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terça-feira, 12 de agosto de 2014

ARTIGO: Padre explica o que a Igreja católica pensa sobre a guerra - Por Padre Mário Marcelo Coelho

Bem-aventurados os que promovem a paz” (Mt 5,9)

No número 2302 do Catecismo da Igreja Católica lemos: “Ao lembrar o preceito ‘Tu não matarás’ (Mt 5,21), Nosso Senhor pede a paz do coração e denuncia a imoralidade da cólera assassina e do ódio.” O Senhor disse: ‘Todo aquele que se encolerizar contra seu irmão terá de responder no tribunal’” (Mt 5,22).

Toda forma de ódio, de vingança, de violência contra o irmão é um mal e contrária à caridade. O reconhecimento da dignidade do ser humano exige a paz, o respeito aos irmãos e o cultivo da fraternidade e da vida, “obra da justiça” (Is 32,17) e efeito da caridade.

Ainda nos números 2307 e 2308, o Magistério denuncia de modo veemente toda forma de violência: “O quinto mandamento proíbe a destruição voluntária da vida humana. Por causa dos males e das injustiças que toda guerra acarreta, a Igreja insta cada um a orar e agir para que a Bondade Divina nos livre da antiga escravidão da guerra. Cada cidadão e cada governante deve agir de modo a evitar as guerras. Enquanto, porém, houver perigo de guerra, sem que exista uma autoridade internacional competente e dotada de forças suficientes, e esgotados todos os meios de negociação pacífica, não se poderá negar aos governos o direito de legítima defesa”.

O Papa João XXIII, na encíclica Pacem in Terris, afirma que os conflitos devem ser resolvidos pela negociação e não pela guerra (126).  De forma mais contundente, afirma ainda: “Torna-se absurdo sustentar que a guerra é um meio apto para repor o direito violado” (127). A constituição pastoral Gaudium et Spes condena radicalmente toda ação bélica levada a cabo por qualquer tipo de armamento com a  destruição massiva (GS 80). Portanto, existe uma condenação explícita da guerra total. Para o Magistério, o objetivo de todas as nações deve ser a eliminação de toda guerra (GS 82).

O Papa Francisco, na oração do Ângelus do dia 27 de julho de 2014, fez um apelo para que cessem os confrontos, as guerras através de “um diálogo paciente e corajoso” em prol da paz. “Peço-vos, de todo o coração: por favor, parem (os ataques). É tempo de parar”, exclamou o Pontífice. E ainda: “Peço que se unam em minha prece para que o Senhor conceda às populações e às autoridades destas regiões a sabedoria e a força necessárias para que seja obtido com determinação o caminho da paz”.

O Papa citou a dor das pessoas que vivem em guerra destacando a situação das crianças: “Nunca a guerra. Penso sobretudo nas crianças, das quais se tira a esperança de uma vida digna, de um futuro: crianças mortas, crianças feridas, crianças mutiladas, órfãs, cujos brinquedos são resíduos bélicos, crianças que não sabem sorrir. Parem, por favor! Peço-vos de todo o coração. É hora de parar! Parem, por favor!”.

Homens e mulheres deverão trazer em seus corações a esperança, o desejo cada vez mais contrário à guerra como instrumento de solução dos conflitos entre os povos, e sempre mais inclinados à busca de instrumentos eficazes, mas “não violentos”, para bloquear o agressor armado (cf. João Paulo II, Carta Encíclica Evangelium Vitae n. 27).

Padre Mário Marcelo Coelho, scj
Doutor em Teologia Moral

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Igreja comemora Nossa Senhora das Vitórias


Tendo como tema “Com Nossa Senhora das Vitórias, Alegremo-nos! Somos igreja, Comunidade de Comunidades!”, a Festa da Padroeira da Arquidiocese de Vitória da Conquista começou na noite desta quarta-feira (06), às 18h30 e segue, com celebrações diárias, até o dia 15 deste mês. De acordo com a organização da festa, “a Igreja em Vitória da Conquista renova sua esperança de cumprir a vontade do Pai, na fidelidade a Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, para que nossas Paróquias sejam, de fato, Comunidade de Comunidades”.

 

A missa festiva, no dia 15, acontecerá no Centro Cultural Glauber Rocha. No centro cultural,antes da missa, haverá animação musical, saudações às diversas Paróquias, Pastorais e movimentos, inclusive de Dioceses. Após a missa festiva, haverá uma procissão que terminará na Catedral Metropolitana.



Fotos: Blog do Anderson

quinta-feira, 27 de março de 2014

Papa Francisco recebe o presidente Barack Obama no Vaticano


O Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira (27), no Palácio Apostólico do Vaticano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no primeiro encontro privado entre os dois líderes desde que Francisco foi eleito pontífice, há um ano.

"Sou um grande admirador", disse Obama ao Papa no início do encontro.

Após cerimônia da Guarda Suíça, o presidente dos EUA e sua delegação foram levados a um salão com afrescos onde o chefe de Estado americano e o Papa apertaram as mãos.

O primeiro Papa da América recebeu Obama de pé, na entrada de sua biblioteca privada e com certa formalidade. O presidente americano sorriu e pareceu emocionado ao encontrar Francisco.

"Welcome, mister president" (Seja bem-vindo, senhor presidente), disse o pontífice em inglês, idioma que ele não costuma falar.

Em seguida, dois tradutores (um religioso e uma mulher com uma pequena manta) entraram para participar do encontro, que aconteceu no escritório papal, com os dois líderes sentados um de frente para o outro.

Em sua primeira visita ao Vaticano, Obama foi recebido no pátio de São Damásio, onde era esperado pelo prefeito da casa pontifícia, o bispo Georg Gänswein, também secretário de Bento XVI (Papa emérito que renunciou ao cargo em fevereiro de 2013).

Obama destacou a crescente diferença entre ricos e pobres durante o encontro com o Papa Francisco, um evento que era esperado para se concentrar na luta contra a pobreza e em controvérsias sobre temas como aborto e direitos dos homossexuais.

O presidente dos Estados Unidos elogiou o Papa por sua ênfase em ajudar os pobres e disse que a reunião poderia dar um impulso a algumas de suas iniciativas, como aumentar a classe média e ajudar os americanos de baixa renda.


'Papa nos desafia'

Em entrevista a um jornal local, Obama disse que a globalização e o aumento do comércio levou centenas de milhões de pessoas a sair da pobreza nas últimas décadas. Obama disse em uma entrevista ao jornal italiano "Il Corriere della Sera" que estava 'muito agradecido' pela disposição do Papa a recebê-lo no Vaticano.

"O Papa nos desafia. Implora que recordemos das pessoas, das famílias, dos pobres. Nos convida a parar e a refletir sobre a dignidade do homem", disse Obama.

"Venho a Roma para ouvi-lo", completou o presidente americano, antes de ressaltar que 'o pensamento' do pontífice é 'precioso para compreender como podemos vencer o desafio de combater a pobreza extrema e a desigualdade na distribuição de renda".

"O Papa nos desafia. Ele nos implora para lembrar das pessoas, das famílias, dos pobres', completa Obama, destacando que o sumo pontífice 'nos convida a parar para refletir sobre a dignidade do homem".

O presidente americano disse ainda que quer ouvir o que o Papa propõe 'para limitar as desigualdades na distribuição de renda'.

"Ao nos colocar contra a parede em relação à justiça social, ele nos mostra o risco que existe de se acostumar com as desigualdades extremas a ponto de considerá-las normais", acrescentou Obama nessa entrevista feita quando ele estava em Bruxelas.

Na mesma entrevista, ele comenta sobre a visita à Itália, onde deverá se encontrar com o presidente Giorgio Napolitano - de quem ele gosta muito - e com o primeiro-ministro Matteo Renzi, há apenas um mês no cargo.

Ele disse desejar uma aceleração nas negociações para um acordo de livre-comércio entre os Estados Unidos e União Europeia, durante o semestre da presidência italiana do bloco.

Roma foi literalmente blindada para a chegada de Obama, que permanecerá 40 horas na Cidade Eterna.

O presidente americano também se reunirá nesta quinta-feira com o presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, e com o primeiro-ministro, Matteo Renzi.

Durante a tarde, Obama visitará o emblemático Coliseu, que estará fechado ao público na ocasião.

Fonte: G1
Fotos: Gabriel Bouys/AP

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Dom Pepeu lança quaresma e CF que trata de tráfico humano


A Arquidiocese de Vitória da Conquista realiza na próxima quarta-feira (05) a abertura da Quaresma e o Lançamento da Campanha da Fraternidade de 2014, que começa com Celebração Eucarística, às 7h30 da manhã, na Catedral Metropolitana, presidida pelo Arcebispo Metropolitano Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu.

O Arcebispo também concederá coletiva à imprensa às 09h, na Cúria Metropolitana, quando abrirá na arquidiocese de Vitória da Conquista a Campanha da Fraternidade, cujo tema é Fraternidade e Tráfico Humano, com o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).

O lançamento da Campanha da Fraternidade, propriamente dito, acontece com caminhada e Celebração Eucarística no dia 9, com concentração às 7h da manhã no Seminário dos Capuchinhos (Av.Brumado) e Caminhada para a Paróquia Rainha da Paz (Av.Frei Benjamim ), onde as 9h haverá a Celebração Eucarística presidida pelo Arcebispo Metropolitano e concelebrado pelo Clero.

Segundo o Diácono Luciano Lima Santana, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, a temática da Campanha da Fraternidade é uma triste realidade no Brasil e no mundo e que há mais de dois anos que a CNBB vem estudando e refletindo sobre a realidade do trabalho escravo e do tráfico de pessoas. “O objetivo é convocar a sociedade para discutir essa problemática e ao mesmo tempo denunciar essa prática perversa, mobilizar a comunidade e a sociedade para o enfrentamento desse problema”, afirmou em conversa exclusiva com a reportagem da Mega Rádio.

Os subsídios da Campanha da Fraternidade 2014, como o manual, texto- base, via sacra, celebrações ecumênicas, folhetos quaresmais, CD e DVD, banner, entre outros, estão disponíveis nas Edições CNBB. No site da Conferência é possível baixar os spots para rádio e tv, cartaz da campanha, a oração e apresentações do texto-base.

Redação Mega

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Carta do Papa Francisco às Famílias

Brasão do Papa 
MENSAGEM
Carta do Papa Francisco às Famílias
Terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Boletim da Santa Sé

Queridas famílias,

Apresento-me à porta da vossa casa para vos falar de um acontecimento que vai realizar-se, como é sabido, no próximo mês de Outubro, no Vaticano: trata-se da Assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para discutir o tema «Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização». Efetivamente, hoje, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho, enfrentando também as novas urgências pastorais que dizem respeito à família.

Este importante encontro envolve todo o Povo de Deus: Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos das Igrejas particulares do mundo inteiro, que participam ativamente, na sua preparação, com sugestões concretas e com a ajuda indispensável da oração. O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimônio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa. Como sabeis, a esta Assembleia sinodal extraordinária, seguir-se-á – um ano depois – a Assembleia ordinária, que desenvolverá o mesmo tema da família. E, neste mesmo contexto, realizar-se-á o Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia, em setembro de 2015. Por isso, unamo-nos todos em oração para que a Igreja realize, através destes acontecimentos, um verdadeiro caminho de discernimento e adote os meios pastorais adequados para ajudarem as famílias a enfrentar os desafios atuais com a luz e a força que provêm do Evangelho.

Estou a escrever-vos esta carta no dia em que se celebra a festa da Apresentação de Jesus no templo. O evangelista Lucas conta que Nossa Senhora e São José, de acordo com a Lei de Moisés, levaram o Menino ao templo para oferecê-Lo ao Senhor e, nessa ocasião, duas pessoas idosas – Simeão e Ana –, movidas pelo Espírito Santo, foram ter com eles e reconheceram em Jesus o Messias (cf. Lc 2, 22-38). Simeão tomou-O nos braços e agradeceu a Deus, porque tinha finalmente «visto» a salvação; Ana, apesar da sua idade avançada, encheu-se de novo vigor e pôs-se a falar a todos do Menino. É uma imagem bela: um casal de pais jovens e duas pessoas idosas, reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente Jesus faz com que as gerações se encontrem e unam! Ele é a fonte inesgotável daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solidão, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refeições, o descanso, o trabalho em casa, a diversão, a oração, as viagens e as peregrinações, as ações de solidariedade… Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus é quem nos dá o amor autêntico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; dá-nos o Pão de vida, que sustenta a labuta diária do nosso caminho.

Queridas famílias, a vossa oração pelo Sínodo dos Bispos será um tesouro precioso que enriquecerá a Igreja. Eu vo-la agradeço e peço que rezeis também por mim, para que possa servir o Povo de Deus na verdade e na caridade. A proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José acompanhe sempre a todos vós e vos ajude a caminhar unidos no amor e no serviço recíproco. De coração invoco sobre cada família a bênção do Senhor.

Vaticano, 2 de Fevereiro – festa da Apresentação do Senhor – de 2014.
FRANCISCUS

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dom Bernardino Marchió diz que o estilo de vida de Francisco atrai o mundo todo, em especial os jovens

Simplicidade de Francsico foi o que conquistou os jovens
                                                              
Quem não se lembra do fervor da juventude em torno do Papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro? Para o bispo da diocese de Caruaru (PE) e membro da Comissão Episcopal para a Juventude, Dom Bernadino Marchió, a simplicidade do Papa Francisco foi o que mais se destacou na relação entre o Pontífice e os jovens, especialmente durante a JMJ.
O Papa é muito simples, enfatizou Dom Bernardino.  “A sua pessoa, seu estilo de vida atrai o mundo inteiro e especialmente a juventude, que quer relacionamentos diretos e simples. O Papa, chegando ao Rio de Janeiro, já naquele primeiro momento em que ficou preso no trânsito, conseguiu mostrar que ele estava bem com o povo”.
Em seu primeiro discurso no Brasil, Francisco destacou aos jovens que Cristo abre espaço para eles, pois conhece a poderosa energia que sai do coração da juventude que encontra Sua amizade. “Cristo ‘bota fé’ nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: ‘Ide, fazei discípulos’”, disse o Santo Padre.
Com um jeito simples e atencioso, Francisco chegou a mencionar um ditado popular muito utilizado no Brasil pelos pais em relação a seus filhos: os filhos são a menina dos nossos olhos. Partindo desse ditado simples, ele lançou mais uma reflexão profunda: “A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios”.

O bispo recorda o que diz Francisco: “O pastor deve sentir o cheiro das ovelhas. E ele mostra que coloca isso em prática. Aproxima-se das pessoas, abraça-as e acolhe-as. Isso dá muita alegria aos jovens que também não têm medo de se aproximar dele”.

Em muitos momentos, Francisco tem se dirigido aos jovens com particularidade. Dom Bernardino acredita que as palavras do Papa não são apenas para agradar a juventude, mas significa um estilo de aproximação. Segundo ele, os jovens percebem que o Santo Padre confia neles, logo, aproximam-se, e querem ouvir seus ensinamentos.


Simplicidade de Francisco foi o que conquistou os jovens
Dom Bernardino Marchió / Foto: Arquivo
No entanto, a relação do Papa com os jovens não se resume em palavras. Francisco está preocupado com os desafios da juventude.  “O Papa mostrou isso não só no Rio de Janeiro, mas também em muitos outros encontros no mundo inteiro. Por onde ele vai, sempre se encontra com os jovens, e estes acorrem ao seu redor, para se sentirem estimulados e desafiados para continuar a viver bem seus sonhos e seus projetos”, explicou o bispo.

A juventude é um período em que, segundo Dom Bernardino, as pessoas tendem a procurar ídolos e referenciais. O bispo percebe que os jovens veem o Papa como um grande líder, uma referência. Mas para que esta relação não fique apenas nas boas intenções, Dom Bernardino deixa um conselho.

“Para responder a tudo aquilo que o Papa está dizendo, os jovens precisam se organizar nas comunidades. Nós estamos vendo também esse florescimento de grupos, de pastorais juvenis, movimentos e carismas que estão cada vez mais se organizando. Isso é importante. Precisamos sonhar juntos e dar espaço aos jovens nas organizações paroquiais”.

Testemunho

A reciprocidade na relação com o Papa é verdadeira. Ao menos, é o que mostra a história do jovem Eduardo Campos, 20 anos, morador da cidade do Rio de Janeiro.

Desde criança, ele frequentou igrejas protestantes, mas, após a renúncia de Bento XVI, quis conhecer melhor a fé católica. Participou da Jornada Mundial da Juventude, em julho, com o Papa Francisco. Logo depois, converteu-se ao Catolicismo. Segundo Eduardo, desde então, sua relação com Francisco se assemelha à de um discípulo que deseja aprender com o mestre.

“Ele me ajuda a viver a caridade, o amor; ensina-me a ser humilde. Identifiquei-me com ele, porque, apesar de toda a sua importância, não deixou a humildade de lado. Ele mostra que é o Santo Padre, mas que também é uma pessoa comum; ele é do povo. Ele me ensina que, independente da nossa posição, devemos sempre preservar a humildade”.

Simplicidade de Francisco foi o que conquistou os jovens
Na Missa de envio, última celebração da JMJ, Eduardo exibiu um cartaz que dizia: “Santo Padre, sou evangélico, mas eu te amo!! Ore por mim e pelo Brasil! ‘Tu és Pedro…’”. O cartaz foi mostrado pelas câmeras de televisão e teve grande repercussão nas redes sociais.

Hoje, graças à sua experiência pessoal com Francisco, conforme testemunha, Eduardo pratica a fé católica participando da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz (RJ) onde faz pastoral de rua com o JMC (Jovens Missionários Católicos).

Por André Cunha

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Como foram escritos os primeiros livros da Bíblia?

Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 a.C.). Escrever era uma arte rara e cara, pois se escrevia em tábuas de madeira, papiro, pergaminho (couro de carneiro). Moisés foi o primeiro codificador das leis e tradições orais e escritas de Israel. Essas tradições foram crescendo aos poucos por outros escritores no decorrer dos séculos, sem que houvesse uma catalogação rigorosa das mesmas. Assim foi se formando a literatura sagrada de Israel. Até o século XVIII d.C., admitia-se que Moisés tinha escrito o Pentateuco (Gen, Ex, Lev, Nm, Dt); mas, nos últimos séculos, os estudos mais apurados mostraram que não deve ter sido Moisés o autor de toda esta obra.

A teoria que a Igreja Católica aceita é a seguinte: O povo de Israel, desde que Deus chamou Abrão de Ur na Caldéia, foi formando a sua tradição histórica e jurídica. Moisés deve ter sido quem fez a primeira codificação das Leis de Israel, por ordem de Deus, no séc. XIII a.C.. Após Moisés, o bloco de tradições foi enriquecido com novas leis devido às mudanças históricas e sociais de Israel. A partir de Salomão (972 – 932), passou a existir na corte dos reis, tanto de Judá quanto da Samaria (reino cismático desde 930 a.C.) um grupo de escritores que zelavam pelas tradições de Israel, eram os escribas e sacerdotes. Do seu trabalho surgiram quatro coleções de narrativas históricas que deram origem ao Pentateuco:
1. Coleção ou código Javista (J), onde predomina o nome Javé. Tem estilo simbolista, dramático e vivo; mostra Deus muito perto do homem. Teve origem no reino de Judá com Salomão (972 – 932).
2. O código Eloista (E), predomina o nome Elohim (=Deus). Foi redigido entre 850 e 750 a.C., no reino cismático da Samaria. Não usa tanto o antropomorfismo (representa Deus à semelhança do homem) do código Javista. Quando houve a queda do reino da Samaria, em 722 para os Assírios, o código E foi levado para o reino de Judá, onde ouve a fusão com o código J, dando origem a um código JE.

3. O código (D) Deuteronômio (= repetição da Lei, em grego). Acredita-se que teve origem nos santuários do reino cismático da Samaria (Siquém, Betel, Dã,…) repetindo a lei que se obedecia antes da separação das tribos. Após a queda da Samaria (722) este código deve ter sido levado para o reino de Judá, e tudo indica que tenha ficado guardado no Templo até o reinado de Josias (640 – 609 a.C.), como se vê em 2Rs 22. O código D sofreu modificações e a sua redação final é do século V a.C., quando, então, na íntegra, foi anexado à Torá. No Deuteronômio se observa cinco “deuteronômios” (repetição da lei). A característica forte do Deuteronômio é o estilo forte que lembra as exortações e pregações dos sacerdotes ao povo.
4. O código Sacerdotal (P) – provavelmente os sacerdotes judeus durante o exílio da Babilônia (587 – 537a.C.) tenham redigido as tradições de Israel para animar o povo no exílio. Este código contém dados cronológicos e tabelas genealógicas, ligando o povo do exílio aos Patriarcas, para mostrar-lhes que fora o próprio Deus quem escolheu Israel para ser uma nação sacerdotal (Ex 19,5s). O código P enfatiza o Templo, a Arca, o Tabernáculo, o ritual, a Aliança. Tudo indica que no século V a.C., um sacerdote, talvez Esdras, tenha fundido os códigos JE e P, colocando como apêndice o código D, formando assim o Pentateuco ou a Torá, como a temos hoje. Se não fosse a Igreja Católica, não existiria a Bíblia como a temos hoje, com os 73 livros canônicos, isto é, inspirados pelo Espírito Santo.

Foi num longo processo de discernimento que a Igreja, desde o tempo dos Apóstolos, foi “berçando” a Bíblia, e descobrindo os livros inspirados. Se você acredita no dogma da infalibilidade de Igreja, então pode acreditar na Bíblia como a Palavra de Deus. Mas se você não acredita, então a Bíblia perde a sua inerrância, isto é, ausência de erro.
Demorou alguns séculos para que a Igreja chegasse à forma final da Bíblia. Em vários Concílios, alguns regionais outros universais, a Igreja estudou o cânon da Bíblia; isto é, o seu índice.
Garante-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (DV 8; CIC,120).
Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (CIC,119).
Prof. Felipe de Aquino

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Papa suprime o título de 'monsenhor' na Igreja


O Papa Francisco, que deseja uma igreja mais humilde e próxima das pessoas, decidiu suprimir os títulos honorários, entre eles o de "monsenhor", medida que busca acabar com "o classismo e o espírito mundano" dentro da hierarquia eclesiástica.

A decisão foi tomada há várias semanas e divulgada nesta quarta-feira (8) pela imprensa italiana.

O secretário de Estado do Vaticano enviou uma carta aos núncios (embaixadores) da Santa Sé em todo o mundo, para que informem os bispos sobre a medida.

O único título que os bispos poderão conservar é o de "capelão de Sua Santidade", afirma o texto, que enfatiza que a medida não tem caráter retroativo. Por isso, muitos eclesiásticos da Cúria Romana – o governo central da Igreja – continuarão mantendo o título de monsenhor.

Em 1968, o Papa Paulo VI, fonte de inspiração para Francisco, reduziu dentro da Igreja Católica o número de títulos honorários, que chegavam a 14 na época.

A atual decisão está de acordo com o desejo do Papa jesuíta de reformar gradualmente a Igreja.

Da France Presse
Fonte: G1

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo!! - Grupo Novos Amigos


De repente, num instante fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás.

De repente, num instante fugaz, as taças de champagne se cruzam e o vinho francês borbulhante anuncia que o ano velho se foi e ano novo chegou.

De repente, os olhos se cruzam, as mãos se entrelaçam e os seres humanos, num abraço caloroso, num so pensamento, exprimem um só desejo e uma só aspiração:
PAZ E AMOR.

De repente, não importa a nação, não importa a língua, não importa a cor, não importa a origem, porque todos são humanos e descendentes de um só Pai, os homens lembram-se apenas de um só verbo: amar.

De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio, os homens cantam uma só canção, um só hino, o hino da liberdade.

De repente, os homens esquecem o passado, lembram-se do futuro venturoso, de como é bom viver.

De repente, os homens lembram-se da maior dádiva que têm: a vida.

De repente, tudo se transforma e chega o ano radiante de esperança, porque só o homem pode alterar os rumos da vida.

De repente, o grito de alegria, pelo novo ano que aparece.

FELIZ ANO NOVO!

Grupo Novos Amigos

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal - Grupo Novos Amigos


Natal somos nós quando decidimos nascer de novo,
a cada dia, nos transformando.

Somos o pinheiro de natal quando resistimos
vigorosamente aos tropeços da caminhada.

Somos os enfeites de natal quando nossas virtudes,
nossos atos, são cores que adornam.

Somos os sinos do natal quando chamamos,
congregamos e procuramos unir.

Somos luzes do natal quando simplificamos
e damos soluções.

Somos presépios do natal quando nos tomamos
pobres para enriquecer a todos.

Somos os anjos do natal quando
cantamos ao mundo o amor e a alegria.

Somos os pastores de natal quando enchemos nossos corações vazios
com Aquele que tudo tem.

Somos estrelas do natal quando conduzimos
alguém ao Senhor.

Somos os Reis Magos quando damos o que temos de melhor,
não importando a quem.

Somos as velas do natal quando distribuímos harmonia
por onde passamos.

Somos Papai Noel quando criamos
lindos sonhos nas mentes infantis.

Somos os presentes de natal quando somos
verdadeiros amigos para todos.

Somos cartões de natal quando
a bondade está escrita em nossas mãos.

Somos as missas do natal quando nos tomamos louvor,
oferenda e comunhão.

Somos as ceias do natal quando saciamos de pão,
de esperança, qualquer pobre do nosso lado.

Somos as festas de natal quando nos despimos
do luto e vestimos a gala.

Somos sim, a Noite Feliz do Natal, quando humildemente e conscientemente,
mesmo sem símbolos e aparatos, sorrimos com confiança e ternura
na contemplação interior de um natal perene que estabelece seu Reino em nós.

Obrigado Jesus!
Por vossa luz, perdão e compreensão.

Feliz Natal, Amigos!
Grupo Novos Amigos

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Programação especial marca o feriado de finados em Conquista


No próximo sábado (02) é feriado de Finados em Vitória da Conquista. Como manda a tradição, os cemitérios da cidade vão receber um grande número de pessoas durante todo o dia.

Por isso, a Igreja Católica prepara uma programação especial. No cemitério do Kadija, por exemplo, a partir das 09h acontece a missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Conquista, Dom Luiz Gonzaga Pepeu (foto).

No cemitério da saudade as missas vão acontecer às 07h30, 09h, 11h, 14h30 e 16h.

No Parque da Cidade as celebrações serão realizadas às 08h e às 15h.

Fonte: Mega Rádio

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Vaticano se prepara para receber milhares de famílias

O Vaticano se prepara para receber no próximo final de semana, 26 e 27, mais de 150 mil pessoas que participarão da Peregrinação Internacional das Famílias ao Túmulo de São Pedro. O evento é promovido pelo Pontifício Conselho para as Famílias, e está inserido nas festividades do Ano da Fé.

O tema “Família, viva a Alegria da fé”, reunirá famílias dos cinco continentes e 70 países, em dois dias dedicados à oração, palestras e peregrinações. De acordo com o presidente do Dicastério para a Família, Dom Vincenzo Paglia, o encontro de numerosas famílias servirá de apelo para que a centralidade da família na sociedade seja recuperada.

“Se não é bom que o homem esteja sozinho, também não é bom que a família esteja só. A Família deve estar no centro da cultura, da política, da economia, das finanças, da vida dos povos e das nações”, destaca Dom Paglia.

Para guiar as reflexões durante o encontro, os participantes receberão um livreto com 35 textos do Cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, sobre as famílias, escritos desde 1999.

Na programação do evento estão reservados dois encontros com o Papa Francisco. No sábado, 26, o Pontífice receberá as famílias na Praça São Pedro, às 17h, para oração e profissão de fé. No domingo, 27, às 10h30, Francisco celebrará a Missa de encerramento da peregrinação.

De acordo com o Pontifício Conselho para as Famílias, os convidados especiais do evento são as crianças e os idosos. Um desejo expresso pelo Papa Francisco, que constantemente recorda a importância das crianças e idosos para o futuro da sociedade.

"Queremos promover uma grande festa da Família ao redor do Papa Francisco. Roma quer se tornar a 'Capital' da família italiana e mundial. Ser família é belo (...) é isso que queremos gritar para o mundo", conclui o presidente do Pontifício Conselho para as Famílias. 

Por Liliane Borges
Da Redação, com Pontifício Conselho para as famílias

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

CNBB celebra 61 anos de missão

Atual presidência: presidente, Dom Damasceno (centro), vice-presidente,
Dom José Belisário da Silva (esq.) e secretário geral, Dom Leonardo Steiner

Nesta segunda-feira, 14, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) comemora 61 anos de missão. A instituição foi criada em 14 de outubro de 1952 com o ideal de congregar os bispos da Igreja Católica no país. A primeira sede da Conferência dos Bispos foi a cidade do Rio de Janeiro, no palácio arquiepiscopal.

O presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, explica que a Conferência nasceu com o objetivo de promover a vivência da Colegialidade Episcopal. Ao longo de sua trajetória, tem buscado exercer suas atividades pastorais em favor dos fieis, na dinâmica da missão evangelizadora.

“As conferências episcopais são sinônimos da colegialidade na Igreja que é mistério de Deus e vive na comunhão. Não uma comunhão na uniformidade, mas na diversidade de seus membros e nos dons que o Espírito Santo concede ao povo. Então, à medida que essa comunhão se fortalece, também é a missão da Igreja que avança. A Igreja é mistério, comunhão e missão”.

Após 61 anos da criação da CNBB, a Conferência segue em sua missão, na comunhão e no trabalho intenso e dedicado dos bispos do Brasil. “Que possamos aprofundar a nossa comunhão, fortalecer a missão, para que o Evangelho de Jesus Cristo alcance a todos as pessoas”, deseja Dom Damasceno.

Criação da CNBB

Um dos personagens que contribuíram para a criação da CNBB foi o jovem padre Helder Câmara que, aos 27 anos, em 1936, foi transferido para o Rio de Janeiro com a incumbência de instalar o Secretariado Nacional da Ação Católica Brasileira, sendo a precursora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A proposta de criação da CNBB começou a ganhar vida a partir de 1950. Em dezembro daquele ano, monsenhor Helder Câmara teve o primeiro encontro privado com o monsenhor Giovanni Battista Montini, da secretaria de Estado do Vaticano e futuro Papa Paulo VI. Na ocasião, padre Helder apresentou a ele o projeto da CNBB.

Em um curto período de tempo, entre a morte dos papas Pio XII e João XXIII, chegava ao Trono de Pedro o Papa Paulo VI. Em menos de três meses, após a eleição do pontífice, foi fundada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Passos decisivos para a presente figura da CNBB foram o Concílio Vaticano II e o Encontro Latino-americano de Medellín.

Sede em Brasília

A transferência da sede da CNBB para Brasília ocorreu em 1974. Durante a 14ª Assembleia Geral constitui-se uma comissão especial de três bispos para a execução da obra. A inauguração da sede coincidiu com o Jubileu de Prata da CNBB, com a presença de 75 bispos, muitos sacerdotes, religiosas e leigos, aproximadamente 400 pessoas que participaram da Celebração Eucarística, no dia 15 de novembro de 1977.

Na ocasião, o Papa Paulo VI enviou à Conferência, na pessoa de seu presidente, o cardeal Aloísio Lorscheider, uma saudação. “Que na mesma CNBB, ao promover-se Pastoral de Conjunto, se viva sempre a união na caridade fraterna da Igreja e Única compacta em torno ao Sucessor de Pedro”, disse na mensagem.

A primeira Comissão eleita para gerir a CNBB teve como presidente o Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta. Dom Hélder Câmara exerceu a função de secretário geral até 1964 e deixou um legado de fé e de importantes conquistas na Conferência. “Os homens se movem e Deus os conduz: eis o resumo das minhas impressões ao recordar o surgimento da CNBB e sua caminhada”, lembrava Dom Helder Câmara.

Fonte: Canção Nova

sábado, 12 de outubro de 2013

Comunidade católica de Conquista celebra Nossa Senhora Aparecida em missa no ginásio de esportes


Na tarde deste sábado (12) a comunidade católica de Vitória da Conquista compareceu ao ginásio de esportes Raul Ferraz para a missa festiva em celebração a Nossa Senhora Aparecida.

Com o tema ‘Com a Mãe Aparecida Seguimos Jesus, Nossa Luz’, a missa, presidida pelo Arcebispo Metropolitano Dom Luiz Gonzaga Pepeu, reuniu fiéis de toda a região Sudoeste.

Fonte: Blog do Rodrigo Ferraz
Fotos: Teresa Bittencourt

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Papa em homilia: Missa não é evento social, mas presença de Deus

A Santa Missa não é um evento social, mas a presença do Senhor. Esse foi o ponto destacado pelo Papa Francisco na Missa celebrada nesta quinta-feira, 3, na Casa Santa Marta. O Santo Padre afirmou que não se pode transformar a memória da salvação em uma recordação, em um “evento habitual”.

O Sumo Pontífice presidiu a Celebração Eucarística na presença do Conselho de Cardeais, que está reunido com ele no Vaticano, desde terça-feira, 1º. Ele inspirou-se em um trecho do Livro de Neemias, da Primeira Leitura do dia, para centrar sua homilia na questão da memória.

O Santo Padre observou que o Povo de Deus tinha a memória da Lei, mas era uma memória distante. Naqueles dias, em vez disso, a memória se fez próxima e esse mesmo povo se emocionou porque tinha tido a experiência da proximidade da salvação.

“E isso é importante não somente nos grandes momentos históricos, mas nos momentos da nossa vida: todos temos a memória da salvação, todos. (…) E quando a memória não está próxima, quando não temos esta experiência de proximidade da memória, esta entra em um processo de transformação, e a memória se transforma uma simples recordação”.

E destacou que quando esta memória da salvação se faz próxima, ela aquece o coração e dá alegria. Esse encontro com a memória é um evento de salvação, segundo Francisco, é um encontro com o amor de Deus. E quando Deus se aproxima, sempre há festa, salientou o Pontífice.

O Santo Padre também lembrou que, muitas vezes, os cristãos têm medo da festa; a vida os acaba levando a afastarem-se desta proximidade, mantendo somente uma lembrança da salvação, e não a memória viva.

“É triste, mas a Missa, muitas vezes, se transforma em um evento social e não ficamos próximos à memória da Igreja, que é a presença do Senhor diante de nós. (…) Peçamos ao Senhor a graça de ter sempre a Sua memória próxima a nós, uma memória próxima e não domesticada pelo hábito, por tantas coisas, e distante como uma simples recordação”.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A Igreja santa acolhe também os pecadores, diz Papa na catequese

Na catequese desta quarta-feira, 2, Papa Francisco refletiu sobre a santidade da Igreja. O Santo Padre recordou que esta é uma característica presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, porque estes tinham a certeza de que é a ação de Deus, o Espírito Santo, que santifica a Igreja.

Em breve, íntegra da catequese

O primeiro ponto explicado pelo Papa foi como a Igreja pode ser santa se é formada por homens pecadores. A resposta vem da reflexão de um trecho da Carta de São Paulo aos Efésios, em que o apóstolo afirma que Cristo amou a Igreja e deu a si mesmo por ela, para torná-la santa.

“É santa (a Igreja) porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós a fazê-la santa: é Deus, é o Espírito Santo, que no seu amor, faz santa a Igreja!”.

E esta santidade da Igreja a faz acolher a todos, mesmo os pecadores, chamando todos a deixar-se envolver pela misericórdia de Deus. “Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz implacável, mas é como o Pai da parábola evangélica. Você pode ser como o filho que deixou a casa, que tocou o fundo do distanciamento de Deus. Quando tens a força de dizer: quero voltar pra casa, encontrarás a porta aberta, Deus vem ao seu encontro porque te espera sempre”.

O Papa disse ainda que a Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrer o caminho de santidade, que é o caminho do cristão, especialmente na Confissão e na Eucaristia. “Nós nos deixamos santificar? Somos uma Igreja que chama e acolhe de braços abertos os pecadores, que dá coragem, esperança, ou somos uma Igreja fechada em si mesma?”, questionou o Pontífice.

Concluindo as reflexões, o Papa reforçou que os que se sentem pecadores, frágeis e indefesos não devem ter medo da santidade. Ele explicou, por fim, que a santidade não é fazer algo extraordinário, mas deixar Deus agir.

“É o encontro da nossa fraqueza com a força da Sua graça, é ter confiança em Sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e no serviço ao próximo”.

Por Jéssica Marçal/Canção Nova, com Rádio Vaticano

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

JPII e João XXIII serão canonizados em 27 de abril de 2014

Os beatos João XXIII e João Paulo II serão canonizados em 27 de abril de 2014. A data foi anunciada nesta segunda-feira, 30, em Consistório ordinário público presidido pelo Papa Francisco.

A reunião do Papa com os cardeais aconteceu às 10h (horário em Roma) com os cardeais presentes em Roma. A data escolhida coincide com o segundo domingo do tempo pascal, da Divina Misericórdia, celebração instituída por João Paulo II e na véspera da qual o Papa polaco faleceu, em 2005.

Durante a viagem de regresso do Brasil em julho, o Papa Francisco justificou a decisão de juntar no mesmo dia a canonização dos seus dois predecessores: "Fazer a cerimônia de canonização dos dois juntos quer ser uma mensagem para a Igreja: estes dois são bons, eles são bons, são dois bons".

Francisco reconheceu oficialmente um segundo milagre de João Paulo II em julho, depois de ter recebido o parecer favorável da Congregação para as Causas dos Santos, o que vai permitiu avançar com a canonização do beato polaco. O Vaticano não deu qualquer informação sobre a natureza deste segundo milagre.

No mesmo dia, Francisco aprovou a canonização de João XXIII, falecido há 50 anos, após ter recebido o parecer favorável da Congregação para as Causas dos Santos, dispensando o reconhecimento de um novo milagre.

João Paulo II

João Paulo II foi proclamado beato por Bento XVI em 1º de maio de 2011, na Praça de São Pedro.

A penúltima etapa para a declaração da santidade, na Igreja Católica, concluiu uma primeira fase de trabalhos, iniciada em maio de 2005, incluindo o processo relativo à cura da freira francesa Marie Simon-Pierre, que o Vaticano considerou um milagre, depois do repentino desaparecimento da doença de Parkinson na religiosa.

Karol Jozef Wojtyla, eleito Papa a 16 de outubro de 1978, nasceu em Wadowice (Polônia), em 18 de maio de 1920, e morreu no Vaticano, em 2 de abril de 2005.

A Igreja Católica celebra a memória litúrgica de João Paulo II em 22 de outubro, data que assinala o dia de início de pontificado de Karol Wojtyla, em 1978, pouco depois de ter sido eleito Papa.

João XXIII

Angelo Giuseppe Roncalli nasceu em 1881 na localidade de Sotto il Monte, Bérgamo, onde foi pároco, professor no Seminário, secretário do bispo e capelão do exército durante a I Guerra Mundial.

João XXIII iniciou a sua carreira diplomática como visitador apostólico na Bulgária, de 1925 a 1935; foi depois delegado apostólico na Grécia e Turquia, de 1935 a 1944, e Núncio Apostólico na França, de 1944 a 1953.

Em 1953, Angelo Roncalli foi nomeado patriarca de Veneza e no dia 28 de outubro de 1958 foi eleito Papa, sucedendo a Pio XII.

João XXIII foi declarado beato pelo Papa João Paulo II no dia 3 de setembro de 2000.

Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Conquista festeja Nossa Senhora das Vitórias

O Ginásio de Esportes Raul Ferraz lotou nessa quinta-feira (15) para mais uma celebração a Nossa Senhora das Vitórias, padroeira de Vitória da Conquista. Este ano, o tema é “Com Maria das Vitórias a Igreja reflete, confessa, celebra e testemunha a fé”.


Durante o novenário, que reuniu fieis de 32 cidades da Arquidiocese de Vitória da Conquista, aconteceram celebrações eucarísticas na Catedral Nossa Senhora das Vitórias. Já neste dia de Nossa Senhora das Vitórias, a programação começou com a alvorada festiva, missa na Catedral celebrada pelo bispo emérito de Teresina, dom Celso José Pinto da Silva. A missa festiva foi presidida pelo núncio apostólico do Brasil, dom Giovanni D’Aniello, seguida da procissão até a Catedral.






Fotos e informações: Blog do Anderson

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vaticano lembra os 68 anos do bombardeio em Hiroshima e Nagazaki


O presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz (Santa Sé) chegou nesta segunda-feira, 5, ao Japão para participar de diversas celebrações que lembram o 68º aniversário do bombardeio das cidades de Hiroshima e Nagazaki.

Segundo uma nota publicada pelo portal de notícias do Vaticano, o cardeal Peter Turkson vai recordar as dezenas de milhares de pessoas que perderam a vida, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, durante o bombardeio atômico que marcou a fase final da II Guerra Mundial.

A visita insere-se na iniciativa ‘Dez dias pela paz’, promovida pela Conferência Episcopal Japonesa, entre os dias 6 e 15 deste mês.

O programa do cardeal ganês iniciou-se hoje na catedral de Hiroshima, com uma missa, e prossegue nesta terça-feira, num encontro inter-religioso que vai reunir budistas, xintoístas e protestantes, no qual “pronunciará um discurso centralizado na colaboração recíproca para a construção da paz mundial”.

Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, duas cidades japonesas foram devastadas em segundos por bombas atômicas dos EUA, que mataram cem mil pessoas em Hiroshima e 74 mil em Nagasaki.

O presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz vai deslocar-se até Nagasaki, na quarta-feira, 7, onde participará de um jantar no centro inter-religioso para o diálogo sobre a paz mundial.

No dia seguinte, no âmbito de uma cerimônia inter-religiosa organizada no ‘Ground-Zero Park’ da cidade, o cardeal vai recitar uma oração por todas as vítimas, na qual também recordará particularmente todos aqueles que não morreram, mas que ainda hoje sofrem com os efeitos da radioatividade.

A viagem conclui-se na sexta-feira, 9, ainda em Nagasaki, com uma missa pela “paz no mundo”, refere o Vaticano.

Com Agência Ecclesia

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

De volta ao passado: Igrejas

Catedral católica, teve construção inciada em 1932, foi inaugurada em 1938 e concluída em 1944.
A atual Catedral Nossa Senhora da Vitória, cuja pedra fundamental foi lançada em 15 de agosto de 1932, com cerimônia religiosa oficiada pelo Cônego Exupério Gomes.

Frei Egídio de Elcito veio de Salvador como vigário da paróquia, trazendo o construtor português João Miguel Lourenço, que prosseguiu no trabalho da construção da Igreja, sendo por ele mesmo terminada. Frei Egídio faleceu em Salvador no dia 17 de agosto de 1963. Frei Isidoro de Loretto o substituiu como Vigário da Paróquia, tendo o Frei Apolônio como coadjutor.

Em 16 de maio de 1938 é colocada a cruz de cimento no alto da torre da Igreja e no dia 31 do mesmo mês é inaugurada a nova Matriz. A primeira missa foi celebrada pelo Padre Nestor Passos da Silva, Vigário da Freguesia que foi substituído pelo Frei Egídio. De junho a dezembro de 1940, foi vigário o padre Florêncio Sizínio Vieira, mais tarde Bispo de Amargosa e Conquista, sendo também vigário Frei Benjamim de Vila Grande e Frei Apolônio.

Tal como o templo anterior, a construção do novo prédio foi demorada. Somente em 1944, acompanhada de Casa Paroquial, considerou-se terminado o trabalho de edificação. O jornal “A Conquista”, dirigido pelo Padre Palmeira, em edição de 6 de agosto de 1944, publicou a seguinte manchete: “A Nova Igreja Matriz”.

  
 Padre Palmeira (ao centro) com os fiéis, na inauguração da "Nova" Catedral (1944)

Adquirido o terreno, em janeiro de l957, teve início, em 2l de março, a construção do Convento de Nossa Senhora de Fátima, futuro Seminário Seráfico da Província da Bahia, inaugurado em 1964. Os Capuchinhos trabalhavam na Paróquia de Nossa Senhora da Vitória e, ao mesmo tempo, cuidavam, também, da futura Casa Religiosa que estava sendo construída no Bairro Departamento (tem este nome por causa do antigo DNER – Departamento Nacional de Estradas e Rodagens – situado na esquina das avenidas Integração e Brumado). Juntamente com a construção do Seminário, os Capuchinhos abriram a primeira escola no bairro, ao lado da Igreja, aproveitando o galpão que servira de depósito para o material de construção, e que passou a abrigar 150 alunos do ensino primário. Surgia, assim, a Escola Centro de Assistência Social Nossa Senhora das Vitórias, nascente do Colégio Paulo VI. O nome da Escola foi colocado, obviamente, em homenagem à excelsa padroeira.

Fonte: Taberna da História do Sertão Baiano