quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Comemora-se hoje o Dia Mundial de Lavar as Mãos

Pesquisas mundiais apontam que 40% das pessoas não lavam as mãos após ir ao banheiro. Para tentar conscientizar a população sobre como esse simples gesto pode salvar vidas, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) promove hoje, 15, o primeiro Dia Mundial de Lavar as Mãos.

De acordo com a porta-voz do Unicef em Genebra, Véronique Taveau, a cada dia, cinco mil crianças menores de cinco anos morrem, no mundo, por causa da diarreia. "A metade destas mortes pode ser evitada se as crianças desenvolverem o hábito de lavar as mãos com sabão, antes do almoço e depois de ir ao banheiro", ressaltou.

Véronique Taveau disse ainda que o Dia Mundial de Lavar as Mãos abre uma "verdadeira batalha planetária pela higiene", cujos protagonistas serão as crianças. "São as crianças, que em casa com a família ou na comunidade, irão introduzir em seu meio um gesto simples que salva vidas", sublinhou.

Na ausência de pia ou na presença de uma pia que não oferece condições suficientes de higiene, o gel de limpeza de mãos é tão eficiente quanto lavar corretamente as mãos, com água e sabão, pois a maior parte deles contém álcool, que remove grande parte das bactérias.

Fonte: Canção Nova

Obesidade já atinge 400 milhões de pessoas no mundo

A obesidade é um problema de saúde pública mundial. Já são 400 milhões de obesos no mundo. No Brasil 11% da população tem a doença. Mas por que é tão difícil emagrecer?

Assista à reportagem



Por Renata Vasconcelos
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Horário de verão começa domingo e vai durar 126 dias

A 36ª edição do horário de verão brasileiro começa no próximo domingo, 18 de outubro, e se estenderá por 126 dias, até 21 de fevereiro de 2010. Na passagem de sábado para domingo, à 0h, os relógios deverão ser adiantados uma hora nos Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida vai vigorar no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

De acordo com informações do Ministério das Minas e Energia, o horário de verão é adotado sempre nesta época do ano por causa do aumento na demanda, resultado do calor e do crescimento da produção industrial às vésperas do Natal. Nesse período, os dias têm maior duração por causa da posição da terra em relação ao sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.

O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931, com duração de cinco meses. Até 1967 a mudança no horário ocorreu 11 vezes. Desde 1985, no entanto, a medida vem sendo adotada sem interrupções, com diferenças apenas nos Estados em que esta mudança é adotada, e no período de duração.

Nos últimos 10 anos, segundo o Ministério de Minas e Energia, a adoção do horário de verão possibilitou uma redução média de 4,7% na demanda por energia no horário de maior consumo, chamado horário de "pico", que ocorre entre 18h e 21h. Essa redução significa que as usinas deixaram de gerar, no horário mais crítico, cerca de 2.000 MW (megawatts) a cada ano, ou 65% da demanda do Rio de Janeiro, ou ainda 85% da demanda de Curitiba.

A previsão de redução da demanda para esta edição é 4,4% nas regiões Sudeste e Centro-oeste. No sul, a estimativa é de 4,5%.

Fonte: Terra

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dom Geraldo destaca como Maria sempre foi servidora

"Não fomos nós que criamos Nossa Senhora. Foi Deus quem quis que seu Filho nascesse de uma mulher (...). E ela sempre foi servidora". Com esta afirmação, o Cardeal e Arcebispo primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo, destacou a importância de Maria para a humanidade e como foi preparada para ser a mãe de Jesus.

Assista



O arcebispo esteve em Aparecida (SP), nesta segunda-feira, 12, e celebrou a Santa Missa solene em honra à padroeira do Brasil e ressaltou como deve ser a vivência da fé dos cristãos: "Nossos cristãos sejam cheios de fé, uma fé vivida, muito autêntica, muito testemunhada".

Fonte: Canção Nova

Novo Papel do Gerente - II (Por Ítalo Brito)

Os conceitos de comportamento gerenciais sempre serão cruciais no alargamento da gestão efetiva. As organizações que utilizam o capital intelectual dos líderes bem preparados para exercerem os princípios estabelecidos por Fayol, de planejar, organizar, comunicar, coordenar e controlar terá desempenhos eficientes nas tarefas, pois as atividades gerenciais dos líderes correspondem às atividades de direção e capacitação dos colaboradores, com o escopo de promover a renovação da organização...

assegurando a harmonia no ambiente em que a empresa está inserida, viabilizando o diagnóstico de suas deficiências e pontuando os aspectos positivos. O novo administrador e o gerente devem desempenhar suas competências entendendo que seu papel é determinante para a sobrevivência e sucesso da equipe de sua responsabilidade que influencia diretamente no planejamento da organização em relação a suas metas e objetivos, pois a excelência de uma empresa esta alicerçada no comportamento de seus líderes e liderados. A maneira como seus líderes enxergam o mundo, sua dedicação e sua integridade são a razão porque uma empresa conquista o sucesso. Segundo Chiavenato (1994, p. 145), “os gerentes são responsáveis diretos pela sobrevivência e pelo sucesso da organização. Cada sucesso da empresa é o sucesso de um ou mais gerentes. Cada fracasso é o fracasso de um ou mais gerentes”.

O gerente deve dominar o conhecimento que o habilite a conduzir pessoas na excelência de sua função de liderança e o mesmo precisa administrar as diferenças entre os membros de sua equipe, pois seu papel é importante em todas as atividades e em todas as organizações, principalmente nas empresas, onde sua função de liderança deve ser algo peculiar e não apenas uma delegação do cargo exercido, uma vez que um bom dirigente deve ser um bom líder. Chiavenato (1994, p 157) afirma que, nem sempre “o líder é um dirigente ou gerente”. Diante do exposto, pressupõe-se que as ações de um indivíduo, que exerce influência sobre outros no ambiente, ainda que de maneira informal está exercendo liderança. No contexto organizacional a empresa precisa de líderes alocados hierarquicamente em seu quadro formal, gerindo nas áreas de sua atuação, e é na gerência que reside o ponto mais crítico da liderança. Chiavenato (1994, p. 146), acrescenta, ainda que; O gerente não lida apenas com capital ou dinheiro, com máquinas ou equipamentos, mas trabalha, sobretudo com pessoas. É através das pessoas que o gerente consegue a execução das tarefas a alocação dos recursos materiais e financeiros a produção de bens ou serviços, bem como o alcance dos objetivos organizacionais.

Constata-se que os diversos estilos de liderança presentes nos administradores e gerentes devem desenvolver políticas abrangentes e, com base na contribuição deste estudo, estabelecer um ambiente onde todos interajam com uma visão voltada para as pessoas e suas diferenças, e que as mesmas sejam orientadas a desempenharem com eficiência suas tarefas, visando sempre à eficácia das metas estabelecidas pela organização. Ser gestor é muito mais do que analisar e produzir resultados econômicos, ser gerente é ser um líder, com uma visão voltada para os colaboradores que motivados e valorizados produzirem os resultados esperados pela organização. Embora existe uma diferença notória entre o papel desenvolvido por um gerente em relação às características de um líder, os dois acabam por se aproximarem no que se refere à atuação em organizações, e sabe-se que é um tanto quanto difícil fazer uma separação distinta das atividades. Para ser um gerente dinâmico é imprescindível que o mesmo exercite os papéis de liderança no ambiente organizacional. Para Silva (2001, p. 262), “uma visão comum é que o trabalho do gerente requer a habilidade da liderança e a liderança e, um efeito, um subconjunto do gerenciamento, ainda que liderança seja um atributo especial que pode ser diferenciado dos outros elementos do gerenciamento”. O grande desafio nesse sentido é diferenciar as ações de um gerente de um líder gerente, e nesta visão Bennis, Snell (1996, p. 42) aponta as diferenças de comportamento entre o líder e o gerente, para ele; O gerente administra; o líder inova. O gerente é uma copia; o líder é original. O gerente mantém; o líder desenvolve. O gerente prioriza sistemas e estrutura; o líder prioriza pessoas. O gerente depende do controle; o líder inspira confiança. O gerente tem uma ação em curto prazo; o líder, perspectiva de longo prazo. O gerente pergunta como e quando; o líder pergunta o que e por que. O gerente vive com olhos voltados para o possível; o líder com olhos no horizonte. O gerente limita; o líder inventa. O gerente aceita o status quo; o líder desafia. O gerente é bom soldado clássico; o líder é seu próprio comando. O gerente faz certo as coisas; o líder faz as coisas certas.

Italo Brito – Administrador, Pós-graduando em Gestão de Pessoas (FAINOR), Gerente comercial da COFET e Tutor da UNOPAR.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um modelo de docilidade - Maria simples criatura escolhida como mestra do amor

A alegria e a emoção invadem o meu coração neste momento que escrevo sobre Maria, a mulher que abandonou-se inteiramente nas mãos do Criador.

A mestra do amor que gera o Mestre do amor, pois só quem ama e capaz de submeter-se ao amor e assumir todas as suas conseqüências.

Maria, uma mulher que teve a coragem de renunciar ao seu lindo plano de amor, que era casar-se com Jose, por causa de um Bem Maior: ser a Mãe do Salvador.

Muitas vezes em nossa vida, nos não conseguimos viver a vontade de Deus, porque temos dificuldades de fazer a troca de um Bem por um Bem Maior. Mas, quando amamos a Deus sobre todas as coisas, os nossos desejos e interesses são considerados mesquinhos e pequenos diante da grandeza, bondade, sabedoria e amor do Pai.

Maria fez da sua felicidade a realização do projeto de Deus. Nós também somente conquistamos a felicidade autêntica imitando-a na realização de uma total entrega a Deus. E todo aquele que ama Jesus prefere a vontade e os desejos do Pai.

Entre inúmeras virtudes de Maria, saliento a sua docilidade e obediência a Palavra de Deus, que capacitou Maria para gerar o próprio Deus. Os discípulos de Jesus são aqueles que acolhem a Palavra e permitem que as suas vidas sejam transformadas e conduzidas por ela. Jesus reconhece todas as pessoas que seguem o exemplo da sua mãe. “Felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11, 28). Se todos ouvissem a Deus como Maria, teríamos pessoas mais felizes e uma convivência humana bem mais fácil.

Maria, simples criatura de Deus, foi escolhida como modelo de abertura total à ação do Criador. Ele olhou para a humildade da Sua serva; e ela, apesar de uma escolha de destaque, continuou sendo simples e humilde. Torna-se verdadeira discípula e assume a missão de apresentar o filho de Deus para o mundo. Para entendermos a missão de Maria é preciso nos abrirmos ao projeto de Deus, que visa o bem humano, a nossa união, a convivência fraterna de todos, tendo em vista a conquista ao Premio Celeste: o Céu.

Toda a humanidade deveria reconhecer a escolha de Deus: Maria, a Mãe de Deus, como esta no evangelho de Lucas: “Todas as gerações me chamarão Bem-Aventurada” (Lc 1, ) . Ela deseja que todos os seus filhos brasileiros a acolham como a anfitriã do nosso Pais, a nossa mãe. O mundo atual tem levado as pessoas a serem egoístas e competitivas, mas nos brasileiros não podemos deixar que esta maneira de ser nos contagie, porque somos um povo que acolhe o estrangeiro e tem gestos de amor para com o outro.

Neste dia da Virgem Aparecida, a Rainha e Padroeira do Brasil, vamos pedir ao Pai que Ele una os nossos corações, para que cada vez mais possamos nos render ao amor daquela que e a mestra do amor e que gerou o Mestre do Amor. O amor não divide, o amor se multiplica. Aprendamos com ela a amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a nos mesmos. Se você ainda não se relaciona com Maria como uma mãe, comece hoje a dar os primeiros passos, e deixe que ela entre em sua casa, em seu coração e seja a sua educadora e mestra, a sua amiga, conselheira, consoladora, auxilio e companheira rumo ao Céu!

Foto

Marina Adamo
marina@cancaonova.com
Marina Adamo é missionária da Comunidade Canção Nova, atualmente na Casa de missão do Georgia, USA. É autora do livro "Nínive ou Társis? Como escolher um caminho seguro", da Editora Canção Nova. Blog: http://blog.cancaonova.com/marinaadamo

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mulheres chefiam mais de um terço das famílias brasileiras, mostra pesquisa.

O aumento da presença feminina no mercado de trabalho impulsionou as mulheres à chefia de mais de um terço das famílias brasileiras até 2008, indicou um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), esse número subiu de 25,9% há 11 anos para 34,9% no ano passado.

Mesmo quando há um homem presente, 9,1% das mulheres são consideradas a pessoa de referência da casa, contra 2,4% delas em 2008, apontou o levantamento feito com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Os dados levam em consideração apenas a opinião dos próprios membros da família.

"Esses dados podem estar revelando aspectos importantes para a análise das transformações que vêm ocorrendo de forma substancial no contexto das relações familiares e de gênero, na maioria das sociedades atuais", diz o texto divulgado pelo IBGE.

"Entretanto, é necessário investigar os motivos pelos quais a escolha da pessoa de referência é feita, para se obter subsídios e compreender melhor o significado dos papéis exercidos pelos membros que compõem as famílias no Brasil." A situação financeira, indica a pesquisa, é determinante compreender isso, aponta o instituto.

Ainda donas de casa
A participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro saltou de 42 para 47,2% entre 1998 e 2008 - que não significa, entretanto, que elas tenham se livrado das tarefas domésticas.

Entre as que têm emprego, 87,9% cuidam dos afazeres do lar, enquanto entre os homens esse número chega a 46,1%. O número médio de horas semanais dedicado a tarefas domésticas pelas mulheres é de 20,9. Para os homens, 9,2 horas.

As mulheres também levam vantagem na escolaridade média - o que influencia na entrada mais tardia delas no mercado de trabalho e, por consequência, tem peso sobre o número feminino na condição de chefe de família.

Em 2008, em áreas urbanas, a média das mulheres foi de 9,2 anos de estudos, contra 8,2 anos para os homens. No campo, elas somam 5,2 anos de escola na média, contra 4,4 anos deles.

Por Maurício Savarese
Fonte: UOL Notícias

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dom Geraldo Lyrio preside celebração de abertura da 3ª Semana Brasileira de Catequese

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, presidiu, ontem (07), em Itaici (SP), a celebração de abertura da 3ª Semana Brasileira de Catequese (SBC). O evento reuniu 480 catequistas de todo o país, dentre os quais, dois cardeais, 25 bispos, vários padres e religiosas, além de assessores da CNBB. Eles discutirão, até domingo, 11, o processo de iniciação dos batizados à vida cristã.

A celebração foi marcada por símbolos que lembram a adesão das pessoas fé cristã pelo batismo e seu compromisso com o anúncio do evangelho de Jesus Cristo. Ao final, os coordenadores da catequese nos 17 Regionais da CNBB entregaram a cada participante uma cruz, lembrando o compromisso de todos como missionários assumido no dia do batismo.

A primeira Semana Brasileira de Catequese foi realizada pela CNBB em outubro de 1986 e teve como tema “Catequese, fé e vida em comunidade”. Em 2001, a 2ª Semana de Catequese discutiu o tema “Com adultos, catequese adulta”.

A 3ª SBC faz parte da programação do Ano Nacional Catequético, lançado pela Comissão Bíblico-catequética da CNBB. Segundo o presidente a Comissão, dom Eugênio Rixem, a Semana “é a culminância de todas as atividades desenvolvidas ao longo do Ano Catequético”. “O tema ‘Iniciação à vida cristã’ nos desafia a centrar forças na ação evangelizadora através de uma catequese que forma para o discipulado”, completa.

Fonte: C.N.B.B.

Para não falar mal dos outros - Aprendemos a usar o filtro triplo da verdade

Uma pessoa muito desejosa para mudar de vida se esforçava para não cometer os mesmos defeitos e pecados me segredou: _Padre o que faço para me controlar, não julgar e falar mal das pessoas?

Como esta nossa irmã temos muitos pequenos defeitos e vícios que precisam ser controlados através de uma firme e consciente luta interior. Por exemplo, falar mal dos outros revela o quanto somos inseguros, invejosos e muita imaturidade para trabalhar os relacionamentos e conflitos interiores.

Um segredo para crescer nas virtudes é a perseverança nas suas práticas e, isso requer sempre esforço, renuncia e oração, contando sempre com o auxilio do Divino Espírito Santo, nosso mestre de santidade. Eu lembrei desta historia, é bom fazer uma revisão dos nossos costumes:

Certa pessoa encontrou-se com o filosofo Sócrates e lhe disse: _ Tenho algo a lhe dizer sobre um amigo seu… Sócrates respondeu: _ Permita-me lhe propor passar pelo Filtro Triplo para aceitar seu comentário.

A pessoa disse claro que sim, o que é esse tal de filtro triplo?_ Para que eu te ousa falar algo de alguém, mesmo que não fosse meu amigo, teria que passar por um filtro de três condições.

A primeira é a VERDADE, você tem absoluta certeza de que, o que vai me falar é verdadeiro?_ O camarada respondeu: não, ouvi outra pessoa falar isso sobre seu amigo. _ Sócrates disse: então não tenho dever nenhum em te ouvir já que não tens a veracidade do que vais me falar, mesmo que a pessoa em questão não fosse digna de respeito. E continuou Sócrates, vou te revelar o segundo filtro para que eu pudesse te ouvir, já que a Verdade seria suficiente para não te escutar.

É o filtro da BONDADE. É bom para eu saber o que tens a me dizer sobre meu amigo? _ O homem respondeu: não é algo bom, é desagradável. _ Retrucou Sócrates: se não é verdadeiro e muito pior, para que me interessaria saber algo que poderia estragar o meu dia, não sendo verdadeiro nem bom. Mas vou te falar sobre o terceiro filtro para que as nossas conversas não sejam vazias e nada construtivas.

É o filtro da UTILIDADE, será para mim e para você algo útil, vai me servir para aumentar minha sabedoria e credito sobre meu amigo?_ O homem cosou a cabeça e disse: não acho que seja útil nem para mim nem para ti. _ Pois bem, disse Sócrates, a nossa conversa acaba por aqui, sabendo que, o que devemos acumular nesta vida é a Sabedoria.

Como seria bom se todas as nossas conversas passassem por este filtro, isso sem falar que falta um filtro preciosíssimo ao nosso caro filosofo Sócrates, o filtro da CARIDADE, ou seja, O AMOR FRATERNO, que nos foi ensinado por Jesus Cristo, o mestre dos mestres. Seu ensinamento foi simples, mas capaz de mudar o mundo.

Vejamos o que nos diz São João: “Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade! Ai está o critério para saber que somos da verdade; e com isto tranqüilizaremos na presença dele o nosso coração”. 1João 3,18-19

Mais do que uma filosofia o Amor é um principio de vida. Todas as outras práticas, respeito, verdade, bondade e utilidade, têm no amor o seu alicerce principal. Antes de tudo, faltam a nós esses passos do filtro triplo porque nos falta o amor, a compaixão. Ele é uma conquista, exige tempo, suor e muitas vezes lagrimas. È preciso saber perder, para ganhar, pois amar muitas vezes é renunciar, é esquecer de si, para que o outro venha pra fora, é aprender a promover o outro, e porque não dizer morrer, para que o outro viva.

Isso tudo nos ensinou Jesus, não um filosofo, mas um mestre da vida, do comportamento, do respeito humano, da qualidade de vida, da dignidade da pessoa, porque, antes de tudo nos ensinou que o AMOR é a única maneira de mudarmos o mundo a partir das pessoas. Faltam verdade, bondade e utilidade, porque antes de tudo falta-nos o amor, e todas as pessoas são capazes de amar. Podemos usar o filtro de Sócrates, mas acrescentamos à vida de Jesus, o amor.

Minha benção fraterna.

Padre Luizinho
Com. Canção Nova

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Família - As crianças e a Bíblia

Volto a dizer que me deixa muito feliz ouvir o testemunho de um número cada vez maior de casais que estão iniciando seu dia ouvindo, meditando e rezando o Evangelho (da liturgia diária), encontrando nele a luz para enfrentar os desafios à fé e procurando transformá-lo em testemunho na família, no trabalho e na convivência social.

É motivo de alegria saber que começa a ser colocado em prática o recado às famílias, dado pelo Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus. Realizado em Roma em outubro de 2008, com o tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, a Mensagem Final dos Bispos recomendava: “Queridos irmãos e irmãs, guardai com carinho a Bíblia em vossas casas, lede-a, aprofundai e compreendei plenamente suas páginas, transformai-as em oração e testemunho de vida... (...) Fazei que ela ressoe no começo do vosso dia, para que Deus tenha sempre a primeira palavra, e deixai-a ressoar em vós à noite, para que a última palavra seja de Deus”.

A Bíblia e as crianças

Mais alegre me torno na medida em que fico sabendo que muitos pais estão descobrindo o jeito de envolver seus filhos ainda crianças nessa escuta ou leitura diária da Palavra de Deus. Isso é muito bonito. É precioso investimento. As sementes dos valores evangélicos, lançadas diariamente neste terreno fértil, que é o coração das crianças, certamente se multiplicarão em preciosos frutos de vida. A família e a sociedade agradecem porque serão profundamente beneficiadas.

Os pais são os primeiros catequistas de seus filhos. Ensinam, sobretudo, a partir do exemplo. Os filhos valorizam a Bíblia na medida em que vêm pai e mãe lendo e meditando, diariamente, a Palavra de Deus e colocando-a em prática. Esse testemunho permitirá que eles, os filhos, possam, desde cedo, ir aprendendo a ler e a perceber a importância da palavra divina em suas vidas, deixando-se também moldar pelos critérios de Deus.

Narrar ou ler histórias da Bíblia

Para os pais, primeiros catequistas de seus filhos, na medida em que avançam na vivência da fé – baseada na experiência do encontro com a pessoa de Jesus Cristo, da escuta de sua Palavra e no conseqüente compromisso da missão –, é importante que também evoluam no conhecimento da Bíblia e na maneira mais adequada e pedagógica de transmiti-la aos filhos.

Nesta perspectiva, deve-se valorizar a narração ou mesmo a leitura das histórias da Bíblia. Contar história é uma forma de comunicação e um método agradável de ensino. É uma arte que faz parte do patrimônio cultural dos povos.

Na Bíblia encontramos textos que podem ser lidos, outros narrados e, melhor ainda, outros que podem ser encenados, sobretudo quando se consegue ter em volta um número maior de crianças. É importante que tanto a leitura quanto a narração ou a encenação consigam transmitir a beleza e o encantamento da mensagem. É bem provável que esses encontros, agradáveis por natureza, se tornem também inesquecíveis.

Não é demais lembrar os pais que procurem focalizar a ação libertadora de Deus, expressa no fato bíblico. Por outro lado, deve-se ter o cuidado de não fixar a atenção somente no aspecto moral. Sempre que possível, ligar o passado com o presente, atualizando o texto.

Como narrar bem as histórias bíblicas?

Irmã Jovelina de Lourdes Pereira, nossa conhecida mestra em Catequese, sempre presente na p. 8 deste jornal, dá as dicas para pais e catequistas fazerem uma boa narração de histórias bíblicas:

– Escolher adequadamente o texto. Estudá-lo, ter segurança na seqüência dos fatos.

– Narrar com emoção, vivendo a história.

– Vivacidade na narração: fazer gestos, sem exagerar.

– Modular a voz, adequadamente... Boa dicção.

– Utilizar sons onomatopaicos (imitar os sons).

– Evitar cacoetes como: aí...aí... aí..., né... né... então... então...

– Fazer pausas rápidas, após momentos de suspense.

– Não falar alto nem baixo demais.

– Usar gravuras, se possível.

– Entusiasmo e alegria, ao narrar às maravilhas que Deus fez e faz para nós.

Como ler as histórias da Bíblia?

Além das importantes observações acima, nossa Irmã Jovelina recomenda para as leituras de histórias da Bíblia mais estes detalhes:

– Escolher o texto que deve ser lido. Os textos que descrevem paisagens são mais próprios para serem lidos, a fim de não perder a beleza da descrição. Ex: Tempestade: Lc 8,22–25. Os textos com mais enredo são mais indicados para a narração. Ex: Filho Pródigo: Lc 15,11–32.

– Garantir o silêncio do grupo, antes de iniciar a apresentação do texto bíblico.

– Cuidar que a velocidade da voz seja adequada à natureza do texto.

– Fazer pausas e pontuação corretas, facilitando ao filho ou catequizando a visualização mental da cena, o “sentir” e o “acolhimento” à Palavra em seu coração.

– Dar vida à leitura, aos diálogos, caracterizando os personagens, proporcionando a emoção que o texto inspira, observando as características do texto: diálogos, cenas tristes ou alegres, sentimentos de raiva ou de compaixão.

Primado da Palavra de Deus na família

Os pais educam, formam seus filhos, transmitem-lhes valores por aquilo que são e fazem. A força do exemplo vale mais do que milhares de palavras.

De fato, os filhos precisam mais de modelos a imitar do que de simples instrutores. Vendo os pais apaixonados pelo Reino de Deus, aprendem a orientar sua vida pelos valores do Reino. Vendo os pais dando o primado à Palavra de Deus na vida da família, buscarão também pautar sua vida pelos ensinamentos divinos.

Fonte: O Lutador
Local:Belo Horizonte