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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vaticano lembra os 68 anos do bombardeio em Hiroshima e Nagazaki


O presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz (Santa Sé) chegou nesta segunda-feira, 5, ao Japão para participar de diversas celebrações que lembram o 68º aniversário do bombardeio das cidades de Hiroshima e Nagazaki.

Segundo uma nota publicada pelo portal de notícias do Vaticano, o cardeal Peter Turkson vai recordar as dezenas de milhares de pessoas que perderam a vida, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, durante o bombardeio atômico que marcou a fase final da II Guerra Mundial.

A visita insere-se na iniciativa ‘Dez dias pela paz’, promovida pela Conferência Episcopal Japonesa, entre os dias 6 e 15 deste mês.

O programa do cardeal ganês iniciou-se hoje na catedral de Hiroshima, com uma missa, e prossegue nesta terça-feira, num encontro inter-religioso que vai reunir budistas, xintoístas e protestantes, no qual “pronunciará um discurso centralizado na colaboração recíproca para a construção da paz mundial”.

Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, duas cidades japonesas foram devastadas em segundos por bombas atômicas dos EUA, que mataram cem mil pessoas em Hiroshima e 74 mil em Nagasaki.

O presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz vai deslocar-se até Nagasaki, na quarta-feira, 7, onde participará de um jantar no centro inter-religioso para o diálogo sobre a paz mundial.

No dia seguinte, no âmbito de uma cerimônia inter-religiosa organizada no ‘Ground-Zero Park’ da cidade, o cardeal vai recitar uma oração por todas as vítimas, na qual também recordará particularmente todos aqueles que não morreram, mas que ainda hoje sofrem com os efeitos da radioatividade.

A viagem conclui-se na sexta-feira, 9, ainda em Nagasaki, com uma missa pela “paz no mundo”, refere o Vaticano.

Com Agência Ecclesia

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Comissão da CNBB apresenta destaques da situação atual do Brasil



Um grupo de especialistas com a participação da assessoria de Política da CNBB apresentou aos membros do Conselho Permanente, na manhã desta quarta-feira, 19, um quadro da conjuntura social e política do Brasil e do mundo. Entre os destaques expostos está a realização de manifestações públicas em várias cidades brasileiras.
Como é de costume no serviço que essa Comissão presta aos bispos, foram apresentados, inicialmente, os fatos mais relevantes da conjuntura mundial com especial acento aqueles que ocorrem na América Latina e Caribe. As perspectivas sombrias acerca da situação econômica e o alto nível de desemprego em países da União Europeia abriram essa análise internacional.

Em seguida, fez-se menção à chegada da situação à Turquia, com manifestações por democracia e liberdade e as reações violentas do Primeiro ministro turco. No relato da Comissão, foi considerado que “em nível latino-americano e caribenho, merece destaque a velocidade da formação da Aliança do Pacífico e seus significados políticos e econômicos para a Região, bem como a estratégia norte-americana de continuar influenciando o continente sul-americano”.
A Comissão considera que a questão indígena, numa perspectiva histórica, ocupa o centro da análise em nível nacional. Durante a exposição mostrou-se como evoluiu o modo de o Estado brasileiro lidar com os povos indígenas e as tentativas atuais das elites nos três poderes da República de uma regressão no padrão de interação conquistado na Carta Magna de 1988”.

Em seguida, a Comissão fez referência à desoneração de impostos como estratégia do Governo para promover uma reforma tributária fatiada e não progressiva, colocando em risco o financiamento dos direitos sociais no longo prazo. Na exposição, por fim, foi feita menção “ao esforço da sociedade por meio da criação do ‘Comitê em Defesa dos Territórios frente à Mineração’ para acompanhar a tramitação da matéria no Congresso Nacional, garantindo democracia, transparência e a preservação dos territórios das comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais diante da definição de um marco regulatório para a Mineração no país”.
Na perspectiva dos movimentos sociais fez-se uma leitura das manifestações ocorridas em várias metrópoles brasileiras, com destaque para São Paulo: “Elas querem denunciar a falência do sistema de transportes urbanos e se mostram contrárias ao aumento das tarifas. Condena, igualmente, a truculência da polícia na repressão dos ativistas, que se apresentam como novos atores na arena social brasileira. Faz-se menção também à repressão às manifestações do movimento ‘Copa para quem?’, nos jogos de abertura da Copa das Confederações”.
Ainda foram dadas notícias do Congresso que versaram sobre a minirreforma eleitoral que recua em relação a avanços da Lei da Ficha Limpa; a criação de uma Comissão Mista do Congresso para consolidar a legislação federal e regulamentar dispositivos da Constituição Federal; a tramitação do Novo Código de Mineração; a aprovação do PLC sobre a Lei Geral das Religiões na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal e do Estatuto do Nascituro na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
A análise de Conjuntura apresentada aos bispos costuma ser publicada, na íntegra, no site da CNBB depois da reflexão do Conselho Permanente, mas não se trata de documento oficial da CNBB e a análise não é posição oficial da Igreja. Durante a reunião, o Conselho ainda vai considerar a possibilidade de elaborar e publicar uma Nota Oficial a respeito do momento atual brasileiro.

Fonte: C.N.B.B.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Câmara homenageia primeira baiana com Síndrome de Down a concluir curso superior


Na sessão desta quarta-feira, 5, a Câmara de Vereadores, homenageou a jovem Amanda Amaral Lopes, primeira pessoa com Síndrome de Down da Bahia a concluir um curso de nível superior na Bahia. Moradora da Capital do Sudoeste Baiano, Amanda de 24 anos recebeu, na última semana, o diploma de licenciatura em ciências biológicas, pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), ao lado de mais 15 estudantes. “Estou muito feliz por essa homenagem”, afirmou Amanda.

A honraria foi proposta pelo Bloco Parlamentar, composto pelos vereadores Joaquim Libarino (PCdoB), Nelson de Vivi (PCdoB), Andreson Ribeiro (PCdoB), Hermínio Oliveira (PDT) e Sidney Oliveira (PRB).

Fonte: Câmara de Vereadores

domingo, 17 de março de 2013

Papa enviou o seu primeiro tuite na manhã deste domingo,17


Papa Francisco será um pontífice em comunicação com as novas gerações através das mídias sociais? A resposta veio neste domingo, 17, por volta das das 8:17 (horário de Roma – 4:17 hora do Brasil) quando o novo sucessor de Pedro enviou a sua primeira mensagem no Twitter: “Queridos amigos, de coração vos agradeço e peço para continuardes a rezar por mim. Papa Francisco” disse no perfil de lingua portuguesa @Pontifex_pt Esta foi a primeira mensagem do Papa que, segundo especialistas, deve continuar o esforço de fortalecer a presença da Igreja nas redes sociais e a evangelização da geração conectada.
Por Daniel Machado enviado especial a Roma
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 14 de março de 2013

Vaticano confirma que papa se chama Francisco, e não Francisco 1º

Capa do jornal oficial do Vaticano "L'osservatore Romano" 
no dia seguinte após o anúncio da eleição do papa Francisco

O Vaticano confirmou nesta quinta-feira (14) que o nome oficial escolhido pelo novo papa, o cardeal argentino Jorge Bergoglio, é Francisco, sem o 1º. Ontem, o site e o Twitter do Vaticano chegaram a divulgar que o papa chamava-se Francisco 1º, mas hoje o jornal L'Osservatore Romano (Observatório Romano, publicação oficial do país) publicou a notícia da escolha do papa com o nome Francisco.
O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, também confirmou hoje o nome do pontífice. "Chama-se Francisco, e não Francisco 1º. Só Francisco", disse. 

"Isto porque não existe um papa Francisco 2º", explicou Lombardi. Se em algum momento houver um Francisco 2º ou Francisco 3º e assim sucessivamente, então o atual pontífice passaria para a história como Francisco 1º.
Escolha do nome

A escolha do nome pelo cardeal eleito sumo pontífice é pessoal. O novo nome é anunciado imediatamente após o anúncio de que há novo papa.

O cardeal argentino Bergoglio será o primeiro papa Francisco. Segundo o cardeal americano Timothy Dolan, o novo pontífice adotou o nome de Francisco em homenagem a São Francisco de Assis por "sua simplicidade e dedicação aos pobres".

Com escolha de nome, papa Francisco cria expectativas sobre a renovação da igreja, como aponta o padre José Arnaldo Juliano, pesquisador em História da Igreja Católica e coordenador do museu de Arte Sacra de São Paulo, ao comparar o perfil do mais novo papa ao frade católico que ficou conhecido, entre outras coisas, por renovar o catolicismo.

Mas religiosos que acompanham o Colégio de Cardeais, do qual Bergoglio faz parte, dizem que a escolha refere-se a São Francisco Xavier.

O papa Francisco é da Ordem Companhia de Jesus, também conhecida como jesuíta, que foi co-fundada no século 16 por São Francisco Xavier e passou a ser conhecida por suas ações missionárias, de pesquisas e educação. Os jesuítas defenderam as primeiras reformas da Igreja Católica Apostólica Romana, e na chegada dos portugueses ao Brasil atuaram na catequese dos indígenas.

Segundo a história do santo, nas missões como evangelizador e missionário, ele conquistou a conversão de várias pessoas ao cristianismo.

De acordo com a história, Francisco Xavier morreu humildemente sobre uma esteira segurando a cruz de madeira – o símbolo dos jesuítas. Por isso, a simplicidade, a proximidade com a população e a busca pela compreensão e pelo respeito à cultura local são marcas desse tipo de religioso.

Ontem, ao ser apresentado aos fiéis, o papa usou a cruz de madeira e evocou os princípios históricos dos jesuítas, ressaltando que uma das tarefas da Igreja é evangelizar. A afirmação ocorre no momento em que o número de católicos sofre redução em países nos quais sempre predominou, como o Brasil. 

Com Agência Brasil

quarta-feira, 13 de março de 2013

Conheça a biografia do novo Papa Francisco I


Cardeal Jorge Mario Bergoglio, SJ, arcebispo de Buenos Aires, Argentina, nasceu em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires. Ele foi ordenado pelos jesuítas, em 13 de dezembro de 1969, durante os estudos teológicos na Faculdade de Teologia de San Miguel.

Ele era noviço-mestre em São Miguel, onde também ensinou teologia. Foi Provincial da Argentina (1973-1979) e reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel (1980-1986). Depois de completar sua tese de doutorado na Alemanha, serviu como confessor e diretor espiritual em Córdoba.

Em 20 de maio de 1992, Bergoglio foi nomeado bispo titular de Auca e Auxiliar de Buenos Aires; recebeu a consagração episcopal em 27 de junho do mesmo ano.

Em 3 de junho de 1997, foi nomeado Arcebispo Coadjutor de Buenos Aires e sucedeu o Cardeal Antonio Quarracino, em 28 de fevereiro de 1998. Foi Relator-Geral Adjunto da Assembleia Ordinária da 10º Sínodo Geral dos Bispos, em outubro de 2001.

Bergoglio atuou como presidente da Conferência Episcopal da Argentina a partir de 8 de novembro de 2005 até 8 de novembro de 2011.

Criado e proclamado cardeal pelo beato João Paulo II, no Consistório de 21 de fevereiro de 2001, com o título de S. Roberto Bellarmino (Santo Roberto Belarmino).

Membro de:

- Congregações para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para o Clero, para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica;

- Conselho Pontifício para a Família;

- Pontifícia Comissão para a América Latina;

Fonte: Site Oficial Santa Sé

Igreja Católica confirma o argentino Jorge Mario Bergoglio como sucessor de Bento 16


A Igreja Católica confirmou às 20h14 (16h14 de Brasília) desta quarta-feira (13) quem é seu novo papa: o cardeal jesuíta Jorge Mario Bergoglio, 76, da Argentina, foi o escolhido para suceder Bento 16 no conclave que começou na terça-feira (12) e terminou hoje, às 19h07 (15h07 de Brasília), quando a fumaça branca tomou a praça São Pedro, após cinco escrutínios.

O nome do novo papa foi revelado após o famoso "Anuntio vobis gaudium, habemus Papam", feito pelo cardeal francês Jean-Louis Tauran. O nome papal escolhido pelo cardeal Bergoglio é Francisco 1º.

Em seu primeiro discurso, feito logo após o anúncio de seu nome, Francisco 1º agredeceu ao acolhimento da comunidade de Roma e, também lembrou do papa emérito Bento 16, seu antecessor.

Jorge Mario Bergoglio, que nasceu em 17 de dezembro de 1936, se tornou arcebispo de Buenos Aires desde 1998 e foi nomeado cardeal em 2001, por João Paulo 2º, é o primeiro papa latino-americano da história da Igreja Católica.

Ele bateu outros cardeais considerados favoritos, como o italiano Angelo Scola e o brasileiro Odilo Scherer.

Escolha aconteceu 13 dias após renúncia de Bento 16

Após 13 dias da renúncia de Bento 16, a quinta votação do conclave, realizada na tarde desta quarta-feira (13), terminou com a escolha do novo papa. Às 15h07 (Brasília), uma fumaça branca saiu da chaminé da capela Sistina, indicando que os cardeais chegaram a um consenso sobre o próximo líder da Igreja Católica Apostólica Romana.

Os sinos da basílica de São Pedro confirmaram que o novo pontífice recebeu ao menos dois terços dos votos dos cardeais e já aceitou a missão de comandar a Santa Sé.

O anúncio dos nomes de batismo e pelo qual será conhecido o sucessor de Bento 16 será feito na sacada da basílica de São Pedro, com a famosa frase: "Habemus Papam!".

A escolha foi realizada por 115 cardeais, sendo cinco brasileiros: dom Raymundo Damasceno Assis, 76; dom Odilo Scherer, 63; dom Geraldo Majella Agnelo, 79; dom Cláudio Hummes, 78; e dom João Braz de Aviz, 64.

Estavam aptos a votar apenas os cardeais com menos de 80 anos. A presença deles, segundo o Vaticano, era obrigatória. No entanto, dois eleitores conseguiram a dispensa necessária para não participarem da votação, um por motivo de saúde (cardeal indonésio Julius Darmaatjadja) e outro por ter renunciou ao cargo (cardeal britânico Keith O'Brien).

Fonte: UOL

Cardeais escolhem novo papa; fumaça branca sai de chaminé da capela Sistina


Após 13 dias da renúncia de Bento 16, a quinta votação do conclave, realizada na manhã desta quarta-feira (13), terminou com a escolha do novo papa. Às 15h (Brasília), uma fumaça branca saiu da chaminé da capela Sistina, indicando que os cardeais chegaram a um consenso sobre o próximo líder da Igreja Católica Apostólica Romana.

Os sinos da basílica de São Pedro confirmaram que o novo pontífice recebeu ao menos dois terços dos votos dos cardeais e já aceitou a missão de comandar a Santa Sé

O anúncio dos nomes de batismo e pelo qual será conhecido o sucessor de Bento 16 será feito na sacada da basílica de São Pedro, com a famosa frase: "Habemus Papam!".

A escolha foi realizada por 115 cardeais, sendo cinco brasileiros: dom Raymundo Damasceno Assis, 76; dom Odilo Scherer, 63; dom Geraldo Majella Agnelo, 79; dom Cláudio Hummes, 78; e dom João Braz de Aviz, 64.

Estavam aptos a votar apenas os cardeais com menos de 80 anos. A presença deles, segundo o Vaticano, era obrigatória. No entanto, dois eleitores conseguiram a dispensa necessária para não participarem da votação, um por motivo de saúde (cardeal indonésio Julius Darmaatjadja) e outro por ter renunciou ao cargo (cardeal britânico Keith O'Brien).

Fonte: Uol

Fumaça preta sobe, e votações da manhã não elegem novo Papa


Os cardeais reunidos na Capela Sistina, no Vaticano, não conseguiram eleger o novo Papa nas duas eleições da manhã desta quarta-feira (13), segundo dia do conclave, na Capela Sistina. Outras duas votações estão marcadas para o período da tarde, após o almoço dos 115 cardeais eleitores na Casa de Santa Marta.

A fumaça preta se ergueu da chaminé da Capela Sistina, onde ocorre a reunião secreta dos cardeais, por volta das 11h40 locais (7h40 de Brasília), indicando que nenhum participante obteve a maioria de dois terços dos votos necessária para eleger o novo pontífice.

Na única votação da véspera, também não houve nenhum cardeal com mais de 77 dos 115 votos possíveis.

Mais duas votações devem ocorrer à tarde, após o almoço, e a expectativa é que nova "fumaça" se erga por volta das 19h locais (15h de Brasília).

A eleição do novo pontífice ocorre após a surpreendente renúncia do agora Papa Emérito Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro e efetivada em 28 de fevereiro, e que criou uma situação praticamente inédita para a Igreja moderna, em que dois pontífices, um atuante e outro "aposentado", devem coabitar o Vaticano, a poucos metros um do outro.

O alemão Josef Ratzinger deixou o cargo após oito anos de um pontificado marcado por crises e divisões internas.

Ele deixa para seu sucessor desafios como os escândalos relativos aos casos de pedofilia no clero de vários países, as disputas internas na Cúria Romana e a expansão do secularismo e de religiões concorrentes.

O cardeal brasileiro Dom Odilo Pedro Scherer é citado, pela imprensa e por analistas, como um dos cotados para ser o novo Papa, ao lado do italiano Angelo Scola, mas a previsão é de a eleição difícil, sem favorito absoluto.

A imprensa italiana especulouque Scola, na primeira votação, teria tido cerca de 50 votos, ficando imediatamente à frente do brasileiro.

Cardeais ouvidos pela agência Reuters nesta terça afirmaram que a decisão poderia levar cerca de 5 dias.

Segundo informou o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, pouco depois de fecharem as portas da capela, os cardeais que entraram na Capela Sistina para eleger o novo Papa estão "em muito boa forma".

Foto: Gregorio Borgia/AP
Fonte: G1

terça-feira, 12 de março de 2013

Primeira votação tem fumaça preta, e conclave ainda não elege novo Papa


Os cardeais reunidos no conclave na Capela Sistina, no Vaticano, não conseguiram escolher o novo Papa na primeira votação, realizada nesta terça-feira (12).

A fumaça preta se ergueu da chaminé da Capela Sistina, onde acontece a reunião secreta dos cardenais, por volta das 19h40 locais (15h40 de Brasília), durante vários minutos, indicando que nenhum participante obteve a maioria de dois terços dos votos necessárias para eleger o novo pontífice.

O público que estava na Praça de São Pedro, sob chuva e frio, e que esperava a fumaça branca e os sinos que indicariam a escolha de um novo Papa, recebeu a fumaça preta produzida pela queima dos votos dos cardeais com lamentações.

Com o fracasso da primeira votação, os cardeais seguem confinados na Casa de Santa Marta, e o conclave para eleger o sucessor de Bento XVI continua nesta quarta-feira, com duas votações pela manhã e outras duas à tarde, ou até que um dos participantes obtenha os 77 votos necessários ou mais para ser escolhido o novo Papa.

A eleição do novo pontífice ocorre após a surpreendente renúncia do agora Papa Emérito Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro e efetivada em 28 de fevereiro, e que criou uma situação praticamente inédita para a Igreja moderna, em que dois pontífices, um atuante e outro "aposentado", devem coabitar no Vaticano, a poucos metros um do outro.

O alemão Josef Ratzinger deixou o cargo após oito anos de um pontificado marcado por crises e divisões internas e deixa para seu sucessor uma Igreja com muitos problemas e desafios.

O cardeal brasileiro Dom Odilo Pedro Scherer é citado, pela imprensa e por analistas, como um dos citados para ser o novo Papa, ao lado do italiano Angelo Scola, mas a previsão é de uma eleição difícil, sem favorito absoluto.

Os cardeais que entraram na Capela Sistina para eleger o novo Papa estão "em muito boa forma", informou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, pouco depois de fecharem as portas da capela.

Fonte: G1

Veja como foi a Missa de abertura do Conclave


O Decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, presidiu na manhã desta terça-feira, 12, na Basílica Vaticana, a missa Pro Eligendo Pontifice – “para a eleição do Romano Pontífice”.

A Basílica, aberta aos fiéis, estava lotada, para invocar a ação do Espírito Santo. Logo no início de sua homilia, Cardeal Sodano renovou a gratidão de toda a Igreja ao “amado e venerado Pontífice Bento XVI”. E recordou a intenção desta Missa, ou seja, “implorar ao Senhor que mediante a solicitude pastoral dos Padres Cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja”.

Comentando as leituras do dia, o Decano falou primeiramente sobre a mensagem de amor de Deus, mensagem que se realiza plenamente em Jesus, vindo ao mundo para tornar presente o amor do Pai pelos homens. É um amor que se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todas as fragilidades do homem, tanto físicas quanto morais.

“É este amor que impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos, do serviço caritativo mais imediato até o serviço mais alto, o serviço de oferecer aos homens a luz do Evangelho e a força da graça.”

O cardeal falou ainda da mensagem de unidade. Segundo ressaltou, o Apóstolo São Paulo ensina que também todos os seres humanos devem colaborar para edificar a unidade da Igreja, porque para realizá-la é necessária "a colaboração de cada conexão, segundo a energia própria de cada membro" (Ef 4,16). “Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesial.”

Essa cooperação levou o Decano a falar sobre a missão do Papa: a atitude fundamental de todo bom Pastor é dar a vida por suas ovelhas (cfr Jo 10,15). Isto vale, sobretudo, para o Sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal, porque quanto mais alto e mais universal é o ofício pastoral, tanto maior deve ser a caridade do Pastor.

E ao falar deste serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira, recordou que os últimos Pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz. “Rezemos para que o futuro Papa possa continuar esta incessante obra em nível mundial”, disse.

Concluindo, o decano dos cardeais pediu a Deus que Ele conceda um Papa que exerça seu ministério, sua missão com um coração generoso. “Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um Pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e de todos os Mártires e Santos que ao longo dos séculos deram glória a esta igreja de Roma”.

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 11 de março de 2013

Nome do novo Papa não deve sair na 1ª votação, diz porta-voz do Vaticano



A décima e última congregação geral de cardeais, que prepara o conclave para escolher o novo Papa, ocorreu na manhã desta segunda-feira (11) no Vaticano, com a participação de 152 cardeais, informou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

O conclave para escolher o sucessor de Bento XVI, que renunciou em 28 de fevereiro, deve começar nesta terça-feira (12), mas o padre Lombardi disse que "dificilmente" o nome do novo Papa deve sair na primeira votação.

No total, 28 cardeais falaram na congregação geral desta segunda, completando um total de 161 intervenções em todas as congregações.

Entre os assuntos tratados, esteve a situação financeira do Vaticano e do Banco do Vaticano. O cardeal camerlengo Tarcisio Bertone, administrador interino da Santa Sé durante a vacância, fez uma pequena apresentação sobre o tema, segundo Lombardi.

Também se falou sobre a expectativa pelo novo Papa e sobre o perfil esperado para ele.

Na tarde desta segunda, às 17h30 (13h30 no horário de Brasília), seria realizado na Capela Paulina, dentro do Vaticano, o juramento das pessoas que irão trabalhar de alguma forma na área onde será realizada o conclave.

São 90 funcionários do Vaticano que trabalharão na segurança, alimentação e auxílio aos cardeais, tanto material quanto espiritual. Os cardeais terão padres à disposição para confissão, assim como médicos.

O juramento é feito perante o cardeal camerlengo Bertone.

Na manhã de terça-feira (12), serão realizados os primeiros ritos do conclave. A partir das 7h (3h no horário de Brasília), os cardeais começam a se transferir para a Casa Santa Marta, onde ficarão hospedados. Cada um terá seu quarto – os aposentos foram definidos por um sorteio.

Às 10h (6h no horário de Brasília), será realizada na Basílica de São Pedro a missa inaugural do conclave.

Ela será aberta a todos que conseguirem lugar e presidida pelo cardeal decano, o italiano Angelo Sodano, com todos os demais cardeais, não apenas os votantes, participando como cocelebrantes.

O Vaticano divulgou o livro da liturgia da missa em seu site.

No conclave passado, a missa durou uma hora e quarenta minutos. O padre Lombardi acredita que, desta vez, ela não deve passar de duas horas.

Votações
No primeiro dia de conclave, está prevista apenas uma votação. Segundo o Vaticano, os cardeais devem seguir às 15h45 (11h45 no horário de Brasília) para o palácio apostólico.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Conclave começa na terça-feira, 12


O conclave, reunião de cardeais que escolherá o novo Papa, vai começar na próxima terça-feira (12 ), anunciou o Vaticano nesta sexta (8). A data foi escolhida na segunda congregação do dia. Mesmo com a definição, está mantida uma nova congregação a ser realizada no sábado.

Diferentemente do conclave, em que só participarão os 115 cardeais com direito a voto, as congregações têm participação de todos os cardeais que estão no Vaticano.

Na manhã de terça deverá ser celebrada uma missa e, à tarde, começam as votações. A eleição ocorre em um sistema de votações sucessivas até que um cardeal alcance 2/3 dos votos.

Isolamento

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, deu mais detalhes sobre como será o conclave.

Os cardeais não poderão receber informações externas durante a reunião, nem poderão ler jornais, ouvir rádio, assistir à TV ou acessar a internet, como prevê a Constituição Apostólica.

De acordo com Lombardi, para garantir o sigilo das reuniões, serão instalados bloqueios de comunicação para impedir o uso de equipamentos e dispositivos eletrônicos, como celulares. A medida já foi tomada com relação à Sala dos Sínodos, onde têm ocorrido as congregações, garantindo o segredo dos encontros.

Os cardeais não terão de passar por revista para entrar na Capela Sistina, local do conclave. Já os funcionários e demais pessoas devem ter de se submeter a um detector de dispositivos. Durante o período de reclusão para a escolha do novo Papa, os cardeais poderão se confessar.

Na entrevista coletiva foram mostradas imagens da Casa Santa Marta, onde os cardeais ficarão hospedados durante o conclave.

Os quartos ainda precisam ser sorteados, explicou Lombardi. "Não há diferença entre os quartos, é apenas uma questão de organização para manter a igualdade entre todos e não haver privilégios entre os cardeais", disse.

Renúncia de Bento XVI
Bento XVI, desde 28 de fevereiro Papa Emérito, anunciou em 11 de fevereiro que havia decidido renunciar. Foi o primeiro pontífice a renunciar em mais de seis séculos, o que criou situações praticamente inéditas para a Igreja Católica Apostólica Romana.

Desde a renúncia, Bento XVI está em Castel Gandolfo, a residência de verão dos Papas, que fica a cerca de 25 km do Vaticano. Permanecerá lá por 2 meses e depois ficará recluso num antigo convento sobre as colinas do Vaticano, com vista para a cúpula da Basílica de São Pedro.


Fonte: G1
*Com informações da EFE e Reuters

quinta-feira, 7 de março de 2013

Anatel multa Oi em mais de R$ 10 milhões por venda casada de serviços

O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira (7) mais multas da Anatel (Anatel) aplicadas à empresa de telefonia Brasil Telecom – conhecida como Oi. No total, as três multas ultrapassam os R$ 10  milhões (em fevereiro, foram 16 multas, que ultrapassaram R$ 41 milhões). Os valores foram estabelecidos em R$ 10 milhões, R$ 2,5 mil e R$ 18 mil.

Os R$ 10 milhões referem-se à venda casada de serviços de telefonia, que foi descumprida pela operadora mesmo após notificação da agência. A Anatel determina que a prática seja interrompida no prazo de 30 dias.

Entre as proibições de venda casada, a empresa não poderá associar o serviço de SCM  (Serviço de Comunicação Multimídia ou internet banda larga) a outros serviços, vantagens para o assinante do SCM mediante contratação de outras opções e também ônus excessivos ao interessado na contratação do SCM, quando comparado à oferta conjunta com outros serviços.

Outras duas multas, no valor total de R$ 20,5 mil, foram aplicadas pela agência após a Oi e sua afiliada Telemar Norte Leste terem recursos negados em dois casos. O primeiro está relacionado ao descumprimento das Condições de Acesso a Fruição dos Serviços de Utilidade Pública e Apoio ao STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado); o segundo, pelo não atendimento ao Plano Geral de Metas de Qualidade para o STFC.

Fonte: Uol

Redução de chamadas de telefones fixos para celulares vale a partir de 6 de abril


Brasília – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou hoje (7), no Diário Oficial da União, os atos que estabelecem as novas tarifas para as chamadas feitas de telefones fixos para celulares, aprovadas na reunião da diretoria da semana passada. Com a publicação, que vale para as concessionárias de telefonia fixa, as ligações vão ficar mais baratas a partir do dia 6 de abril. 

Para os usuários das concessionárias Oi (na área da antiga Brasil Telecom), Telefônica, CTBC Telecom, Sercomtel e Embratel, o preço das chamadas feitas de telefones fixos para celulares vai ficar 8,77% menor. Para a concessionária Telemar Norte Leste, a redução será de 18,6%, porque, no ano passado, a diminuição tarifária não foi aplicada pela Anatel para essa operadora por causa de determinações judiciais.

A CTBC Telecom é a concessionária local que atende os estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. A Sercomtel atende os municípios de Londrina e Tamarana, no Paraná, e a Embratel é a concessionária de longa distância nacional.

Por Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

quarta-feira, 6 de março de 2013

Vocalista do Charlie Brown Jr é encontrado morto em SP


O vocalista da banda Charlie Brown Jr, Alexandre Magno Abrão, o Chorão, foi encontrado morto em seu apartamento na Rua Morás, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (6). Ele tinha 42 anos.

Chorão foi encontrado desacordado pelo seu motorista, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A unidade de resgate constatou que ele já estava morto. A Polícia Militar disse ter recebido um chamado às 5h18 para "verificação de morte natural em um apartamento". Chorão morava no oitavo andar do edifício.

No início da manhã, policiais civis e militares e peritos estavam no prédio do cantor. O delegado Luiz Romani, do 14º Distrito Policial, em Pinheiros, disse que ainda não é possível dizer a causa da morte do vocalista. A causa será determinada pela perícia. Romani disse apenas que Chorão estava sozinho em seu apartamento e que o caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A apresentadora Sônia Abrão, prima do cantor, chegou ao prédio por volta das 8h.

O cantor e letrista liderava a banda que foi formada e estabelecida na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, em 1992. Em 15 anos de carreira, a banda lançou nove álbuns de estúdio, dois discos ao vivo, duas coletâneas e seis DVDs.

Ao todo, o grupo vendeu 5 milhões de cópias. Além de vocalista, Chorão era o compositor das letras do Charlie Brown Jr, além de ser o responsável pelo direcionamento artístico e executivo da banda. Em 2005, o trabalho "Tâmo aí na atividade” foi premiado com o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro, o que se repetiu em 2010 com "Camisa 10 joga bola até na chuva".

No ano passado, o Charlie Brown Jr. lançou “Música Popular Caiçara”, álbum ao vivo que marcou o retorno dos integrantes Marcão e Champignon à banda. Eles haviam deixado o grupo em 2005. Das 15 faixas do CD, a única gravada em estúdio é "Céu azul".

Chorão foi o único integrante do Charlie Brown Jr que permaneceu no grupo em todas as suas fases. Paulistano, Chorão adotou a cidade de Santos desde a juventude, onde criou a banda. Seu apelido foi dado ainda na adolescência, quando ele não sabia andar de skate e ficava apenas olhando os amigos. Um deles, então, pediu que o jovem não chorasse. Segundo a GloboNews, a infância de Chorão foi difícil por conta da separação dos pais. Ele largou a escola na sétima na série.

O vocalista é também roteirista do filme "O magnata" (2007), do diretor Johnny Araújo, e do longa “O cobrador”, ainda em andamento. Como empresário, administrou marcas de skate, como a DO.CE, fundada por ele em 2009, e viabilizou a realização de grandes eventos de skate no Brasil, além de manter o espaço Chorão Skate Park na cidade de Santos desde 2006.

A estreia do Charlie Brown Jr aconteceu em 1997 com o lançamento do álbum "Transpiração contínua prolongada". O trabalhou conseguiu o certificado de disco de platina ao vender mais de 250 mil cópias e tem como singles os sucessos "O coro vai comê", "Proibida pra mim", "Tudo que ela gosta de escutar", "Quinta-feira" e "Gimme o anel".

Sempre envolvido em polêmicas, Chorão deu uma bronca no baixista Champingnon em pleno show na cidade de Apucarana (PR) no final do ano passado. "Você voltou [para a banda] por causa de dinheiro", disse, no palco. Poucos dias depois, Chorão compartilhou um vídeo ao lado do baixista comunicando que os dois já haviam feito as pazes.

Em 2004, Chorão agrediu Marcelo Camelo, do Los Hermanos, na sala de desembarque do Aeroporto de Fortaleza. Ele foi detido pela Polícia Federal e, mais tarde, processado por Camelo, sendo obrigado a pagar uma indenização por danos morais ao músico carioca.

O próximo show da banda estava marcado para o dia 22 de março, em Campo Grande, no Rio de Janeiro.

Fonte: G1

terça-feira, 5 de março de 2013

Perguntas e respostas sobre a eleição do novo Papa



Quem escolhe o novo Papa?

O Papa é escolhido pelos cardeais. Atualmente, há 209 deles, mas apenas os que têm menos de 80 anos no início do período de Sé Vacante podem votar e ser eleitos – o que reduz a 117 o número de votantes a partir de 28 de fevereiro, data marcada para a saída de Bento XVI. Entre eles, 67 foram nomeados por Bento XVI e 50 por seu antecessor, João Paulo II. O número máximo de cardeais eleitores é de 120.

De onde são os cardeais que irão eleger o novo Papa?
A maior parte dos cardeais eleitores é da Europa – 61. A Itália é o país que concentra o maior número de cardeais eleitores – são 27, mais de um terço dos europeus. A América Latina tem 19 eleitores (cinco deles brasileiros). Quatorze cardeais eleitores são da América do Norte, 11 da África, 11 da Ásia e apenas um da Oceania. No total, 48 países possuem cardeais eleitores.

Quais são os nomes apontados como favoritos para ser o novo Papa?
Apesar de especulações desde a eleição de Bento XVI apontarem que já é tempo de a Igreja Católica ter um papa africano ou latino-americano, especialistas acreditam que um italiano é o favorito: Dom Angelo Scola, de 72 anos, arcebispo de Milão, apreciado teólogo e homem do diálogo inter-religioso. Outros cotados são o cardeal-arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, de 73 anos, considerado um “modernista conservador”; o arcebispo de Kinshasa, no Congo, Laurent Monsengwo Pasinya, de 74 anos, que desempenhou um papel de mediação na resolução do conflito em seu país; e o hondurenho Oscar Andrés Maradiaga, 70 anos, cardeal e arcebispo de Tegucigalpa, considerado ortodoxo sobre as doutrinas.

O que é preciso para ser eleito Papa?
Oficialmente, não há requisitos básicos para que uma pessoa seja eleita Papa – basta que ela seja católica e ter pleno uso da razão. Entretanto, na prática, o eleito há muitos séculos sempre tem sido um cardeal. Caso o cardeal eleito ainda não seja bispo, ele é ordenado logo após a eleição – já que o papa é o Bispo de Roma. O escolhido precisa ter o voto de dois terços dos cardeais votantes para ser eleito.

Como acontece o processo de escolha?

Com o início do Conclave, os cardeais seguem em cortejo da Capela Paulina, onde se reúnem inicialmente, até a Sistina, onde ocorrem as votações. Em seguida, as portas são fechadas, as chaves retiradas, e o isolamento é assegurado pelo cardeal Camerlengo no interior, e pelo prefeito da Casa Pontifícia no exterior. Três cardeais assistentes são escolhidos para auxiliar o Camerlengo – eles são trocados a cada três dias.

Os eleitores ficam isolados em celas particulares e se reúnem na Capela Sistina duas vezes por dia para votar – caso não um nome não obtenha dois terços dos votos na primeira votação.  Além deles, ficam alojados nos arredores da Capela Sistina apenas o Secretário do Colégio Cardinalício o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, com dois Cerimoniários e dois religiosos adscritos à Sacristia Pontifícia; um eclesiástico escolhido pelo Cardeal Decano ou pelo Cardeal que o substitua, para lhe servir de assistente; além de alguns religiosos de diversas línguas para as confissões, dois médicos para eventuais emergências e pessoas responsáveis pela alimentação e limpeza.

Os cardeais não têm o direito de votar em si mesmo e devem, um de cada vez, prestar juramento de respeito ao voto secreto e de aceitar o resultado. No momento da eleição, ficam na capela apenas os eleitores, o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias e o eclesiástico escolhido para fazer aos cardeais eleitores a segunda das duas meditações. Eles juram igualmente que aquele entre eles que for eleito não renunciará jamais a reivindicar a plenitude dos direitos de pontífice romano.

Por que os cardeais ficam isolados?
O isolamento ocorre para garantir o segredo da eleição – nem o número de votos que o escolhido recebeu é divulgado – e para permitir as orações e meditações necessárias para a escolha do voto – além de evitar possíveis pressões e influências externas. Durante todo o tempo que durar o Conclave, os cardeais não podem manter qualquer tipo de contato e correspondência com pessoas externas – somente razões gravíssimas e urgentes, comprovadas pela congregação dos cardeais, permitirão tais contatos. Eles também não podem ter acesso a meios de comunicação. As pessoas envolvidas no processo também devem manter o sigilo e estão sujeitas a punições do futuro Papa caso não o cumpram. A exigência de segredo nas votações está estipulada na Constituição Apostólica.

É permitida a realização de acordos, promessas ou pactos antes da eleição?
Segundo a Constituição Apostólica, os cardeais eleitores são proibidos de realizar qualquer tipo de acordo visando benefícios ou promessas de realizações pela eleição de um ou outro candidato. Promessas eventualmente feitas serão consideradas nulas e os autores podem ser excomungados. Entretanto, a troca de ideias sobre a eleição antes do Conclave não é proibida. Também está vetada a influência externa – os eleitores não podem receber recomendações ou vetos de autoridades civis ou religiosas. O código também recomenda que os cardeais não se deixem guiar por simpatia ou aversão aos candidatos como fator de influência na escolha do papa.

Como são dados os votos?
Os votos são escritos pelos cardeais em fichas distribuídas no início da votação – cada cardeal eleitor recebe duas ou três. São eleitos à sorte entre os votantes três escrutinadores, três responsáveis por recolher os votos dos doentes e três revisores.

O nome do escolhido deve ser escrito nas fichas de maneira secreta e com uma caligrafia diferente da habitual, para evitar a identificação dos votos. Elas devem ser dobradas duas vezes. Cada cardeal leva seu voto de maneira visível até a urna e o deposita, antes realizando um juramento. Os cardeais doentes que estiverem instalados no Vaticano e impossibilitados de participar do Conclave na Capela Sistina terão seus votos recolhidos por cardeais designados no início da votação.

Os eleitores não podem revelar a qualquer outra pessoa notícias sobre a votação e seu próprio voto, nem antes, durante ou depois do processo.

Quanto tempo pode durar o processo de escolha?
Caso o nome mais votado não consiga dois terços dos votos, a eleição pode se estender por vários dias. No primeiro dia, está prevista apenas uma votação. Nos seguintes, devem ser realizadas duas pela manhã e duas durante a tarde. Após três dias sem decisão, deverá ser feita uma pausa de um dia para oração e reflexões entre os cardeais. A pausa é seguida por sete votações. Caso não haja resultado, deve ocorrer um novo dia de pausa. A sequência pode ocorrer por mais três vezes. Se ainda assim não houver um eleito, os cardeais devem decidir como proceder – pela eleição por maioria absoluta ou votação apenas nos dois nomes com mais votos, elegendo-se também o que obtiver maioria absoluta. Será adotado o que a maior parte dos cardeais decidir.

Como é feito o anúncio de que um novo Papa foi escolhido?
Quando a escolha finalmente ocorre, o cardeal mais antigo pergunta ao mais votado se ele aceita o cargo. Ao responder “aceito”, o cardeal passa a ser o novo papa. Em seguida, ele informa por qual nome passará a ser chamado. Caso o eleito já seja bispo, é imediatamente apontado como Bispo de Roma, assumindo o poder sobre a Igreja. Se não for, é ordenado na hora.

As cédulas são queimadas, e a tradição indica que os cardeais devem usar palha seca ou úmida para que a fumaça seja preta (se não foi escolhido o Papa) ou branca (se a votação deu como resultado a eleição do novo pontífice). Quando a fumaça é branca, o público na Praça São Pedro sabe que o novo pontífice foi escolhido. Após uma cerimônia solene entre os cardeais, o novo papa costuma aparecer ao público, como fez Bento XVI ao ser eleito em 2005.

Como é escolhido o nome dos Papas?
A tradição de adotar um novo nome ao ser nomeado Papa foi iniciada por Jesus Cristo, que mudou o nome do pescador Simão para Pedro, o primeiro Bispo de Roma. Cada Papa é responsável por escolher o nome que adotará durante o pontificado – ele deve apontar o nome logo após aceitar a eleição. A escolha é uma forma de homenagear os antigos papas e também indica a linha de administração do novo pontífice. O nome escolhido normalmente aponta que o novo papa se identifica com as doutrinas e realizações dos outros papas que tiveram o mesmo nome.

Fonte: G1



Os cinco cardeais brasileiros
Dom Raymundo Damasceno
76 anos, arcebispo de Aparecida.
Mineiro de Capela Nova, é doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Tornou-se cardeal por Bento XVI em dezembro de 2010. É também presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Dom Cláudio Hummes
78 anos, arcebispo emérito de São Paulo.
Gaúcho de Montenegro, o ex-arcebispo de São Paulo foi prefeito para a Congregação para o Clero (um tipo de ministro papal) até 2011. Desde então, é membro da Pontifícia Comissão para a América Latina

Dom Odilo Scherer
63 anos, cardeal arcebispo de São Paulo.
Gaúcho de Cerro Largo, é mestre em filosofia e doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Em 2012, envolveu-se em polêmica ao vetar o candidato mais votado para a reitoria da PUC-SP, optando por um nome alinhado à cúpula da Igreja Católica

Dom João Braz de Aviz
64 anos, arcebispo emérito de Brasília.
Catarinense de Mafra, foi ordenado bispo auxiliar de Vitória (1994) e chefe da igreja em Brasília (2004). Em 2011, passou a ocupar o cargo de prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano

Dom Geraldo Majella Agnelo
79 anos, arcebispo emérito de Salvador.
Mineiro de Juiz de Fora, é doutor em teologia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma e virou arcebispo de Salvador em 1999. Deixou a chefia da igreja na capital baiana em 2008, ao completar 75 anos