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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Papa Emérito Bento XVI celebra Missa para seus ex-alunos


Estamos no caminho certo se tentamos nos tornar pessoas que “descem” para servir e levar a gratuidade de Deus. Assim disse o Papa Emérito Bento XVI na Missa celebrada na manhã deste domingo, 1º, na capela do Governatorato no Vaticano. A celebração foi por ocasião do encerramento do tradicional encontro do professor Ratzinger com seus ex-alunos, os “Ratzinger Schuelerkreis”.

O encontro dos alunos aconteceu como de costume em Castel Gandolfo, mas neste ano não contou com a participação do Papa Emérito. Esta 38º edição da reunião foi dedicada ao tema “A questão de Deus diante da secularização”.

Todos na vida querem encontrar o seu lugar bom, mas qual é verdadeiramente este lugar? A homilia de Bento XVI foi, no fundo, uma resposta a esta pergunta e partiu do Evangelho deste domingo, no qual Jesus convida a tomar o último lugar.

“Um lugar que pode parecer muito bom, pode revelar-se um lugar muito ruim”, observou o Papa Emérito, fazendo referência ao que já aconteceu neste mundo, também nos últimos anos, onde se vê como “os primeiros” foram derrubados e de repente transformaram-se “últimos” e aquele lugar que parecia bom estava “errado”.

“Jesus nos diz que o lugar certo é aquele próximo a Ele, o lugar de acordo com Sua medida”, disse.  Bento XVI destacou que independente do lugar que a história queira atribuir a cada um, o que é determinante é a responsabilidade diante de Deus, e a responsabilidade pelo amor, pela justiça e pela verdade.

O Papa Emérito fez também na homilia uma catequese sobre o sentido do abaixamento, da humilhação de Cristo e sobre a essência do amor de Deus. “A Cruz na história, é o último lugar (...), mas João, no Evangelho, vê esta humilhação extrema como a verdadeira exaltação”.

A Missa foi concelebrada com Bento XVI pelos cardeais Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e Christoph Schönborn, arcebispo de Viena. Também concelebraram os arcebispos Georg Gaenswein, prefeito da Casa Pontifícia e Barthelemy Adoukonou, secretário do Pontifício Conselho da Cultura, além do bispo auxiliar de Hamburgo, Dom Hans-Jochen Jaschke.

Com Rádio Vaticano

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Papa emérito Bento 16 retorna ao Vaticano e é recebido pelo papa Francisco


O papa emérito Bento 16 retornou nesta quinta-feira (2) ao Vaticano para se instalar no mosteiro Mater Ecclesiae, localizado nos Jardins do Vaticano, onde residirá definitivamente.

O papa Francisco recebeu Bento 16 nas portas do mosteiro e lhe deu as boas-vindas "com grande e fraterna cordialidade". Depois, eles rezaram juntos na capela do prédio.

Joseph Ratzinger, 86, chegou ao Vaticano de helicóptero às 16h50 (hora local, 11h50 pelo horário de Brasília), vindo da residência de verão de Castel Gandolfo, que fica 25 km ao sul de Roma.

O papa emérito foi recebido no heliporto do Vaticano pelo secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone, pelo presidente do Governatorato, Giuseppe Betello, e pelo decano do Colégio Cardenalício, o cardeal Angelo Sonado.

Esta é a primeira vez na história que dois papas convivem dentro das muralhas do Vaticano, os dois vestidos de branco e com o título de "Sua Santidade".

 Desde sua eleição, no dia 13 de março, Francisco já manifestou em várias ocasiões amizade por seu antecessor, com quem falou por telefone e celebrou uma missa em homenagem por seu aniversário.

Bento 16 se mudará para sua nova residência com um pequeno grupo de assistentes, entre eles seu secretário particular, o bispo alemão Georg Gänswein.

Será, de qualquer forma, uma relação complexa, segundo diversos observadores, já que o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi o grande rival há oito anos do alemão Joseph Ratzinger no conclave que o escolheu após a morte de João Paulo 2º.

A partir de seu monastério, ainda dedicado à oração e ao estudo, o papa emérito, que reinou durante uma fase muito difícil devido aos escândalos que atingiram seu pontificado, é um observador privilegiado e singular de tudo o que ocorrer durante o papado do primeiro latino-americano e jesuíta da história.

Esta convivência levanta questões e inclusive críticas pela presença de dois papas ao mesmo tempo dentro dos muros do Vaticano.

Além disso, o homem de confiança durante os oito anos de pontificado de Bento 16, o secretário Gänswein, prefeito da Casa Pontifícia, é a pessoa que dirige o escritório que organiza a agenda papal, fixa as audiências solenes e privadas, prepara as cerimônias pontifícias - exceto a parte estritamente litúrgica - e coordena os preparativos para suas viagens.

Embora quase todos os especialistas afirmem que seu papel como vínculo entre os dois pontífices será provisório, é a primeira vez na história recente da Igreja que o secretário papal deverá servir ao mesmo tempo a dois papas.

O fato de Gänswein conservar o cargo e continuar sendo secretário particular de Bento 16 pode criar confusão sobre seu papel e influência entre os dois pontífices.

Nestes dois meses, no entanto, o papa eméito manteve uma vida muito discreta, e evitou se envolver nos assuntos internos do Vaticano.

É possível que os dois papas se encontrem durante seus passeios pelos jardins do Vaticano e inclusive rezem juntos, como ocorreu no dia 23 de março, quando Francisco viajou a Castel Gandolfo para almoçar com Bento 16.

O papa emérito, de qualquer forma, não levará uma vida de recluso e poderá ser consultado por seu sucessor e receber pessoas e amigos, disse o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

O porta-voz papal desmentiu novamente que Bento 16 se encontre gravemente doente, como afirmavam meios de comunicação espanhóis depois de aparecer muito cansado, com uma bengala, durante o histórico encontro no fim de março com Francisco.

"É idoso, fraco, mas não sofre de doença alguma", disse Lombardi. (Com Efe e Reuters)

Foto: Obsservatore Romano/AFP
Fonte: Uol

terça-feira, 30 de abril de 2013

Bento XVI volta para o Vaticano nesta quinta-feira


Nesta quinta-feira, 2, o Papa Emérito Bento XVI voltará para o Vaticano, onde habitará, como anunciado, no convento Mater Ecclesiae.

O retorno de Bento XVI será de helicóptero por volta de 16h30-17h (horário local, 21h30-22h em Brasília). Ele partirá da residência pontifícia de Castel Gandolfo, onde tem residido nos últimos dois meses.

A notícia foi confirmada aos meios de comunicação pelo diretor da Salta de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi. Respondendo aos jornalistas que queriam saber sobre a saúde de Bento XVI, o porta-voz vaticano afirmou: "É um homem ancião, debilitado pela idade, mas não tem nenhuma doença".

Bento XVI anunciou sua renúncia como Bispo de Roma em 11 de fevereiro de 2013 e renunciou oficialmente no dia 28 de fevereiro do mesmo ano. Após dois dias de Conclave, os Cardeais votantes elegeram o novo Papa, Cardeal Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco. 

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 13 de março de 2013

Igreja Católica confirma o argentino Jorge Mario Bergoglio como sucessor de Bento 16


A Igreja Católica confirmou às 20h14 (16h14 de Brasília) desta quarta-feira (13) quem é seu novo papa: o cardeal jesuíta Jorge Mario Bergoglio, 76, da Argentina, foi o escolhido para suceder Bento 16 no conclave que começou na terça-feira (12) e terminou hoje, às 19h07 (15h07 de Brasília), quando a fumaça branca tomou a praça São Pedro, após cinco escrutínios.

O nome do novo papa foi revelado após o famoso "Anuntio vobis gaudium, habemus Papam", feito pelo cardeal francês Jean-Louis Tauran. O nome papal escolhido pelo cardeal Bergoglio é Francisco 1º.

Em seu primeiro discurso, feito logo após o anúncio de seu nome, Francisco 1º agredeceu ao acolhimento da comunidade de Roma e, também lembrou do papa emérito Bento 16, seu antecessor.

Jorge Mario Bergoglio, que nasceu em 17 de dezembro de 1936, se tornou arcebispo de Buenos Aires desde 1998 e foi nomeado cardeal em 2001, por João Paulo 2º, é o primeiro papa latino-americano da história da Igreja Católica.

Ele bateu outros cardeais considerados favoritos, como o italiano Angelo Scola e o brasileiro Odilo Scherer.

Escolha aconteceu 13 dias após renúncia de Bento 16

Após 13 dias da renúncia de Bento 16, a quinta votação do conclave, realizada na tarde desta quarta-feira (13), terminou com a escolha do novo papa. Às 15h07 (Brasília), uma fumaça branca saiu da chaminé da capela Sistina, indicando que os cardeais chegaram a um consenso sobre o próximo líder da Igreja Católica Apostólica Romana.

Os sinos da basílica de São Pedro confirmaram que o novo pontífice recebeu ao menos dois terços dos votos dos cardeais e já aceitou a missão de comandar a Santa Sé.

O anúncio dos nomes de batismo e pelo qual será conhecido o sucessor de Bento 16 será feito na sacada da basílica de São Pedro, com a famosa frase: "Habemus Papam!".

A escolha foi realizada por 115 cardeais, sendo cinco brasileiros: dom Raymundo Damasceno Assis, 76; dom Odilo Scherer, 63; dom Geraldo Majella Agnelo, 79; dom Cláudio Hummes, 78; e dom João Braz de Aviz, 64.

Estavam aptos a votar apenas os cardeais com menos de 80 anos. A presença deles, segundo o Vaticano, era obrigatória. No entanto, dois eleitores conseguiram a dispensa necessária para não participarem da votação, um por motivo de saúde (cardeal indonésio Julius Darmaatjadja) e outro por ter renunciou ao cargo (cardeal britânico Keith O'Brien).

Fonte: UOL

Cardeais escolhem novo papa; fumaça branca sai de chaminé da capela Sistina


Após 13 dias da renúncia de Bento 16, a quinta votação do conclave, realizada na manhã desta quarta-feira (13), terminou com a escolha do novo papa. Às 15h (Brasília), uma fumaça branca saiu da chaminé da capela Sistina, indicando que os cardeais chegaram a um consenso sobre o próximo líder da Igreja Católica Apostólica Romana.

Os sinos da basílica de São Pedro confirmaram que o novo pontífice recebeu ao menos dois terços dos votos dos cardeais e já aceitou a missão de comandar a Santa Sé

O anúncio dos nomes de batismo e pelo qual será conhecido o sucessor de Bento 16 será feito na sacada da basílica de São Pedro, com a famosa frase: "Habemus Papam!".

A escolha foi realizada por 115 cardeais, sendo cinco brasileiros: dom Raymundo Damasceno Assis, 76; dom Odilo Scherer, 63; dom Geraldo Majella Agnelo, 79; dom Cláudio Hummes, 78; e dom João Braz de Aviz, 64.

Estavam aptos a votar apenas os cardeais com menos de 80 anos. A presença deles, segundo o Vaticano, era obrigatória. No entanto, dois eleitores conseguiram a dispensa necessária para não participarem da votação, um por motivo de saúde (cardeal indonésio Julius Darmaatjadja) e outro por ter renunciou ao cargo (cardeal britânico Keith O'Brien).

Fonte: Uol

Fumaça preta sobe, e votações da manhã não elegem novo Papa


Os cardeais reunidos na Capela Sistina, no Vaticano, não conseguiram eleger o novo Papa nas duas eleições da manhã desta quarta-feira (13), segundo dia do conclave, na Capela Sistina. Outras duas votações estão marcadas para o período da tarde, após o almoço dos 115 cardeais eleitores na Casa de Santa Marta.

A fumaça preta se ergueu da chaminé da Capela Sistina, onde ocorre a reunião secreta dos cardeais, por volta das 11h40 locais (7h40 de Brasília), indicando que nenhum participante obteve a maioria de dois terços dos votos necessária para eleger o novo pontífice.

Na única votação da véspera, também não houve nenhum cardeal com mais de 77 dos 115 votos possíveis.

Mais duas votações devem ocorrer à tarde, após o almoço, e a expectativa é que nova "fumaça" se erga por volta das 19h locais (15h de Brasília).

A eleição do novo pontífice ocorre após a surpreendente renúncia do agora Papa Emérito Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro e efetivada em 28 de fevereiro, e que criou uma situação praticamente inédita para a Igreja moderna, em que dois pontífices, um atuante e outro "aposentado", devem coabitar o Vaticano, a poucos metros um do outro.

O alemão Josef Ratzinger deixou o cargo após oito anos de um pontificado marcado por crises e divisões internas.

Ele deixa para seu sucessor desafios como os escândalos relativos aos casos de pedofilia no clero de vários países, as disputas internas na Cúria Romana e a expansão do secularismo e de religiões concorrentes.

O cardeal brasileiro Dom Odilo Pedro Scherer é citado, pela imprensa e por analistas, como um dos cotados para ser o novo Papa, ao lado do italiano Angelo Scola, mas a previsão é de a eleição difícil, sem favorito absoluto.

A imprensa italiana especulouque Scola, na primeira votação, teria tido cerca de 50 votos, ficando imediatamente à frente do brasileiro.

Cardeais ouvidos pela agência Reuters nesta terça afirmaram que a decisão poderia levar cerca de 5 dias.

Segundo informou o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, pouco depois de fecharem as portas da capela, os cardeais que entraram na Capela Sistina para eleger o novo Papa estão "em muito boa forma".

Foto: Gregorio Borgia/AP
Fonte: G1

terça-feira, 12 de março de 2013

Primeira votação tem fumaça preta, e conclave ainda não elege novo Papa


Os cardeais reunidos no conclave na Capela Sistina, no Vaticano, não conseguiram escolher o novo Papa na primeira votação, realizada nesta terça-feira (12).

A fumaça preta se ergueu da chaminé da Capela Sistina, onde acontece a reunião secreta dos cardenais, por volta das 19h40 locais (15h40 de Brasília), durante vários minutos, indicando que nenhum participante obteve a maioria de dois terços dos votos necessárias para eleger o novo pontífice.

O público que estava na Praça de São Pedro, sob chuva e frio, e que esperava a fumaça branca e os sinos que indicariam a escolha de um novo Papa, recebeu a fumaça preta produzida pela queima dos votos dos cardeais com lamentações.

Com o fracasso da primeira votação, os cardeais seguem confinados na Casa de Santa Marta, e o conclave para eleger o sucessor de Bento XVI continua nesta quarta-feira, com duas votações pela manhã e outras duas à tarde, ou até que um dos participantes obtenha os 77 votos necessários ou mais para ser escolhido o novo Papa.

A eleição do novo pontífice ocorre após a surpreendente renúncia do agora Papa Emérito Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro e efetivada em 28 de fevereiro, e que criou uma situação praticamente inédita para a Igreja moderna, em que dois pontífices, um atuante e outro "aposentado", devem coabitar no Vaticano, a poucos metros um do outro.

O alemão Josef Ratzinger deixou o cargo após oito anos de um pontificado marcado por crises e divisões internas e deixa para seu sucessor uma Igreja com muitos problemas e desafios.

O cardeal brasileiro Dom Odilo Pedro Scherer é citado, pela imprensa e por analistas, como um dos citados para ser o novo Papa, ao lado do italiano Angelo Scola, mas a previsão é de uma eleição difícil, sem favorito absoluto.

Os cardeais que entraram na Capela Sistina para eleger o novo Papa estão "em muito boa forma", informou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, pouco depois de fecharem as portas da capela.

Fonte: G1

Veja como foi a Missa de abertura do Conclave


O Decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, presidiu na manhã desta terça-feira, 12, na Basílica Vaticana, a missa Pro Eligendo Pontifice – “para a eleição do Romano Pontífice”.

A Basílica, aberta aos fiéis, estava lotada, para invocar a ação do Espírito Santo. Logo no início de sua homilia, Cardeal Sodano renovou a gratidão de toda a Igreja ao “amado e venerado Pontífice Bento XVI”. E recordou a intenção desta Missa, ou seja, “implorar ao Senhor que mediante a solicitude pastoral dos Padres Cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja”.

Comentando as leituras do dia, o Decano falou primeiramente sobre a mensagem de amor de Deus, mensagem que se realiza plenamente em Jesus, vindo ao mundo para tornar presente o amor do Pai pelos homens. É um amor que se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todas as fragilidades do homem, tanto físicas quanto morais.

“É este amor que impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos, do serviço caritativo mais imediato até o serviço mais alto, o serviço de oferecer aos homens a luz do Evangelho e a força da graça.”

O cardeal falou ainda da mensagem de unidade. Segundo ressaltou, o Apóstolo São Paulo ensina que também todos os seres humanos devem colaborar para edificar a unidade da Igreja, porque para realizá-la é necessária "a colaboração de cada conexão, segundo a energia própria de cada membro" (Ef 4,16). “Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesial.”

Essa cooperação levou o Decano a falar sobre a missão do Papa: a atitude fundamental de todo bom Pastor é dar a vida por suas ovelhas (cfr Jo 10,15). Isto vale, sobretudo, para o Sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal, porque quanto mais alto e mais universal é o ofício pastoral, tanto maior deve ser a caridade do Pastor.

E ao falar deste serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira, recordou que os últimos Pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz. “Rezemos para que o futuro Papa possa continuar esta incessante obra em nível mundial”, disse.

Concluindo, o decano dos cardeais pediu a Deus que Ele conceda um Papa que exerça seu ministério, sua missão com um coração generoso. “Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um Pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e de todos os Mártires e Santos que ao longo dos séculos deram glória a esta igreja de Roma”.

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 11 de março de 2013

Nome do novo Papa não deve sair na 1ª votação, diz porta-voz do Vaticano



A décima e última congregação geral de cardeais, que prepara o conclave para escolher o novo Papa, ocorreu na manhã desta segunda-feira (11) no Vaticano, com a participação de 152 cardeais, informou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

O conclave para escolher o sucessor de Bento XVI, que renunciou em 28 de fevereiro, deve começar nesta terça-feira (12), mas o padre Lombardi disse que "dificilmente" o nome do novo Papa deve sair na primeira votação.

No total, 28 cardeais falaram na congregação geral desta segunda, completando um total de 161 intervenções em todas as congregações.

Entre os assuntos tratados, esteve a situação financeira do Vaticano e do Banco do Vaticano. O cardeal camerlengo Tarcisio Bertone, administrador interino da Santa Sé durante a vacância, fez uma pequena apresentação sobre o tema, segundo Lombardi.

Também se falou sobre a expectativa pelo novo Papa e sobre o perfil esperado para ele.

Na tarde desta segunda, às 17h30 (13h30 no horário de Brasília), seria realizado na Capela Paulina, dentro do Vaticano, o juramento das pessoas que irão trabalhar de alguma forma na área onde será realizada o conclave.

São 90 funcionários do Vaticano que trabalharão na segurança, alimentação e auxílio aos cardeais, tanto material quanto espiritual. Os cardeais terão padres à disposição para confissão, assim como médicos.

O juramento é feito perante o cardeal camerlengo Bertone.

Na manhã de terça-feira (12), serão realizados os primeiros ritos do conclave. A partir das 7h (3h no horário de Brasília), os cardeais começam a se transferir para a Casa Santa Marta, onde ficarão hospedados. Cada um terá seu quarto – os aposentos foram definidos por um sorteio.

Às 10h (6h no horário de Brasília), será realizada na Basílica de São Pedro a missa inaugural do conclave.

Ela será aberta a todos que conseguirem lugar e presidida pelo cardeal decano, o italiano Angelo Sodano, com todos os demais cardeais, não apenas os votantes, participando como cocelebrantes.

O Vaticano divulgou o livro da liturgia da missa em seu site.

No conclave passado, a missa durou uma hora e quarenta minutos. O padre Lombardi acredita que, desta vez, ela não deve passar de duas horas.

Votações
No primeiro dia de conclave, está prevista apenas uma votação. Segundo o Vaticano, os cardeais devem seguir às 15h45 (11h45 no horário de Brasília) para o palácio apostólico.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Conclave começa na terça-feira, 12


O conclave, reunião de cardeais que escolherá o novo Papa, vai começar na próxima terça-feira (12 ), anunciou o Vaticano nesta sexta (8). A data foi escolhida na segunda congregação do dia. Mesmo com a definição, está mantida uma nova congregação a ser realizada no sábado.

Diferentemente do conclave, em que só participarão os 115 cardeais com direito a voto, as congregações têm participação de todos os cardeais que estão no Vaticano.

Na manhã de terça deverá ser celebrada uma missa e, à tarde, começam as votações. A eleição ocorre em um sistema de votações sucessivas até que um cardeal alcance 2/3 dos votos.

Isolamento

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, deu mais detalhes sobre como será o conclave.

Os cardeais não poderão receber informações externas durante a reunião, nem poderão ler jornais, ouvir rádio, assistir à TV ou acessar a internet, como prevê a Constituição Apostólica.

De acordo com Lombardi, para garantir o sigilo das reuniões, serão instalados bloqueios de comunicação para impedir o uso de equipamentos e dispositivos eletrônicos, como celulares. A medida já foi tomada com relação à Sala dos Sínodos, onde têm ocorrido as congregações, garantindo o segredo dos encontros.

Os cardeais não terão de passar por revista para entrar na Capela Sistina, local do conclave. Já os funcionários e demais pessoas devem ter de se submeter a um detector de dispositivos. Durante o período de reclusão para a escolha do novo Papa, os cardeais poderão se confessar.

Na entrevista coletiva foram mostradas imagens da Casa Santa Marta, onde os cardeais ficarão hospedados durante o conclave.

Os quartos ainda precisam ser sorteados, explicou Lombardi. "Não há diferença entre os quartos, é apenas uma questão de organização para manter a igualdade entre todos e não haver privilégios entre os cardeais", disse.

Renúncia de Bento XVI
Bento XVI, desde 28 de fevereiro Papa Emérito, anunciou em 11 de fevereiro que havia decidido renunciar. Foi o primeiro pontífice a renunciar em mais de seis séculos, o que criou situações praticamente inéditas para a Igreja Católica Apostólica Romana.

Desde a renúncia, Bento XVI está em Castel Gandolfo, a residência de verão dos Papas, que fica a cerca de 25 km do Vaticano. Permanecerá lá por 2 meses e depois ficará recluso num antigo convento sobre as colinas do Vaticano, com vista para a cúpula da Basílica de São Pedro.


Fonte: G1
*Com informações da EFE e Reuters

terça-feira, 5 de março de 2013

Perguntas e respostas sobre a eleição do novo Papa



Quem escolhe o novo Papa?

O Papa é escolhido pelos cardeais. Atualmente, há 209 deles, mas apenas os que têm menos de 80 anos no início do período de Sé Vacante podem votar e ser eleitos – o que reduz a 117 o número de votantes a partir de 28 de fevereiro, data marcada para a saída de Bento XVI. Entre eles, 67 foram nomeados por Bento XVI e 50 por seu antecessor, João Paulo II. O número máximo de cardeais eleitores é de 120.

De onde são os cardeais que irão eleger o novo Papa?
A maior parte dos cardeais eleitores é da Europa – 61. A Itália é o país que concentra o maior número de cardeais eleitores – são 27, mais de um terço dos europeus. A América Latina tem 19 eleitores (cinco deles brasileiros). Quatorze cardeais eleitores são da América do Norte, 11 da África, 11 da Ásia e apenas um da Oceania. No total, 48 países possuem cardeais eleitores.

Quais são os nomes apontados como favoritos para ser o novo Papa?
Apesar de especulações desde a eleição de Bento XVI apontarem que já é tempo de a Igreja Católica ter um papa africano ou latino-americano, especialistas acreditam que um italiano é o favorito: Dom Angelo Scola, de 72 anos, arcebispo de Milão, apreciado teólogo e homem do diálogo inter-religioso. Outros cotados são o cardeal-arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, de 73 anos, considerado um “modernista conservador”; o arcebispo de Kinshasa, no Congo, Laurent Monsengwo Pasinya, de 74 anos, que desempenhou um papel de mediação na resolução do conflito em seu país; e o hondurenho Oscar Andrés Maradiaga, 70 anos, cardeal e arcebispo de Tegucigalpa, considerado ortodoxo sobre as doutrinas.

O que é preciso para ser eleito Papa?
Oficialmente, não há requisitos básicos para que uma pessoa seja eleita Papa – basta que ela seja católica e ter pleno uso da razão. Entretanto, na prática, o eleito há muitos séculos sempre tem sido um cardeal. Caso o cardeal eleito ainda não seja bispo, ele é ordenado logo após a eleição – já que o papa é o Bispo de Roma. O escolhido precisa ter o voto de dois terços dos cardeais votantes para ser eleito.

Como acontece o processo de escolha?

Com o início do Conclave, os cardeais seguem em cortejo da Capela Paulina, onde se reúnem inicialmente, até a Sistina, onde ocorrem as votações. Em seguida, as portas são fechadas, as chaves retiradas, e o isolamento é assegurado pelo cardeal Camerlengo no interior, e pelo prefeito da Casa Pontifícia no exterior. Três cardeais assistentes são escolhidos para auxiliar o Camerlengo – eles são trocados a cada três dias.

Os eleitores ficam isolados em celas particulares e se reúnem na Capela Sistina duas vezes por dia para votar – caso não um nome não obtenha dois terços dos votos na primeira votação.  Além deles, ficam alojados nos arredores da Capela Sistina apenas o Secretário do Colégio Cardinalício o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, com dois Cerimoniários e dois religiosos adscritos à Sacristia Pontifícia; um eclesiástico escolhido pelo Cardeal Decano ou pelo Cardeal que o substitua, para lhe servir de assistente; além de alguns religiosos de diversas línguas para as confissões, dois médicos para eventuais emergências e pessoas responsáveis pela alimentação e limpeza.

Os cardeais não têm o direito de votar em si mesmo e devem, um de cada vez, prestar juramento de respeito ao voto secreto e de aceitar o resultado. No momento da eleição, ficam na capela apenas os eleitores, o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias e o eclesiástico escolhido para fazer aos cardeais eleitores a segunda das duas meditações. Eles juram igualmente que aquele entre eles que for eleito não renunciará jamais a reivindicar a plenitude dos direitos de pontífice romano.

Por que os cardeais ficam isolados?
O isolamento ocorre para garantir o segredo da eleição – nem o número de votos que o escolhido recebeu é divulgado – e para permitir as orações e meditações necessárias para a escolha do voto – além de evitar possíveis pressões e influências externas. Durante todo o tempo que durar o Conclave, os cardeais não podem manter qualquer tipo de contato e correspondência com pessoas externas – somente razões gravíssimas e urgentes, comprovadas pela congregação dos cardeais, permitirão tais contatos. Eles também não podem ter acesso a meios de comunicação. As pessoas envolvidas no processo também devem manter o sigilo e estão sujeitas a punições do futuro Papa caso não o cumpram. A exigência de segredo nas votações está estipulada na Constituição Apostólica.

É permitida a realização de acordos, promessas ou pactos antes da eleição?
Segundo a Constituição Apostólica, os cardeais eleitores são proibidos de realizar qualquer tipo de acordo visando benefícios ou promessas de realizações pela eleição de um ou outro candidato. Promessas eventualmente feitas serão consideradas nulas e os autores podem ser excomungados. Entretanto, a troca de ideias sobre a eleição antes do Conclave não é proibida. Também está vetada a influência externa – os eleitores não podem receber recomendações ou vetos de autoridades civis ou religiosas. O código também recomenda que os cardeais não se deixem guiar por simpatia ou aversão aos candidatos como fator de influência na escolha do papa.

Como são dados os votos?
Os votos são escritos pelos cardeais em fichas distribuídas no início da votação – cada cardeal eleitor recebe duas ou três. São eleitos à sorte entre os votantes três escrutinadores, três responsáveis por recolher os votos dos doentes e três revisores.

O nome do escolhido deve ser escrito nas fichas de maneira secreta e com uma caligrafia diferente da habitual, para evitar a identificação dos votos. Elas devem ser dobradas duas vezes. Cada cardeal leva seu voto de maneira visível até a urna e o deposita, antes realizando um juramento. Os cardeais doentes que estiverem instalados no Vaticano e impossibilitados de participar do Conclave na Capela Sistina terão seus votos recolhidos por cardeais designados no início da votação.

Os eleitores não podem revelar a qualquer outra pessoa notícias sobre a votação e seu próprio voto, nem antes, durante ou depois do processo.

Quanto tempo pode durar o processo de escolha?
Caso o nome mais votado não consiga dois terços dos votos, a eleição pode se estender por vários dias. No primeiro dia, está prevista apenas uma votação. Nos seguintes, devem ser realizadas duas pela manhã e duas durante a tarde. Após três dias sem decisão, deverá ser feita uma pausa de um dia para oração e reflexões entre os cardeais. A pausa é seguida por sete votações. Caso não haja resultado, deve ocorrer um novo dia de pausa. A sequência pode ocorrer por mais três vezes. Se ainda assim não houver um eleito, os cardeais devem decidir como proceder – pela eleição por maioria absoluta ou votação apenas nos dois nomes com mais votos, elegendo-se também o que obtiver maioria absoluta. Será adotado o que a maior parte dos cardeais decidir.

Como é feito o anúncio de que um novo Papa foi escolhido?
Quando a escolha finalmente ocorre, o cardeal mais antigo pergunta ao mais votado se ele aceita o cargo. Ao responder “aceito”, o cardeal passa a ser o novo papa. Em seguida, ele informa por qual nome passará a ser chamado. Caso o eleito já seja bispo, é imediatamente apontado como Bispo de Roma, assumindo o poder sobre a Igreja. Se não for, é ordenado na hora.

As cédulas são queimadas, e a tradição indica que os cardeais devem usar palha seca ou úmida para que a fumaça seja preta (se não foi escolhido o Papa) ou branca (se a votação deu como resultado a eleição do novo pontífice). Quando a fumaça é branca, o público na Praça São Pedro sabe que o novo pontífice foi escolhido. Após uma cerimônia solene entre os cardeais, o novo papa costuma aparecer ao público, como fez Bento XVI ao ser eleito em 2005.

Como é escolhido o nome dos Papas?
A tradição de adotar um novo nome ao ser nomeado Papa foi iniciada por Jesus Cristo, que mudou o nome do pescador Simão para Pedro, o primeiro Bispo de Roma. Cada Papa é responsável por escolher o nome que adotará durante o pontificado – ele deve apontar o nome logo após aceitar a eleição. A escolha é uma forma de homenagear os antigos papas e também indica a linha de administração do novo pontífice. O nome escolhido normalmente aponta que o novo papa se identifica com as doutrinas e realizações dos outros papas que tiveram o mesmo nome.

Fonte: G1



Os cinco cardeais brasileiros
Dom Raymundo Damasceno
76 anos, arcebispo de Aparecida.
Mineiro de Capela Nova, é doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Tornou-se cardeal por Bento XVI em dezembro de 2010. É também presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Dom Cláudio Hummes
78 anos, arcebispo emérito de São Paulo.
Gaúcho de Montenegro, o ex-arcebispo de São Paulo foi prefeito para a Congregação para o Clero (um tipo de ministro papal) até 2011. Desde então, é membro da Pontifícia Comissão para a América Latina

Dom Odilo Scherer
63 anos, cardeal arcebispo de São Paulo.
Gaúcho de Cerro Largo, é mestre em filosofia e doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Em 2012, envolveu-se em polêmica ao vetar o candidato mais votado para a reitoria da PUC-SP, optando por um nome alinhado à cúpula da Igreja Católica

Dom João Braz de Aviz
64 anos, arcebispo emérito de Brasília.
Catarinense de Mafra, foi ordenado bispo auxiliar de Vitória (1994) e chefe da igreja em Brasília (2004). Em 2011, passou a ocupar o cargo de prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano

Dom Geraldo Majella Agnelo
79 anos, arcebispo emérito de Salvador.
Mineiro de Juiz de Fora, é doutor em teologia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma e virou arcebispo de Salvador em 1999. Deixou a chefia da igreja na capital baiana em 2008, ao completar 75 anos

segunda-feira, 4 de março de 2013

Até a eleição do sucessor de Bento XVI, o nome do papa não será mencionado


Brasília – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deu orientações sobre a conduta que deve ser assumida no período denominado sé vacante (quando não há papa). Até a eleição do sucessor de Bento XVI, será omitida da oração eucarística (das missas) a menção ao papa. Também não há substituição do nome dele por outro.

Nesse período, é recomendado que durante a missa sejam feitas orações para o novo papa. A orientação é que, se possível, seja feita a recitação pública do rosário pela eleição do sucessor de Bento XVI. Alguns bispos brasileiros sugerem que os fiéis façam suas orações direcionadas para o conclave (quando se elege o novo papa).

Não há data definida para o começo do conclave, nem prazo determinado para a sua conclusão. Porém, pelas orientações da CNBB, assim que o papa for eleito, todos devem fazer orações em intenção dele.

Assim que o conclave for finalizado, com a escolha do sucessor de Bento XVI, as igrejas de Brasília deverão homenagear o próximo papa. O arcebispo metropolitano de Brasília, dom Sergio da Rocha, disse que devem ser tocados os sinos das igrejas: “Como manifestação de júbilo e acolhida ao novo pastor supremo”, explicou.

Por Renata Giraldi / Repórter da Agência Brasil
Edição: Graça Adjuto

domingo, 3 de março de 2013

Não há chance de cardeais votarem 'em bloco', diz presidente da CNBB

A possibilidade de os cardeais combinarem votos "em bloco" no conclave para eleger o próximo Papa é considerada uma imprudência por Dom Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e um dos representantes do Brasil aptos a escolher o novo líder da Igreja Católica após a renúncia do Papa Bento XVI.

Em entrevista, Dom Raymundo disse não haver até o momento um clima de tensão entre os cardeais presentes no Vaticano e que não há uma agenda oficial prevista para este fim de semana, que antecede as reuniões pré-conclave, previstas para terem início na segunda-feira (4), a partir das 9h30, hora local.

“Entre nós, brasileiros, não há nenhum compromisso ou jantar conjunto marcado, nem com outros cardeais. O que pode acontecer é, espontaneamente, alguém se encontrar”, disse.
De acordo com o cardeal brasileiro, nessas oportunidades é possível se informar de mais detalhes sobre aqueles que participarão do conclave. No entanto, ele ressalta que não significa uma reunião para combinar votos.

“Ninguém chega ao conclave com voto fechado, com grupo fechado para votar em uma pessoa. Ninguém tem essa presunção ou essa imprudência de chegar dessa maneira. Muitas informações, novos fatos e novos conhecimentos sobre os cardeais vão aparecendo, evidentemente, ao longo do processo de escolha do Papa, que se dá nas congregações gerais e durante o conclave”, explicou o cardea

Ainda sobre possíveis votos em bloco, Dom Raymundo disse que os cardeais “são completamente livres em suas decisões”.

Dom Raymundo também comentou sobre a expectativa de alguns cardeais em receber um resumo do dossiê sobre atividades irregulares ocorridas no Vaticano. “Alguma informação é necessária que tenhamos (...) é fundamental. Mas não significa que queiramos o documento”, explicou.

Pré-conclave

As congregações gerais que precedem o início do conclave para eleger o novo Papa, nas quais os cardeais eleitores irão definir os detalhes da eleição – e, mais importante, a data de seu início – serão iniciadas na próxima segunda-feira (4). A primeira ocorre às 9h30 no horário de Roma (5h30 no horário de Brasília), e a segunda, às 17h (13h de Brasília), segundo o Vaticano.

Além de Dom Raymundo Damasceno, outros quatro cardeais brasileiros representam o país durante o conclave que vai eleger o novo Papa. Os demais concorrentes e votantes são o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Claudio Hummes, de 78 anos, Dom João Braz de Aviz, de 65, o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, de 63, e o arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno.

Foto: Reprodução/TV Globo (Dom Raymundo cumprimenta o agora Papa
Emérito Bento XVI)
Por Eduardo Carvalho
Fonte: G1

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O fim do pontificado de Bento XVI também na internet


Com o fechamento das portas do Castelgandolfo e o fim do pontificado de Bento XVI, a conta de Twitter @pontifex - primeira a pertencer a um Papa - mudou seu nome para Sé Vacante (Sede Vacante). A imagem de Joseph Ratzinger também foi substituída pelo escudo com duas chaves cruzadas, que simbolizam a ausência de um Pontífice no Vaticano. Todos os tuítes foram apagados. Na homepage do Vaticano, no lugar da imagem do Papa, já pode ser lida a frase “Apostolica sedes vacans”, que se refere ao novo período entre dois papados. É o fim do pontificado de Bento XVI também na internet.

Mais cedo, o Pontífice se despediu dos fiéis através de sua antiga conta na rede social, antes que seu perfil fosse desativado:

“Obrigado por vosso amor e proximidade. Que experimentem sempre a alegria de ter Cristo como o centro de vossas vidas”, escreveu.

No sábado, o Monsenhor Paul Tighe, secretário do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, emitiu a seguinte declaração em resposta a inúmeros fiéis que perguntavam se a conta no Twitter seria fechada.

“A conta de Twitter @pontifex foi criada para o uso exclusivo do Papa. @pontifex ficará inativa durante o período entre a renúncia do Papa Bento XVI e a eleição de seu sucessor (sede vacante). E estará disponível para ser utilizada pelo próximo Papa, caso seja seu desejo”.

Bento XVI foi o primeiro Pontífice presente nas redes sociais - sua conta oficial já tem mais de 1,6 milhões seguidores. Durante o papado, ele contou ainda com um aplicativo oficial, disponível para iPhone e iPad, com imagens de eventos e discursos, o “The Pope App”, que mostrará ao vivo a fumaça branca saindo da chaminé da Capela Sistina que anuncia a escolha do novo líder da Igreja Católica.

Fonte: O globo

Sé Vacante: Termina Pontificado de Bento XVI

Desde às 16h (horário de Brasília, 20h em Roma), desta quinta-feira, 28, terminou o Pontificado de Bento XVI, após quase oito anos à frente da Igreja Católica, e teve início o período de Sé Vacante. Esse horário foi escolhido pois era a hora em que Bento XVI costumava terminar seu dia de trabalho.

Como sinal do fim do Pontificado de Bento XVI, o Cardeal Carmelengo, que atualmente é Dom Tarcísio Bertone, irá quebrar o Anel do Pescador (anel do Papa) e lacrar o apartamento e o escritório papal, à espera do novo Pontífice, como estabelece a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.

O Anel do Pescador é o sinal visível da autoridade do Papa, que ele recebe em momento solene no início do seu Pontificado e usa no dedo anular direito. O anel, confeccionado em ouro, traz gravado o nome do Pontífice e a imagem em relevo do Apóstolo Pedro pescando sobre uma barca. Com a morte de cada Papa, ou neste caso, a renúncia, o Cardeal Camerlengo quebra o símbolo na presença dos representantes do Colégio dos Cardeais.

Durante a Sé Vacante, toda a Igreja é convidada a se unir em oração, aos Sagrados Pastores e aos Cardeais eleitores do Sumo Pontífice, e “implorar a Deus o novo Papa como dom de sua bondade e Providência”, orienta a constituição Universi Dominici Gregis.

Confira as perguntas mais frequentes sobre o futuro de Bento XVI

- Bento XVI vai aparecer ao público após a renúncia?
Não estão previstas aparições após 28 de fevereiro. Em sua chegada a Castel Gandolfo, Bento XVI deverá saudar os vizinhos e visitantes da fachada principal da Casa Pontifícia. Esta deverá sera sua última aparição pública.

- Onde Bento XVI irá morar?
Bento XVI residirá em Castel Gandolfo de 28 de fevereiro até o final de abril ou início de maio. A partir de então, o Papa emérito residirá no Mosteiro ‘Mater Ecclesia’ no Vaticano. Até outubro de 2012 residiam ali as Irmãs de Clausura visitandinas. Os trabalhos de reforma foram iniciados em novembro de 2012 e serão concluídos nos próximos meses.

- Por que o Pontífice escolheu ficar num mosteiro no Vaticano e não retornar à Baviera, sua terra natal?
Bento XVI não mencionou claramente, mas a presença e oração de Bento XVI no Vaticano dá uma continuidade espiritual ao papado. Além disso, Bento XVI mora no Vaticano há mais de três décadas.

- Quem vai assessorar o Papa emérito?
Quer em Castel Gandolfo, quer no Mosteiro ‘Mater Ecclesia’, Bento XVI será acompanhado por Dom Georg Gaenswein, seu secretário particular, que permanece no cargo de Prefeito da Casa Pontifícia.

Por Kelen Galvan
Da Redação Canção Nova, com agências

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Na última audiência, Bento XVI diz que papado teve 'águas agitadas'

O Papa Bento XVI disse nesta quarta-feira (27) que tem "grande confiança" no futuro da Igreja Católica e afirmou que seu papado teve "águas agitadas", ao falar publicamente pela última vez como pontífice, um dia antes de sua renúncia.

Milhares de fiéis se reuniram na Praça de São Pedro, no Vaticano, para assistir à última audiência pública do pontificado de Bento XVI.

Falando à multidão, Bento XVI afirmou que seu papado, iniciado em abril de 2005, teve alegrias, mas também muitas dificuldades. O pontífice disse que enfrentou "águas agitadas e vento contrário".

"O Senhor nos deu muitos dias de sol e ligeira brisa, dias nos quais a pesca foi abundante, mas também momentos nos quais as águas estiveram muito agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja e o Senhor parecia dormir", disse.

Mas ele afirmou ter fé em que Deus não vai deixar a Igreja "afundar".

"Estou realmente emocionado e vejo uma Igreja viva", disse o Papa, sempre bastante aplaudido pela multidão.

Ele voltou a afirmar que sua renúncia, anunciada de maneira surpreendente em 11 de fevereiro, foi decidida "não para seu bem, mas para o bem da Igreja", e reiterou que sabe "da gravidade e da novidade" da decisão que tomou.

"Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio", disse.

O pontífice, de 85 anos, afirmou que "não vai abandonar a Cruz" e que, pela oração, vai continuar a serviço da Igreja.

"Minha decisão de renunciar ao ministério petrino não revoga a decisão que tomei em 19 de abril de 2005 (ao ser eleito Papa)", disse.

"Não abandono a cruz, sigo de uma nova maneira com o Senhor Crucificado, sigo a seu serviço no recinto de São Pedro", completou.

Bento XVI também pediu que os fiéis orem pelos cardeais que, após a renúncia, terão de eleger seu sucessor, em uma tarefa que ele considera difícil.

"Orem pelo meu sucessor! Que Deus os acompanhe", disse o Papa.

'Viva o Papa!'

O Papa apareceu para o público, no papamóvel, por volta das 10h40 locais (6h40 de Brasília). Ao longo de um passeio de cerca de 15 minutos pela praça, ele foi cumprimentado com gritos de "Bento! Bento!" e "Viva o Papa!".

O Vaticano distribuiu 50 mil entradas para a audiência, mas, segundo estimativa da Santa Sé, havia pelo menos 150 mil pessoas na praça para acompanhar a última aparição pública do Papa, um dia antes de sua renúncia.

Vários grupos de pessoas, entre religiosos, seminaristas e estudantes, com bandeiras amarelas (cor do Vaticano) e de países, estavam na praça. Cerca de 70 cardeais também participaram.

Depois da cerimônia, acontece uma breve audiência na Sala Clementina, com algumas personalidades para o tradicional "beija mão", em que o Papa é cumprimentado.

Quinta-feira, último dia

Na quinta-feira (28), Bento XVI deixará o posto, em um acontecimento sem precedentes na história da Igreja moderna, e passará a ser chamado de "Papa Emérito".

Na manhã de quinta, no Palácio Papal, o decano do Colégio de Cardeais, Angelo Sodano, fará um pequeno discurso de despedida, e então cada cardeal poderá separadamente se despedir do pontífice. A expectativa é de que cerca de 100 cardeais participem deste encontro.

Durante a tarde, no Pátio de Saint-Damase, no coração do pequeno Estado, a Guarda Suíça carregará suas bandeiras em saudação.

Em seguida, por volta das 13h (horário de Brasília),  Bento XVI irá para o heliporto do Vaticano para viajar a Castel Gandolfo, 25 quilômetros ao sul de Roma, a residência de verão do Papa, onde passará dois meses, antes de se estabelecer em um mosteiro no Monte do Vaticano.

Bento XVI chegará à residência de verão e saudará os fiéis a partir da varanda. Esta será sua última aparição como chefe da Igreja. Nada de especial está previsto quando o relógio badalar oito horas da noite (hora local), momento em que oficialmente termina o pontificado. Ele provavelmente estará em oração na capela neste momento.

Às 20h, o pequeno destacamento da Guarda Suíça, em frente à residência, fechará a porta e colocará assim um fim ao seu serviço, reservado exclusivamente ao Papa. Mas a polícia vai continuar a garantir a segurança de "Sua Santidade, o Papa Emérito".

No Vaticano, a Guarda Suíça continuará a fazer a proteção, apesar do "trono vacante".

ConclaveNo dia seguinte à renúncia, o cardeal Angelo Sodano enviará os convites aos cardeais eleitores -- atualmente 115 -- para as "congregações gerais" que precedem o conclave, a reunião secreta que escolhe o sucessor de Bento XVI.

Essas reuniões, durante as quais os prelados procuram definir o perfil do futuro Papa, não devem começar antes de segunda-feira.

Nas últimas semanas, os cardeais já começaram, por e-mail e por telefone, as consultas informais para decidir o nome.

Papa Emérito

Nesta terça (26), o Vaticano anunciou que  Bento XVI vai manter o nome e o título honorífico de "Sua Santidade"  após a renúncia. Ele será chamado de "Papa Emérito" ou "Pontífice Romano Emérito".O anel papal vai ser destruído, de acordo com a tradição do Vaticano, segundo o porta-voz.

Bento XVI passará a trajar a "batina branca papal clássica", sem mantelete, segundo o padre Federico Lombardi. Ele também não deve mais usar sapatos vermelhos.

O porta-voz afirmou que Bento XVI tinha tomado as decisões sobre seus títulos após consulta com as autoridades do Vaticano.

Leia abaixo a íntegra da mensagem em português de Bento XVI nesta quarta-feira (27):

"Queridos irmãos e irmãs,

No dia 19 de abril de 2005,, quando abracei o ministério petrino, disse ao Senhor: «É um peso grande que colocais aos meus ombros! Mas, se mo pedis, confiado na vossa palavra, lançarei as redes, seguro de que me guiareis». E, nestes quase oito anos, sempre senti que, na barca, está o Senhor; e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor. Entretanto não é só a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na condução da barca de Pedro, embora lhe caiba a primeira responsabilidade; e o Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e sustentaram. Porém, sentindo que as minhas forças tinham diminuído, pedi a Deus com insistência que me iluminasse com a sua luz para tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e inovação, mas com uma profunda serenidade de espírito.

Amados peregrinos de língua portuguesa, agradeço-vos o respeito e a compreensão com que acolhestes a minha decisão. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja, na oração e na reflexão, com a mesma dedicação ao Senhor e à sua Esposa que vivi até agora e quero viver sempre. Peço que vos recordeis de mim diante de Deus e sobretudo que rezeis pelos Cardeais chamados a escolher o novo Sucessor do Apóstolo Pedro. Confio-vos ao Senhor, e a todos concedo a Bênção Apostólica."


Fotos: AFP / Juliana Cardilli - G1
Fonte: G1