Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

De volta ao passado: Igrejas

Catedral católica, teve construção inciada em 1932, foi inaugurada em 1938 e concluída em 1944.
A atual Catedral Nossa Senhora da Vitória, cuja pedra fundamental foi lançada em 15 de agosto de 1932, com cerimônia religiosa oficiada pelo Cônego Exupério Gomes.

Frei Egídio de Elcito veio de Salvador como vigário da paróquia, trazendo o construtor português João Miguel Lourenço, que prosseguiu no trabalho da construção da Igreja, sendo por ele mesmo terminada. Frei Egídio faleceu em Salvador no dia 17 de agosto de 1963. Frei Isidoro de Loretto o substituiu como Vigário da Paróquia, tendo o Frei Apolônio como coadjutor.

Em 16 de maio de 1938 é colocada a cruz de cimento no alto da torre da Igreja e no dia 31 do mesmo mês é inaugurada a nova Matriz. A primeira missa foi celebrada pelo Padre Nestor Passos da Silva, Vigário da Freguesia que foi substituído pelo Frei Egídio. De junho a dezembro de 1940, foi vigário o padre Florêncio Sizínio Vieira, mais tarde Bispo de Amargosa e Conquista, sendo também vigário Frei Benjamim de Vila Grande e Frei Apolônio.

Tal como o templo anterior, a construção do novo prédio foi demorada. Somente em 1944, acompanhada de Casa Paroquial, considerou-se terminado o trabalho de edificação. O jornal “A Conquista”, dirigido pelo Padre Palmeira, em edição de 6 de agosto de 1944, publicou a seguinte manchete: “A Nova Igreja Matriz”.

  
 Padre Palmeira (ao centro) com os fiéis, na inauguração da "Nova" Catedral (1944)

Adquirido o terreno, em janeiro de l957, teve início, em 2l de março, a construção do Convento de Nossa Senhora de Fátima, futuro Seminário Seráfico da Província da Bahia, inaugurado em 1964. Os Capuchinhos trabalhavam na Paróquia de Nossa Senhora da Vitória e, ao mesmo tempo, cuidavam, também, da futura Casa Religiosa que estava sendo construída no Bairro Departamento (tem este nome por causa do antigo DNER – Departamento Nacional de Estradas e Rodagens – situado na esquina das avenidas Integração e Brumado). Juntamente com a construção do Seminário, os Capuchinhos abriram a primeira escola no bairro, ao lado da Igreja, aproveitando o galpão que servira de depósito para o material de construção, e que passou a abrigar 150 alunos do ensino primário. Surgia, assim, a Escola Centro de Assistência Social Nossa Senhora das Vitórias, nascente do Colégio Paulo VI. O nome da Escola foi colocado, obviamente, em homenagem à excelsa padroeira.

Fonte: Taberna da História do Sertão Baiano

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

De volta ao passado: Esporte de Conquista



Construção do Estádio Lomanto Júnior

Flamengo do Rio de Janeiro no Lomantão

Torcida do Flamengo em Vitória da Conquista recebe o time
Torcida do Flamengo em Vitória da Conquista recebe o time
Grande Jornalista Hélio Gusmão e jogador do Vasco da Gama

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

De volta ao passado: Construção da Igreja Batista (setembro de 1958 a fevereiro de 1966)


Primeira Igreja Batista, fundada pelo Cel. Justino Gusmão, que foi eleito intendente de Conquista em 11.11.1923, teve esta atual sede construida na década de 1950, com doações dos religiosos batista dos Estados Unidos, USA.






quinta-feira, 18 de julho de 2013

Vitória da Conquista em 1987



Carolina Bittencourt postou nas ultimas semanas alguns videos nas redes sociais com imagens da nossa Vitória da Conquista. São imagens amadoras do ano de 1987 que valem a pena recordar a nossa pacata e querida Jóia do Sertão Baiano.

Ruas, casas, carros, musicas, detalhes que  transformaram um simples video amador em um momento fantástico de recordação.

Parabéns por compartilhar com todos nós esses momentos.

 
 
 
 
TÚNEL DO TEMPO: Conquista de 1987 registrada em vídeo amador
A sensibilidade de quem registra momentos históricos é uma condição de poucos, que ao final das contas, acaba beneficiando a todos. O saudosismo ou querer retomar momento do passado em imagem e vídeo é um sentimento comum e em Vitória da Conquista um fragmento de tempo em dois vídeos baixados no youtube, está oferecendo a muita gente um momento de rara recordação, em filmagem amadora de 1987, segundo informa a gravação, realizada no mês de julho, em um final de semana ignorado.

O casal, com o filho em cadeirinha especial no banco de trás, transita algumas vias importantes do centro da cidade. Não se sabe qual a intenção da filmagem, sua finalidade, ou mesmo se era apenas a utilização sem propósito de um equipamento de vídeo que para a época se tratava de luxo para poucos. Mas o importante é que dotada de um espírito de compartilhamento e decência com a história da cidade, a filha do casal, Carolina Miranda Bittencourt, resolveu postar o vídeo pra lá de surpreendente no youtube, para deleite dos tantos conquistenses que viveram aqueles tempos..

Fuscas, Fiats 147, Chevettes, Opalas, Paratis, escorts são os automóveis mais vistos nas vias por onde trafega o cinegrafista amador, nos idos de 1987, ao lado de sua família, passando do bairro Guarani rumo ao centro da cidade, revelando um cenário de época que surpreende a todos por outros tantos detalhes, como pontos comerciais, veículos, pessoas, vestimentas, propagandas, numa linguagem guardada em um compartimento de tempo que apenas o imaginário não ajudaria a reproduzir.

Ao fundo dos vídeos a trilha sonora despropositada com canções de sucesso do momento, em sintonia de rádio local, que colaboram mais ainda para o recorte de tempo, com canções como “Amanheci sozinho” do Roupa Nova, acompanhada por outro hábito perdido ao longo do tempo, o de assoviar.

O passeio familiar acontecia em final de semana, com lojas fechadas, mas com um movimento de trânsito considerável. O trajeto traz recordações da loja 11 do Superlar; circula a avenida Régis Pacheco e chega ao “Bigode de Pedral” e Cofet, para em seguida chegar a uma Lauro de Freitas irreconhecível, com poucos ônibus da Conquistense disponíveis. Na 2 de Julho registram-se alguns casarões ainda conservados e logo depois a praça Caixeiros Viajantes, onde se abrem Banco do Brasil, Banco Econômico e tantos outros detalhes daquela Conquista.

No segundo vídeo, um outro fator visível, nos momentos em que a câmera consegue expandir a imagem da cidade, e a conservação da Serra do Peri Peri, com quase nenhuma moradia, ao menos nos pontos onde se avista a serra. Também pode ser visto o Centro de Cultura recém inaugurado, o “lojão” da Superlar, a praça Guadalajara da Escola Normal e depois o casal estaciona brevemente na praça do Gil, que viria a ser palco da grande micaretas. Os cinegrafistas amadores seguem a Vivaldo Mendes e passam pela panificadora Recreio, atual Chame Chame e já entrando na Coronel Gugé se deparam com a Arapuã, até seguir à praça Tancredo Neves.

O cenário político também era de mudanças, quando o prefeito municipal era Hélio Ribeiro, que comandou a cidade no lugar de José Pedral Sampaio, que asumiu a Secretaria de Transportes do Governo Waldir Pires. No país, outros fatos importantes aconteciam: a instalação da Assembleia Nacional Constituinte; lançamento do Plano Bresser; candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República; Nelson Piquet torna-se o tricampeão mundial de Fórmula 1 e Brasília é declarada como Partimônio Cultural da Humanidade.
Texto extraído do Blog do Fábio Sena

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dia de Santo Antonio

Neste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.

Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.

Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.

Santo Antônio, rogai por nós!

Oração eficaz a Santo Antônio

Lembrai-vos, ó glorioso Santo Antônio, amigo do Menino Jesus e filho querido de Maria Imaculada, que nunca se ouviu dizer que alguns daqueles que têm recorrido a vós a implorado a vossa proteção, tenha sido abandonado. Animado de igual confiança, venho a vós, ó fiel consolador dos aflitos! Gemendo sob o peso dos meus pecados, prostro-me a vossos pés, e, pecador como sou, ouso aparecer diante de vós. Não rejeiteis, pois, a minha súplica, vós, tão poderoso junto do Coração de Jesus, mas escutai-a favoravelmente, e dignai-vos atendê-la.
Assim seja.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Igreja recorda 50 anos da morte do Papa João XXIII

No dia 3 de junho, há 50 anos, em 1963, morreu João XXIII, o “Papa Bom”. Para marcar esta data, a Diocese de Bergamo, província onde ele nasceu, organizou uma peregrinação ao Vaticano, que se concluirá esta tarde com a celebração da Santa Missa na Basílica de São Pedro. No final da celebração, o Papa Francisco deve ir até a Basílica e pronunciar um breve discurso.

Angelo Giuseppe Roncalli nasceu em Sotto il Monte, na Província de Bergamo, norte da Itália, em 25 de novembro de 1881. Foi eleito o 261° Papa em 28 de outubro de 1958, sucedendo Pio XII. Desde o início, João XXIII revelou um estilo que refletia a sua personalidade humana e sacerdotal amadurecida através de inúmeras experiências: foi professor, capelão militar e teve uma longa carreira diplomática.

Preocupou-se com o aspecto pastoral do seu ministério, ressaltando sua natureza episcopal enquanto Bispo de Roma. Multiplicou o contato com os fiéis por meio de visitas a paróquias, hospitais e cárceres. Sua maior contribuição, todavia, foi a convocação do Concílio Vaticano II – cujo anúncio foi feito na Basílica de São Paulo em 25 de abril de 1959.

O “Papa Bom” assumiu a Igreja no auge da “guerra fria” entre as democracias ocidentais e os países do bloco comunista, situação que rechaçava de maneira amável, mas enérgica.

Na primavera de 1963, lhe foi conferido o Prêmio "Balzan", que testemunhava seu empenho em favor da paz com a publicação das Encíclicas Mater et Magistra (1961) e Pacem in terris (1963). Nelas, estão indicados as tarefas e os deveres da Igreja Católica no mundo contemporâneo e os itinerários e as metas de natureza política que devem levar o mundo da “coexistência” sempre mais precária entre os Estados à “convivência” entre regimes contrapostos e etnias diferentes.

João XXIII não somente pregava que tudo isso deve ser feito, mas que pode ser feito. Sua grande popularidade deriva de sua capacidade singular de comunicar esperança a todos, de indicar o caminho de uma paz que não é somente ausência de conflitos armados, mas orientada sobretudo ao ser humano.

O "Papa Bom" morreu na noite de 3 de junho de 1963 e foi beatificado por João Paulo II em 3 de setembro de 2000.

Com informações da Rádio Vaticano

terça-feira, 25 de setembro de 2012

25 de setembro: Dia do Rádio


O dia dedicado ao rádio

No dia 25 de setembro, data do nascimento de Roquete Pinto -  o "Pai do Rádio Brasileiro" -, comemora-se o Dia do Rádio. Em 1923, Roquete fundou a primeira emissora do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Era uma fase experimental do veículo, sem grandes avanços tecnológicos.

De lá para cá, muita coisa mudou: das interferências e ruídos dos primeiros aparelhos de rádio (pesados, enormes e à válvula) aos pequenos, leves e modernos rádios de transistores. A década de 1950 foi marcada pela consolidação do veículo como meio de comunicação. Em 1968, surgiram as primeiras emissoras de freqüência modulada (FM).

História

Segundo alguns autores, a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio foi desenvolvida pelo italiano Guglielmo Marconi, no fim do século XIX, mas a Suprema Corte Americana concedeu a Nikola Tesla o mérito da criação do rádio, tendo em vista que Marconi usara 19 patentes de Tesla em seu projeto.

Na mesma época em 1893, no Brasil, o padre Roberto Landell de Moura também buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em Porto Alegre, no bairro Medianeira, onde ficava sua paróquia. Ele fez as primeiras transmissões de rádio no mundo, entre a Medianeira e o morro Santa Teresa.

As primeiras radioemissões

O início da história do rádio foi marcado pelas transmissões radiofônicas, sendo a transcepção utilizada quase na mesma época. Consideram alguns que a primeira transmissão radiofónica do mundo foi realizada em 1906, nos EUA por Lee de Forest experimentalmente para testar a válvula tríodo.

No Brasil, a primeira transmissão foi realizada no centenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1922, em que o presidente Epitácio Pessoa, acompanhado pelos reis da Bélgica, Alberto I e Isabel, abriu a Exposição do Centenário no Rio de Janeiro. O discurso de abertura de Epitácio Pessoa foi transmitido para receptores instalados em Niterói, Petrópolis e São Paulo, através de uma antena instalada no Corcovado. No mesmo dia, à noite, a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, foi transmitida do Teatro Municipal para alto-falantes instalados na exposição, assombrando a população ali presente. Era o começo da primeira estação de rádio do Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Fundada por Edgar Roquette-Pinto, a emissora foi doada ao governo em 1936 e existe até hoje, mas com o nome de Rádio MEC.

Fonte: Wikipédia

sábado, 18 de fevereiro de 2012

História: João Cairo

O primeiro livreiro de Vitória da Conquista
.
Por Luís Fernandes 
.
João Cairo dos Santos nasceu no dia 24 de junho de 1918 em Ituberá (BA). É um dos pioneiros no comércio de Vitória da Conquista, carregando no seu sobrenome as tradições de uma família que muito colaborou para a expansão urbana e econômica da cidade. João veio com os irmãos Cairo para Vitória da Conquista por volta de 1930, estabelecendo aqui como negociantes e empresários. Tornaram-se personagens  de destaque da história conquistense. Ao longo dos anos que se seguiram, rompendo os limites das relações de parentesco, Cairo transformou-se em nome de estabelecimentos comerciais, rádio, ruas e bairros de Conquista.

Em 1946 João Cairo fundou a primeira livraria propriamente dita da cidade, o “Bazar Cairo”, e foi integrante das primeiras equipes que iniciaram a distribuição de publicações periódicas no Brasil. Antes do Bazar Cairo alguns armazéns e tipografias vendiam poucas publicações, muitas vezes por encomenda, dentre as quais o “Almanaque do Pensamento”. O Bazar Cairo mudou isso. Com ele, vieram os bons livros de editoras consagradas (José Olímpio, O Cruzeiro, entre outras) e revistas e jornais de todo o tipo, além dos livros didáticos, com destaque para a Cia. Editora Nacional. Com 65 anos de existência o Bazar Cairo continua funcionando no mesmo endereço (inclusive com a a mesma placa) onde se estabeleceu desde sua origem: Alameda Ramiro Santos, nº 8 – Centro (antiga Travessa do Comércio).

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vitória da Conquista 171 Anos - Origem

As origens de Vitória da Conquista estão ligadas ao esforço da administração colonial portuguesa no sentido de estabelecer comunicações entre a zona litorânea e o sertão. Ao contrário do que sucedera à zona do litoral norte, a faixa costeira que corre ao sul da Bahia de Todos os Santos permaneceu, até meados do século XVIII, completamente isolada do interior. Para esta situação concorriam a debilidade do movimento colonizador das duas capitanias - Ilhéus e Porto Seguro - a que se achavam vinculadas aquelas terras e, bem assim, a natureza inóspita das terras interiores, onde os indígenas defendiam seus últimos redutos.

Assim, os sertões de Conquista permaneceram insulados durante longa fase da vida colonial, até que, pelo ano de 1752, um bandeirante, o Mestre de Campo João da Silva Guimarães, obteve permissão do rei para guerrear os indígenas que, desde o Verruga (hoje cidade de Itaimbé) até as margens do Paraguaçu, resistiam às tentativas até ali realizadas para desalojá-los de suas terras.

Entrando em luta com os silvícolas, no lugar posteriormente chamado Batalha, o sertanista, ajudado por seu genro João Gonçalves da Costa, sentiu que o combate lhe era desfavorável; conta a tradição que, nesta contingência, o Mestre de Campo prometeu a Nossa Senhora das Vitórias levantar uma capela sob sua invocação, no mesmo lugar em que viesse a bater os aborígenes. Reanimados com a promessa, os invasores conseguiram vencer.

Retirando-se mais tarde para Minas Gerais, o chefe bandeirante deixou o governo das aldeias indígenas entregue a seu genro João Gonçalves da Costa, que, com os filhos, explorou a floresta e abriu as primeiras estradas para o litoral, ligando os sertões de Conquista a Ilhéus, Canavieiras, Belmonte, etc. Pelas estradas abertas pelo sertanista, chegavam a Ilhéus, em 1783, as primeiras cabeças de gado destinadas ao consumo da população.

Os anos que se seguem ainda são assinalados pela resistência esporádica dos nativos, até que, em 1806, é feita a paz, localizando-se os indígenas em sete aldeias, ao norte do rio Patite (Pardo).

O Município surgiu a 19 de maio de 1840, tornando-se conhecido como centro pecuário.

Com as contingências da guerra mundial, na década de 1940, em que o tráfego rodoviário se impunha em substituição às rotas marítimas ao longo do litoral brasileiro, Vitória da Conquista muito lucrou, pois todo o movimento norte-sul tinha aí sua passagem obrigatória.

A construção de novas rodovias, fez surgir a Rio - Bahia, a Ilhéus - Lapa e outras, com cruzamentos e convergências em Vitória da Conquista, formando aí um centro de irradiação para os grandes centros nacionais.

A Cidade é um pólo em desenvolvimento e marcha a passos largos para conseguir uma posição de relevo na comunidade nacional.

Formação Administrativa

Segundo a Lei provincial n.° 124, de 19 de maio de 1840, o então arraial da Vitória foi elevado a vila e freguesia, com território desmembrado do Município de Caetité, verificando-se sua instalação em 9 de novembro do mesmo ano.

Em ato de 1.° de julho de 1891 passou à categoria de cidade, passando a denominar-se Conquista; esse topônimo foi modificado para Vitória da Conquista, pelo Decreto-lei estadual n.° 141, de 31 de dezembro de 1943.

No período 1950/60, Vitória da Conquista abrangia 10 distritos: Vitória da Conquista (ex-Conquista), Anagé (ex-Joanópolis), Barra da Choça, Belo Campo, Caatiba (ex-São Paulo), Coquinhos, Iguá (ex-Angicos), Inhobim (ex-Monte Verde), José Gonçalves e Quaraçu (ex-Porto de Santa Cruz).

A partir de 1961, começou a perder território para a formação de novos municípios: Lei estadual n.° 1.401, de 1.° de abril de 1961, o de Caatiba (1 distrito); de nº 1.623, de 22 de fevereiro de 1962, 0 de Belo Campo (1 distrito), de n.° 1.656, de 5 de abril de 1962, o de Anagé, com dois distritos, Anagé e Coquinhos, de n.° 1.694, de 22 de junho de 1962, o de Barra da Choça (1 distrito); e a de n.° 1.703, de 5 de julho de 1962, o de Cândido Sales (ex-Quaraçu), com um distrito.

Compõe-se de quatro distritos: Vitória da Conquista, Iguá, Inhobim e José Gonçalves.

É sede de Termo e Comarca do mesmo nome, criada pela Lei nº 3.111, de 28 de maio de 1873.

Sua jurisdição abrange, presentemente, os municípios de Anagé, Barra da Choça, Belo Campo, Caatiba e Cândido Sales.

Fonte: Biblioteca IBGE

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vitória da Conquista 171 Anos - História

Vitória da Conquista - Município brasileiro do estado da Bahia. Sua população, conforme o IBGE, em 16 de outubro de 2011, é de 310.129 habitantes, o que a torna a terceira maior cidade do estado e do do interior do Nordeste juntamente com Caruaru(excetuando - se as regiões metropolitanas).[6] Possui um dos PIBs que mais crescem no interior desta região. Capital regional de uma área que abrange aproximadamente oitenta municípios na Bahia. Tem a altitude, nas escadarias da Igreja Matriz, de 923 metros podendo atingir mais de 1.000 metros nos bairros mais altos. Possui uma área de 3.743 km².

História

O Arraial da Conquista foi fundado em 1783 pelo sertanista português João Gonçalves da Costa, nascido em Chaves em 1720, no Alto Tâmega, na região de Trás-os-Montes que com dezesseis anos de idade, foi para o Brasil ao serviço de D. José I, Rei de Portugal, com a missão de conquistar as terras ao oeste da costa da Bahia.

Anteriormente já havia lutado ao lado do Mestre-de-Campo João da Silva Guimarães, líder da Bandeira responsável pela ocupação territorial do Sertão, iniciada em 1752. A origem do núcleo populacional está relacionada à busca de ouro, à introdução da atividade pecuária e ao próprio interesse da metrópole portuguesa em criar um aglomerado urbano entre a região litorânea e o interior do Sertão. Portanto, integra-se à expansão do ciclo de colonização dos fins do século XVIII.

Através da Lei Provincial N.º 124, de 19 de maio de 1840, o Arraial da Conquista foi elevado a Vila e Freguesia, passando a se denominar Imperial Vila da Vitória, com território desmembrado do município de Caetité, verificando-se sua instalação em 9 de novembro do mesmo ano. Em ato de 1º de Julho de 1891, a Imperial Vila da Vitória, passou à categoria de cidade, recebendo, simplesmente, o nome de Conquista. Finalmente, em dezembro de 1943, através da Lei Estadual N.º 141, o nome do Município é modificando para Vitória da Conquista.

Juridicamente, o Município de Vitória da Conquista esteve ligado a Minas do Rio Pardo, depois, em 1842, ficou sob a jurisdição da Comarca de Nazaré. Por Decreto N.º 1,392, de 26 de abril de 1854, passou a termo anexo à Comarca de Maracás e, posteriormente, à Comarca de Santo Antônio da Barra (atual Condeúba), até 1882, quando se transformou em Comarca.

Até a década de 1940, a base econômica do município se fundava na pecuária extensiva. A partir dai, a estrutura econômica e social entraria em um novo estágio, com o comércio ocupando um lugar de grande destaque na economia local. Em função de sua privilegiada localização geográfica, com a abertura da estrada Rio-Bahia (atual BR-116) e da estrada Ilhéus-Lapa, o município pode integrar-se às outras regiões do estado e ao restante do país; e logo passou a polarizar quase uma centena de municípios do centro-sul da Bahia e norte de Minas.

O território onde hoje está localizado o Município de Vitória da Conquista foi habitado pelos povos indígenas Mongoiós, subgrupo Camacãs, Ymborés (ou Aimorés) e em menor escala os Pataxós. Os aldeamentos se espalhavam por uma extensa faixa, conhecida como Sertão da Ressaca, que vai das margens do alto Rio Pardo até o médio Rio das Contas.

Os índios mongoiós (ou Kamakan), aimorés e pataxós pertenciam ao mesmo tronco: Macro-Jê. Cada um deles tinha sua língua e seus ritos religiosos. Os mongoiós costumavam fixar-se numa determinada área, enquanto os outros dois povos circulavam mais ao longo do ano.

Os aimorés, também conhecidos como Botocudos, tinham pele morena e o hábito de usarem um botoque de madeira nas orelhas e lábios - daí o nome Botocudo. Gostavam de pintar o corpo com extratos de urucum e jenipapo. Eram guerreiros temidos, viviam da caça e da pesca e dividiam o trabalho de acordo com o gênero, cabendo às mulheres o cuidado com os alimentos. Os homens ficavam responsáveis pela caça, pesca e a fabricação dos utensílios a serem utilizados nas guerras.

Já os pataxós não apresentavam grande porte físico. Fala-se de suas caras largas e feições grosseiras. Não pintavam os corpos. A caça era uma de suas principais atividades. Também praticavam a agricultura. Há pouca informação a respeito dos Pataxós.

Os relatos afirmam que os Mongoiós ou Kamakan era donos de uma beleza física e uma elegância nos gestos que os distinguiam dos demais. Tinham o hábito de depilar o corpo e de usar ornamentos feitos de penas, como os cocares. Praticavam o artesanato, a caça e a agricultura. O trabalho também era divido de acordo com os gêneros. As mulheres mongoiós eram tecelãs. A arte, com caráter utilitário, tinha importância para esse povo. Eles faziam cerâmicas, bolsas e sacos de fibras de palmeira que se destacavam pela qualidade. Os mongoiós eram festivos, tinham grande respeito pelos mais velhos e pelos mortos.

Aimorés, Pataxós e Mongoiós travaram várias lutas entre si pela ocupação do território. O sentido dessas lutas, porém, não estava ligado à questão da propriedade da terra, mas à sobrevivência, já que a área dominada era garantia de alimento para a comunidade.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vitória da Conquista 171 Anos - Meletes e Peduros : Uma só e numerosa família


*Dr. Ruy Medeiros

Manoel Fernandes de Oliveira, mais conhecido como Maneca Grosso, em sua linguagem direta, escreveu: “ É por demais sabido que as famílias Santos Silva, Fernandes de Oliveira Ferraz, Oliveira Freitas, Correia de Melo, Andrade, Moreira, Mendes Gusmão e outras mais, sendo aliadas pelo parentesco constituem uma só e numerosa família, cuja preponderância política entre nós é incontestável” ( Justa Reação, jornal “A Palavra”, Conquista, 26 de agosto de 1911).

A afirmação era correta. Há muito se fixara o poder local daquela numerosa família. Faltou no entanto àquele grande poeta dizer que “uns se consideravam mais parentes que outros”. O próprio Maneca Grosso não reconhecia como seu parente o coronel Pompílio Nunes de Oliveira, embora a mãe desse fosse uma Fernandes, bisneta de João Gonçalves da Costa, fundador do Arraial da Conquista. Havia, dentro da numerosa família, grupos unidos entre si por maior solidariedade que os outros, grupos com maior integração, por força de proximidade, dependência, compadrio e favor do que outros. Era o caso dos Santos Silva e Fernandes de Oliveira.

É certo, como dissera Maneca Grosso, que o poder político da numerosa família era incontestável? Sim, é certo, com a condição de se reconhecerem divergências (que às vezes se aprofundavam) entre grupos de parentes. Há muito o núcleo que tinha os nomes Fernandes e Santos Silva controlava o poder.

Em 1896, houve um interregno (assim considerado por muitos que viveram naquele tempo): o coronel Pompílio Nunes de Oliveira conseguira, no ano anterior, que seu candidato ganhasse o controle da administração municipal.
Homem muito rico, comerciante e fazendeiro, o coronel Pompílio Nunes de Oliveira ganhara a admiração dos habitantes de Conquista quando, diante de fortes boatos de que os “Mocós”, que haviam praticado a “chacina do Tamanduá”, iriam invadir a cidade, cuidou de arregimentar pessoas e reunir armas para a defesa da urbs. Era 1895.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

12 de Outubro dia de Nossa Senhora Aparecida

Nossa Senhora da Santa Conceição Aparecida é um título católico dedicado a Maria, mãe de Jesus de Nazaré. A seu santuário localiza-se em Aparecida, no estado de São Paulo, e a sua festa é comemorada anualmente em 12 de outubro. Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil.

História

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma. A história foi primeiramente registrada pelo Padre José Alves Vilela em 1743 e pelo Padre João de Morais e Aguiar em 1757, registro que se encontra no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá.

A pescaria milagrosa

A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.

Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram ao Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram a fuzél para os três humildes pescadores.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Relembrando Maciel

Edson Maciel, apesar de sua baixa estatura, foi um dos grandes goleiros que atuou no Estádio Municipal Edvaldo Flores nas décadas de 50 e 60, vestindo a camisa do Humaitá. Atuou também como radialista por longos anos na Rede Clube de Rádio, obtendo durante muitos anos grandes sucessos junto ao público conquistense, tendo como seguidor no rádio, o seu filho Maciel Junior (Transamérica Hits).

*Matéria extraida: http://radioclubedeconquista.blogspot.com

sábado, 2 de julho de 2011

Bahia: O que é o 2 de Julho?

A comemoração do dia 2 de Julho é uma celebração às tropas do Exército e da Marinha Brasileira que, através de muitas lutas, conseguiram a separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, em 1823. Neste dia as tropas brasileiras entraram na cidade de Salvador, que era ocupada pelo exército português, tomando a cidade de volta e consolidando a vitória.

Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independente, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias. Então, pela sua importância, principalmente para os baianos, todos os anos a Bahia celebra o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Exército na cidade e uma série de homenagens são feitas aos combatentes.

Entre todas as comemorações, a do ano de 1849 teve um convidado muito especial. O marechal Pedro Labatut, que liderou a tropas brasileiras nas primeiras ofensivas ao Exército Português, participou do desfile, já bastante debilitado e sem recursos financeiros, mas com a felicidade de homenagear as tropas das quais fez parte.

Para chegar a este dia, muita luta foi travada...

O Brasil do início do século XVIII ainda era dominado por Portugal, enquanto o Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e a Bahia continuavam lutando pela independência. As províncias não suportavam mais a situação e, percebendo os privilégios que o Rio de Janeiro estava recebendo por ser a capital, Pernambuco e Bahia resolveram se rebelar.

Recife deu início a uma revolução anti-colonial em 6 de março de 1817. Esta revolução tinha uma ligação com a Bahia, já que havia grupos conspiradores compostos por militares, proprietários de engenhos, trabalhadores liberais e comerciantes. Ao saber desta movimentação, o então governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Brito advertiu alguns deles pessoalmente.

O governo estava em cima dos conspiradores e, devido à violenta série de assassinatos, muito baianos resolveram desistir. Com toda esta repressão, a revolução de Recife acabou sendo derrotada. Os presos pernambucanos foram trazidos para a Bahia, sendo muitos fuzilados no Campo da Pólvora ou presos na prisão de Aljube, onde grande personagens baianos também estavam presos.

Movimentação pela independência:

Diante das insatisfações, começaram as guerras pela independência. Os oficiais militares e civis baianos passaram a restringir a Junta Provisória do Governo da Bahia, que ditava as ordens na época, e com esta atitude foi formado um grupo conspirativo que realizou a manifestação de 3 de Novembro de 1821.

Esta manifestação exigia o fim da Junta Provisória, mas foi impedida pela "Legião Constitucional Lusitana", ordenada pelo coronel Francisco de Paula e Oliveira. Os dias se passaram e os conflitos continuavam intensos. Muitos brasileiros morreram em combate.

Força portuguesa:

No dia 31 de Janeiro de 1822 a Junta Provisória foi modificada. E depois de alguns dias, chegou de Portugal um decreto que nomeava o brigadeiro português, Ignácio Luiz Madeira de Mello, o novo governador de Armas.
Os oficias brasileiros não aceitavam esta imposição, pois este decreto teria que passar primeiro pela Câmara Municipal. Houve, então, forte resistência que envolveu muitos civis e militares.

Madeira de Mello não perdeu tempo e colocou as tropas portuguesas em prontidão, declarando que iria tomar posse. No dia 19 de fevereiro, os portugueses começaram a invadir quartéis, o forte São Pedro, inclusive o convento da Lapa, onde haviam alguns soldados brasileiros. Neste episódio, a abadessa Sónor Joana Angélica tentou impedir a entrada das tropas, mas acabou sendo morta.

Concluída a ocupação militar portuguesa em Salvador, Madeira de Mello fortaleceu as ligações entre a Bahia e Portugal. Assim a cidade recebeu novas tropas portuguesas e muitas famílias baianas fugiram para as cidades do recôncavo.

Contra-ataque brasileiro:

No recôncavo, houve outras lutas para a independência das cidades e o fortalecimento do exército brasileiro. O coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao general Pedro Labatut. Este, assim que assumiu, intimidou Madeira de Mello.

Labatut organizou todo seu exército em duas brigadas e iniciou uma série de providências. Aos poucos o exército brasileiro veio conquistando novos territórios até chegar próximo a cidade de Salvador.

Madeira de Mello recebeu novas tropas de Portugal e pretendia fechar o cerco pela ilha de Itaparica e Barra do Paraguaçu. Esta atitude preocupava os brasileiros, mas os movimentos de defesa do território cresciam. E foi na defesa da Barra do Paraguaçu que Maria Quitéria de Jesus Medeiros se destacou, uma corajosa mulher que vestiu as fardas de soldado do batalhão de "Voluntários do Príncipe" e lutou em defesa do Brasil.

Em maio de 1823, Labatut, em uma demostração de autoridade, ordenou prisões de oficiais brasileiros, mesmo sendo avisado do erro que estava cometendo, e acabou sendo cassado do comando e preso. O coronel José Joaquim de Lima e Silva assumiu o comando geral do Exército e no dia 3 de Junho ordenou uma grande ofensiva contra os portugueses. Com a força da Marinha Brasileira, o coronel apertou o cerco contra a cidade de Salvador, que estava sob domínio português, restringindo o abastecimento de materiais de primeira necessidade. Diante destes fortes ataques e das necessidades que estavam passando, Madeira de Mello enviou apelos e acabou se rendendo. Com a vitória, o Exército Brasileiro entrou em Salvador consolidando a retomada da cidade e fim da ocupação portuguesa no Brasil.

Fonte: Ibahia

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

História do futebol de Vitória da Conquista (BA)

Fotos: conquistaesportes.com
O Portal do Esporte Conquistense


Bahia Futebol Clube,time amador da Rua dos Fonseca, em Vitória da Conquista (BA), foto de 1955. Da esquerda para direita: Miltinho Labamba (mascote) - Ildon - Antônio - Raí - Marcos (fundador do time) - João Uzura - Geraldo Correia - Manoel - ??? - Dudu - Geraldo da Granja e José Coqui.

Seleção de Vitória da Conquista 1962: de Pé: Matias - Diva - Ailton - Nêgo - Wesley - Tolica - Wilson e Detinho. Agachados: Dilson - Zinho - Milton Chefe - Piolho e Neto.

SAMUR E.C., foto de 1979. de Pé: Sinvaldo - Atracador - Zó - Clíssio - Paraná e Clóvis. Agachados: Aderbal - Branco - Missias - Ronaldo e Oberval

Seleção de vitória da Conquista em 1979. De pé: Pedrinho - Dazo - Nade - Wilton - Simões e Tifá. Agachados: Joãozinho (massagista) - Cavalinho - Almir - Milson - Venal - Galego e Cacau (roupeiro).

Bahia de Guimarães, 1980. De pé: Bola Sete - Reubem - Patinho - Guimarães - Dedezinho e Flor. Agachados: Gileno - Orflândes - Abelmiro - Washington e Adeilton. Local da foto: Estádio Lomanto Júnior. Campeonato da Liga Conquistense de Desportos Terrestres (LCDT), 1ª Divisão

Serrano Sport Club, 1981. De pé: Matias (Massagista) - Nelson - Luis Carlos - Nade - Mailson - Lulinha - Dino e Naldinho(Preparador Físico). Agachados: João Cavalinho - Djalma - Palinha - Diva e Orlando.

Ponte Preta, de Campinas em jogo no "Lomantão". No time paulista estavam jogadores como Juninho, Carlos, Dicá, Tuta e outros.

Vasco da Gama, do Rio de Janeiro no "Lomantão". No time carioca Roberto "Dinamite", Mauricinho, Acácio, e outros.

Bahia, campeão Brasileiro de 1988. Em pé: João Marcelo - Ronaldo - Paulo Rodrigues - Tarantini - Paulo Robson e Claudir. Agachados: Marquinhos - Bobô - Charles - Zé Carlos e Gil.




HISTÓRICO DO FUTEBOL EM VITÓRIA DA CONQUISTA

O casamento de Vitória da Conquista com o futebol ganhou força no final da década de 50. O Humaitá Futebol Clube, talvez o mais tradicional dos clubes do Sudoeste do Estado, era tido como a força do futebol conquistense, que arrastava multidões para assistir seus jogos no Estádio Edvaldo Flores. O Humaitá era comandado pelo presidente Lourival Cairo, maior incentivador de futebol na cidade, e que por muitas vezes viajava para Salvador somente para comprar uniformes para o Alviverde. Coisas de um apaixonado por futebol.
Há quem diga que o Estádio Lomanto Junior se chamaria Estádio Lourival Cairo, mas a política da cidade não deixou. Lomanto, baiano de Jequié, foi um político exemplar. Mas, Lourival, gente da terra, era um desportista exemplar. Tão exemplar que até os adversários do Humaitá iam "comemorar" a derrota junto com a turma verde e branca, na Confeitaria Araci, point da cidade na época. Se o estádio conquistense não possui seu nome, a história do futebol da Bahia o possui.
O Humaitá, que não conseguiu vingar como clube profissional, deu lugar ao Serrano Sport Club no coração dos moradores de Vitória da Conquista. Nascido em 1979, o Rubro-verde caiu no gosto do torcedor graças aos memoráveis jogos contra Bahia, Vitória, Galícia e Ypiranga, forças da capital até o final dos anos 80. Liderado pelo desportista Nelival Pereira Sá, o futebol de Vitória da Conquista se profissionalizava e ganhava projeção nacional.
Desembarcaram no Sudoeste clubes como Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, Santa Cruz, Ponte Preta e Náutico, todos para encarar o "encardido" Serrano, que sempre se caracterizou como um time de muita raça dentro de campo. No entanto, faltaram os títulos e os jogadores da cidade começaram a procurar outros centros para atuarem. Ausente do futebol desde 2003, o Serrano Sport Club tenta reescrever, em 2008, uma história que ficou perdida nos últimos anos.
E foi neste hiato no futebol conquistense, após tentativa frustrada de uma nova profissionalização Conquista Futebol Clube, que surgiu o Esporte Clube Primeiro Passo. Criado em 2001, a partir de um projeto social que visava unir menores carentes ao esporte, além de preparar futuros atletas para o futebol profissional, transformou-se em clube profissional em 2005, com o nome de Esporte Clube Primeiro Passo de Vitória da Conquista. Venceu a segunda divisão estadual de forma invicta em 2006 e chegou à elite do futebol baiano trazendo milhares de admiradores, que passaram a declarar seu amor pelo novo Alviverde do Sudoeste.
Tido como o clube mais profissional do interior do estado, o Vitória da Conquista almeja vôos maiores nos próximos anos. Chegou à terceira colocação no Campeonato Baiano de 2008 e leva a cidade conquistense, após 14 anos, à disputa de uma competição nacional, já que está classificado para a Série C do Campeonato rasileiro.
E assim, o futebol da cidade de Vitória da Conquista ganha continuidade. E Glauber Rocha, Xangai, Elomar Figueira, João Gonçalves da Costa, Luiz Caldas e Ricardo Castro agradecem.

Estádio Edvaldo Flores: berço do futebol de Vitória da Conquista.

CLUBES PROFISSIONAIS DE VITÒRIA DA CONQUISTA


Conquista Futebol Clube. Foi fundado em 7 de janeiro de 1978. Seu uniforme é camisa azul com detalhes brancos na gola, calção azul, meias azuis e brancas. Manda seus jogos no estádio, Lomanto Júnior, o “Lomantão”, que tem capacidade para 15 mil pessoas. Títulos: Campeonato Baiano da Segunda Divisão: 1994.

O Serrano Sport Club foi fundado em 22 de dezembro de 1979. Manda seus jogos no Estádio Lomanto Júnior, o “Lomantão”. Seu uniforme é camisas com listras verticais vermelhas e verdes, calções brancos e meias vermelhas. Títulos: campeão baiano da segunda Divisão em 1982.

O clube foi fundado pelo ex-jogador Ederlane Amorim, com a proposta de resgatar as conquistas do futebol da cidade, outrora famoso, graças a times como o Conquista Esporte Clube, Humaitá, Serrano Sport Clube e Conquista Futebol Clube. Foi iniciado, de fato, em 2001, com um trabalho voltado para a inclusão social, com objetivo de preparar os futuros atletas para o clube profissional. Essa proposta foi consolidada com algumas participações em campeonatos locais e com a expansão do então Projeto Primeiro Passo para outras regiões do estado. Em janeiro de 2005 foi fundado o Esporte Clube Primeiro Passo de Vitória da Conquista, legalmente instituído como equipe profissional. A ascensão do ECPP foi meteórica. Seu único título do time profissional foi conquistado na Segunda Divisão (Campeonato Baiano) em 2006, quando a equipe terminou invicta após 14 partidas, enfrentando equipes como o tradicional Galícia e o (então) forte Jacuipense. No ano seguinte, fez uma campanha razoavelmente boa na primeira divisão estadual, levando o status de defesa menos vazada do campeonato.

ESTÁDIO MUNICIPAL LOMANTO JÚNIOR, O "LOMANTÃO"



Localização: Vitória da Conquista, Bahia, Brasil
Capacidade: 15.000 pessoas
Inauguração: 5 de novembro de 1966
Jogo Inaugural: Seleção de Vitória da Conquista x Seleção de Jequié
Endereço: Av. Luis Eduardo Magalhães - Alto da Boa Vista
Público Recorde: 15.728 (31-01-2007, Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista x Vitória) (Fonte: Wilkipédia)