segunda-feira, 15 de abril de 2013
Café que o Papa consome é feito na região Centro-Oeste da Bahia / Região da Chapada Diamantina
terça-feira, 26 de julho de 2011
Avós, simbolos de experiências - A sabedoria acumulada de duas gerações
Nossos avós – e todos os idosos, de modo geral – são as pessoas que mais devem ser valorizadas como símbolos de experiência e sabedoria. Eles trazem consigo o testemunho de décadas, de gerações de avanços, modernidade e mudanças de comportamento.
Hoje, muitos deles consideram que o tempo não tem a mesma importância de outrora, tanto que o relógio de pulso é usado apenas como acessório.
Se hoje eles têm a pele flácida, o corpo mais sensível e a visão enfraquecida, devemos nos lembrar de que nem sempre foi assim. Afinal, já batalharam muito e dedicaram suas vidas ao cuidado da família. São tão dignos de carinho e respeito quanto nossos pais. Por isso, jamais devemos nos esquecer do verdadeiro valor deles.
Ser avô e avó, fazer parte da terceira ou quarta idade, não pode mais ser relacionado à invalidez, à inoperância ou à inutilidade. Grande parte ainda contribui com a mesma sociedade que os descarta, haja vista o elevado número de idosos responsáveis financeiramente por seus lares, cuidando de filhos e netos.
É muito triste constatar que em muitas famílias os idosos são tratados como objetos antigos. Há pessoas que costumam tecer comentários desrespeitosos a respeito dos mais velhos da casa, reclamando que só dão trabalho, que são lentos ou doentes. Quanta injustiça! Sua presença ensina aos mais novos o tesouro de enxergar o mundo com os olhos do coração.
Quem souber aproveitar o convívio com essas figuras que acumulam sabedoria de duas gerações, certamente terá muito a aprender com seus conselhos. Nossos avós detêm o conhecimento e a sabedoria que não são aprendidos nos livros e estão sempre dispostos a partilhar. São verdadeiros tesouros em nossa vida.
Abraços,
Dado Moura
contato@dadomoura.com
Dado Moura é membro aliança da Comunidade Canção Nova e trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o Portal Canção Nova como articulista. Autor do livro Relações sadias, laços duradouros
Outros temas do autor: www.dadomoura.com
twitter: @dadomoura
facebook: www.facebook.com/reflexoes
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O nascer para o além.....
Há quem morra todos os dias.Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.
E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o
ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...
E...
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!
Texto: Padre Juca
Adaptação: Sandra Zilio
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Ser jornalista é...
...desagradar a gregos e troianos.Palmeirenses e corintianos.
Cariocas e paulistas.
Nortistas e sulistas.
Católicos e evangélicos.
Árabes e judeus.
São-paulinos e santistas.
Petistas e tucanos.
Lulistas e serristas.
Tricolores e rubronegros.
Gremistas e colorados.
Ser jornalista é não querer agradar ninguém.
Os do Galo e os do Cruzeiro.
Ser jornalista é ser solitário.
Ser jornalista é ser oposição, porque o resto é armazém de secos e molhados, como já ensinou mestre Millôr Fernandes.
Que ensinou, também: "Quem se curva diante dos poderosos, mostra o traseiro aos oprimidos".
Ser jornalista é discutir tudo, até, e, hoje em dia, principalmente, sentenças judiciais, tamanhos são os absurdos.
Ser jornalista é não querer agradar ninguém e não se curvar ao dinheirismo.
Ser jornalista é querer melhorar a esquina de sua rua, sua cidade, seu país, o mundo!
Profissãozinha desgraçada, hein?
Por Juca Kfouri
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Jesus condenou toda discriminação
Naquele instante se lançava o princípio que destruiria o fundamento de qualquer tipo de escravidão, como ocorrera no Egito onde nas minas, nas pedreiras, nas construções gigantescas milhares de escravos foram cruelmente tratados. Através da História a Igreja de Jesus Cristo irradiaria por toda parte o grande mandamento, multiplicando gestos heróicos a favor do semelhante, combatendo sempre todo tipo de discriminação social. | |||
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
Formando a consciência de seus filhos
Quem não participa na decisão, não participa na execuçãoMuitos pais ficam fazendo as vontades de seus filhos e estes acabam se acomodando. Acabam se tornando um galho e não uma árvore. Assim, com o passar os anos, a criança e o jovem não se desenvolvem. Esse é o grande erro dos genitores, pois, dessa forma, fazem de seus filhos verdadeiros deuses, realizando um verdadeiro estrago na vida das crianças. De modo que a criança assume o papel de Deus e por causa do seu egoísmo sobe no trono e fica. Eu já ouvi muitos pais dizerem: “Meu filho é tudo para mim!”
Abrão era um homem que tinha tudo: dinheiro, bens, servos, etc., mas, ao mesmo tempo, parecia que lhe faltava tudo, pois o que ele mais queria era ter um filho com sua esposa, Sara. Deus então concede a ele um filho chamado Isaac, o filho querido. Contudo, o Senhor ordena a esse pai que leve o pequeno ao alto da montanha e o mate, oferecendo-o em sacrifício.
Qual é o “Isaac” que você precisa oferecer em sacrifício?
Deus tinha em mente um plano maravilhoso para Abraão. O que você deseja para seu filho? O que você tem no coração para que seus filhos sejam bons? Cada atitude nossa tem um efeito sobre as pessoas, positivo ou negativo.
Como têm sido suas atitudes com os seus filhos? Quando não queremos encarar uma realidade, ficamos arrumando um "jeitinho" para escapar.
Se não formarmos a consciência dos filhos, depois não adianta reclamar! Mas se realmente queremos ter filhos de consciência correta, precisamos nos esforçar para isso. A consciência nós formamos deixando a pessoa dar a resposta.
Muitas vezes a mãe dá razão para o filho. Quando um jovem pode fazer alguma coisa e nós decidimos por ele, estamos roubando a decisão dele. A comodidade não forma ninguém. Quem precisa participar é quem está perguntando. É preciso diálogo.
Nós enchemos os filhos de conselhos e recomendações, mas não os levamos à participação, mas à decisão. Quem não participa na decisão, não participa na execução. A criança e o jovem precisam saber que tudo eles podem, mas nem tudo lhes convém. É preciso formá-los por intermédio da Palavra de Deus. E como formar a consciência? Ouvindo, escutando e depois perguntando.
Devemos pensar que a criança que hoje tem 3 anos, daqui a pouco vai ter 10, depois 20, depois vai sair de casa para se casar... Nós devemos preparar e formar verdadeiros homens e mulheres. Não adianta passar recomendações. O filho bem educado é aquele que tem as mesmas atitudes na presença ou na ausência dos pais. A partir do testemunho dos genitores e dos valores recebidos pelo jovem, ele irá saber decidir livremente.
Se seu filho não for formado com valores, alicerces, raízes, mais tarde, ele vai ser arrastado e conduzido pelos outros. Mas se você colocou no coração de seu filho os valores de Deus, então este vai saber dar respostas diferentes diante das situações.
Você está treinando seu filho para viver como casado? Eu digo para você que é casado: tem que ter coragem para se casar! Assim, mais tarde seu filho vai dizer: “Meus pais me deram valores, me desafiaram, me formaram, e hoje sou assim devido a eles. Hoje sou um homem ou uma mulher formada e estou pronto para encarar a vida, para constituir uma família”.
Do contrário, você pode criar o seu filho como uma "cabeça de repolho" ou uma "couve-flor": cada vez mais entranhado.
As crianças hoje em dia estão cansadas e estressadas, pois fazem muitos cursos, balé, inglês, dança, depois chegam em casa e ficam na frente da televisão ou do vídeo game. Desse modo, a consciência destes não é formada, pois não aprendem a falar de si.
É preciso fazê-los [filhos] participarem das decisões. É preciso formá-los. Se você quer que seu filho seja feliz, você deve treiná-lo para ser generoso.
Se eu der um presente para uma criança, sem que ela precise dele, eu estarei fazendo mal para ela, pois estaria dando mais um objeto para ela. As pessoas que são ingratas são tristes e infelizes.
Certo dia, perguntei para um grupo de crianças: vocês preferem presentes ou a presença dos pais? Elas responderam que preferem a presença de seus pais. Você não pode fazer com que as coisas ocupem o espaço que é seu na vida de seus filhos.
Se você passa valores para seus filhos, quando eles saírem de casa, vão saber que são cristãos e irão saber decidir corretamente.
Padre Alir Sanagiotto, SCJOrdenado sacerdote em 19/09/87, é membro da Congregação dos padres do Sagrado Coração de Jesus. Dedica-se de forma preferencial na escuta, no aconselhamento e no trabalho psicoespiritual dos fiéis. blog: http://blog.cancaonova.com/padrealir
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A arte da oração
Rezar é um ato natural, um capítulo da antropologia, exatamente porque o ser humano tem uma abertura congênita para o transcendente, o divino. Rezar é também um ato de justiça para com nossa alma, pois a oração é expressão do espírito, da alma, do coração. É também um ato de justiça em relação a Deus. “Nele somos, vivemos e existimos” (Atos dos Apóstolos 17, 28).
A oração é antes de tudo terapêutica porque pacifica, unifica, ordena a vida, os pensamentos e os afetos. “Os efeitos da oração em nossa pessoa são mais visíveis que os das glândulas de secreção interna”, diz o prêmio Nobel de Medicina (1922), Dr. Alexis Carrel, ateu convertido.
A arte da oração consiste em que o orante se comunica com Deus, com os outros e com ele mesmo e assim faz grandes descobertas, encontra soluções, recebe iluminações e muita força interior. K Jung e V. Frankl são psicólogos que exaltam a importância e a eficácia da oração, sem a qual, as pessoas não se curam de suas neuroses. Eles sabem muito bem que a pessoa orante entra no nível alfa, frequência profunda do cérebro humano.
Quem não reza está numa situação muito desconfortável e até incômoda, porque irá buscar alívio e sedativo no álcool, nas farras, nas drogas e sempre permanecerá vítima do vazio existencial e da solidão. Sempre justificará seus erros e fugas, tendo necessidade espontânea de ridicularizar quem reza, como se a oração fosse o “catecismo dos fracos e perdedores”. De fato, só os humildes e autênticos rezam.
É preciso orar com fé. Acreditar no poder da oração. Rezar é estar com Deus e com os outros. Normalmente a oração verdadeira e profunda leva à compaixão, ao perdão, à solidariedade. O amor é fruto da oração. Rezar é um ato de amor e o amor é consequência da oração. Os santos e os místicos são sempre pessoas de paz, de fraternidade e de ação em favor dos pobres e pecadores. A oração é amor de amizade com Deus que nos leva ao amor-serviço para com os outros.
A oração é uma “alavanca que move o mundo” (Santa Terezinha). De fato, quantas pessoas são vitoriosas frente a doenças, mágoas, decepções, injúrias. A oração as salvou. Quem reza se salva.
A oração é uma ponte. A pessoa orante é fabricadora de pontes, é pontífice. Abatem-se os muros e constroem-se pontes com a sabedoria da prece. Essa ponte vai da terra ao céu e do coração do orante aos irmãos. A escalada da oração é exigente, requer perseverança. É um combate.
A oração é muralha, é escudo, é proteção, é abrigo, é segurança. Quem reza está imunizado contra muitos males. A oração nos protege das tentações. Sem ela caímos na murmuração e abraçamos a tentação.
A oração é escola . O Mestre interior é o Espírito Santo. Na escola da oração aprendemos a prática do bem, a beleza do perdão, a alegria da convivência, a esperança nas decepções. A oração nos faz discípulos, iluminados, sábios, humanos e verdadeiros. Moisés tinha o rosto iluminado após a oração. Irradiava o fulgor de Deus.
A oração enche o orante de audácia e coragem, de força e tenacidade, de luz e compaixão. Jesus não somente reza, mas, ensina a rezar, principalmente a perseverança na oração. Os primeiros cristãos eram “assíduos na oração” (cf. Atos dos Apóstolos 2, 42). De fato, a oração é inspiração de cada momento, recolhimento do coração, recordação das maravilhas de Deus, é força para a luta cotidiana. Eis a arte da oração.
A oração é uma rendição diante de nossa insuficiência e da paternidade de Deus. A oração é a fala entre filhos(as) e Pai. Portanto, oração é questão de amizade, é encontro de duas consciências, duas intimidades, duas existências. Na oração acontece uma troca de olhares, de confidências, de interioridades. Rezar é um ato de amor, um ato afetivo que inflama o orante de amor a Deus e ao próximo.
Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina - PR
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Atribuir a Deus
Declarando-se fervoroso evangélico, em nome da igreja para a qual se convertera, o ator famoso e querido atribuía a Deus a sua cura de um grave problema cardíaco. Mas morreu aos 45 anos, de pneumonia. Deus lhe concedera mais alguns anos de vida.Declarando-se fervorosa católica, fé que voltou a praticar quando soube da sua leucemia, a prefeita viveu mais três anos proclamando que Deus a curara e morreu da leucemia que voltara. Deus lhe concedera mais três anos de vida.
Proclamando-se sem fé, o jubilado escritor declarou-se curado de câncer e voltou à sua atividade de sempre, cheio de otimismo e agradecido à vida que, segundo ele, no seu caso, fora mais forte. Morreu um ano e onze meses depois do câncer que voltara. O Deus em quem ele não acreditava lhe dera mais dois anos de vida.
Proclamando sua fé em Deus a israelita, mãe de três filhos, um deles com Síndrome de Down, curou-se de maneira miraculosa de um câncer no fígado e viveu quase vinte anos sem nenhum retorno da enfermidade. Foi grata a Deus que a deixou viver até os setenta anos para deixar os filhos com alguma segurança de futuro.
Qual a diferença entre os quatro? Só Deus sabe. Expressaram suas convicções e delas viveram. “Foi Deus, não foi Deus, talvez tenha sido. Foi milagre de Deus, foi chance embutida na vida” ... A Igreja Católica ensina que, sim, Deus intervém, mas a intervenção, a mudança de curso ou de rumo vem dele. Da nossa parte cabe corresponder. Um milagre não deixa de ser milagre porque duvidamos que seja, nem um fato se torna milagre porque dizemos que é. Uma semana de vida a mais pode ser um milagre, mesmo que não o peçamos. E não se mede um milagre pelo pronto atendimento de Deus ou pelo prazo de validade. Há curas que duram mais tempo e há outras que significam mais uma chance de a pessoa crescer e realizar a sua missão. Só Deus sabe se foi milagre. Mas a nós cabe o direito e até o dever de expressar a nossa convicção de seres humanos que somos.
Proclamemos a nossa fé no Deus que cura os religiosos de todas as igrejas e também os ateus, cura quem o invoca e quem não o invoca, quem agradece e quem não reconhece. Seu amor já é um milagre, eterno porque terno! Não há milagre mais bonito do que o da paz e da ternura num coração agradecido pelo dom da vida!
Por Pe. Zezinho
terça-feira, 26 de maio de 2009
Saudação a Nossa Senhora
Pouco antes de expirar, no Calvário, Cristo outorgou a Maria a missão de protetora dos homens; ao dizer, na terceira palavra: “Mulher, eis ai o teu filho; “Eis a tua Mãe” (Jô, 19, 26-27).Momento terno e majestoso: entrega à Maria a humanidade, fazendo dela a Mãe espiritual de todos os homens, eco bíblico e universal.
É o Redentor que designa Maria Mãe dos Homens.
A tarefa dada a Maria sucede, em momento especialíssimo: quando o Calvário se torna o primeiro Templo da Cristandade, protótipo e modelo de todos os templos, que substitui o Templo Judaico do Antigo Testamento. No Calvário, o Redentor une os homens, dando-lhes a própria mãe como mãe de todos, tornando Maria eixo de fé e de esperança.
A missão de Maria principiou no Paraíso, quando Deus falou que a mulher esmagaria a cabeça do réptil, como participante do trabalho salvífico.
No anúncio de Gabriel: “Bendita és Tu entre as mulheres”.
A virgem do anúncio tornou-se mais tarde a “Stabat” do Calvário.
Na visitação, Maria viu-se enaltecida pelo mensageiro do Altíssimo: será chamada bem-aventurada.
Em Caná, Maria realiza publicamente a primeira missão, ao dirigir-se ao Filho e suplicou-lhe intervenção: “não há mais vinho” e, virando-se para os servos: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.
Vinte séculos e Maria intercede, ajuda, suplica e ganha a graça de Deus para todos os homens.
Em Pentecostes, lá está Maria na apresentação da Igreja ao mundo.
No Apocalipse, a mulher misteriosa que tem a lua no cabelo, veste de sol, adornada de estrelas.
Nas crises mais dilacerantes da Igreja, no curso do tempo, aparece Maria, Mãe de Jesus e dos homens, para reconciliar a todos e indicar-lhes os caminhos do céu, Maria de Belém, Maria da travessia para o Egito, Maria de Caná, Maria do Calvário, Maria de Pentecostes, Maria de todos os tempos e de todas as ocasiões.
Quando a Igreja necessita de sacerdotes e de religiosos, Maria alimenta as vocações.
Quando a fé titubeia, Maria aparece para fortalecer.
Com inarredável procedência, alinhou Alves Mendes, notável orador lusitano: “Descerra-se no céu das nossas crenças essa Imaculada, resplendor eterno do eterno sol, que por entre negrumes da vida, nos instila n’alma os mais vividos lampejos da perfeição sobrenatural e nos infiltra no peito as mais deliciosas esperanças da proteção divina”(“Discursos”, pág. 204).
Maria, concebida sem pecado, sobrepõe miraculosamente à grinalda de virgem a coroa de Mãe; torna-se lúcido assento e formoso habitáculo ao verbo Divino; vê nascer de seu límpido seio o criador como se fora produção da criatura; desentranha de si, feito homem, o Filho de Deus, que vinha redimir os homens; e, sobre-angélica, inigualável, singular, mais pura que a estrela, mais nítida que a neve, mais bela que a flor, varre os miasmas do erro, saneia as feridas do mal, ilumina as inteligências, virtualiza os corações, sublima a fé, sobredoura a esperança, constela a caridade e, vencendo os abismos tenebrosos rasgados pela culpa primitiva, levanta-se, colosso de graça e santidade. (idem, p. 205).
Maria, que magnitude! Toma o globo inteiro. Que altura! Chega da terra ao céu no mistério da Assunção. Que majestade! Enche toda a História. Que moldura! Cerca todos os povos nas imensas amplidões do espaço, enquadramento estupendo, harmonioso, concordantíssimo de todos os séculos, de todos os continentes, de todas as gerações, da humanidade toda!
Maria que, em hebraico, significa estrela do mar, estrela de incomensurável grandeza, estrela bonançosa, estrela propícia que, por entre as caliginosas tormentas da terra, nos transmuda em suavissimas influições do céu.
Maria, virgem do anuncio de Gabriel, Mãe do presépio, confiante em Caná, dolorosa na “via crucis”, Mãe do Calvário e Rainha do Cenáculo!
Maria realizou o prodígio dos prodígios: gera o Ingênito, cria o Increável, concretiza o Incompreensível, temporifica o Eterno, consubstancia o Imortal, limita o Imenso, penetra o Insondável e localiza o Infinito.
Maria é luz coada pelo éter celestial, esbatida pelos angélicos, misteriosa, santíssima que, nas suas rutilações, nos envia calor e magnetismo e no magnetismo fortaleza, na fortaleza expansão, na expansão a vida, na vida luz que eterniza todas as grandezas, luz que transfigura as almas e vaporiza as lágrimas.
Fato histórico relevante testemunha a mediação de Maria. Em 1570, o poder otomano agride a Europa, caindo reinos e tronos, uns após dos outros. Quando tudo parecia devastar o continente, Pio V invoca a proteção de Maria, em alarma dilacerante, dando-lhe o titulo de “Auxilium christianorum”, no que foi atendido, salvando-se a civilização crista do fatalismo oriental.
Maria, companheira inapartável, que recebe diversos nomes, de concerto com as circunstâncias: Maria de Nazaré, Imaculada Conceição, Dores, Piedade, Paixão, Auxiliadora, Assunção, Parto, Visitação, Carmo, Luz, Mercês, Navegantes, Lourdes, Fátima, Guadalupe, Aparecida, Sallete, Mãe dos Homens, Rainha do Céu e da Terra.
Maria aceita a missão, no anúncio do anjo, por isso ela oferece a Deus, com suas puríssimas mãos, a hóstia de propiciação pelas iniquidades do gênero humano e oferece o Filho, entre lágrimas, angústias e sofrimentos.
Por obséquio disso, Maria se tronou a mais nobre criatura humana, plenitude da perfeição, plenitude da santidade, plenitude sobrenatural.
O amor de Maria a Deus é incomparável, maior de todos, acima dos anjos, dos santos, dos apóstolos e dos mártires.
Maria, Mãe dos homens, eterna Mãe, que se não acaba como as nossas mães, das quais recordamos no gemido de saudade, mas mãe que nos acompanha eternamente, seja na terra, seja no céu.
A maternidade de Maria é singular: não começou em Nazaré, porque iniciada antes dos tempos; não terminou no Calvário, porque é eterna.
As lágrimas de Maria misturam-se com o sangue teândrico de Cristo, para a salvação da humanidade, daí ser co-redentora.
Maria cooperou com a obra messiânica de Cristo, tornando-se o único tabernáculo humano. Deu sangue e deu carne ao corpo do Redentor. E isso é mistério, inatingível pela nossa razão. Tão nobre e tão elevada a participação de Maria no processo redentivo que se tornou “Sacerdo Virgo”.
Em síntese, definitiva e inarredável, Maria cupulisou a grandeza do seu destino e assumiu o coronal de sua importância histórica.
Por Des. Lúcio Urbano Silva Martins
Ouvidor-Geral do Estado de Minas Gerais
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
A amizade
Há várias definições de amizade. Cientificamente falando, para a biologia, sentimentos são reações químicas dentro do nosso corpo e a amizade é a sensação de bem-estar que a pessoa pode nos causar devido às substâncias responsáveis pelo prazer, o qual é liberado por nosso organismo ao sentir sua presença.
Para a psicologia, a amizade pode acontecer devido a três fatores determinantes em nós: os afetos, a afinidade e o inconsciente. Afetos, a necessidade de amar e ser amado, busca de preenchimento. A afinidade: quando gostamos de coisas em comuns, semelhanças. E o inconsciente: nossa mente com tudo o que lá está guardado; o inconsciente não sabe o que é real, não é a lembrança, mas o que está oculto. Um exemplo de inconsciente é o que nós gravamos quando ainda estamos no útero materno, em gestação, nessa fase nosso cérebro já é capaz de gravar as
emoções que sentimos e também as sensações da mãe.
Só por esses argumentos é justo afirmar que o amigo tem força para influenciar em nosso humor, no nosso dia. Também no ânimo e na maneira de ver a vida e interferir nas nossas decisões.
Para o filósofo Aristóteles: “Amigo é uma única alma habitando dois corpos. E embora entrando no universo um do outro não podem perder sua individualidade”.
Amigos se unem nas alegrias e nos sofrimentos, revelando a beleza que há em cada um. Respeita características e não tenta fabricar no outro um modelo da vontade própria. No sentido bíblico temos várias definições para eles [amigos], mas uma é bem marcante: “Se queres adquirir um amigo, adquire-o na provação” (Eclesiástico 6, 7), pois, na adversidade, as verdadeiras intenções de coração são reveladas. Mostra-se amigo aquele que conhece as misérias e as fraquezas do outro e ainda assim continua demonstrando amor por ele.
Amigo é aquele que não desiste de estar junto, qualquer que for a situação. Não se ensoberbece mediante a sua força maior e a fraqueza alheia.
São tantos conceitos sobre esse tema, e em todos, encontramos belos exemplos! O importante é aprofundar-se no conhecimento e no sentido que cada definição pode nos trazer e refletir sobre como estão nossas amizades. Penso que todas as explicações nos mostrarão que o poder da amizade está exatamente na força da entrega. Como estou me entregando aos meus amigos e como eles estão se entregando a mim?
“Amigo é um tesouro”, porque há preciosidades no seu interior, ainda que algumas não venham com embalagens dignas de objetos valiosos, compete a quem é agraciado com o presente, revelar o valor da pérola que está escondida. Quer conhecer uma pessoa? Entregue de si a ela. O que ela fará com as pérolas recebidas é o que lhe mostrará um verdadeiro amigo. Quando expomos nossas vergonhas, nossas deficiências a alguém, estamos entregando força de influência sobre nós. E isso tem que ser processo, não pode acontecer da noite para o dia, mas a cada vez dando uma pérola maior e mais valiosa àquele que se mostra digno de confiança.
A busca do ser humano por felicidade passa pelo amigo. Dar-se numa amizade e ser companheiro vale a pena, ainda que no passado tenha havido decepções. "Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles" (Mt 7,12).
Deus se faz e nos fala em quem nos ama e está próximo, porque também é nosso Amigo!
Por Sandro Ap. Arquejada
Fonte: Canção Nova
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Quando o "diabinho" fala mais alto do que o "anjinho"?
Era uma vez uma menina de 15 anos, chamada Eloá. Ela tinha um namorado chamado Lindemberg. Já em meio a uma série de desentendimentos o namoro se estendeu por três anos, até chegar o inevitável rompimento. Dia 17 de outubro a turbulenta trajetória terminou da maneira mais trágica possível: o ex namorado feriu mortalmente Eloá, e de quebra atingiu também sua amiga Nayara.Como no caso de Isabella, há uns meses atrás, a mídia não apenas deu cobertura aos fatos, mas martelou, com insistência, sobre os mesmos fatos e os mesmos ângulos. Como então também desta vez cabe uma pergunta no que se refere às razões de tanta insistência sobre um determinado episódio trágico.
Uma coisa é constatar, narrar e analisar fatos. Outra é trazer um fato isolado para o centro do palco, como se nada de semelhante estivesse acontecendo em muitos outros lugares. Uma coisa é certa: como em outros crimes parecidos dentro de alguns dias outros semelhantes irão se configurar em algum outro lugar.
No presente caso cabem sobretudo algumas interrogações mais direcionadas ao cerne da questão, cerne de alguma forma sugerido pelo próprio criminoso ao afirmar que estava acompanhado simultaneamente de um "diabinho" e de um "anjinho".
Ora o anjinho, ora o diabinho falavam mais alto aos seus ouvidos. O anjinho sugeria que libertasse a refém e se entregasse; o diabinho, que a matasse. O diabinho acabou vencendo, mas deixando no seu rastro uma pergunta muito séria, que ultrapassa o presente episódio: afinal, quando é que o diabinho fala mais alto do que o anjinho?
Trata-se de uma pergunta difícil de ser respondida, pois envolve vários níveis de consciência da pessoa e até mesmo circunstâncias que agem sobre a pessoa sem que ela se dê sempre conta. Em crimes como este, impulsos inconscientes e mistério do mal se interpenetram de tal forma que qualquer juízo sobre o que conduz a tais desatinos se apresenta como temerário.
Mas, com certeza, no caso de Lindemberg o que ele denominou de "diabinho" já vinha sussurando há muito tempo qual o caminho a seguir. Na exata medida em que Lindemberg ia alimentado um ciúme doentio, que transformava a pessoa amada em objeto obsessivo dos seus desejos, o diabinho já estava em plena ação. O revolver, o cativeiro, e todos os demais desdobramentos, seguiram exatamente as insinuações do diabinho.
É que nós seres humanos somos continuamente interpelados por um anjinho que se chama Amor, com "A" maiúsculo. Somos também continuamente interpelados por outros amores, com "a" minúsculo, que seriam melhor traduzidos pela palavra paixão. O primeiro, normalmente é fruto de uma caminhada de vida, onde a faísca inicial do Eros vai abrindo espaço para a amizade, até chegar à partilha da vida, que o Evangelista São João denomina de "ágape".
A paixão, por sua vez, seguida por um ciúme doentio, é como uma torrente incontrolável, que destrói tanto quem lhe opõe qualquer tipo de resistência quanto quem o alimenta.
Como bem expressa o Apóstolo Paulo no capítulo 13 da sua primeira carta aos Coríntios, o Amor é um dom do Espírito, e por isto mesmo não se irrita, nem é possessivo, mas "é paciente,... não guarda rancor... tudo desculpa...". A paixão, pelo contrário, faz parte do que o mesmo Apóstolo denomina de "obras da carne". Muito curiosamente na sua carta aos Gálatas ( 5, 19-21) Paulo coloca o ciúme entre os pecados que excluem do Reino, para caracterizar os estragos que ele costuma fazer.
Felizmente, tragédias como esta não revelam apenas o "diabinho": acordam igualmente muitos "anjinhos". São eles que induzem os colegas e milhares de pessoas à solidariedade, bem como inspiram os pais e parentes à generosidade que os leva a doar os órgãos da filha querida, para que outros possam viver.
No mais, os diabinhos sabem muito bem que obtém uma ou outra vitória, mas que estas mesmas vitórias são apenas aparentes, pois levam um grande número de pessoas a repensarem suas trajetórias de vida.
Por Dr. Frei Antônio Moser (Teólogo)
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Sexo é ternura
O Catecismo da Igreja Católica, ao falar do sexto mandamento da lei de Deus, que propõe castidade e pureza de intenção no uso da sexualidade aos casados e aos não casados, define o sexo como um ato de ternura. Ternura é a virtude de quem é terno, suave, delicado, respeitador, gentil e capaz de ver a vida do ponto de vista do outro. O contrário é ser durão, violento, bruto, sem fineza e sem classe.O que a Igreja afirma aos que praticam sexo é muito claro. O encontro sexual deve ser responsável, fruto de carinho e respeito na entrega e no acolhimento, doação, diálogo de corpo e de mente. Que um não force nem engane o outro. Ele não diga nunca: “Tenho uma mulher”, sem dizer também: “Sou dela”. Ela nunca diga que tem um homem sem dizer também: “Sou dele”.
O sexo não significa posse. É, sim, doação e entrega serena e respeitosa das potencialidades de um de outro no prazer mais bonito que puderem se dar. Que seja físico, mas também espiritual. Não seja apenas um encontro de carne e, sim, de pessoas que se admiram, e um não imagina a sua vida sem o outro.
A doutrina da Igreja, trocadas em miúdos, seria mais ou menos assim: conseguir o corpo de alguém sem a pessoa e a ternura desse alguém não chega nem mesmo a ser um ato sexual, é um desatino sexual; não é laço, é nó cego; não é dialogo, é monólogo. O corpo do homem e o da mulher foram criados para um ajuste e um encaixe, como peças de uma engrenagem maravilhosa que gera afeto, paz e, se souberem o que querem, filhos do jeito certo e no tempo certo. Mas, por isso, é necessário educar o corpo e a alma.
O sexo começa e morre na cabeça. Os órgãos genitais apenas executam a tarefa. Se a cabeça for suja, o ato também será. Se for serena e tranqüila e tranqüila, o ato será cheio de paz. Para milhões de casais, é um magnífico ato espiritual que passa pelos corpos em festa. Quem disse que a Igreja é contra o sexo nunca leu direito os seus escritos. Ela abomina a grosseria, o erotismo burro, a pornografia sem-vergonha, a brutalidade, a leviandade, o desrespeito e o egoísmo.
Para os cristãos, sexo tem que ter nexo e anexo. Se não tiver, fica cada dia mais complexo e perplexo. Na poesia da vida, deixa de ser verso porque se fez perverso.
Por: Padre Zezinho
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Olimpíadas, O maior espetáculo da Terra.
A China ganha manchetes nos meios de comunicação do mundo todo, não por ser o país mais populoso do planeta ou pelo seu espetacular desenvolvimento econômico dos últimos anos, mas por ser a sede da 29ª edição das olimpíadas de 2008. Os jogos olímpicos nasceram no berço da filosofia e da democracia do ocidente – a Grécia - no ano 776 a.C. na cidade de Olímpia. Foi interrompida no ano 393 d.C., por decreto do imperador romano Teodósio, e reativada pelo Barão Pierre de Coubertin em 1896,em Atenas,transformando-se no maior espetáculo da planeta azul.Além das provas esportivas, haverá um desfile de valores e cores,usos e costumes,etnias e classes sociais, ritmos e idiomas,religiões, profissões e tradições. O marketing, as estratégias e as táticas serão bandeiras organizacionais. As olimpíadas representam a mais bela manifestação cultural da espécie humana. Os avanços da medicina esportiva, as descobertas científicas e as inovações tecnológicas produzirão efeitos especiais em mais um lance da arquitetura da Paz entre os povos.
Como exemplo, citamos a evolução dos meios de comunicação através dos jogos olímpicos da era moderna: Atenas (1896), telégrafo; Paris (1924), rádio; Berlim (1936),cinema; Helsinque (1952), placares eletrônicos; Roma (1960), televisão e telex; Tóquio (1964), cronômetros eletrônicos e células fotoelétricas; Munique (1972), transmissão de TV via satélite e em cores; Seul (1988), fax; Atlanta (1996), telefone celular e em Sydney (2000), Internet.
Nenhuma manifestação social, econômica, cultural,política ou religiosa consegue globalizar todos os segmentos da sociedade internacional como esse evento singular. Entre as dezenas de modalidades encontramos no vôlei a expressão maior do espírito de equipe,o que nos leva a refletir sobre a necessidade de abandonarmos a gestão solitária e vivenciarmos a gestão solidária. Se concordarmos que “os movimentos realizados em conjunto pelos jogadores são chamados de tática”, concluiremos que é o vôlei que evidencia esse princípio de gestão com maior intensidade.A maioria dos pontos é resultado da logística dos três toques.
Das provas de atletismo – o “DNA” das olimpíadas – em que os atletas participam tendo ao lado os seus adversários, destacamos a corrida de revezamento (4x100) com bastão. Desta modalidade tiramos a lição de que as maiores perdas nas empresas residem na “passagem de bastão” entre os vários departamentos,principalmente, por falhas de comunicação – “o calcanhar de Aquiles” – da gestão.Uma das mais fascinantes provas é a corrida dos 100 metros rasos,que faz o mundo conhecer o filho do vento – o homem mais veloz da terra.
Ele treina durante quatro anos,para vencer uma prova em menos de dez segundos. Esta é maior evidência de que o aperfeiçoamento continuado agrega valor. Revelamos a resposta que um atleta deu ao repórter, quando perguntado sobre quem será o seu maior adversário em Pequim. Ela veio como uma flecha certeira: “Eu mesmo. Tenho que superar a mim mesmo. Sou o meu único adversário”. Assim, cada um de nós deve encarar a vida. A nossa limitação encontra-se em nossa mente.Para conseguir a superação alguns entendem que a palavra chave é determinação, outros pensamento positivo e,para muitos, o segredo está na fé.
Todos os esportistas que estarão na China são tecnicamente exemplares, mas somente os excepcionais gravarão, com letras douradas, seus nomes na história,provavelmente,por um detalhe – o equilíbrio emocional.Na “olimpíada da vida” uma carreira bem sucedida pode estar numa pequena diferença, por exemplo, “na beleza de ser um eterno aprendiz”. Como homenagem à Grécia de todos os tempos encerramos com a “frase imortal” do célebre filósofo Aristóteles (384-322) a.C: - “Só fazemos melhor aquilo que repetidamente insistimos em melhorar.A busca da excelência não deve ser um objetivo e ,sim, um hábito.”
* Faustino Vicente - Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br – tel.(11) 4586.7426 – Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo - Brasil.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
A falta de fé
O Evangelho de São Marcos, no capítulo 9, versículos de 14 a 29, coloca-nos diante de um pai desesperado, alguém que já esgotou todos os recursos para ver o filho curado e liberto. Desde criança este é oprimido por um demônio que causava nele uma terrível epilepsia.
A falta de fé do pai levou-o a procurar todo tipo de ajuda em muitos lugares. Mas agora está ali, diante de Jesus, Aquele que de fato pode curá-lo.
Aflito, o pai diz ao Senhor: "Se podes fazer alguma coisa, tem piedade de nós e ajuda-nos" (v. 22). Esse modo de falar revela a atitude de alguém que já está prestes a desistir, revela desespero e não fé. Por isso, Jesus o exorta: “Se podes!… Tudo é possível para quem tem fé!” (v. 23).
Então, o pai, com humildade, reconhece sua falta de fé e pede socorro. Na verdade, não é só o filho que precisa de ajuda, mas também o genitor. Jesus vem em auxílio deles, liberta o filho e devolve a fé àquele pai.
Dessa forma, o Senhor revela duas realidades fundamentais para quem quer viver liberto: Fé e Oração.
No tempo em que vivemos só é possível sobreviver se tivermos fé e se mantivermos uma constância na oração. Não existe outro modo.
Jesus é Aquele que, de fato, pode trazer uma solução às realidades mais difíceis e para isso é preciso ter fé. Se não recorremos a Ele, as coisas vão ficando cada vez mais difíceis. O bom é que sempre podemos recorrer ao Senhor.
Não podemos ter medo de assumir diante de Jesus nossa falta de fé e pedir que Ele a aumente; isso é sinal de humildade e desejo sincero de mudança. E fé aqui não é apenas crer em Jesus, mas crer também naquilo que Ele pode fazer, visto que Ele realmente pode!
O caso desse filho é uma situação de muito sofrimento não somente para ele, mas para o próprio pai. Não sei se você conhece alguém que sofreu algum tipo de crise epiléptica, é muito doloroso para quem está tendo a crise e desesperador para quem está ali próximo tentando ajudar. Se não se tem um pouco de instrução de como lidar com essa situação, realmente fica difícil fazer alguma coisa. Nesse caso narrado pelo Evangelho, a causa da epilepsia estava vinculada a um ataque do demônio, isso agrava ainda mais a situação para o pai, que, muito provavelmente, tenha sido alvo de zombaria e de desprezo por parte das pessoas que estavam ali apenas para ver o “espetáculo”. A atitude de Cristo foi a de libertar o filho e devolver a alegria para o genitor. Jesus agiu de maneira muito respeitosa para com a situação e na verdade o fez porque teve compaixão, viu o sofrimento daquele jovem e de seu pai.
A fé que o Senhor nos exorta a ter é uma atitude de confiança em Deus, e, ao mesmo tempo, uma atitude de misericórdia e de compaixão para com aquele que sofre. Foi por isso que Ele afirmou que alguns demônios só são expulsos pela oração, ou seja, por uma intimidade e confiança em Deus. Quando oramos, depositamos em Deus nossa confiança e cremos que Ele verdadeiramente pode agir e mudar a situação. É também uma atitude de abandono n’Ele.
Esse Evangelho é um verdadeiro convite de Deus para que renovemos nossa confiança e fé n’Ele e também um convite para uma vida de oração mais intensa e verdadeira.
Deus abençoe você e aumente sua fé!
Pe. Clovis



