sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mães brasileiras estão amamentando mais, mostra pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde fez o balanço dos últimos dez anos e constatou que as mães brasileiras estão amamentando mais. Em contrapartida, na Semana Mundial do Aleitamento Materno, que termina na nesta sexta-feira, 7, os bancos de leite em São Paulo pedem socorro.

Assista a reportagem



Dá para contar as gotas, não os benefícios do leite materno. Segundo a Dra. Maria José Mattar, da Sociedade de Pediatria de São Paulo, o leite materno é um alimento completo. "Ele tem todos os nutrientes para o desenvolvimento, tanto estrutural e neurológico, e também vai passar os anticorpos e células do sangue que vão ajudar a produção de anticorpos pelo próprio bebê".

A Dona de casa Elisa Quispe, amamentou os 4 filhos que teve de parto normal e com o pequeno Diego de apenas 8 dias não está sendo diferente. Mas poucas mães são como Elisa, apenas 40% delas em todo o mundo amamentam pelo tempo ideal.

"Aleitamento exclusivo por seis meses e a mãe deverá introduzir outros alimentos a partir desse tempo, e manter o aleitamento materno até o segundo ano de vida ou mais, se ela desejar", explica Dra Maria José.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em menos de dez anos, o tempo da amamentação aumentou em aproximadamente um mês e meio. Já os motivos que as mulheres alegam para a interrupção do aleitamento são as exigências do trabalho, falta de informação e a preocupação com a estética.

Mas existem aquelas que não amamentam por problemas de saúde, é quando elas podem recorrer aos bancos de leite, que fornecem gratuitamente o alimento nestes casos, mas em São Paulo, o inverno e as férias estão afastando os doadores.

As mães que estão amamentando e quiserem beneficiar outros bebês podem entrar em contato com o Banco de Leite mais próxima de sua cidade.

Por Renata Vasconcelos
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Uso excessivo de computador pode provocar fotofobia, adverte especialista

A hipersensibilidade à luz é cada vez mais comum em pessoas que passam horas em frente à tela do computador. Conhecida como fotofobia, essa intolerância prejudica a qualidade de vida do indivíduo, além de provocar desconforto e, eventualmente, enxaqueca, alerta Wilmar Silvino, oftalmologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

De acordo com Silvino, o agente causal da fotofobia não é o computador, mas a permanência excessiva diante da tela faz com que doença se manifeste.

A fotofobia pode, também, ocorrer como resultado de alterações do sistema ocular e de outros sistemas. As alterações mais freqüentes que levam à fotofobia são dores de cabeça frequente, noites mal dormidas, uso de óculos inadequados e tarefas que exigem atenção ocular para perto como, por exemplo, a utilização de computadores.

"No caso do uso excessivo do computador é importante que a pessoa faça intervalos de alguns minutos a cada duas horas", acrescenta o especialista, que também ressalta a necessidade de a tela do equipamento ficar na altura do nariz com distância de 50 centímetros do aparelho.

Com o esforço em frente à tela do monitor, a pessoa pisca menos, o que diminui a lubrificação dos olhos. "Piscando menos, os olhos ficam secos por evaporação excessiva da lágrima", diz o médico.

Riscos da doença

Pessoas de pele ou olhos claros podem apresentar a fotofobia por falta de melanina e devem tomar mais cuidado, usando diariamente óculos de lentes escuras, principalmente em locais ensolarados.

De maneira geral a doença pode comprometer a rotina do individuo, impedindo-o de fazer atividades como dirigir, caminhar durante o dia, tomar sol, assistir TV, trabalhar em frente à tela do computador, entre outras.

O tratamento para a fotofobia é variável, pois depende da causa que a gerou. Em casos originados a partir de doenças, é importante tratá-la o quanto antes. Mas há casos em que não há nenhum tipo de doença e sim um excesso de sensibilidade.

"Quando isso acontece é fundamental que a pessoa se habitue à claridade ou utilize lentes/óculos que protejam os olhos contra a claridade", finaliza o médico.

Veja abaixo algumas dicas para se prevenir contra a fotofobia:

* Faça um descanso de 10 minutos a cada uma hora de trabalho.
* Evite colocar o monitor em uma posição em que alguma janela fique de frente para seu olhar.
* Use o monitor do computador abaixo da linha do horizonte de visão.
* Pessoas com predisposição devem usar lágrimas artificiais (colírios) ou umidificar o ambiente.
* Mantenha uma distância de 50cm da tela do monitor.
* O uso de lentes de contato pede lubrificação extra dos olhos.

Fonte: Wnews/Uol

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dia do Padre: Carta aos sacerdotes do Brasil

Hoje, 4, dia em que se completa 150 anos do falecimento de São João Maria Vianey, padroeiro dos presbíteros também é comemorado o Dia do Padre. Por esta razão o presidente da Comissão Regional dos Presbíteros (CRP) do Leste 2 (Espírito Santo e Minas Gerais) e presidente da Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), Padre Francisco dos Santos divulgou uma carta em que parabeniza todos os padres do Brasil por seu dia, felicitando-os, e lembra também sobre o 13º Encontro Nacional de Presbíteros, que acontecerá na casa de retiros de Itaici, Indaiatuba (SP), em fevereiro de 2010.

Irmão Presbítero,

Na alegre esperança de prepararmos bem a celebração dos 25 anos dos Encontros Nacionais de Presbíteros no Brasil, nos dias 03 a 09 de fevereiro 2010, em Itaici, Indaiatuba/SP, no Ano Sacerdotal (19/06/2009 a 11/06/2010), dia do Padre, 04/08/2009, venho trazer-lhe um abraço fraterno e afetuoso, fazendo memória das palavras do Cardeal, Cláudio Hummes, Prefeito da Congregação para o Clero, em palestra proferida aos presbíteros no 12º ENP:
“...nossos sacerdotes, de modo geral, são homens dignos, bons, homens de Deus, admiráveis, generosos, honestos, incansáveis na doação de todas as suas energias ao seu ministério, à evangelização, em favor do povo, especialmente a serviço dos pobres e dos marginalizados, dos excluídos e dos injustiçados, dos desesperados e sofridos de todo tipo. A imensa maioria são sacerdotes fiéis à sua vocação e missão, fiéis e zelosos no exercício de seu ministério, na entrega total de seu ser ao Senhor e a Seu Reino”.
E continua em sua Carta aos Sacerdotes, no lançamento do Ano Sacerdotal: “...a Igreja quer dizer antes de tudo aos sacerdotes, mas também a todos os cristãos, à sociedade mundial, através dos meios de comunicação global, que se orgulha de seus sacerdotes, os ama, os venera, os admira e reconhece com gratidão seu trabalho pastoral e seu testemunho de vida”.

Lembrando, também, nosso texto-base de preparação ao 13º ENP, fruto de reflexão de nosso amigo colaborador, Pe. Paulo Suess, que deverá estar chegando logo às suas mãos, que nos fala no “Concluindo sem concluir” do “Sacerdote Elementar”:
“O mundo de hoje necessita do ‘sacerdote elementar’, não o virtuoso com dons extraordinários. O sacerdote elementar é o presbítero do bom senso que tem o dom de ‘elementarizar’ a fé no meio dos desacreditados e dos que não acreditam mais em si mesmo; o dom de dizer com poucas palavras e gestos elementares a razão de sua esperança aos desesperados; o dom e a força de abraçar aquela parte da humanidade que o mundo competitivo considera descartável”.

E ainda: “O sacerdote elementar é teologicamente perspicaz, bem informado, inteiro e livre. Reconhece os sinais dos tempos, seu lugar social e sua missão. Sabe que a pluralidade de religiões não lhe permite mais o papel exclusivo que teve na cristandade. Hoje o presbítero está obrigado a fundamentar melhor o porquê de sua catolicidade”.

Meu irmão, presbítero, companheiro de luta e caminhada, como apresentamos o texto-base do 13º ENP: “Esperamos que nós presbíteros do Brasil, possamos abraçar com entusiasmo esta proposição, aprofundando as motivações do ministério como dom de Deus para a edificação da Igreja”. Cristo é nossa alegria, nossa esperança. Diz-nos o Papa Bento XVI, durante a audiência concedida à Congregação para o Clero: “A centralidade de Cristo traz consigo a justa valorização do sacerdócio ministerial, sem o qual não haveria a Eucaristia, nem muito menos a missão e a própria Igreja”.

Parabéns pelo nosso dia, o Dia do Padre! Que São João Maria Vianney interceda a Deus por nós. Juntos, empenhados na preparação do grande ‘Kairós” do 13º ENP.

Pe. Francisco dos Santos-Presidente da CRP/Leste 2 e CNP.

Doença na gengiva aumenta risco de infartos e derrames

Apenas dois em cada dez adultos possuem gengivas sadias, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre os idosos, a taxa é de apenas 10%. Embora seja difícil para um leigo associar uma coisa e outra, inflamações na boca podem levar a doenças cardiovasculares como infarto e derrame, como confirma um novo estudo feito no Brasil.

A doença periodontal é uma infecção, causada por bactérias, que afeta os tecidos que rodeiam os dentes. 0 sinal mais característico é o sangramento frequente. O problema tem sido associado a diversas doenças, como diabetes, infecções pulmonares e até partos prematuros.

O novo estudo, feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), vinculados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fluidos Complexos, mostrou que pacientes com a doença nas gengivas têm níveis até quatro vezes mais altos de triglicérides (gordura) no sangue. Além disso, têm níveis mais baixos de HDL, o "bom colesterol".

O professor Antônio Martins Figueiredo Neto, do Instituto de Física da USP, um dos autores, explica que a doença periodontal leva o sistema imunológico a lutar contra as bactérias, mas o organismo acaba atacando o que não deve também. O processo gera o que os cientistas chamam de LDL (ou "mau colesterol") modificado, o verdadeiro vilão da saúde cardiovascular.

Se o LDL estiver íntegro, afirma o pesquisador, ele é metabolizado no fígado e levado pelo HDL para ser excretado. Ou seja, a pessoa não precisa de remédios para baixar o colesterol. "Mas o LDL modificado não participa do metabolismo e fica depositado na parede das artérias", diz. O resultado é a aterosclerose, o acúmulo de placas de gordura que pode causar infartos e derrames.

O estudo contou com uma nova técnica, chamada de Varredura-Z, para a dosagem da quantidade de LDL modificada no plasma. "Os resultados revelaram que pacientes com periodontite são portadores de um maior número de LDL modificadas quando comparados com os pacientes controle".

A análise foi feita em 40 pacientes com periodontite crônica, monitorados ao longo de um ano. Após tratarem a doença, a concentração de LDL modificada caiu significativamente, mostrando que a saúde bucal tem uma importância maior para a saúde do que simplesmente conservar o sorriso.

Por Tatiana Pronin
Editora do UOL Ciência e Saúde

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Equilibre-se: Dicas para seu equilíbrio, felicidade e tranquilidade

Ao sentar para a meditação todos os dias, você melhora a oxigenação do sangue, permite que o ritmo respiratório e os batimentos cardíacos se equilibrem, levando você a um estado de tranquilidade e relaxamento.

A meditação funciona. Tem o efeito oposto ao do estresse no organismo. Desacelera o metabolismo, diminui a pressão arterial, a tensão muscular e o ritmo respiratório. Auxilia no tratamento da enxaqueca, gastrite, tensão pré-menstrual, arritmias cardíacas, problemas circulatórios, de hipertensão e em várias doenças psicossomáticas.

Cada sessão de meditação é um passo para a saúde e a paz mental. E isto não é mágica. A melhora da saúde é uma consequência natural porque ao relaxar, ao se acalmar, o corpo libera seratonina, uma substância que atua no cérebro e causa sensação de bem-estar. Rejuvenesce e retarda o envelhecimento porque estimula o DHEA, hormônio associado à juventude.

O stress e a ansiedade diminuem porque descobrimos a maneira adequada de lidar com as situações, dando a elas a importância e o peso devido. Vamos ficando mais focados e concentrados no momento presente, sem esforço e sem tensões.

A própria ciência já demonstrou que uma mente apaziguada ajuda a prevenir doenças, acelera a recuperação física e até a cura. E o contrário também é verdadeiro. Pensamentos e sentimentos negativos contribuem para o surgimento de doenças, debilitam o sistema imunológico, deixando o corpo vulnerável a e atrapalham o restabelecimento da pessoa.

Ficou comprovada, através das pesquisas científicas que a meditação feita com regularidade contribui no tratamento da depressão, pânico, ansiedade, insônia.

A meditação fortalece o corpo que fica livre de doenças. Você dorme melhor. Experimenta a experiência do equilíbrio. Cria seu próprio milagre.

A meditação aquieta a mente, voltando-a para o interior, onde descobrimos o Ser interior, fonte de toda a vida, criatividade, paciência, compaixão, bondade, compreensão, coragem, sabedoria, entusiasmo e amor.

A meditação nos faz fortes, eficientes, competentes, corajosos, independentes e livres. Tais qualidades conduzem ao sucesso em todas as áreas da vida tanto material como espiritual. A meditação nos treina para comandar a própria vida.Desperta o amor dentro de nós.

Através da meditação, acontece a união perfeita da mente e do coração. Ela nos equilibra, unindo corpo, mente e espírito.

Durante a meditação, mudamos a frequência das ondas cerebrais e mentais que se acalmam. Você sente o que é paz de espírito e serenidade interior e isto é contagiante. É um grande trabalho social e humanitário porque meditando, você pode ajudar o ambiente e as pessoas, transmitindo tranquilidade.

Meditação não é uma ação egoísta, muito pelo contrário é um ato de compaixão. Você melhora, se harmoniza, desenvolve virtudes através da meditação e você leva essa transformação aonde você vai, aonde você vive e trabalha. Você contribui para a paz, com um coração mais pacífico, espalhando harmonia e compreensão.

Incorpore esta prática em sua vida diária, se tornando uma pessoa menos irritável, menos estressada, mais livre e pacífica. Fique em paz!

Fonte: Uol

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Amamentação pode salvar 1,3 milhão de crianças por ano, diz OMS

GENEBRA (Reuters) - Ensinar novas mães a amamentarem poderia salvar 1,3 milhão de crianças por ano, mas muitas mulheres não recebem ajuda e desistem, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira.

Menos de 40 por cento das mães do mundo permitem que seus filhos só se alimentem com leite materno nos seis primeiros meses de vida, conforme recomenda a OMS. Muitas abandonam o aleitamento porque não sabem como fazer o bebê agarrar o seio, ou sentem dor e desconforto.

"Quando se trata de fazer na prática, elas não têm apoio", disse a especialista da OMS Constanza Vallenas a jornalistas em Genebra, onde fica a sede da agência da ONU.

O problema, segundo ela, ocorre em países ricos e pobres, e precisa ser combatido a partir de hospitais, clínicas e centros comunitários.

A OMS alertou também para a necessidade de conscientizar as grávidas quanto à sua vulnerabilidade às gripes comum e H1N. A agência defendeu que as grávidas tenham prioridade para receber antivirais como o Tamiflu, especialmente nas primeiras 48 horas a partir do aparecimento de sintomas gripais.

"As grávidas, quando ficam gripadas, estão em risco e devem ir ao médico", disse a porta-voz Aphaluck Bhatiasevi. "É realmente essencial para as grávidas buscarem medicação."

Especialistas em saúde dos EUA dizem que as grávidas também deveriam ser as primeiras a serem vacinadas contra o vírus H1N1, dito "da gripe suína", e que pessoas que cuidam de bebês deveriam vir em segundo lugar.

A OMS recomenda que os bebês comecem a mamar no peito uma hora depois de nascerem, e que consumam apenas o leite materno durante seis meses -- o que exclui água, sucos ou alimentos sólidos.

A amamentação dá à criança nutrientes vitais, além de reforçar seu sistema imunológico, prevenindo contra doenças como diarreia e pneumonia. O leite em pó não fornece a mesma imunidade, e a água das torneiras em muitos lugares do mundo vem contaminada.

Vallenas disse que, se o índice de aleitamento materno nos seis primeiros meses de vida chegasse a 90 por cento, seria possível evitar cerca de 13 por cento das 10 milhões de mortes anuais de crianças menores de cinco anos.

Em nota divulgada a propósito da Semana Mundial da Amamentação, de 1o a 7 de agosto, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse ser importante dar apoio para que mães em zonas de desastres continuem ou recomecem o aleitamento.

"Durante emergências, doações não-solicitadas ou descontroladas de substitutos do leite materno podem prejudicar a amamentação e devem ser evitadas", disse Chan, argumentando que a interrupção do aleitamento pode agravar os riscos para crianças já vulneráveis. "O foco deve ser na proteção ativa e no apoio à amamentação."

Por Laura MacInnis

Os amigos nos ajudam a enxergar

As lentes são muito frias, não conseguem nos deixar ver por dentro

Uma menina muito esperta olhava, sentada aos pés de sua mãe, a costura que ela estava a bordar. Vendo de baixo a garota estava confusa, pois via um emaranhado de linhas de várias cores, mas sem sentido, não dava para entender nada. Incomodada, perguntou: – “Que está fazendo, mamãe, com tanta atenção neste monte de linhas? Eu não estou entendendo nada”. A mãe lhe respondeu: – “Estou bordando uma linda peça para enfeitar o seu quarto”. Imediatamente retrucou a menina: – “Eu não quero esse desenho feio!” A mãe, com toda calma, disse: – “Levante-se do chão e sente-se aqui do meu lado, para que você possa ver de cima, pois de cima se enxerga diferente”. Então ela viu um lindo arco-íris com todas as cores e bem feitinho.

De cima se veem as coisas de modo diferente. Quantas vezes, estamos exatamente como essa garota: olhando as coisas de baixo, no emaranhado, no burburinho, na agitação. Julgamos as coisas e as pessoas por aquilo que vemos ou por aquilo que nos falaram. Dessa forma, não temos a visão verdadeira da realidade e, por isso, muitas vezes, desanimamos e abandonamos um sonho, um projeto, ou desistimos de algo ou de alguém. Tudo isso, porque não decidimos ver as coisas do alto, de cima. Precisamos nos distanciar para ver melhor, ver os detalhes e entender o contexto.

Eu preciso de lentes especiais para que eu consiga enxergar o real e não ficar com as aparências, os “pré-conceitos”. Porque o essencial é invisível aos olhos, como lemos em “O pequeno príncipe”! É preciso alargar a visão, pois nem tudo que reluz é ouro, assim como nem tudo que brilha demais é precioso. Percebo o quanto a minha visão limitada me atrapalhou, pois o que eu via era uma parte e não o todo. Porque Deus nos surpreende, porque Ele nos enxerga no todo e não pela metade, por isso, nos ama. As lentes são muito frias, não conseguem nos deixar ver por dentro, por isso, eu preciso de lentes humanas e confiáveis.

Hoje eu me decido a ver as coisas de cima e não de baixo, não vou me contentar com minha visão e meus conceitos limitados. O amigo verdadeiro sempre nos enxerga na medida certa, não nos esconde a verdade nem fica mascarando as coisas. Eu posso dizer que meus amigos são minha segunda visão, e na maioria das vezes enxergam melhor do que eu. Quanto mais diferente o amigo, melhor é, pois é na auteridade, na diferença, que eu muitas vezes me descubro, afinal “as diferenças não são barreiras, são riquezas!”

Alarga, Senhor, a minha visão, cura a minha miopia, dai-me as lentes da Verdade e da Caridade. Mas, como mesmo de óculos eu não enxergo, dai-me muitos e verdadeiros amigos: “Amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o encontrou, encontrou um tesouro” (cf. Eclesiástico 6, 14-17).

Se você anda enxergando pouco, onde estão os seus amigos? Enxergar sozinho é pobre, é tão bom saber que posso dividir ou somar minha visão com meus amigos, eles “são o meu segundo coração”. É muito bom saber que não estou sozinho. Procure alargar a sua visão, não tenha medo dos outros.

E aos meus amigos: obrigado por me fazerem enxergar melhor. Muitas vezes os amigos se ausentam para que eu possa enxergar sozinho. O respeito é fundamental na amizade, por meio dele você consegue tirar as vendas do orgulho dos olhos de alguém.

Aos meus amigos que me ajudam a enxergar: obrigado!

Minha bênção amiga!

Padre Luizinho - Sacerdote Canção Nova

Dom Pepeu ordena novos Diáconos no próximo sábado

Serão ordenados às 18h do próximo sábado, (1/8) três diáconos para a Arquidiocese de Vitória da Conquista, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora das Vitórias. O Presidente da Ordenação e Celebração Eucarística será D. Luiz Gonzaga Silva Pepeu (OFMcap) – Arcebispo Metropolitano. Serão ordenados diáconos e, após seis meses, já poderão ser ordenados padres, os seguintes seminaristas:
André Costa Santos

Frenilson da Conceição Brito

Geneildo Almeida Lima

Papa Bento XVI lançará disco, diz gravadora

Gravação trará canções e passagens em várias línguas, inclusive português.

Um disco com a voz do papa Bento XVI será lançado no final do ano, segundo anúncio feito pela gravadora Geffen UK/Universal.

No disco, chamado inicialmente de "Alma Mater" ("mãe que alimenta" em latim), o pontífice gravará mensagens e cantará músicas em latim, italiano, espanhol, francês, alemão e português.

Segundo a gravadora, esta será a primeira vez que Bento XVI gravará um disco, que estárá sendo lançado com a benção do papa.

A gravação será lançada no dia 30 de novembro e a Geffen UK aposta que ele terá boas vendas na véspera do Natal.

Voz 'incrível'

O disco trará a Ladainha Lauretana, cantos marianos e oito melodias clássicas. O papa recitará passagens da Bíblia e orações acompanhado do coral da Filarmônica de Roma, conduzida por Pablo Colino, maestro emérito da Basílica de São Pedro.

A britânica Royal Philharmonic Orchestra gravará as composições clássicas nos estúdios Abbey Road, em Londres.

A gravadora e o Vaticano não divulgaram os valores envolvidos no lançamento do disco, mas, foi anunciado que os lucros do álbum serão doados para projetos de educação musical para crianças carentes pelo mundo.

O presidente da gravadora Geffen UK, Colin Barlow, disse que a voz do papa é "incrível". Entre outros artistas da gravadora, estão Snoop Dogg, Mary J. Blige e Pussycat Dolls.

"Nós estamos felizes que o papa Bento XVI mostrou apreciação e deu sua benção especial a esse projeto", disse Barlow.

Mais detalhes do disco serão anunciados em setembro, em um lançamento oficial do projeto no Vaticano.

Fonte: BBC/G1

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Estresse e falta de sono podem levar ao excesso de peso

Não são só o excesso de comida e a falta de exercícios que fazem engordar; conheça outros problemas que levam o corpo a acumular mais gordura

Pode soar como a desculpa mais esfarrapada de quem não consegue emagrecer: "Não como muito e engordo!". No entanto, os lamentos daqueles que ganham peso independentemente da ingestão de calorias podem ser reforçados por explicações científicas - e conhecê-las também ajuda a obter bons resultados em um programa de perda de peso.

Há alguns anos, pesquisadores de todo o mundo buscam entender os motivos que têm levado a população a ganhar mais peso. "A epidemia de obesidade vem de 30 anos para cá. Pensa-se que as pessoas comem mais e estão mais sedentárias, mas há outras coisas que ajudam a explicar esse fato", diz Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Não que a fórmula consagrada para emagrecer (ingerir menos calorias do que se gasta) não deva ser levada em conta, assim como a genética, fator predisponente por excelência. Porém, há situações e agentes externos que modificam o metabolismo e favorecem o acúmulo de gordura, estimulam o apetite ou dificultam a queima das células gordurosas.

"É preciso saber que a gente não controla absolutamente nosso peso. Existem mecanismos, alguns ainda desconhecidos, que também exercem controle. Não é só "fechar a boca", é preciso identificar outras causas que podem estar interferindo no aumento do peso", afirma Maria Tereza Zanella, endocrinologista da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

A estudante de nutrição Paula Bokor, 28, sabe bem que parar de comer pode não ser suficiente para emagrecer. Desde que sua irmã mais nova morreu, há um ano, ela acumulou 11 quilos extras. O problema também atingiu seu irmão, que ganhou 20 quilos no período.

"Sempre controlei meu peso com alimentação e exercícios. Nesse ano, porém, não me pesava, não dava importância. Só recentemente eu me dei conta de que tinha engordado muito e de que isso poderia estar relacionado ao trauma", diz.

Mesmo controlando a alimentação e usando remédio para perda de peso com orientação médica, Paula ainda não conseguiu emagrecer. "Ao menos estacionei nos 11 quilos. Mas minha endocrinologista me aconselhou a fazer acompanhamento psicológico", diz.

O estresse, causado por questões emocionais ou por pressão no trabalho, por exemplo, tem sido considerado um dos principais fatores predisponentes ao acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.

Situações estressantes propiciam o aumento na secreção de cortisol, hormônio que estimula o apetite e aumenta a proliferação e o acúmulo das células de gordura. Para Halpern, do HC, o estresse crônico pode contribuir para elevar medidas mesmo que a pessoa não consuma calorias em exagero.

"Outro mecanismo descoberto mais recentemente é o aumento da secreção do neuropeptídio Y, substância que eleva a sensação de fome e favorece a deposição de gordura no abdômen", acrescenta Walmir Coutinho, professor de endocrinologia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro.

Para que o programa de redução de peso seja eficaz, em muitos casos são indicadas terapias complementares para diminuir os níveis de estresse, como acupuntura, ioga e meditação. "Todos os mecanismos de relaxamento e liberação de endorfina ajudam e, aqui, entram também os exercícios, não só por causa da queima calórica mas pela sensação de bem-estar", afirma Zanella.

Sono ruim

Durante os últimos dois anos, a coordenadora de enfermagem Aline Maia, 29, trabalhava à noite, em esquema de plantão. Há dois meses, foi promovida no hospital e agora atua em horário comercial.

As mudanças nos padrões de sono e o aumento da responsabilidade com o novo cargo dificultam um descanso de qualidade durante a noite. O resultado foram cinco quilos a mais adquiridos no último bimestre, ainda que a alimentação seja equilibrada no dia a dia.

"Fui proibida de trabalhar mais de oito horas por dia e fico estressada porque tenho de dar conta de todo o trabalho nesse período. Tenho vários estímulos que não me deixam relaxar à noite e durmo mal, fico planejando o que vou fazer no dia seguinte, demoro para pegar no sono e tenho medo de não acordar na hora: programo três celulares para tocar às 5h30."

A secreção de alguns hormônios está relacionada ao sono e, quando há privação desse descanso, podem ocorrer mudanças que contribuem para o acúmulo de gordura corporal.

Por exemplo, há redução de leptina -hormônio relacionado à sensação de saciedade e que também facilita o gasto de energia pelo organismo. Quando se dorme menos também ocorre o aumento na secreção de grelina, o hormônio responsável por estimular o apetite.

"Vemos ganho de peso em quem não tem um ritmo normal de sono, como quem trabalha em esquema de plantão", diz Márcio Mancini, presidente da Abeso (Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

Quem sofre de apneia também apresenta mais chances de acumular gordura, especialmente na região abdominal. A doença pode causar falta de oxigênio no cérebro, o que funciona como um agente estressor, estimulando a liberação de cortisol e todos os efeitos do estresse no ganho de peso.

"Magros com apneia têm mais peso do que os que não têm a doença -e acumulam gordura no tronco mais do que os outros", diz Zanella, da Sbem.

Remédios

Alguns antidepressivos e antipsicóticos podem estimular o apetite ou a compulsão por açúcar em alguns pacientes e levar ao aumento de peso. Outras hipóteses são a redução do metabolismo e o aumento na reprodução de células adiposas com o uso dessas drogas.

O ideal é observar se há ganho de peso que coincide com o início do uso do remédio e comentar com o médico. Em alguns casos, é possível trocar a droga por outra menos danosa ou tratar o efeito colateral.

"Recomenda-se desde o controle da alimentação até o uso de remédios, sempre com orientação médica. Infelizmente, os pacientes só buscam um especialista após terem engordado muito", diz Coutinho.

Os corticoides, drogas de ação anti-inflamatória, têm na lista de seus efeitos colaterais o favorecimento do acúmulo de gordura. Quando ingeridos, provocam no organismo efeitos semelhantes aos do cortisol.

A estudante de direito Daniela Gomez, 20, precisou tratar uma doença autoimune no sistema nervoso com esse tipo de remédio. De dezembro do ano passado até o início de julho, havia adquirido 20 quilos -recuperou os nove que perdeu durante uma internação anterior e ganhou mais 11.

"Fui avisada de que os remédios alteravam o metabolismo, mas não achei que seria tanto. Sempre estive um pouquinho acima do peso ideal e conseguia controlar com a alimentação."

No início, sentiu o apetite aumentar muito -um dos conhecidos efeitos do cortisol- e comia o dia inteiro. Depois, tentou se controlar, mas não conseguia perder peso.

No último dia 10, encerrou o tratamento com o corticoide e, desde então, perdeu três quilos.

Outras causas

A baixa ingestão de cálcio também tem sido relacionada ao maior acúmulo de gordura corporal. Alguns estudos sugerem que esse mineral é importante no processo de quebra de gordura e que, na sua falta, há acúmulo de tecido gorduroso.

No entanto, não adianta tomar suplementos de cálcio com a intenção de emagrecer. As pesquisas mostram que o cálcio da dieta (presente em leites e derivados, por exemplo) é mais importante nas reações químicas que envolvem a queima de gordura. O indicado é atingir a recomendação de 1.000 mg diários do nutriente.

Maria Tereza Zanella pondera que as associações encontradas podem ocorrer por uma intolerância à lactose mais frequente em obesos (daí a falta de cálcio no organismo). Dados preliminares de um estudo da Unifesp com 45 pacientes mostram que obesos mórbidos são mais intolerantes à lactose.

Outra questão que pode contribuir para o ganho de peso é passar a maior parte do dia dentro do escritório. O problema está nas chamadas "zonas termoneutras", áreas com temperatura estável o ano todo à custa de ar condicionado. Elas não permitem que as pessoas sintam frio durante o inverno, situação que acelera o metabolismo. "E no verão, quando as pessoas tendem a comer menos por causa do calor, quem fica no ar condicionado acaba consumindo a mesma quantidade de comida", analisa Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de SP.

Por Julliane Silveira
Fonte: Folha de São Paulo