples. O Papa, chegando ao Rio de Janeiro, já naquele primeiro momento em que ficou preso no trânsito, conseguiu mostrar que ele estava bem com o povo”.
Em seu primeiro discurso no Brasil, Francisco destacou aos jovens que Cristo abre espaço para eles, pois conhece a poderosa energia que sai do coração da juventude que encontra Sua amizade. “Cristo ‘bota fé’ nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: ‘Ide, fazei discípulos’”, disse o Santo Padre.
Com um jeito simples e atencioso, Francisco chegou a mencionar um ditado popular muito utilizado no Brasil pelos pais em relação a seus filhos: os filhos são a menina dos nossos olhos. Partindo desse ditado simples, ele lançou mais uma reflexão profunda: “A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios”.

O bispo recorda o que diz Francisco: “O pastor deve sentir o cheiro das ovelhas. E ele mostra que coloca isso em prática. Aproxima-se das pessoas, abraça-as e acolhe-as. Isso dá muita alegria aos jovens que também não têm medo de se aproximar dele”.

Em muitos momentos, Francisco tem se dirigido aos jovens com particularidade. Dom Bernardino acredita que as palavras do Papa não são apenas para agradar a juventude, mas significa um estilo de aproximação. Segundo ele, os jovens percebem que o Santo Padre confia neles, logo, aproximam-se, e querem ouvir seus ensinamentos.


Simplicidade de Francisco foi o que conquistou os jovens
Dom Bernardino Marchió / Foto: Arquivo
No entanto, a relação do Papa com os jovens não se resume em palavras. Francisco está preocupado com os desafios da juventude.  “O Papa mostrou isso não só no Rio de Janeiro, mas também em muitos outros encontros no mundo inteiro. Por onde ele vai, sempre se encontra com os jovens, e estes acorrem ao seu redor, para se sentirem estimulados e desafiados para continuar a viver bem seus sonhos e seus projetos”, explicou o bispo.

A juventude é um período em que, segundo Dom Bernardino, as pessoas tendem a procurar ídolos e referenciais. O bispo percebe que os jovens veem o Papa como um grande líder, uma referência. Mas para que esta relação não fique apenas nas boas intenções, Dom Bernardino deixa um conselho.

“Para responder a tudo aquilo que o Papa está dizendo, os jovens precisam se organizar nas comunidades. Nós estamos vendo também esse florescimento de grupos, de pastorais juvenis, movimentos e carismas que estão cada vez mais se organizando. Isso é importante. Precisamos sonhar juntos e dar espaço aos jovens nas organizações paroquiais”.

Testemunho

A reciprocidade na relação com o Papa é verdadeira. Ao menos, é o que mostra a história do jovem Eduardo Campos, 20 anos, morador da cidade do Rio de Janeiro.

Desde criança, ele frequentou igrejas protestantes, mas, após a renúncia de Bento XVI, quis conhecer melhor a fé católica. Participou da Jornada Mundial da Juventude, em julho, com o Papa Francisco. Logo depois, converteu-se ao Catolicismo. Segundo Eduardo, desde então, sua relação com Francisco se assemelha à de um discípulo que deseja aprender com o mestre.

“Ele me ajuda a viver a caridade, o amor; ensina-me a ser humilde. Identifiquei-me com ele, porque, apesar de toda a sua importância, não deixou a humildade de lado. Ele mostra que é o Santo Padre, mas que também é uma pessoa comum; ele é do povo. Ele me ensina que, independente da nossa posição, devemos sempre preservar a humildade”.

Simplicidade de Francisco foi o que conquistou os jovens
Na Missa de envio, última celebração da JMJ, Eduardo exibiu um cartaz que dizia: “Santo Padre, sou evangélico, mas eu te amo!! Ore por mim e pelo Brasil! ‘Tu és Pedro…’”. O cartaz foi mostrado pelas câmeras de televisão e teve grande repercussão nas redes sociais.

Hoje, graças à sua experiência pessoal com Francisco, conforme testemunha, Eduardo pratica a fé católica participando da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz (RJ) onde faz pastoral de rua com o JMC (Jovens Missionários Católicos).

Por André Cunha

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Papa suprime o título de 'monsenhor' na Igreja


O Papa Francisco, que deseja uma igreja mais humilde e próxima das pessoas, decidiu suprimir os títulos honorários, entre eles o de "monsenhor", medida que busca acabar com "o classismo e o espírito mundano" dentro da hierarquia eclesiástica.

A decisão foi tomada há várias semanas e divulgada nesta quarta-feira (8) pela imprensa italiana.

O secretário de Estado do Vaticano enviou uma carta aos núncios (embaixadores) da Santa Sé em todo o mundo, para que informem os bispos sobre a medida.

O único título que os bispos poderão conservar é o de "capelão de Sua Santidade", afirma o texto, que enfatiza que a medida não tem caráter retroativo. Por isso, muitos eclesiásticos da Cúria Romana – o governo central da Igreja – continuarão mantendo o título de monsenhor.

Em 1968, o Papa Paulo VI, fonte de inspiração para Francisco, reduziu dentro da Igreja Católica o número de títulos honorários, que chegavam a 14 na época.

A atual decisão está de acordo com o desejo do Papa jesuíta de reformar gradualmente a Igreja.

Da France Presse
Fonte: G1

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Papa fala dos sacerdotes como instrumentos da misericórdia de Deus

Na catequese desta quarta-feira, 20, Papa Francisco falou sobre a remissão dos pecados. Ele enfatizou o “poder das chaves”, um símbolo bíblico da missão dado por Cristo aos apóstolos para perdoar. A Igreja, conforme ele destacou, é depositária deste poder, estando a serviço do ministério da reconciliação.

Francisco lembrou o papel desempenhado pelos sacerdotes, que são instrumentos da misericórdia divina. “O sacerdote, um homem que como todos precisa de misericórdia, é por sua vez instrumento de reconciliação para seus irmãos. Mediante seu ministério, Deus nos dá um abraço que nos regenera e nos permite levantar e retomar o caminho”.

Embora Deus escute cada um em particular, essa confissão junto ao sacerdote é, segundo o Papa, a segurança do perdão de Deus. O próprio Deus, segundo recordou, quis que os que pertencem à Igreja recebessem o perdão através dos ministros da comunidade.

“Através do ministério apostólico, a misericórdia de Deus me atinge, as minhas culpas são perdoadas e me é dada a alegria. Deste modo, Jesus nos chama a viver a reconciliação também na dimensão eclesial”

Outro ponto destacado pelo Pontífice foi o protagonismo do Espírito Santo na remissão dos pecados. “O Espírito Santo nos traz o perdão de Deus passando pelas chagas de Jesus que Ele quis conservar”.

Essas chagas de Cristo foram destacadas por Francisco como o preço da salvação do homem. Ele encerrou lembrando que Deus nunca se cansa de perdoar, portanto, o homem nunca deve se cansar de ir ao Seu encontro para pedir perdão.

Por Jéssica Marçal
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Vaticano se prepara para receber milhares de famílias

O Vaticano se prepara para receber no próximo final de semana, 26 e 27, mais de 150 mil pessoas que participarão da Peregrinação Internacional das Famílias ao Túmulo de São Pedro. O evento é promovido pelo Pontifício Conselho para as Famílias, e está inserido nas festividades do Ano da Fé.

O tema “Família, viva a Alegria da fé”, reunirá famílias dos cinco continentes e 70 países, em dois dias dedicados à oração, palestras e peregrinações. De acordo com o presidente do Dicastério para a Família, Dom Vincenzo Paglia, o encontro de numerosas famílias servirá de apelo para que a centralidade da família na sociedade seja recuperada.

“Se não é bom que o homem esteja sozinho, também não é bom que a família esteja só. A Família deve estar no centro da cultura, da política, da economia, das finanças, da vida dos povos e das nações”, destaca Dom Paglia.

Para guiar as reflexões durante o encontro, os participantes receberão um livreto com 35 textos do Cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, sobre as famílias, escritos desde 1999.

Na programação do evento estão reservados dois encontros com o Papa Francisco. No sábado, 26, o Pontífice receberá as famílias na Praça São Pedro, às 17h, para oração e profissão de fé. No domingo, 27, às 10h30, Francisco celebrará a Missa de encerramento da peregrinação.

De acordo com o Pontifício Conselho para as Famílias, os convidados especiais do evento são as crianças e os idosos. Um desejo expresso pelo Papa Francisco, que constantemente recorda a importância das crianças e idosos para o futuro da sociedade.

"Queremos promover uma grande festa da Família ao redor do Papa Francisco. Roma quer se tornar a 'Capital' da família italiana e mundial. Ser família é belo (...) é isso que queremos gritar para o mundo", conclui o presidente do Pontifício Conselho para as Famílias. 

Por Liliane Borges
Da Redação, com Pontifício Conselho para as famílias

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Papa em homilia: Missa não é evento social, mas presença de Deus

A Santa Missa não é um evento social, mas a presença do Senhor. Esse foi o ponto destacado pelo Papa Francisco na Missa celebrada nesta quinta-feira, 3, na Casa Santa Marta. O Santo Padre afirmou que não se pode transformar a memória da salvação em uma recordação, em um “evento habitual”.

O Sumo Pontífice presidiu a Celebração Eucarística na presença do Conselho de Cardeais, que está reunido com ele no Vaticano, desde terça-feira, 1º. Ele inspirou-se em um trecho do Livro de Neemias, da Primeira Leitura do dia, para centrar sua homilia na questão da memória.

O Santo Padre observou que o Povo de Deus tinha a memória da Lei, mas era uma memória distante. Naqueles dias, em vez disso, a memória se fez próxima e esse mesmo povo se emocionou porque tinha tido a experiência da proximidade da salvação.

“E isso é importante não somente nos grandes momentos históricos, mas nos momentos da nossa vida: todos temos a memória da salvação, todos. (…) E quando a memória não está próxima, quando não temos esta experiência de proximidade da memória, esta entra em um processo de transformação, e a memória se transforma uma simples recordação”.

E destacou que quando esta memória da salvação se faz próxima, ela aquece o coração e dá alegria. Esse encontro com a memória é um evento de salvação, segundo Francisco, é um encontro com o amor de Deus. E quando Deus se aproxima, sempre há festa, salientou o Pontífice.

O Santo Padre também lembrou que, muitas vezes, os cristãos têm medo da festa; a vida os acaba levando a afastarem-se desta proximidade, mantendo somente uma lembrança da salvação, e não a memória viva.

“É triste, mas a Missa, muitas vezes, se transforma em um evento social e não ficamos próximos à memória da Igreja, que é a presença do Senhor diante de nós. (…) Peçamos ao Senhor a graça de ter sempre a Sua memória próxima a nós, uma memória próxima e não domesticada pelo hábito, por tantas coisas, e distante como uma simples recordação”.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A Igreja santa acolhe também os pecadores, diz Papa na catequese

Na catequese desta quarta-feira, 2, Papa Francisco refletiu sobre a santidade da Igreja. O Santo Padre recordou que esta é uma característica presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, porque estes tinham a certeza de que é a ação de Deus, o Espírito Santo, que santifica a Igreja.

Em breve, íntegra da catequese

O primeiro ponto explicado pelo Papa foi como a Igreja pode ser santa se é formada por homens pecadores. A resposta vem da reflexão de um trecho da Carta de São Paulo aos Efésios, em que o apóstolo afirma que Cristo amou a Igreja e deu a si mesmo por ela, para torná-la santa.

“É santa (a Igreja) porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós a fazê-la santa: é Deus, é o Espírito Santo, que no seu amor, faz santa a Igreja!”.

E esta santidade da Igreja a faz acolher a todos, mesmo os pecadores, chamando todos a deixar-se envolver pela misericórdia de Deus. “Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz implacável, mas é como o Pai da parábola evangélica. Você pode ser como o filho que deixou a casa, que tocou o fundo do distanciamento de Deus. Quando tens a força de dizer: quero voltar pra casa, encontrarás a porta aberta, Deus vem ao seu encontro porque te espera sempre”.

O Papa disse ainda que a Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrer o caminho de santidade, que é o caminho do cristão, especialmente na Confissão e na Eucaristia. “Nós nos deixamos santificar? Somos uma Igreja que chama e acolhe de braços abertos os pecadores, que dá coragem, esperança, ou somos uma Igreja fechada em si mesma?”, questionou o Pontífice.

Concluindo as reflexões, o Papa reforçou que os que se sentem pecadores, frágeis e indefesos não devem ter medo da santidade. Ele explicou, por fim, que a santidade não é fazer algo extraordinário, mas deixar Deus agir.

“É o encontro da nossa fraqueza com a força da Sua graça, é ter confiança em Sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e no serviço ao próximo”.

Por Jéssica Marçal/Canção Nova, com Rádio Vaticano

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CNBB propõe um trabalho de continuidade pós-JMJ Rio 2013


Desde o anúncio oficial de que a Jornada Mundial da Juventude seria realizada no Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – prontificar-se a aproveitar este clima de espiritualidade presente em todo o país para fortificar os processos de evangelização da juventude.

Portanto, o objetivo da CNBB é “Realizar um caminho de evangelização da juventude, no Brasil, que garanta – antes, durante e depois da JMJ – um processo de formação de jovens apaixonados, discípulos missionários de Jesus Cristo, membros da Igreja e participantes da construção da Civilização do Amor em nossa sociedade”.

Partindo desta proposta, a Comissão Episcopal com os Bispos Referenciais da Juventude nos Regionais teve a ideia de realizar um encontro pós-JMJ com as lideranças jovens e adultas de todas as expressões juvenis (Movimentos eclesiais, Pastorais da Juventude, Novas Comunidades, Congregações Religiosas) e outras pastorais e serviços afins.

De acordo com o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB e Secretário da Comissão Especial da CNBB para a JMJ, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, este encontro será uma nova oportunidade para as pessoas acolherem os frutos da JMJ no Brasil.

“O encontro visa refletir sobre o momento eclesial juvenil atual e, à luz de todas estas oportunidades oferecidas, descobrir alguns caminhos comuns para realizarmos a vontade de Deus neste campo. O fortalecimento das lideranças e a experiência da unidade contribuirão com o trabalho junto aos jovens nas comunidades de origem”, comentou Dom Eduardo.

Além da temática já estabelecida, Dom Eduardo destacou que alguns documentos da Igreja contribuirão com a dinâmica do encontro como o Documento 85 da CNBB (Evangelização da Juventude: desafios e perspectivas pastorais); Estudos 103 da CNBB (Pastoral Juvenil no Brasil: identidades e horizontes); os pronunciamentos do Papa Francisco antes-durante-após a JMJ Rio 2013; Documento Pastoral Juvenil da América Latina (Civilização do Amor: projeto e missão) e Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

“Além deste material, a metodologia se apoiará em outros materiais, principalmente no resultado de pesquisa realizada nas dioceses sobre as 8 Linhas de Ação mencionadas no Documento 85. As reflexões que acontecerão durante o encontro também são consideradas material importante para atingirmos os objetivos desejados”, frisou o bispo.

O encontro pós-JMJ deverá ser realizado de 11 a 15 de dezembro de 2013 em Brasília. O período de inscrições, valor da taxa e forma de pagamento ainda serão divulgados.

O legado da JMJ Rio 2013 para o Brasil – A jornada deixará muitas lembranças boas para a juventude brasileira que participa pela primeira vez do encontro.

De acordo com Dom Eduardo um exemplo desta manifestação de acolhimento dos jovens foi a peregrinação dos símbolos da jornada que atingiu por volta de 3 milhões de pessoas no Brasil.

“A Cruz de Cristo e o Ícone de Nossa Senhora, ao visitarem nossas comunidades, acabaram provocando uma infinidade de iniciativas juvenis, muitas delas com o compromisso de continuidade local”, afirmou o bispo.

Dom Eduardo destaca quais serão os frutos deixados pela jornada no nível pessoal, eclesial e social:

- Em nível pessoal: fortalecimento dos valores universais e da fé cristã, discernimento vocacional, maior interesse pela organização do seu projeto de vida, conversões e mudança de vida, etc.

- Em nível eclesial: jovens discípulos missionários mais entusiasmados e dispostos ao engajamento na vida da Igreja, maior participação nos grupos e projetos comunitários, crescimento da vivência sacramental, sopro de esperança para a Igreja e questionamento sobre sua atuação qualificada junto aos jovens, renovação da pastoral juvenil local, orientação e fortalecimento dos agentes de pastoral juvenil, etc.

- Em nível social: jovens cidadãos mais sedentos e dispostos em ver os valores humanos respeitados, fortalecimento das utopias universais (vida, paz, justiça, unidade, família, etc.), mais interesse em trabalhos voluntários, crescimento da consciência de cidadania, injeção financeira, divulgação turística, etc.

Por Alessandra Borges - Canção Nova

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A importância para a América Latina da viagem do papa ao Brasil


Os milhares de peregrinos que foram ao Rio para se encontrar com o primeiro papa latino-americano estão voltando para seus países. No Brasil ficou um rastro de bem-estar deixado pelos sorrisos e a alegria de Francisco, misturados com os de cerca de 3 milhões de jovens que transformaram Copacabana, a praia mais sensual do mundo, em um grande "altar de fé e alegre confraternização", como escreve a imprensa local.

Hoje, depois do benéfico tsunami, começa-se a analisar as consequências da primeira viagem internacional do primeiro papa não europeu a seu continente de origem.

As primeiras sensações são de que a viagem com as simples e ao mesmo tempo substanciais mensagens deixadas por Francisco poderia ter uma importância para todo o continente americano que vai além da fé e da igreja romana.

E terá para todo o continente que não é só o que contém proporcionalmente o maior número de cristãos, como se trata de um pedaço do planeta cheio de paradoxos. Dele vai depender a esperança de alimentos e água potável do mundo. Dele pode chegar uma mensagem de sangue jovem cheia de entusiasmo e com vontade de viver sem perder a esperança no futuro.

Ao mesmo tempo, é um continente onde as feridas da desigualdade continuam sangrando e onde faltam líderes e estadistas políticos e sociais capazes de receber e dar vida a essa seiva de um continente ainda jovem e criativo, com mil potencialidades ainda por desenvolver.

O chamado de Francisco à hierarquia eclesiástica latino-americana, pedindo-lhe que deixe seus palácios para ir ao encontro da periferia excluída do bem-estar e que não tenha medo de se comprometer com os que continuam sofrendo o peso da exclusão, não deixará de ter repercussões no mundo político.

A dura condenação da "ideologização do Evangelho" e o apelo premente para privilegiar o "agora" na evangelização, assim como o incentivo aos jovens para que saiam à rua para reivindicar seus direitos em nome da fé, podem ter consequências ainda imprevisíveis no futuro político do continente.

O Brasil foi só uma amostra, mas aqui todos falam em uma revolução. Neste continente a religiosidade popular, a mistura de fé e política, continua sendo determinante para seu desenvolvimento sociológico e até econômico.

Os católicos diminuem, mas suas perdas não são levadas pelo rio do agnosticismo ou da incredulidade, senão para outras igrejas cristãs. E o cristianismo está no genoma do continente. No Brasil se declaram cristãos, entre católicos e evangélicos, mais de 80% da população. Essa realidade, que não deve ser muito diferente no resto do continente, é importante para poder medir o peso que pode representar uma revolução da igreja que privilegie os excluídos.

Uma revolução que assente as bases de uma laicidade saudável, que respeite todas as crenças e que seja um estímulo aos jovens, que são o futuro do continente, para que "não se deixem roubar a esperança", para que lutem a favor de uma sociedade mais igual e fraterna.

Os políticos que atuam em um continente no qual a fé cristã continua sendo majoritária não poderão deixar de levar em conta esse novo vendaval de renovação lançado por um papa que sabe ser franciscano, fraterno, simples e sorridente na rua, e jesuíta severo, exigente, quando se encerra sozinho com a hierarquia da igreja.

No Evangelho de Marcos, Natanael pergunta: "E de Nazaré pode sair algo bom?" Nazaré era no tempo de Jesus a periferia da Palestina e nem aparecia nos mapas da época.

Da costela do judaísmo nasceu, entretanto, uma crença religiosa, a cristã, que com todos os vendavais sofridos ao longo da história continua de pé e viva depois de mais de 2.000 anos e com uma capacidade de se refazer de suas culpas que muitas instituições políticas invejariam.

Hoje os países de longa história como a Europa poderiam também se perguntar como novos Natanaéis: "E algo bom pode sair da América Latina e da mão de um papa latino-americano?" O tempo dirá.

Por Juan Arias / El País

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Papa levou a Copacabana cerca de 9 milhões de pessoas, diz Paes; prefeito fala em "semana de recordes"

Cerca de 9 milhões de pessoas passaram pelo bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, durante os quatro dias de atos centrais da Jornada Mundial da Juventude, entre quinta-feira (25) e domingo (28), com a presença do papa Francisco, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (29) pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

Segundo o prefeito, o maior público foi registrado na missa de encerramento, no domingo: 3,2 milhões de pessoas. No dia anterior, quando foi realizada a vigília com os jovens, aproximadamente 3 milhões de peregrinos passaram pelas ruas do bairro. Na quinta e na sexta, com a Festa da Acolhida e a Via Sacra, respectivamente, Copacabana recebeu público de 1,5 milhão em cada noite.

Já a cerimônia do Angelus, na Glória, na sexta, teve público estimado de 50 mil pessoas. Já visita a Varginha, favela da zona norte do Rio, também na sexta, foram 20 mil pessoas, enquanto o encontro com argentinos na Catedral Metropolitana, no centro, foi acompanhado por 15 mil fiéis.


Recordes

De acordo com Eduardo Paes, a JMJ fez com que o Rio tivesse "uma semana de recordes", em especial na movimentação de turistas em uma única cidade brasileira (2 milhões de visitantes), no fluxo de passageiros dos meios de transporte público (3 milhões de pessoas apenas no metrô), entre outros.

O evento da Igreja Católica injetou na economia do Rio cerca de 1,2 bilhão de reais. A capital fluminense recebeu turistas de 180 países diferentes, e 93% deles afirmaram a pesquisadores do Ministério do Turismo que desejam voltar à cidade em outras oportunidades.

Paes disse já estar "morrendo de saudades das confusões criadas pelo papa Francisco na cidade".

Já o comitê-organizador da Jornada informou à prefeitura que 355 mil pessoas de 175 países participaram como peregrinos. Além disso, a JMJ recebeu seis mil jornalistas de 70 nações.
Mobilidade

Segundo a Secretaria Municipal de Transporte, 290 mil peregrinos chegaram ao Rio em cerca de 6.500 ônibus fretados, número bem menor do que a expectativa inicial da prefeitura --20 mil ônibus. "Os números eram muito imprevisíveis", justificou Paes.

A Rodoviária Novo Rio registrou movimentação de 29 mil ônibus no terminal localizado na zona portuária da cidade. No total, segundo o governo, mais de 500 mil peregrinos chegaram ao Rio através da rodoviária.

A Supervia, por sua vez, registrou recorde de movimentação de passageiros em um só dia na estação Central do Brasil: 155.777 pessoas passaram pela estação no sábado (28). No total, foram três milhões de passageiros e mais de 4.000 partidas, segundo a concessionária responsável transporte ferroviário.

O MetrôRio também registrou recorde de três milhões de passageiros e mais de 4.200 partidas ao longo da Jornada Mundial da Juventude. A prefeitura não deu mais detalhes sobre o histórico de movimentação dos meios de transporte público.

O sistema que transportou o maior número de pessoas durante a JMJ foi o rodoviário. Pelo menos 3,5 milhões de pessoas de deslocaram através de ônibus regulares. Foram 2.800 veículos operando diariamente. No decorrer da semana, toda a frota disponível na cidade (8.800 ônibus) esteve em funcionamento.

Por Hanrrikson de Andrade
Foto: Hanrrikson de Andrade/UOL
Foto Copacabana: Estadão / EFE

domingo, 28 de julho de 2013

“Até breve”. Papa Francisco se despede do Brasil


“Parto com a alma cheia de recordações felizes; essas – estou certo – tornar-se-ão oração”, disse o Santo Padre em sua partida a Roma. Após sete dias em terras brasileiras; em meio aos jovens, aos abraços de crianças e idosos, aos sorrisos de alegria e olhares atentos dos que o viram, o Papa Francisco deixou o Brasil na tarde deste domingo, 28.

Um clima de evidente emoção tomou conta dos brasileiros durante a despedida do Sucessor de Pedro, que visitou o país em virtude da 28º Jornada Mundial da Juventude, na cidade do Rio de Janeiro.

“Neste momento, já começo a sentir saudades. Saudades do Brasil, este povo tão grande e de grande coração; este povo tão amoroso. Saudades do sorriso aberto e sincero que vi em tantas pessoas, saudades do entusiasmo dos voluntários. Saudades da esperança no olhar dos jovens no Hospital São Francisco. Saudades da fé e da alegria em meio à adversidade dos moradores de Varginha”, disse o Santo Padre.

O Papa classificou como uma “semana inesquecível” os dias que passou no Brasil e agradeceu a todos os envolvidos na JMJ, pela acolhida e pelo trabalho realizado.

“Agradeço, enfim, a todas as pessoas que, de um modo ou outro, souberam acudir às necessidades de acolhida e gestão de uma multidão imensa de jovens, sem esquecer de tantas pessoas que, no silêncio e na simplicidade, rezaram para que esta Jornada Mundial da Juventude fosse uma verdadeira experiência de crescimento na fé. Que Deus recompense a todos, como só Ele sabe fazer!”.

Durante a cerimônia, Francisco voltou a mencionar sua devoção à Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, e confirmou suas orações à Virgem Maria e favor da humanidade e dos brasileiros. “Pedi a Maria que robusteça em vocês a fé cristã, que é parte da nobre alma do Brasil, como também de muitos outros países.”

Na cerimônia de despedida, fizeram-se presentes: o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta; o presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno; o representante do Governo Federal e vice-presidente da República, Michel Temer; o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; o prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes, dentre outras autoridades.

Como dito, o Papa Francisco pretende retornar ao Brasil em 2017 para a celebração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no rio Paraíba do Sul.

O voo com o Sumo Pontífice decolou do Aeroporto Internacional do Galeão; sua chegada está prevista para esta segunda-feira, 29, às 11h30 – hora italiana, 06h30 em Brasília.


Por André Alves
Fonte: Canção Nova

Discurso de despedida do Papa Francisco

Viagem Apostólica ao Brasil
Discurso do Papa Francisco
Cerimônia de despedida
Sábado, 28 de julho de 2013

Senhora Presidenta da República,
Distintas Autoridade Nacionais, Estaduais e Locais,
Senhor Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro,
Senhores Cardeais e Irmãos no Episcopado,
Queridos Amigos!
Dentro de alguns instantes, deixarei sua Pátria para regressar a Roma. Parto com a alma cheia de recordações felizes; essas – estou certo – tornar-se-ão oração. Neste momento, já começo a sentir saudades. Saudades do Brasil, este povo tão grande e de grande coração; este povo tão amoroso. Saudades do sorriso aberto e sincero que vi em tantas pessoas, saudades do entusiasmo dos voluntários. Saudades da esperança no olhar dos jovens no Hospital São Francisco. Saudades da fé e da alegria em meio à adversidade dos moradores de Varginha. Tenho a certeza de que Cristo vive e está realmente presente no agir de tantos e tantos jovens e demais pessoas que encontrei nesta inesquecível semana. Obrigado pelo acolhimento e o calor da amizade que me foram demonstrados. Também disso começo a sentir saudades.
De modo particular agradeço à Senhora Presidenta, por ter-se feito intérprete dos sentimentos de todo o povo do Brasil para com o Sucessor de Pedro. Cordialmente agradeço a meus Irmãos Bispos e seus inúmeros colaboradores por terem tornado estes dias uma celebração estupenda da nossa fé fecunda e jubilosa em Jesus Cristo. Agradeço a todos os que tomaram parte nas celebrações da Eucaristia e nos restantes eventos, àqueles que os organizaram, a quantos trabalharam para difundi-los através da mídia. Agradeço, enfim, a todas as pessoas que, de um modo ou outro, souberam acudir às necessidades de acolhida e gestão de uma multidão imensa de jovens, sem esquecer de tantas pessoas que, no silêncio e na simplicidade, rezaram para que esta Jornada Mundial da Juventude fosse uma verdadeira experiência de crescimento na fé. Que Deus recompense a todos, como só Ele sabe fazer!
Neste clima de gratidão e saudades, penso nos jovens, protagonistas desse grande encontro: Deus lhes abençoe por tão belo testemunho de participação viva, profunda e alegre nestes dias! Muitos de vocês vieram como discípulos nesta peregrinação; não tenho dúvida de que todos agora partem como missionários. A partir do testemunho de alegria e de serviço de vocês, façam florescer a civilização do amor. Mostrem com a vida que vale a pena gastar-se por grandes ideais, valorizar a dignidade de cada ser humano, e apostar em Cristo e no seu Evangelho. Foi Ele que viemos buscar nestes dias, porque Ele nos buscou primeiro, Ele nos faz arder o coração para anunciar a Boa Nova nas grandes metrópoles e nos pequenos povoados, no campo e em todos os locais deste nosso vasto mundo. Continuarei a nutrir uma esperança imensa nos jovens do Brasil e do mundo inteiro: através deles, Cristo está preparando uma nova primavera em todo o mundo. Eu vi os primeiros resultados desta sementeira; outros rejubilarão com a rica colheita!
O meu pensamento final, minha última expressão das saudades, dirige-se a Nossa Senhora Aparecida. Naquele amado Santuário, ajoelhei-me em prece pela humanidade inteira e, de modo especial, por todos os brasileiros. Pedi a Maria que robusteça em vocês a fé cristã, que é parte da nobre alma do Brasil, como também de muitos outros países, tesouro de sua cultura, alento e força para construírem uma nova humanidade na concórdia e na solidariedade.
O Papa vai embora e lhes diz “até breve”, um “até breve” com saudades, e lhes pede, por favor, que não se esqueçam de rezar por ele. Este Papa precisa da oração de todos vocês. Um abraço para todos. Que Deus lhes abençoe!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Em Missa, Papa Francisco explicou por que quis ir ao Santuário Nacional

A Missa do Papa Francisco, no Santuário Nacional de Aparecida, começou com um pequeno atraso, pois o Santo Padre escolheu passar com o papamóvel entre a multidão reunida na área externa da Basílica antes do momento de veneração à imagem de Nossa Senhora. Milhares de fiéis aguardaram a chegada do Papa durante toda a madrugada, mesmo com o frio e a chuva que chegou à cidade.

Logo no início da Celebração, o Cardeal de Aparecida (SP), Dom Raymundo Damasceno de Assis, acolheu o Santo Padre em nome de todos os devotos de Nossa Senhora. “Esta Vossa visita pastoral ao Santuário da Padroeira do Brasil caracteriza-se como um ato de devoção a Nossa Senhora”.

O cardeal recordou que, todos os anos, milhares de romeiros peregrinam ao Santuário de Aparecida e, ali, manifestam seu afeto filial à Virgem Maria e apresentam suas necessidades e gratidão. “Quando o Bispo de Roma se faz também um romeiro de Nossa Senhora, todos eles se sentem ‘confirmados na verdade da fé’ por aquele que ‘preside na caridade todas as Igrejas’, ‘guiando a todos, com firme doçura, nos caminhos da santidade’”.

Após a acolhida, Dom Damasceno presenteou o Papa com uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida, esculpida em madeira por um artista da região. E foi presenteado pelo Papa Francisco com um cálice.

Em sua homilia, o Papa falou da alegria de vir “à casa da Mãe de cada brasileiro” e explicou que quis vir ao Santuário Nacional para “suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano”.

O Pontífice recordou que, há seis anos, veio ao Santuário por ocasião da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe. Oportunidade em que pôde perceber como os bispos eram “animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora”.

“De fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria”, destacou.

“Também eu venho bater à porta da casa de Maria”, afirmou Francisco, que veio ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. O Santo Padre disse que veio pedir à Maria, aquela que amou e educou Jesus, para que ajude a “todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno”.

Diante disso, o Papa chamou à atenção para três posturas simples: conservar a esperança, deixar-se surpreender por Deus, viver na alegria.
 
Na primeira, ao se referir à liturgia da Missa de hoje, o Santo Padre recordou a cena apresentada no livro do Apocalipse (cfr. Ap 12,13a.15-16a), que fala de uma mulher sendo perseguida por um dragão que quer devorar o seu filho. Segundo o Santo Padre, esta cena não é de morte, mas de vida. “Deus intervém e coloca o filho a salvo”, explicou.

“Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos”, recordou o Pontífice e afirmou: “Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados”.

Sobre a segunda postura: “Deixar-se surpreender por Deus”, o Santo Padre afirmou que, quem é homem e mulher de esperança sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. E deu o exemplo da própria história do Santuário de Aparecida, onde três pescadores, depois de um dia sem conseguir pescar nenhum peixe nas águas do Rio Paraíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.

“Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus!”, destacou.

Por fim, a terceira postura: “Viver na alegria”. De acordo com o Papa Francisco, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, “há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria”.

“O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma Mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos (…) Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados”, afirmou o Papa.

E reforçou que o cristão não pode ter uma “cara” de quem parece que está em constante luto. “Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se ‘incendiará’ de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado”.

Francisco conclui a homilia, recordando aos fiéis que foram ao Santuário Nacional que “viemos bater à porta da casa de Maria” e ela “abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta seu Filho”. Contudo, agora ela nos pede: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2,5).

“Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria”, afirmou o Papa.

Ao final da Santa Missa, o Papa Francisco rezou a consagração à Nossa Senhora Aparecida, juntamente com os fiéis presentes. E concedeu a todos sua bênção apostólica com a imagem da Virgem Maria.

De modo carinhoso, o Papa Francisco segurou a imagem de Nossa Senhora nos braços durante a procissão de saída. E parou para beijar os enfermos e crianças que estavam perto do Altar da Celebração.  Com serenidade, o Papa saudou os fiéis e representantes de outras religiões que estavam presentes na Missa.

Depois dirigiu-se ao lado externo da Basílica para saudar os mais de 150 mil peregrinos presentes e falou espontaneamente em espanhol.

Por Kelen Galvan / Canção Nova
Foto: Ed Alves

terça-feira, 23 de julho de 2013

No 1º dia, Papa passa por multidão e discursa: 'Cristo bota fé nos jovens'

O Papa Francisco chegou ao Brasil às 15h45 desta segunda-feira (22) para presidir a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), desfilou em carro aberto e saudou os jovens em seu primeiro discurso, no Rio de Janeiro. "Cristo bota fé nos jovens", afirmou o pontífice argentino, que faz sua primeira viagem internacional desde que foi escolhido sucessor de Bento XVI. O Papa fica no país até domingo (28) e ainda visitará a cidade de Aparecida (SP), nesta quarta.

Francisco foi recebido com flores brancas pela presidente Dilma Rousseff na base aérea do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Em seguida, percorreu um trajeto, acompanhado por uma multidão, em três carros, incluindo o papamóvel, e de helicóptero, até o Palácio da Guanabara, onde ambos discursaram.

"Cristo bota fé nos jovens. E também os jovens botam fé em Cristo", afirmou o Papa. "Obrigado pelo seu generoso acolhimento (...). Vim para a JMJ para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo atraídos pelos braços abertos pelo Cristo Redentor. Estes jovens vêm de diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade", afirmou.

"Cristo abre espaço para eles [jovens], pois sabe que energia alguma pode ser mais potente daquela que se desprende do coração dos jovens", disse o Papa. "Atenção, a juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo (...), por isso nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando lhes souber abrir espaço."

 O Papa disse também que o Brasil possui "profundos sentimentos de fé". "Venho para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração", disse. "Aprendi que para ter acesso ao povo brasileiro é preciso ingressar pela porta de seu imenso coração. Permitam-se que nessa hora eu possa bater delicadamente a essa porta", disse.

"Por isso, peço licença para entrar e transcorrer essa semana com vocês. Não tenho nem ouro nem prata, mas tenho algo de mais precioso que me foi dado: Jesus Cristo", afirmou o Papa Francisco.

Antes, a presidente Dilma Rousseff deu boas-vindas ao Papa. “É uma honra redobrada em se tratando do primeiro Papa latino-americano”, disse. “O Brasil e seus mais de 50 milhões de jovens acolhem de braços abertos os peregrinos de dezenas de países que vieram para essa grande celebração."

 "Sabemos que temos diante de nós um líder religioso sensível aos anseios de nossos povos por Justiça social, oportunidade para todos. (...) Lutamos contra um inimigo em comum, a desigualdade social", afirmou Dilma.

Segundo ela, "estratégias de superação da crise econômica, centradas só na austeridade, sem a devida atenção aos enormes custos sociais que ela acarreta, golpeiam os jovens".

Ainda conforme a presidente, "a fé é parte do espírito brasileiro" e moveu centenas de jovens em protestos pelo país nos últimos meses. "A juventude brasileira tem sido protagonista nesse processo e clama por mais direitos sociais (...). Os jovens exigem respeito, ética e transparência. Querem que a política atenda a seus interesses, aos interesses da população", disse. "A juventude brasileira está engajada numa luta por uma nova sociedade. Essa celebração da juventude durará muito mais do que os dias da jornada", completou.

Agenda

O Papa fica hospedado nesta segunda na Residência Assunção, no Sumaré. Jorge Bergóglio deve dormir no quarto 5, que possui uma área de 45 metros quadrados. Nos sete dias em que ficará no país, Francisco fará pelo menos 15 pronunciamentos. A expectativa de especialistas é que ele quebre protocolos e faça pregações emblemáticas para reforçar suas posições frente aos desafios da igreja. Cerca de 5,5 mil jornalistas acompanham a visita, 2 mil da imprensa internacional.

Nesta terça-feira (23), Francisco passa o dia descansando, sem compromissos oficiais. Na quarta (24), a agenda do Papa começa com uma visita a Aparecida, no interior de São Paulo. Na cidade, ele celebra uma missa no Santuário Nacional e almoça no Seminário Bom Jesus. São esperados 200 mil fiéis.

 O retorno para o Rio de Janeiro está marcado para as 16h. No fim da tarde, o pontífice visita o Hospital São Francisco de Assis. O Papa deve inaugurar o Polo de Atenção Integrada da Saúde Mental (PAI) para acolher dependentes químicos, de álcool e drogas.


O primeiro ato da JMJ com participação do Papa será na quinta-feira (25). Pela manhã, o Papa participa de uma missa privada no Sumaré. Depois, vai ao Palácio da Cidade, em Botafogo, para abençoar a bandeira olímpica e paraolímpica. Por volta das 11h, o compromisso é uma visita à comunidade da Varginha, na Zona Norte. Às 17h, vai à Praia de Copacabana, onde será celebrada a Festa da Acolhida com os jovens.

A sexta-feira (26) também começa com uma missa fechada no Sumaré. Após a oração, o Papa vai à Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, encontrar com um grupo de jovens selecionados pela igreja e que vão se confessar com Francisco. Haverá então um breve encontro com alguns jovens detentos no Palácio Arquiepiscopal São Joaquim.

A oração do Ângelus será feita no Palácio São Joaquim, residência do arcebispo do Rio. Também está prevista uma saudação ao Comitê Organizador da Jornada. No fim da tarde, o Papa vai à Praia de Copacabana, onde será realizada a Via Sacra.

No sábado (27), a manhã começa com uma missa com bispos na Catedral de São Sebastião. Por volta das 11h30, o Papa se reúne com membros da sociedade civil no Theatro Municipal. Após o ato, ele almoça com bispos e cardeais. No início da noite, o Pontífice vai a Guaratiba para a Vigília de Oração.

No domingo (28) de manhã, o Papa retorna a Guaratiba para realizar a Missa de Envio, marcada para as 10h. À tarde, após um almoço com sua comitiva, Francisco tem um encontro com a coordenação do Conselho Episcopal Latino-Americano. O Papa se reunirá ainda com voluntários da JMJ, no Riocentro, e participará da cerimônia de despedida, agendada para as 18h30. O embarque para Roma está previsto para as 19h.

Fonte: G1
Fotos: Gabriel Bouys/AFP / Victor R. Caivano/AP

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Já sinto o coração cheio de alegria, tuíta Papa rumo ao Rio de Janeiro


Papa Francisco expressou nesta segunda-feira (22), em sua conta na rede social Twitter enquanto voava rumo a Brasil, sua 'alegria' porque em breve estará no Rio de Janeiro para se encontrar com os jovens  na Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

'Dentro de algumas horas chego ao Brasil, e já sinto o coração cheio de alegria por em breve estar celebrando com vocês a 28ª JMJ', tuítou o papa argentino durante o voo rumo ao Rio de Janeiro.

O avião que traz o Papa Francisco de Roma decolou às 8h55 (3h55 de Brasília) e deve aterrissar no Aeroporto Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, às 16h.

Levado de helicóptero para o aeroporto, onde foi recebido pelo chefe do governo italiano, Enrico Letta, Francisco, o primeiro papa latino-americano da história chegou ao avião carregando sua própria bagagem de mão para a sua primeira viagem oficial ao exterior no posto de sumo pontífice.

Ele voa acompanhado do secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone; do substituto ("número três' do Vaticano) da Secretaria de Estado, arcebispo Giovanni Angelo Becciu; e de integrantes desse departamento.

Também acompanham Francisco os cardeais Marc Oullet, canadense, presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina; e João Braz de Aviz, brasileiro, prefeito regional da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada.

Uma vez no Brasil se unirão ao séquito papal o arcebispo do Rio de Janeiro, Orani João Tempesta; o cardeal presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil, Raymundo Damasceno Assis; o cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Laicos, do qual dependem as JMJs; e o núncio, Giovanni D'Aniello.

Também o acompanham Francisco o mestre de cerimônias pontifícias, Guido Marini; seu médico pessoal, Patrizio Polisca; o organizador das viagens papais, Alberto Gasbarri; seguranças do Vaticano e mais de meia centena de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

Fonte: G1 com agências internacionais*